“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...

25 janeiro 2006

À fisgada!

No Diário Digital de hoje, pode ler-se que a Itália, essa paradoxal república, aprovou uma legislação que prevê o uso legítimo de arma de fogo. Segundo a notícia, "em concreto, permite 'usar uma arma legal ou outro meio idóneo' para defender 'a própria integridade ou a de outros', mas também, 'os bens próprios ou de outras pessoas', por qualquer pessoa que se encontre na sua casa ou no seu local de trabalho."
Posto isto, este espaço (por imposição do seu autor, não submisso, com opinião e convicções próprias e não isento - porque não acredita em isenções e independentismos) avisa publicamente.
(pela força da "itali legis") todos os anónimos (principalmente os adversos e que vêm para aqui provocar e dizer mal) serão recebidos à fisgada.

3 comentários:

Cagaréus&Ceboleiros disse...

espero não levar nenhuma fisgada.:)
Abraço

Terra & Sal disse...

Meu caro “Migas”
É medieval a proposta feita e aprovada pela “Direita” Italiana e inadmissível em países ditos civilizados como a Itália e a América.
Permissão do uso de armas de fogo ao cidadão comum?

Imagine-se Italiano, no dia que lhe maltrataram o carro.
Levantava-se às tantas da noite para ir à viatura buscar um objecto ou documento valioso e que o estava a deixar preocupado.
Roupão enfiado, pistolão no bolso (não vá o diabo tecê-las), descia meia dúzia de escaditas e estava logo ali na rua.
Mesmo à portinha deparava com a meia dúzia de vândalos a despedaçarem o seu rico carrinho.

Sem contemplações, que a hora não é para isso, sete balázios iam sair do “tira-teimas” e alojarem-se no bucho de outros tantos marginais.
“Eu” vizinho ali ao lado, assomava à janela porque o estardalhaço tinha sido grande e, caçadeira de canos serrados nas unhas (não faço por menos), solidariamente e de acordo com a lei (protecção dos bens do vizinho), mais meia dúzia de bojardas assentavam que nem uma luva no resto da canalhada.

Acabada a matança, uma dúzia de bandoleiros estava ali prostrada à nossa porta que nem javalis em dia de montaria.
Ainda com a adrenalina a martelar-nos na cabeça, tínhamos a Razão e “Justiça” aplaudindo-nos interiormente.
Julgados e ilibados, ficávamos célebres e o “pessoal aqui da pesada no Blog” teciam-nos considerações elogiosas e promoviam, estou certo, uma manifestação para sermos agraciados com uma comenda qualquer.

Já viu o gozo, no 5 de Outubro o Senhor Presidente da Republica Cavaco Silva (muito nervoso, ele ainda não agraciou ninguém) enfiar-nos uma Comenda?
E no fim Migas, depois da consciência entrar em pousio? Como seria?
Sabe, se calhar ao contrário da maioria, eu penso que o Céu e o inferno são cá na terra e está dentro de cada um de nós!

Ai Migas, a Direita Amigo, a direita italiana…claro!...
Quanto às fisgadas nos anónimos “amande-lhes” para o lombo quando merecerem!
Mas a “Direita” Migas. Ai a Direita, a direita italiana!...
Abraço,
Terra &Sal

migas (miguel araújo) disse...

É medieval a proposta de qualquer 'facção' política - direita, centro e esquerda - que promovam ou fcailitem o acesso à violÑecia.
Mas cara amigo Terra&Sal: não se trata de política (embora seja uma questão aprovada pelo parlamento italiano).
É acima de tudo, uma questão social e cultural.
E ainda acima do acima de tudo, é uma perfeita anormalidade. Principalmente pelo arbítrio da subjectividade e da legitimidade a qualquer preço.
Como referia a notíca: o farwest ultrapassou a barreira da história, do imaginário e do oceano e chegou a Itália. Esperemos que fique por aqui.
Por último, lembro-lhe que nada me constrange, independentemente da minha veia e convicções centristas, em criticar o que entendo perfeitamente absurdo e erróneo. Seja na política, na religião ou no desporto.
Mas... também não aproveite para generalizar. Porque nada tem de geral.
As execpções confirmam regras, ou as regras que nos interessam.
Abraços e bem vindo.