“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...

30 janeiro 2006

Colecções Reformistas

Quando era 'puto' (era assim que se dizia para os lados da "praceta" - junto ao antigo quartel e do parque, onde cresci) haviam colecções de cromos de tudo e mais alguma coisa: desporto, música, zoologia, natureza, "natureza feminina", etc., etc..
Obviamente que uma das preocupações do 'puto' coleccionador era a apresentação pública e exemplar da respectiva caderneta e a invejável quantidade de cromos repetidos para a troca.
E parece-me que a moda (após 30 anos) não morreu.
Isto, a fazer fé na notícia divulgada pelo Expresso n.º 1735, no On-line e Diário de Aveiro, que nos transmite a intenção do Governo de colocar em prática os efeitos práticos (desculpem a redondância) da reforma da Administração Pública. Efeitos que se traduzem em trocar, extinguir e fundir competeências e serviços públicos, teoricamente para servir melhor as populações e tornar menos pesada a máquina do estado.
A 18 deste mês, o ilustre amigo Dr. Raúl Martins, congratulava-se aqui (com o meu aplauso), pelo facto do Ex.mo "Governador Civil de Aveiro, Filipe Neto Brandão, confirma que se encontra em avançado estado de desenvolvimento o processo, que poderá ser concretizado até ao final do corrente ano, de devolução ao nosso Distrito um Tribunal de Jurisdição Fiscal que, em 2003, tinha sido anexado ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu,(...)".
E então?! Até aqui tudo bem. A confirmar-se será uma grande vitória.
Pois, então muitas outras questões se colocam em relação á reforma da função pública.
Que peso terá Aveiro neste processo de extinção, fusão e troca?!
Que influência política e estratégica terá o concelho para não deixar 'fugir' serviços e entidades ministeriais?!
Que capacidade terá para liderar intermunicipalidades ou as polémicas áreas metropolitanas?!
Qual a capacidade para liderar um distrito fraccionado pela 'atração fatal' do Porto e Coimbra?!
E, por último, qual a sustentabilidade política, económica, social e cultural para deixarmos de ser aglutinados pela centralização dos nossos serviços (nomeadamente as direcções gerais e a mais provável extinção do CAE de Aveiro e a dependência exclusiva da DREC-Coimbra) em Coimbra, perdendo centros de influência e decisão, bem como aumentando os prejuízos diversos para os nossos cidadãos?!
Rentabilizar a estrutura do estado, com muitos custos...
Nesta colecção, Aveiro está repetido e troca-se!

29 janeiro 2006

20.7% = 1.127.364 de quê?!

Uma questão que surgiu no final da campanha eleitoral e que tomava outras proporções logo na noite dos resultados: o que fará Manuel Alegre com os seus 20,7% de votos expressos?!
Muitas interrogações políticas surgiram: um partido político, uma forte oposição interna no PS, um forte peso na Assembleia ou pura e simplesmente… nada!
A dúvida parece tentar ser desfeita.
A resposta surge com a notícia nacional do anúncio de Manuel Alegre na formação de um “movimento cívico” como continuidade do seu projecto apresentado em campanha eleitoral.

Mas qual o futuro deste movimento de cidadania?!

Qual o significado dos seus 20%?!
Oposição interna à liderança de José Sócrates?! Não me parece que tenha muito resultado e acabará por desgastar a sua imagem.
Criação de um novo partido?! Falta a componente ideológica e é um contra-senso para quem passou toda a campanha erguendo a bandeira do supra-partidarismo e da independência.
E mesmo esta ténue tentativa de manter este ‘projecto’ me parece que vá esvanecer rapidamente. É que mais do que a aposta na cidadania, muitos dos seus votos vieram claramente do BE (que não se reviu na campanha anti-governativa e no exagero do metaforismo ideológico e político de Louçã) e do desagrado para com José Socrates e o governo, sem esquecer alguma animosidade socialista para com Mário Soares. Ou seja, votos claramente partidarizados.

Mas até onde irá o movimento de Manuel Alegre?!
Levará o mesmo rumo que Basílio Horta, Mª Lurdes Pintassilgo ou Salgado Zenha?!
Tornar-se-á numa nova ASDI?! Num PND da esquerda?!
Teve o mérito de demonstrar a sua capacidade aglutinadora de uma elite cultural portuguesa, a capacidade de, em determinados momentos, a sociedade portuguesa gerar curiosidades políticas.
Mas tão só isto. Esgotou-se com o resultado das eleições.
Não me parece que haja espaço na nossa sociedade e nos nossos conceitos político/partidários para novos SEDES e outros Movimentos Renovadores.
O eleitorado português é um poço de contradições. Ora se agasta com os partidos e entra em rotura com as suas estruturas e com a política ou penaliza, muitas vezes sem dó nem piedade, o surgimento de novos partidos e ideologias. Portugal é claramente conservador em matéria partidária.
Resta o tempo para provar que consolidou o seu eleitorado em torno deste projecto ou que os votos que obteve não voltaram para os seus ‘devidos’ lugares partidários.
A não ser que queira, claramente, continuar o confronto com o 'amigo' Mário Soares e competir com a sua fundação. Ou então, o claro confronto de 'guerrilhas' maçónicas.

28 janeiro 2006

Por falar em

Futebol.
Acabo de ter um rasgo de assombração. Algo parecido com um filme 'dejá vu'.
Passei pelo Estádio Municipal. Recordei o Euro 2004.
Grande Festa. Muito alaranjada (não é política). Muitos holandeses, checos e os simpáticos visitantes da Letónia.
Do ponto de vista político (sublinhando as palavras do Dr. Girão ao Diário de Aveiro numa entrevista pós eleições autárquicas), qualquer presidente que estivesse à frente dos desígnios camarários na altura, teria tido sempre a tentação de cosntruir o estádio.
Mas, a realidade mostar-nos que tal facto teve mais custos que proveitos, quer para Aveiro e genericamente para o País.
E não é que vamos repetir a dose?! Qual sensação masoquísta!!!!
Portugal vai acolher o Euro 2006 em Sub-21. É certo que a maioria das infraestruturas estão construídas e em funcionamento.
Aveiro vai ser palco de tal evento, com a realização de quatro jogos (3 na primeira fase e um da meia-final).
Mas quem está ligado ao desporto sabe perfeitamente que não basta ter um campo para jogar.
Há sempre obras a fazer, estruturas a corrigir e alterar, investimentos e muita logística.
Ou seja, mais dinheiro para gastar.
E onde está ele?! O país está em crise ou afinal é apenas uma ilusão financeira?!
Ele há coisas que...

Zoologias

Notícia alarmante no Zoológico de Lisboa.
Comunidade zoológica não encontra base científica:
Leão engoliu uma Águia (por 3 vezes).Dragão continua à solta.

27 janeiro 2006

A César o que é de César.

Já tentei fazê-lo por duas vezes. E como diz o ditado “à terceira é de vez”.
Por diversas vezes e contextos distintos (este é mais um) fiz referência a pessoas que, por motivos políticos, familiares, culturais e desportivos, sempre foram (ou começam a ser) importantes para mim.
São os amigos de infância e de escola, os amigos da cultura e do desporto, os ex-professores, os amigos que a política (à parte dos partidos) consolida e traz novos, etc. Não têm que ser muitos. São os que interessam e os verdadeiros. Não precisam de estar sempre presentes, têm que ser sempre lembrados.
E são amigos pela dedicação, pelo ‘ombro’ disponível, pela crítica, pelo encorajamento, pela visão da vida e do mundo (todo ele), mesmo que não coincidente com a minha e acima de tudo pelo respeito. São estes amigos que ainda preservo, resguardo, modéstia à parte, por “nunca os usar” para além do sentido lato da amizade. Isso eles podem provar e disso faço honras de manter (mesmo que em momentos tenha saído prejudicado).
E foram estes valores que a educação (feliz) dos meus pais me incutiu e que sempre me acompanharam.
É óbvio que crescemos. É óbvio que a vida muda e molda-nos.
Quanto aos amigos…é óbvio que uns vão, outros aparecem, muitos ficam.
Ninguém é insubstituível. Mas há pessoas que nos marcam, que são referências e que, independentemente da nossa liberdade de opiniões e convicções, nos vão moldando os ‘olhares e os sentimentos’.
Na minha profissão, o dia-a-dia, a experiência e a idade vai-nos trazendo mais profissionalismo, melhor capacidade de execução e rentabilidade.
Mas isto, por melhores que sejamos do ponto de vista intelectual e técnico, não se aprende ‘picando o ponto às nove e as dezoito’. Há sempre alguém que nos ensina, nos critica, nos encoraja, (e começa o nó na garganta), nos responsabiliza nos faz crescer profissionalmente e como pessoas.
Em 17 anos de serviço, tive um ‘mestre’, um chefe, um amigo. Tive alguém que muito me ensinou e a quem devo muito profissionalmente e como homem. Há coisas que não se pagam, porque o seu valor monetário não é dimensionável. Há coisas e pessoas que só a memória, muitas vezes curta, consegue fazer justiça. E justiça foi algo que faltou nos últimos tempos de profissão.
Desde 1988 até Dezembro de 2005, houve valores que tomaram uma dimensão completa e verdadeira: profissionalismo, justiça, ética e honestidade.
Mais directores virão. Não está em causa se melhores ou piores. Diferentes com certeza.
Mas muito dificilmente alguém tomará o lugar do ‘chefe’.
Hoje, em dia de homenagem pública...
A César o que é de César!

26 janeiro 2006

A Avestruz Presidencial

É sobejamente conhecida a história da avestruz. Ao mínimo sinal de perigo, há que esconder a cabeça na areia.
Assim também na política… Quando nos afronta a incerteza.
Apetece-me (sem qualquer significado temporal) rever o filme presidencial. E ‘quiçá’ revogar conceitos.

É inquestionável, à luz dos dados (votos), que Cavaco Silva foi eleito. Será portanto o próximo presidente. Muitos afirmam que a vitória foi tangencial. A única tangencia que eu descortino é a diferença entre 50,60% para 20,70% de Manuel Alegre (i.e. 29,90%). Acresce a ‘luta’ desigual entre Cavaco Silva e os outros 4 candidatos (i.e. 4 contra 1). Bem como um dos maiores registos de abstencionistas em eleições presidenciais.
Mas à parte Cavaco Silva, quem mais terá ganho?!
Manuel Alegre?! A direita?! O PSD?! O CDS.PP?!
E quem foram os verdadeiros derrotados?!
Mário Soares?! O PS e/ou José Sócrates?! O BE e/ou Louçã?! Toda a Esquerda?!

Para o governo é claro que conseguiu disfarçadamente uma vitória em três frentes: ganha uma presidência activa, com ‘now how’ governativo e colaborante; tem a perspectiva de 3 anos mais ou menos seguros para as suas opções políticas, económicas e sociais e afasta o peso político e sombrio de Mário Soares. É óbvio que ganha uma valente dor de cabeça. Não estava nada previsto que Alegre ficasse à frente de Soares. E tal como a avestruz, José Sócrates apressou-se (de tal maneira foi a pressa que 'atropelou' - de forma precipitada - o discurso de Manuel Alegre) a não deixar que o PS entrasse em guerrilha interna, saísse mais fragilizado, mas ao mesmo tempo marginalizando e minimizando Alegre e o seu peso eleitoral. Não sei se o irá conseguir. Acho sinceramente que tem um problema político muito complexo para internamente resolver.

Para Manuel Alegre, a vitória moral de ter sido o segundo candidato mais votado e de se ter situado à frente do candidato partidário Mário Soares, afigura-se-lhe um processo complexo de digerir. Tal como Mª. Lurdes Pintassilgo e Salgado Zenha, o processo eleitoral encerra uma página política. Não tem mais horizontes dos que a sustentação do acto de se candidatar. No entanto, que posição tomar dentro do partido?! Que uso dar à sua sustentação eleitoral?! Confrontar o aparelho ou submeter-se e terminar minimizado politicamente?!
Honra seja feita à sua capacidade de luta e à forma independente da sua candidatura. Mas a política me Portugal (e maioritariamente na Europa) não se sustenta em movimentos de cidadania, de forma continuada e consistente.

Mário Soares foi um dos derrotados. Não faz sentido ser-se avestruz e não querer ver o que é óbvio. O que mais me surpreendeu foi que, apesar das minhas convicções políticas distintas, reconheço a sua estatura e estrutura política e cultural. E é aqui que me falha a lógica. Porquê um último fôlego se à partida, todos os cenários indicavam um erro crasso?!

A esquerda falhou redondamente na sua estratégia, sem ideias claras a contrapor às propostas de Cavaco Silva. Apenas a divisão e o “no sense” de tanto se unir no confronto a Cavaco, como os ataques internos e a divisão face às políticas governativas, como se de eleições legislativas se tratasse.
Serviu para mostrar a Francisco Louçã que o metaforismo político já não tem piada e não convence e solidificar o leitorado comunista em torno de Jerónimo.

À direita… nada de novo. A não ser o prémio eleitoral em forma de presente “envenenado”.
O dever político e patriótico esgotou-se como a divulgação dos resultados eleitorais.
O PSD vai ter uma batalha política muito forte como oposição a um governo sustentado institucionalmente pelo novo presidente. Daí que não se afiguram dividendos políticos. Um segundo mandato do PS, será secundado por um segundo mandato de Cavaco Silva.
Ao ‘meu’ CDS.PP resta a solidificação de uma liderança com ‘pés de barro’, sem grande carisma. Resta-nos o orgulho do “quando é preciso cá estão os nossos 5%”. Seja nas presidenciais, nas autárquicas ou nos acordos pós legislativas.
Começa a faltar-nos a coragem da afirmação política e da demarcação das nossas convicções.

À direita resta-lhe o prémio do dever patriótico cumprido e do politicamente correcto. Para a história o seu primeiro presidente da república.

Culturalidades

Há momentos em que vale a pena sentir a cultura.
Um desses momentos está objectivamente marcado nesta excelente entrevista de Maria da Luz Nolasco ao Diário de Aveiro de hoje. Ler.
A Cultura Aveirense agradece.

Arrepios. (actualizado)

Há noticias que nos causam certos arrepios pela espinha acima (repito acima).
Esta é uma delas:
"O Hamas venceu as eleições na Palestina."
Para surpresa de todos: Fatah - Israel e toda a comunidade internacional (ou quase toda).
É de arrepiar.

Actualização
Após escrever este postal, acabo de ouvir no canal 1 da televisão pública, o repórter Paulo Dentinho, a informar que a comunidade internacional via o Hamas como um grupo terrorista, mas que chegava ao poder por via democrática.
Ahhh! Fico claramente menos arrepiado.

25 janeiro 2006

pre faccio.

Amanhã
"A AVESTRUZ PRESIDENCIAL"

Sexta Feira

"A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR"

Boa Noite! Está aberta a sessão...

(des)ética institucional

Nada me move contra os economistas aos quais reconheço capacidades únicas para 'manusear' os números numa matemática nada convencional (não é ironoia para com o Dr. Raúl Martins, nem ao Carlos Martins).
Mas quando juntamos política com economia, normalmente (99,99999%) temos pólvora e explosão, na certa. Em abono da verdade (e dos visados) quase sempre da responsabilidade exclusiva do político.
A minha modesta leitura do país (através dos jornais, tv e blogoesfera) e da leitura da europa (normalmente baseada aqui) nada detectou sobre urgências orçamentais, exigências urgentes e extraordinárias das normativas europeias ou qualquer catástrofe financeira.
E mais...
Se a memória não me falha, o mandato do sr. governador do banco de portugal terminava em Abril próximo.
Segundo a informação pública, a tomada de posse do novo presidente da república terá lugar no dia 9 de Março.
A coexistência do PR com o Governador do BP é conjunta durante o próximo mandato.
Assim sendo...
Porquê tanta pressa na recondução do cargo de governador do bp do dr. vitor constâncio?!
Por receio?! Por afirmação política?! De certeza que por nada. Apenas para mais um caso 'politiquês'.
À pressa e depressinha... mas eticamente questionável do ponto, de vista institucional.

À fisgada!

No Diário Digital de hoje, pode ler-se que a Itália, essa paradoxal república, aprovou uma legislação que prevê o uso legítimo de arma de fogo. Segundo a notícia, "em concreto, permite 'usar uma arma legal ou outro meio idóneo' para defender 'a própria integridade ou a de outros', mas também, 'os bens próprios ou de outras pessoas', por qualquer pessoa que se encontre na sua casa ou no seu local de trabalho."
Posto isto, este espaço (por imposição do seu autor, não submisso, com opinião e convicções próprias e não isento - porque não acredita em isenções e independentismos) avisa publicamente.
(pela força da "itali legis") todos os anónimos (principalmente os adversos e que vêm para aqui provocar e dizer mal) serão recebidos à fisgada.

Reconhecimento Público

Já neste modesto espaço, fiz referências pessoais, quer a amigos, pessoas que admiro e que me marcaram, bem como pessoas que por mérito próprio (independentemente de questões partidárias - há mais vida para além dos partidos) merecem todo o meu respeito.
A propósito, tinha também feito referência à 'coragem' política da maioria em reconduzir no projecto Aveiro Digital, a Eng. Lusitana Fonseca, pelo seu profissionalismo e capacidade gestora.
E não me enganei (e pelos visto o executivo também não).
Conforme se pode ler no 'Notícias de Aveiro', A Engenheira Lusitana Fonseca foi galardoada com o prémio Carreira atribuído pela Toshiba Portugal a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da Sociedade da Informação.
À Engenheira Lusitana os meus sinceros e repeitosos parabéns.
Aveiro agradece!

24 janeiro 2006

Normalidades profundas

O expresso de 20.01.2006 (sexta-feira passada) faz-nos regressar à realidade nua e crua da nossa condição de portugueses, após a euforia desvanescente das presidenciais. E enquanto o PS vai decidindo o que fazer com a 'força de bloqueio' da legitimidade eleitoral dos resultados de Manuel Alegre!
Fernando Madrinha, no seu Preto no Branco, realça o país real, através de uma sociedade onde as desigualdades são mais acentuadas e a injustiça assume contornos cada vez mais preocupantes.
Resumidamente (por necessidade economicista de caracteres):
- Segundo o Eurostat, em solo luso, os mais ricos detêm 7,4 vezes mais riqueza do que os mais pobres. Por exemplo, na Dinamarca a diferença situa-se nos 2,9.
- 2.000.000 de portugueses, ou seja 1/5 da população, vivem abaixo do salário mínimo, por mês (menos de 350 euros).
- Temos a maior taxa de abandono escolar da União Europeia (nem sei se com a entrada da Turquia conseguimos deixar de ser últimos).
- Para rematar, Portugal encontra-se no mesmo ponto que em 1995, no 'fosso' entre ricos e pobres.
- No que respeita à repartição dos rendimentos, segundo dados da ONU, Portugal encontra-se abaixo da Tanzânia e um lugar acima de Moçambique.
Não é anedota!

Estes são os números de uma sociedade mais desigual, mais assimétrica e obviamente com um problema grave de injustiça social.
Como se dizia na 'estória' das hienas: "rir de quê?!".

Auditoria - sondagem

O Executivo da CMA aprovou, ontem, por unanimidade, a abertura de um concurso público para a realização da auditoria financeira proposta em AM (mais notícia em notícias de aveiro). Durante um largo período (derivado ao desvio de atenções provocado pelas presidenciais), deixei aqui espaço para que se pudessem pronunciar sobre este assunto. Assim, os resultados são agora definitivos e fechados.

23 janeiro 2006

Resultados Presidenciais Internos

Estava eu à espera de uma agradável surpresa: a descoberta do 'anonimato' de um agradável companheiro da blogoesfera local, que tanta primazia me dá na sua visita a este espaço, como todo o gosto tenho em visitar o seu.
Acontece que o caríssimo Ceboleiro&Cagaréu (que nisso é muito idêntico a mim: nasci na Vera-Cruz, mas 'infelizmente' por razões familiares sempre vivi na Glória), não desfez tão misteriosa 'capa' e não se mostrou ao 'mundo'.
É que, de facto, foi um mérito vencedor: 50,69% para Cavaco Silva, foi a sua aposta.
Mas a quem devo eu, cerimonialmente, entregar o prémio?! Quantos Cagaréus&Ceboleiros não se perfilarão à minha frente?!
É pena.
Acho que nestas coisas, tal e qual refere JMO, com uma descarga impressionante de justa agressividade, pela democracia, pluralidade e confronto são e leal, a blogoesfera deveria terminar com os anonimatos. Por uma questão de respeito.
Enfim...
Assim, vejo-me na contingência de entregar o prémio ao segundo classificado, por KO técnico do primeiro.
E tanto me massacrou com o resgate que lá acaba por recebê-lo. Ao amigo João Pedro, a única garrafa de vinho tinto do Douro, colheita de 1995, região do Peso da Régua e da "Confraria dos Apreciadores do Vinho".
Aposta: 50,80%.
Espero que o amigo Ceboleiro&Cagaréu se convença a ser 'mais real' e continue a dar-me o prazer das suas visitas. Mas... é a vida!

Sentido Giratório

'Reza' assim o Código da Estrada (o último).
Artigo 16º (Placas, postes, ilhéus e dispositivos semelhantes)
1 - Nos cruzamentos, entroncamentos e rotundaso trâncisto faz-se por forma a dar a esquerda à parte central dos mesmo ou às placas, postes, ilhéus direccionais ou dispositivos semelhantes existentes, desde que se encontrem no eixo da faixa de rodagem de que procedem os veículos.
Já no Artigo 14º (Pluralidade das vias) é referido:
1 - (...)
2 - Dentro das localidades, os condutores devem utilizar a via de trânsito mais conveniente ao seu destino, só lhes sendo permitida a mudança para a outra, depois de tomadas as devidas precauções, a fim de mudar de direcção, ultrapassar, parar ou estacionar.
3 - Ao trânsito em rotundas, situadas dentro e fora das localidades, é também aplicável o disposto no número anterior, salvo no que se refere à paragem e estacionamento.
Serve, tão exemplar 'latim' para me referir à notícia que li no JN de 20.01.2006 referente à problemática da circulação na nova rotunda da E.N. 109 (rotunda da policlínica) e que quase que diariamente regista um sinistro.
foto Nuno Alegria - JN 20.01.06
Por razões de destino obrigatório, todos os dias (pelo menos à semana) utilizo 6 vezes aquele ponto rodoviário.
Podemos questionar se não seria preferível, do ponto de vista da circulação e dando continuidade a outras estruturas semelhantes e existentes, ter sido construída uma passagem desnivelada. Até posso defender que sim.
No entanto, a estrutura existente, não tem, em si, qualquer tipo de erro de planeamento e execução, nem qualquer gravidade do ponto de vista rodoviário.
Grave é a forma como a maioria dos portugueses conduz na estrada e coloca em prática o preceituado no Código da Estrada.
Este não obriga á circulação pela direita, pelo centro ou pela faixa mais à esquerda. É uma questão de 'bom senso' e racionalidade. Quando se aborda a rotunda, deve-se simplesmente ter em conta o nosso destino e a saída a utilizar.
Enquanto não houver disciplina e civísmo nas nossas estradas, vão existir muitas rotundas 'mal feitas' como desculpa para as azelhices dos portugas ao volante.

22 janeiro 2006

Telegramas Presidenciais

Cavaco Silva, com mais ou menos pontos percentuais, foi eleito Presidente da República. Stop!
A sua eleição estava há já algum tempo consumada. Stop!
O Povo assim o escolheu. Stop!

Em dois actos eleitorais consecutivos e com menos de um ano de governação, O PS sai claramente derrotado. Stop!
Querer esconder esta realidade, 'como tapar o sol com a peneira', é não olhar para o país. Stop!
No futebol, dois cartões amarelos significam um claro cartão vermelho. Stop!

A aposta em Mário Soares e o conflito interno foi um grave erro político da estrutura do PS. Stop!
Esta candidatura foi assumida pelo partido e não por auto-iniciativa de Mário Soares. Stop!
Era claro que Manuel Alegre se tornaria um incómodo para o governo de José Socrates. Mais incómodo do que Mário Soares e do que o próprio Cavaco Silva. Stop!

Respeitosa e democraticamente Manuel Alegre é um legítimo vencedor, pela forma como se posicionou em segundo lugar, fazendo pairar a perspectiva de uma segunda volta. Stop!

A esquerda, dividida e vazia nas ideias presidenciais e com falta de mensagens de confiança para portugal, saiu derrotada. Stop!

O PS tem, no 'day after', um grave problema interno para resolver: Manuel Alegre e a sua base de apoio eleitoral. Stop!

A abstenção foi uma faca de dois gumes que felizmente cortou dos dois lados: por um lado o comodismo característico dos portugueses que face às sondagens da campanha davam a vitória a Cavaco Silva e por isso não foram votar; por outro lado e ineditamente a abstenção à esquerda, pela sua divisão e pela ausência de ideias claras, não conseguiu empenhar-se conscientemente e de forma militante. Stop!

Amanhã é dia de trabalho. Por um Portugal maior!

Desafios.

Sobre o que me aconteceu na noite de sexta para sábado passado (e a mais uma vintena de moradores na urbanização da forca), mereceu da parte de dois ilústres visitantes deste espaço, um desafio (como refere o Dr. Raúl Martins):
organizar-se uma campanha para forçar (quem de direito) a dotar a PSP, GNR e PM de todos os meios materiais e humanos necessários, para que possamos gozar do sossego a que temos direito.
Subscrevo.
Desta forma, fica este post aberto a todos os que queiram sugerir formas de actuação, no sentido de sensibilizar as várias entidades para a questão da segurança em Aveiro.
Para isso este post vai sendo regularmente actualizado na data da sua publicação.

À Direita Volver!

Sentido obrigatório à direita
O Passeio pela Avenida











("sacado" em blogdaskipper.blogspot.com)

21 janeiro 2006

É pau...

É Pedra. É o fim do caminho."
Saudosamante lembrando (com 2 dias de atraso) Elis Regina.
A 19 de Janeiro de 1982, o Brasil e toda a universalidade musical, perdia, com 36 anos, uma das vozes inconfundíveis do pós-bossa nova brasileiro.
Uma lágrima pela gaúcha Elis Regina.

18 janeiro 2006

Concurso Presidencial (actualizado)

O João Pedro Dias, meu caro amigo e companheiro de tantas e antigas 'lutas', conhecendo-me como conhece, sabe que não viro as costas a desafios. Principalmente quando são aliciantes.
Assim, a proposta é a de tentarem acertar (ou situar a aposta o mais próximo possível) na percentagem de votos que Cavaco Silva obterá no dia 22.
O João Pedro gostaria de ver como prémio a minha medalha de ouro que, honestamente, ganhei no blog do ilustre Dr. Raúl Martins.
Tal não é possível porque tão delicioso néctar já era (e também não me parecia eticamente correcto oferecer o que me foi oferecido). Garanto-vos, no entanto, que ficaram a perder... e muito.
No entanto, a menos que o caríssimo Dr. Raúl Martins aceite patrocinar este desafio, garanto-vos que há prémio. E bom!
As apostas são aceites até às 0:00 da manhã de Sábado.
Fico à espera.
Para já (e porque colocados noutro postal), a menos que exista a vontade de correcção por parte dos apostadores, temos:
Cagaréus&Ceboleiro - 50,69%.
João Pedro Dias - 50,80%
Eu (a legislação permite-mo) - 51,25%
 
actualização
Quase que em simultâneo o Dr. Raúl Martins tem um desafio idêntico a este no seu blog. Assim, não me parece provável que haja um patrocínio seu.
Então o prémio é: 1 garrafa de vinho tinto do Douro, colheita de 1995, região do Peso da Régua e da "Confraria dos Apreciadores do Vinho".

17 janeiro 2006

Último folgo

Esta imagem, bastante sugestiva, circula na blogoesfera, como por exemplo nos 'Cagaréus & Ceboleiros' . Como já por várias vezes referi, é o que poderá evitar a eleição de Cavaco Silva à primeira volta.

Este é o verdadeiro opositor e adversário de Cavaco Silva.

16 janeiro 2006

Entre Vistas...

O Diário de Aveiro publica hoje (ver aqui) uma curiosa entrevista com o Dr. Raúl Martins - ilustre deputado municipal da bancada socialista e respeitoso 'companheiro' da blogoesfera aveirense.
Categórico nas criticas à maioria do actual executivo, entre 'carapuças' e 'física quântica', a entrevista revela, ao sabor das questões colocadas, que a realidade financeira da Câmara é grave, problemática e que este executivo terá tarefa nada facilitada na gestão e estruturação do concelho. Concorde-se ou não com os números apresentados, certo é que a realidade não deixará de estar muito próxima da análise feita pelo executivo de Élio Maia. Até o próprio entrevistado não tem dúvidas.
No entanto, dada a experiência financeira e de gestão do Dr. Raúl, as suas palavras não trouxeram surpresas... para além da contextualização do assunto e o seu ponto de vista discordante.
Surpresa foi conseguir discernir, embora timidamente, algumas outras curiosidades.
Por exemplo, apesar das aprovações em AM da maioria das opções do Dr. Alebrto Souto, a gestão do anterior executivo não foi do seu agrado, já que se estivesse naquele lugar teria tomado outras decisões (o que não dúvido), embora sem assumir afirmativamente a sua crítica.
A tal gestão que não quis abertamente defenir como a causa mais que lógica para a derrota nas últimas eleições autárquicas. É que Aveiro julgou a obra, as prioridades e as assimetrias do concelho (freguesias vs cidade). Sem por em causa que a contestação governativa também pesou. Mas não houve também mérito na foma como a coligação abordou a campnha e as eleições?!
Mais timidamente esteve a análise que fez às inquietantes renúncias de mandatos dos eleitos socialistas para os lugares de oposição na vereação. Para além de vago, diria mesmo muito vago, no papel do PS como oposição. Porque me parece percepitada (ou não) a afirmação que faz de que "não há um bom governo sem uma boa oposiçãp e a oposição foi, nos mandatos do Dr. Alberto Souto, muito má". Quer com isto dizer que uma oposição que se revelou má, terá provocado (objectivamente) uma má gestão?! Se assim for... é de coragem!
Por último, adivinho curiosas e surpreendentes delineações eleitorais futuras, nas hostes socialistas locais.
Embora ainda longínquas e com muito caminho para desbravar, não deixa de ser curiosa a questão do Diário de Aveiro sobre uma possível candidatura autárquica. O "absolutamente fora de causa", faz-me 'absolutamente' lembrar alguém que há um ano atrás dizia: "Vida Política - BASTA!" E hoje...
Não se acanhe doutor... olhe que pode ter surpresas no seu eleitorado e base de apoio!
É que em política, como saberá melhor que eu, nunca podemos dizer "desta água não beberei"!
Veja o exemplo do meu ex-presidente Dr. Freitas do Amaral!
Hoje é hoje... amanhã logo se vê!

15 janeiro 2006

Presença de Espírito

O espírito de José Socrates tornou-se real e marcou presença ontem no comício da campanha de Mário Soares, no Coliseu do Porto.
Pelo o que confirmam as sondagens divulgadas pelo DN aqui e que dão 56,7% de intenções de voto para Cavaco Silva, 18,2% para Manuel Alegre e 10,5% para Mário Soares (curioso e relevante o facto de Manuel Alegre registar maior número de apoiantes no eleitorado socialista que o próprio Mário Soares), a intervenção proferida, não espelha, no entanto, grande benifício para a candidatura de Mário Soares.
Primeiro, porque delimita e 'cola' esta candidatura ao PS e a um governo polémico e desacreditado. Deixando para Cavaco Silva o papel de alternativa e de moderação.
Segundo, porque nunca referiu o único aspecto marcante da campanha de Mário Soares: o ataque e o combate à candidatura de Cavaco Silva.
Terceiro, porque esquece as candidaturas à esquerda, minimizando-as numa tentativa falhada de concentração de votos no seu candidato.
Quarto, porque se centrou na necessidade de 'disciplina' de voto, ao tentar atingir a candidatura de Manuel Alegre, afirmando que Mário Soares é o único candidato em quem os socialistas devem apostar. Dando claramente a imagem de que a questão presidencial não passará pela eleição de Cavaco Silva, mas sim pela necessidade de sobrevivência política, não permitindo que Manuel Alegre se posicione à frente de Mário Soares.
Quinto, porque revela o 'segredo' da escolha de Mário Soares para candidato presidencial: é a opção política que melhor serve os interesses do governo rosa, por sair do seio da família socialista.
Cinco razões. Cinco dedos... uma presença em campnaha que revela uma mão cheia de nada.
Entrámos na recta final.

14 janeiro 2006

Fim de semana estragado.

Nem só os abalos sísmicos, nos fazem estremecer.
Viver na zona da Urbanização da Forca, tornou-se um constante sobressalto.
Em quase seis anos de 'instalação domiciliária', numa zona que se pretendia com qualidade de vida, já assisti a tudo.
Ameaças. Assaltos a bancos. Assaltos a residências/prédios. E, essencialmente, assaltos e roubos de viaturas.
E não são meros casos isolados ou esporádicos.
Em pouco mais de 5 anos, já o senti por três vezes. E ontem foi sexta-feira 13.
Hoje de manhã, (sábado) preparava-me para ir para um treino no pavilhão do beira mar. E qual não é o meu espanto por verificar que o meu meio de transporte tinha sido vandalizado, apresentando vidros partidos.
Após contactar a PSP fiquei a saber que, até às 10 horas da manhã, o meu já era o 23º caso apresentado. Tudo numa só noite, por sinal até chuvosa. Foi rasia total.
Faltam meios à PSP. Faltam meios à Policia Municipal.
Uma certeza falta policiamento... e acima de tudo sossego na Forca.
Um constante sobressalto. Numa cidade que começa a mostrar-se meio 'perdida'.

13 janeiro 2006

O Fim do Meio.

Um estado verdadeiramente democrático deveria preocupar-se em preservar a privacidade e a liberdade dos seus cidadãos e não em violar esse inquestionável direito.
Os fins não podem justificar todos e quaisquer meios. Aliás, planeando-se um excelente fim, este pode-se transformar num péssimo resultado, se utilizarmos um mau meio.
O Presidente da República mostrou-se preocupado... 80.000 chamadas controladas, à partida, inexplicavelmente pelo ministério público a titulares de orgãos de soberania e a políticos.
E quem é que se preocupa com o resto dos cidadãos?!!!! Esses podem ver a sua privacidade 'violada'?!!!
A liberdade questionável... Correio da Manhã - Público (aqui - aqui e aqui) - JN (aqui - aqui - aqui e aqui) - Expresso On-line (aqui - aqui - aqui e aqui) - Portugal Diário (aqui - aqui - aqui e aqui).
Em Santa Comba Dão alguém deve ter dado muitas voltas no túmulo.

Baixinhoooooo


xiuuuuu... podem estar a escutar-nos!

12 janeiro 2006

ASSOMBROSO!

Li agora mesmo a notícia Aqui no ON-Line e fiquei petrificado.
Tentei escrever qualquer coisa e não me sai absolutamente, nada a não ser: isto é ASSOMBROSO!
É a democracia que temos, num país da 'treta'.
Pelo facto de próximo politicamente desta maioria governativa da CMA e da amizade pessoal (alguma de muito longa data) para com dois membros deste executivo (à semelhança de outros no anterior), afirmo aqui, por uma questão de dignidade, respeito e solidariedade, que este blog (pelo menos num determinado espaço de tempo que a memória ditará) não fará, nem aceitará, mais qualquer tipo de comentários sobre a vida política Aveirense ou directamente relacionados com a CMA. Só por Aveiro...
Face a estes factos, não vale a pena e perde qualquer 'gozo'!

Actualização - JN de Hoje 13.01.2006 e Diário de Aveiro

Telegraficamente

Mário Soares vê com enorme preocupação o regresso do "cavaquismo puro e duro". Mas porque é que o Cavaquismo tem que ser pior que o Soarismo?!!

Ainda a propósito da candidatura (assento) de Cavaco a Belém, Mário Soares diz que há por detrás da campanha de Cavaco Silva grupos económicos influentes. E depois?! Não é a economia um factor decisivo no desenvolvimento?! Não foi aqui em Aveiro que subiu ao 'palco' da sua campanha um dos homens mais ricos de Portugal - o comendador Ilídio Pinho?!!!

A Holanda reafirma a sua intenção de não referendar a Constituição Europeia. Para os euro-cépticos e para os que deram largas vivas aos 'nãos' à constituição em 2005, este é mais um motivo de júbilo. No entanto, a questão europeia é muito mais complexa, como descreve Rui AT no Portugal Contemporâneo (excelente artigo). Para um País em que 90% da sua população desconhece a realidade, o peso e o papel europeu, muito mais deveria ser feito no sentido de se 'ensinar a europa'. É que, mais tarde ou mais cedo, a "factura" pode tornar-se incomportável...

11 janeiro 2006

Palermices

O Dr. Raúl Martins, ao comentar no post Desesperadamente, à boa nova moda socialista destas bandas, lançou-me o repto de um comentário sobre a intervenção do Dr. Santana Lopes sobre a candidatura de Cavaco Silva.
Embora situado (por convicção e devoção) politicamente na margem oposta, tenho tido a oportunidade de fortalecer o respeito pelo caro doutor, à custa deste e do seu espaço. Como não pretendo defraudar-lhe as expectativas e deixar o crédito (antes que subam novamente as taxas) por mão alheias, aqui vai.
Só apenas hoje é que ouvi as referências da comunicação social à questão.
E ainda bem... Porque não dei o meu tempo por mal empregue.
Quem é que ainda se interessa pelas opiniões do Dr. Santana Lopes e, muito menos, por quem é que ele irá colocar a cruzinha?!!!!
Não teve já tempo para sarar ressentimentos e divergências tão antigas?!!!!
Que crédito político tem esta sua intervenção, quando ainda há relativamente pouco tempo, no congresso do PSD em Barcelos, lançou o repto para que Cavaco Silva se candidatasse às presidenciais?!!!!

10 janeiro 2006

A Terra

tremeu para os lados da região de Lisboa e Algarve (ver informação Público).
Houve claramente um erro de interpretação dos dados sismológicos.
O abalo foi sentido de Norte a Sul, Litoral e Interior, acrescido das Ilhas.
O tremor de terra teve a magnitude de 61% (edição DN). O que significa eleição à primeira volta.
O PS nacional tremeu, abanou e esperemos (após 22 de Janeiro) para ver quem cai.

Desesperadamente...

É tal o sentimento da 'batalha' eleitoral perdida que, pela primeira vez, Mário Soares admite (só o mesmo ainda punha em causa) não passar à segunda volta, se existir segunda volta.

Rastilhos com pavio curto (actualizado)

Ontem (segunda-feira) houve reunião do executivo e, de novo, a polémica estalou.
Curioso o repto da oposição lançado à maioria, no sentido da extinção da EMA. Curioso porque foi na governação local socialista que a mesma foi criada e, após o Euro 2004, nunca se ouviu a ponderação de tal atitude e muito menos tal facto foi referido em manifesto eleitoral. Mostrar trabalho?! Demagogia?! Curioso... até porque não deixa de ser um inexplicável repto, sendo conhecida a posição da maioria, manifestada no seu programa eleitoral, de analisar, fundir e, eventualmente, extinguir algumas empresas municipais.
Embora o processo não se me afigure de relativa facilidade de execução, é certo que tal realidade é possível.
Sendo assim... deslumbro duas possibilidades orgânicas: a fusão com a empresa PDA (a mais lógica do ponto de vista estrutural) ou a inclusão da ema num departamento municipal com gestão dentro da orgânica da própria cma (eventualmente com os mesmos objectivos). É claro que o dr. Jorge Greno terá em sua posse todos os dados que permitirão uma melhor análise.
Por outro lado, não se percebe o deficit argumentativo e de propostas da oposição camarária, já que a municipal parece mais interventiva e estruturada (dr. Raúl isto não é graxa!).
Perante todos os dados apresentados, todas as discussões tidas, as propostas apresentadas em AM, a oposição socialista do executivo ainda não percebeu que todo concelho tem já noção do estado 'enfermo' das finanças da cma. Esconder para quê?! Justificar o quê?! São factos e são realidades...
Ao contrário do que o vereador Dr. Pedro Silva afirmou (segundo a comunicação social - JN), os munícipes têm todo o direito de saber a verdade. Sem demagogias, sem ilusões e meias palavras.
Um bom serviço à comunidade é aquele que se presta com a verdade e com a realidade, seja ela dura e crua. E foi isso que ficou expresso na entrevista do presidente da cma ao JN (já aqui referida).
Os valores da dívida só se confirmam empolados ou não com o resultado da auditoria, que determinará razões.
O que é uma realidade, é que, face à herança, as dificuldades que se afiguram à cma são muitas. E não serão resultados políticos que estarão em causa... mas sim o desenvolvimento de Aveiro e a qualidade de vida de todos nós munícipes.
A argumentação do 'esta maioria não sabe o que fazer' começa a ficar gasta.
O 'problema' desta maioria é o 'não poder fazer', por clara falta de meios (pelo menos a curto prazo - segundo o presidente) .
Se os houvesse, poderia-se questionar a forma como seriam ou não utilizados.
Mas a realidade mostra que não os há.. ou seja o 'pavio é curto'.

 
Actualização
Este espaço, apesar da conexão política por opção ideológica (antiga e ex-militância) do autor, não tem qualquer tipo de subserviência política.
Sempre procurou a via democrática, pluralista e respeitosa, como aliás o comprovam os vários comentários aqui expostos e os que foram feitos noutros espaços.
Mas este blog errou. E errou porque se esqueceu de referir com justiça um facto que por diversas vezes refutou e criticou. O Dr. Pedro Silva regressou (independentemente da compatibilidade ou não)... mas honra seja feita, regressou para assumir o seu compromisso eleitoral. Esperemos que o regresso não seja efémero. Como já o disse... para bem da democracia e de Aveiro.

Realidades

Este Sábado passado (7.01.06) marcou o início da colaboração jornalística de Miguel Sousa Tavares com o Expresso.
No seu primeiro artigo (com direito a espaço de destaque na segunda página) MST desfaz o sonho de cada passagem de ano: ano novo, vida nova. Neste caso concreto a máxima é contrariada por uma realidade bem diferente: ano novo, vida velha.
E logo a abrir, MST afirma:
"Em 2006, e pelo sexto ano consecutivo, vamos divergir da União Europeia - isto é, vamos crescer menos do que a Europa à qual pertencemos. Segundo as previsões do Banco de Portugal, vamos crescer 0,8%, ter uma taxa de inflação no mínimo de 2,5% e o desemprego vai aproximar-se dos 8%."
Tal panorama (que não adianta justificar mas sim tentar contrariar) faz-me lembrar uma história antiga (perdoe-me o Dr. Raúl Martins pela concorrência novelística):
Um alemão, um francês e um inglês observavam um magnífico quadro de Adão e Eva no paraíso.
O alemão disse: olhem a perfeição dos corpos. Ela esbelta e esguia, ele atlético... são alemães!
O francês reagiu: é evidente o erotismo que se desprende da tela. Sabem que em breve chegará a tentação... são franceses!
O inglês comenta: notem a serenidade, a delicadeza, a sobriedade... só podem ser ingleses!
Uma voz exclamativa rompe o silêncio: sem roupa, descalços, sem casa, apenas com uma maçã para comer e ainda sonham que estão no paraíso?! Não! Só podem ser portugueses!!!

Bem Haja

Depois de um início de 2006 com a enorme surpresa (ou não) da nomeação para assessor de imprensa e depois de nos criar a a sensação de desistência, JMO (tipo D.Sebastião) ressurge do nevoeiro. Temos novas Notas.

Bem vindo de volta.


Os 'Arcos' agradecem e rejubilam.

09 janeiro 2006

Fim de Semana Presidencial

A campanha eleitoral para as presidenciais arrancou oficialmente este fim-de-semana.
Começa a ser questionável se este é um marco importante no processo. Já há mais de 4/5 meses que não se vem discutindo outra coisa senão a capacidade de Cavaco Silva ganhar as eleições à primeira ou à segunda volta.
A surpresa ou não das apresentações das candidaturas já passou; já se assistiu ao inédito formato dos debates televisivos; já se escreveram páginas e páginas de diários de 'pré pré-campanha' e pré-campanha. Só mesmo a azáfama comercial do natal e a festa de um ano melhor (que passada a euforia de meia dúzia de horas de folia se mostrou infrutífera e frustrante) deu algum descanso ao tema.
E o efeito mobilizador de sentimentos no eleitorado começa a mostrar-se cansativo, repetitivo e sem muitos pontos de interesse.
As sondagens vão mostrando, diariamente, o desfecho final deste processo. Mormente, entender que as mesmas poderão transformar-se no maior candidato ou em criar o principal adevrsário 'político' do professor: a abstenção motivada por execesso de confiança na vitória.
Um início oficial de campanha marcado pela continuidade: divisão (inédita e interrogativa) da esquerda - divisão do PS com duas candidaturas emergidas deste eleitorado - o combate exaustivo e desenquadrado ao exercício de governação do ps por parte de Louçã e Jerónimo - a falta de argumentação e de propostas presidenciais que contraponham o projecto para portugal de Cavaco Silva.
E a ausência de capacidade de argumentação e de propostas, resulta no desespero de causa, que transforma a ausência de ideias presidenciais em ataques irracionais, argumentações fantasmagóricas e na necessidade de se encontrarem 'bodes' expiatórios e causas externas para o descalabro dos resultados eleitorais previsíveis.
Mário Soares, desesperadamente perdido, tenta refugiar-se em demagogias e 'manobras de bastidores' para criar destabilizações e transformar-se em vítima, tentando daí recolher dividendos e desculpas para a sua derrota. O eleitorado é que já não é o mesmo de há muitos anos atrás. E há claramente 'feitiços' que se viram contra os seus 'feiticeiros'. Para quem sempre andou com a comunicação social nas palmas das mãos (e a mais recente cobertura noticiosa, tipo 'Lux' ou 'Caras' são o tipico triste exemplo disso mesmo) a 'vitimização' do fantasma da perseguição e marginalização é triste.
Manuel Alegre perde o fulgor do início da sua campanha e é notório que, por mais cidadania que se possa incutir numa candidatura, a mesma não funciona sem o apoio partidário, seja de forma directa ou não.
Jerónimo de Sousa não consegue ultrapassar o seu espectro eleitoral.
Francisco Louçã, que parece perder o combóio dos resultados legislativos do bloco, vira-se para os indecisos socialistas, sem perceber que estes, não votando em Soares ou Alegre, votarão em nada ou em Cavaco Silva.
Este último folgo da campanha eleitoral revela apenas um aspecto de interesse: qual será a dimensão do 'tsunami político' no interior do PS, face aos resultados eleitorais de 22 de Janeiro.
Ou será que a recusa ao apoio à candidatura de Manuel Alegre e o apoio a Mário Soares, fora previa e meticulosamente preparados para facilitar a vitória de Cavaco Silva?!
Dia 23 de Janeiro logo se verá...

Em Entrevista

ao JN de hoje (9.01.2006), o Presidente da CMA traça de forma simples, mas clara o futuro da gestão local.
Embora a realidade local tenha sido descrita de forma realista, não deixa de ser preocupante o 'estado' da Veneza de Portugal.
Este 2006 é um ano para 'esquecer'(!).
Esperemos por melhores 'frutos' a partir de 2007.

Ainda a propósito

do caso EDP vs Iberdrola, destaque para o excelente (mais um) artigo do Dr. António Barreto no Público de ontem (8.01.2006 - sem link disponível). Um artigo a não perder, pela sua simplicidade, acutilância e clareza na análise.
Correndo o risco de algum descontexto(?) realce para conclusão do artigo, todo ele relacionado com a relação comercial, social e cultural entre Portugal e Espanha:
"Todos estes são sinais de que o mercado, o consumidor, o bom povo, a classe média e o utente ratificam a conquista. O agrado é generalizado. As vantagens para o consumidor indiscutíveis. É provável, como já se viu com o Corte Inglês, que os costumes portugueses, graças à influência espanhola, mudem mais rapidamente. A longo prazo? Não sabemos. O que acontecerá com as liberdades e a independência? Não sabemos. Para já, sabemos que eles são melhores e mais ricos. Porque trabalham para isso e defendem os seus interesses. E nós não. Nem uma coisa nem outra."
Por isso, é que cada vez mais portugueses passam férias em espanha, trabalham em espanha, estudam em espanha, tratam da sua saúde em espanha e compram em espanha.
Se a EDP tiver um concorrente directo no seio da sua gestão, não será melhor para o consumidor do que o actual arbítrio tarifário e enriquecimento empresarial à custa do esforço do contribuinte?!
Porquê tanto alarido, quando se esquece o que se passou com a Galp, a comunicação social, a banca, o ramo imobiliário e o comércio retalhista?!
Por nacionalismo balofo?! Ou por incompetência nacional?!

07 janeiro 2006

Cultura Aveirense

Referi aqui e aqui o meu profundo agrado pela escolha da Dra. Maria da Luz Nolasco para directora do Teatro Aveirense.
Por conhecer algo do seu trabalho, pela sua experiência profissional e, principalmente, por reconhcer a excelência do seu mandato como vereadora no pelouro cultural.

Contra vozes e contra nozes, foi, felizmente, nomeada.
E é com igual apreço que vejo a sua sensibilidade para abrir o teatro aveirense à cidade, dar-lhe maior amplitude e sentido comunitário... torná-lo menos elitista (entrevista ao JN de 06.01.2005).
Aguardo ansiosamente pelo projecto e pela programação.
E pela vontade de tranformar a apatia dominical.

Arredai os Bancos

Há cerca de 22 anos atrás cantava e tocava assim no Grupo Raiz: "S.Gonçalo, Arredais os Bancos. Que eu quero fazer uma dança de 'mancos'!"
Era uma das nossas músicas mais populares e conhecidas.
Era um dos nossos símbolos, como símbolo é a devoção a S.Gonçalinho quer para a beira-mar, quer para muitos que, como eu, lá nasceram e que as vicissitudes da vida transferiram para a parte nova da cidade.
A cidade tem, mais ou menos vivas, outras tradições - Barrocas; Febres; Forca, etc.
Mas o peso desta tradição e da celebração de sentimentos, vivências, sentido comunitário, devoção, só encontramos no início de cada ano, com a festa de S.Gonçalinho.
É a vivência do espírito da zona típica de aveiro... cada vez mais asumida por todos os aveirenses e aqueles que abraçaram esta cidade.
Nem mesmo a comemoração do dia da cidade (Sta. Joana) consegue agregar tanto bairrismo e tanto espírito aveirense.
Pelo 'ovo mole', pelo 'xiripiti', pela dança dos mancos, pela ria, pela 'cavaca'... ao meu santo!

Ano Novo Aveirense.

O arranque de 2006 trouxe o aparecimento de mais espaços interventivos na blogoesfera local (como é o caso de Pedro Neves).

Trouxe igualmente alguns recados (Aqui e Aqui, já contestados) da Margem Esquerda e o renovado Politica Pura onde surge aqui este eloquente e interessante esclarecimento de dúvidas autárquicas.

Passeio Presidencial.

Segundo a última revelação de sondagens divulgada (ver aqui 'O Público') não é a Comunicação Social que é claramente desfavorável ao Dr. Mário Soares.
É quase o país inteiro, acrescido do seu 'amigo' Manuel Alegre.
Uma questão de conformismo ou realidade política.
No entanto, este quadro demonstra igualmente o principal adversário de Cavaco Silva. O conformismo e o excesso de confiança elitoral que leva ao aumento da abstenção.
Não basta rir e apludir os números. É preciso dia 22 de Janeiro, confirmá-los.

06 janeiro 2006

Vira o disco...

e diz-se o mesmo.
O candidato Mário Soares está a ficar sem as poucas e fracas ideias eleitorais que tinha no início da sua campanha.
Por isso, sem sair dos constantes e repetitivos ataques a Cavaco Silva, queixa-se agora da pseudo-imparcialidade da comunicação social.
Perfeito disparate e argumentação inválida. Já
Aqui tinha demonstrado que tal argumento não corresponde à realidade.
O que me parece é que Mário Soares já se apercebeu da sua eventual derrota, logo á primeira volta. Nada melhor para equilibrar a falta de argumentação que criar suspeitas e 'papões' onde eles não existem.
E a questão, como é referida neste excelente artigo de opinião no DN de hoje, não reside no facto da comunicação social dar ou não atenção a Mário Soares. O problema passa no tipo de atenção que lhe é dedicada. E essa, por retratar factos que lhe são negativos, o ex-presidente da república já não gosta e não suporta.

05 janeiro 2006

A Oriente nada de novo.

Em Israel começam a viver-se horas de grande preocupação.
Motivo: o estado de saúde do Primeiro Ministro Ariel Sharon.
Preocupação em Israel, na Palestina (como exprimiu publicamente o primeiro ministro palestiniano Mahmmoud Abbas) e na comunidade internacional.
Quando Yasser Arafat faleceu a 11 de Novembro de 2004, muitas vozes afirmaram convictamente que a Paz era, após essa data, um processo mais facilitado e possível de alcançar a curo prazo.
No entanto, a realidade após mais de um ano, mostra-nos um médio oriente em pólvora e as relações entre israel e palestina instáveis e efervescentes, como confirmam os próprios conflitos armados internos no estado palestiniano.
Ou seja, hoje colocam-se inúmeras dúvidas e interrogações se a morte de Arafat não trouxe maior debilidade à estrtura palestiniana e ao processo de paz.
Por outro lado, desde 2001 (ano da eleição para primeiro ministro) que Ariel Sharon é o mal-amado israelita. Tido como 'inimigo' pela extrema-direita judaica e israelita, não deixa de ser apludido pelo seu incansável empenho no processo de paz para a zona. Entre o polémico muro, fica igualmente na memória colectiva recente a saída da faixa de gaza e a entrega desse espaço à comunidade palestiniana. Politicamente forte, quer no relacionamento com o estado vizinho, quer internamente com a capacidade heróica de resistir à enraízada estrura e ao peso religioso e político da extrema-direita israelita, foi capaz de quebrar barreiras e criar roturas fortes que resultam, a 3 meses das eleições legislativas em irael, numa vitória clara do seu recém 'nascido' partido político Kadima.
E agora?!
Em pouco mais que um ano, a Paz no Médio Oriente volta a entrar em coma!
Como se diz por cá: Ano novo... vida velha!

04 janeiro 2006

EDP Ibérica.

Ouvindo simultâneamente com a "navegação virtual" a SIC Notícias e a Quadratura do Círculo um único pensamento:
«este governo deu à luz um grande "nó cego"... estrangeiro, concorrencial, mais forte e espanhol.»
Ibericamente incorrecto.

Orçamentações

Concorde-se ou não e mesmo que, particularmente ao 'senso comum' no mundo da economia, possa deixar muitas interrogações, num salto à outra margem, descobri este economicista post do Dr. Raúl Martins. Aqui!

Inéditos

Afinal as vozes que se insurgiram quanto à nomeação do ex-ministro Oliveira Martins para presidente do Tribunal de Contas tinham toda a razão de ser.
Foi inédita, despropositada, claramente política, as declarações feitas sobre as operações orçamentais dos fundos efectuadas por Ferreira Leite e Bagão Félix.
À falta de outros argumentos válidos, o governo teve necessidade de se 'apoiar' neste órgão para justificar algumas das sua medidas mais impopulares, inopurtunas e incoerentes.
Nunca um Presidente do Tribunal de Contas veio publicamente justificar qualquer relatório. E é mais curioso o facto de o dito relatório e a intervenção do Presidente do TC - Juiz Guilherme d'Oliveira Martins, não fazerem nenhuma referência às medidas do tempo de governação do Eng. Guterres, quando o próprio Presidente do TC foi Ministro.
Os gestores e economistas que conheço terão, obviamente, capacidade técnica mais que suficiente para desvendarem tal argumentação.
O povo (que muitos ainda julgam ignorante e burro) já não cai nestas artimanhas, principalmente próximas de actos eleitorais.

Ano Novo. Ano Importante!

Segundo a comunicação social de hoje e a declaração do Presidente do Banco de Portugal - Dr. Vitor Constâncio, foram revistas as previsões em baixa:
PIB cresce 0,8 por cento em 2006. Inflação vai aumentar para 2,5 por cento.
O aumento salarial (mesmo para grande parte do sector privado) apenas 1,5%.
Ou seja Ano Novo... Vida Velha!
Se 2006 não for um ano de viragem, não sei onde parará o nosso futuro.

03 janeiro 2006

Mais pobre

ficou o jornalismo português e a nossa cultura.
Vi agora nas notícias, durante este período de almoço, e li também aqui, na "Origem das Espécies" de Francisco Viegas.
Um adeus a Cáceres Monteiro.
Ficámos mais tristes, pobres e saudosos
Nesta alturas o senso comum reage na sua maior simplicidade:
'é a vida!' Por mais triste que a mesma se revele.