“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...

29 novembro 2005

Eu já me safei...

O que li Aqui (Diário de Aveiro, entre outros) e no oportuno e interessante post de João Oliveira Aqui (notas entre aveiro e lisboa), é pura e simplesmente uma vergonha.
Dr. Miguel Lemos dá o verdadeiro ‘golpe do baú’ ao conseguir o lugar de Director-Geral da PDA ((correcção)5800 euros/mês - mais do que auferia como administrador da EMA) antes das eleições, precavendo-se de qualquer eventualidade mais desagradável.
Mais… como administrador dessa empresa autonomeia-se Director-Geral.
Há pessoas que não têm o mínimo de ética, de verdade...
Assim qualquer pessoa coloca o seu lugar de administrador à disposição. Tendo outro a que se agarrar, mais favorável economicamente e politicamente 'amarrando' este novo executivo.
A Câmara pretende limpar a sua imagem, garantir as suas responsabilidades e usar devidamente os nossos contributos financeiros. E há quem ainda viva agarrado ao passado e aos seus princípios que fizeram destes 8 anos uma cidade enfraquecida.
Ainda há quem se admire pela vitória da coligação?!
Só quem andasse a dormir.
Se calhar o Dr. Miguel Lemos era o único do 'burgo' socialista que acreditava na derrota de Alberto Souto. Safou-se enquanto ainda teve tempo.
E safou-se com a conivência do anterior executivo. Quem era o presidente da administração da PDA?! Claro… Dr. Alberto Souto.
E é curioso. Deveras curioso que os 'habituais'(!) “politicamente correctos” socialistas, aqueles que, por exemplo, não conseguiram alcançar a capacidade profissional de Maria da Luz Nolasco para o TA (só por 2000 euros), apelidando a opção da sua escolha como 'boy(girl) for the job', ainda não mostraram a cara!
Aposto que viraram avestruzes... cabecinha escondida na areia!
Até o próprio vereador Dr. Pedro Silva desconhecia (segundo ele) esta tão 'macabra' manobra politica.
E agora...
A quem pedir agora responsabilidades?!
Quem pagará a indemnização a este senhor?! Porque ninguém acredita que no seu contrato figurou o procedimento do período experimental...
Desde 2004, a única coisa que mereceu destaque na actuação do Dr. Miguel Lemos na EMA foi o conflito com a anterior direcção do beira-mar. Nem um concerto, nem um único evento (para além do futebol) dinamizaram o estádio. Assim, acho que, apesar do esforço necessário, a câmara deveria tomar a coragem política de dissolver este contrato absurdo. A bem da transparência, da verdade e do rigor que tanto proclama.
A história e o tempo encarregar-se-ão do resto...
Como cidadão, ‘cagaréu’ de nascença e aveirense do coração, resta-me dizer: Aveiro perdeu a sua dignidade. Basta!

Cruz(e)Fixos... nova referência

Ainda a propósito do que Aqui referi sobre a polémica questão dos crucifixos nas escolas públicas, "Ceboleiro&Cagareú" tem um post Aqui verdadeiramente interessante, com um paralelismo muito oportuno.

Politicamente correcta

a escolha do novo director artistico do Teatro Aveirense. Depois da feliz opção por Maria da Luz Nolasco para directora, o executivo demonstrou que Aveiro está acima da politiquice e dos compradios.
Independentemente das escolhas 'de confiança política' lógicas e óbvias para os lugares de administração, a câmara já tinha feito opções válidas e corajosas, muito para além da esfera partidária: Eng. Lusitana Fonseca na Aveiro-Digital, a continuidade da opção do executivo socialista em Paulo Amorim para o Aveiro Basket. Agora a escolha do encenador Rui Sérgio para director artístico do Teatro Aveirense. Membro da lista de candidatos à Câmara Municipal de Aveiro pelo Bloco de Esquerda, é, obviamente, pela qualificável experiência profissional (encenador e director-adjunto do teatro da trindade) e pelo seu 'aveirismo' que a câmara fez a opção e a proposta que o mesmo considerou de estimulante.
Está criada a dupla perfeita. Aveiro e a nossa cultura agradecem.
Acresce a transparência (tão almejada por muitos) dos procedimentos da câmara ao tornar publico a verba dispendida para este cargo - 1000 euros mensais e para o da respectiva gestão do TA - 2000 euros para Maria da Luz Nolasco (valor que isoladamente o anterior director Paulo Ribeiro auferia).

Solidariedade Lusa

Solidariedade em bom português.
Comparativamente a Dezembro de 2004, a recém campanha de angariação do Banco Alimentar ultrapassou todas as expectativas: quase 1.500 toneladas de alimentos (mais 19%).
Nem o mau tempo...
Nem a crise...
Nem as (legítimas) dúvidas de que os contributos chegam a quem verdadeiramente precisa...
A necessidade cria solidariedade... por um portugal conjuntamente melhor e maior.
Muitos 'poucos' fazem muito!

27 novembro 2005

Bem Haja Professor.

Não tenho qualquer aproximação política ao Professor (agora deputado municipal) Arsélio Martins. Não tenho, nem quero ter…
No entanto, se houve alguém por quem sempre ‘nutri’ um maior respeito, pelo seu saber, pela sua forma de encarar a vida, pelo que me encorajou enquanto fui estudante, foi o Prof. Arsélio.
Na qualidade de presidente do conselho directivo (agora executivo) do Liceu José Estêvão, foi com o maior orgulho que, proposto por ele, vi o meu nome ‘em louvor’ numa acta do conselho pedagógico, onde durante 3 anos representei os alunos/colegas.
Há (infelizmente cada vez menos) momentos da nossa vida académica (secundária ou superior) que nos marcam de forma determinante. Para além das agradáveis conversas sobre tudo e nada, aromatizadas pelo seu inconfundível cachimbo, no bar, no conselho ou simplesmente pelos corredores.
Independentemente da vida nos transportar para caminhos diferentes e distintos, nunca deixei de “o” ler e continuar atento aos ‘passos’ do ‘prof’.
Foi, por isso, com enorme prazer que vi aqui (notícias on-line - Aveiro) a sua primeira intervenção nesta sua experiência de deputado municipal. Intervenção… claramente à Arsélio Martins. Claro, curto e preciso.
Quem se candidata e é eleito, tem uma responsabilidade acrescida de cumprir os seus mandatos e as suas obrigações, sejam elas de vereação ou de deputado municipal. Responsabilidade para servir a cidade, sem quaisquer desculpas, equívocos, desleixos e faltas de responsabilidade.
Senhores deputados… dediquem-se!

CRUZ(e)FIXOS...

Veio recentemente a público (comunicação social), uma preocupação ‘gritante’ pela eventual retirada, das salas de aulas das escolas públicos, dos crucifixos aí eventualmente pendurados.
Portugal é maioritariamente um país de católicos. Não que isso queira significar que Portugal é um país verdadeiramente católico, no sentido prático… de, precisamente, praticantes. Mais crentes, propriamente.
Por força educativa e por vontade própria, sou igualmente católico, embora já distante dos tempos interventivos e praticantes.
Entendo, no entanto, que a escola deve e tem que ser um espaço dedicado ao conhecimento e ao saber, aberto e pluralista, concretamente no que se refere à religião.
Não foi pelo facto da bandeira nacional deixar de ser azul e branca que deixaram de haver monárquicos.
Não foi pela ocorrência do 25 de Novembro de 1975 que (infelizmente) desapareceu o comunismo e os comunistas.
Não é por se colocarem nas paredes das salas de aulas crucifixos que os alunos vão ser mais crente, mais católicos e mais praticantes. Aliás quantas vezes transformados em motivo de ridicularizarão.
A Igreja tem que saber ‘impor-se’(!) por outros fundamentos e outras motivações.
À escola devolva-se o saber, a cultura e o conhecimento… bem como a liberdade!
Actualização
Para que não fiquem dúvidas, quer quanto à minha posição de católico, quer quanto a eventuais deturpações ou 'mal-entendidos' do que acima escrevi.
Foi referido e lido por mim que existe quem, como o Dr. Louçã (felizmente para muitos, já custa 'engolir' as suas desconcertantes metáforas demagógicas) entenda que esta medida da retirada dos crucifixos das escolas públicas tem como fundamento a constituição portuguesa que define o estado como laico. Esses mesmo que (só lendo meia constituição) se esquecem que a mesma constituição protege a cultura portuguesa e a sua história.
Esses mesmo que, à custa duma falsa laicidade, gozam anualmente um merecido(!) descanso pelos feriados religiosos... ou melhor católicos.
Esses mesmo que não ouvi defender a introdução no calendário anual laboral do gozo dos feriados hindus, muçulmanos, etc..
Muitos pesos... para uma medida!

25 novembro 2005

Agendas! Actas e Adendas...

Já muito ouvi, já muito li (e até já comentei em Notas entre Aveiro e Lisboa) o blog recente do Sr. Vereador do PS - Dr. Pedro Silva.
Renovo a minha opinião sobre o assunto:
Só acredita na versão do sentido de oportunidade quem quer. Eu não...

É, no mínimo, irrealista e sobrenatural que um vereador com pelouro não soubesse da não publicação on-line (ou outra) das agendas das reuniões do anterior executivo, bem como do atraso significativo da publicação das actas no sitio oficial da câmara (apesar da insistência do Sr. Deputado do PS na Assembleia Municipal - Raúl Martins e da bancada do CDS - António Granjeia). Só falta dizer claramente: os munícipes de aveiro são 'burros'.
Mas considerações à parte...
Não me parece importante, nem interessante, a publicação das agendas das reuniões. Para além de me parecer pouco lógico este procedimento (mais ainda quando qualquer funcionário da cma, sujeito ao regulamento e código administrativo, tem regras específicas que regulam os seus procedimentos face aos assuntos internos da câmara).
No entanto, já o mesmo não posso contrapor em relação às actas das referidas reuniões. Estas, após a realização das respectivas sessões, são públicas e, ao abrigo legal, devem ser publicitadas. No entanto (e durante o mandato do senhor vereador), eram publicitadas com um atraso tão significativo, que se perdiam no tempo e perdiam o seu interesse.
Aqui, cabe uma palavra de reconhecimento pelo serviço público que o blog Melhor Aveiro presta ao publicar os resultados das reuniões com um espaço de tempo tão curto.
Pena é que não o tenha feito antes das eleições e enquanto maioria.
Ou não o podia...

Há 30 anos...

Pela força de Rio Maior (!), gritava-se: pela democracia, viva a liberdade!
Na mesma altura lembro-me perfeitamente (como se fosse hoje), num muro entre as actuais bombas de gasolina da repsol e a sé, a seguinte frase pintada (de fresco):
"se o comunismo fosse bom o capitalismo já o tinha comprado".
Felizmente houve o 25 de Novembro de 1975.
Felizmente... pela democracia!
Felizmente... pela liberdade!

24 novembro 2005

O Primeiro Dia...

Dizia Sérgio Godinho em “O primeiro dia”: “hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”!
Há nas nossas vidas, muitos primeiros dias que marcam definitivamente o resto das nossas vidas. Por exemplo: o primeiro dia de aulas, o primeiro beijo, a primeira paixão, o primeiro cigarro, a primeira desilusão amorosa, o primeiro carro, o primeiro emprego, o primeiro salário, o primeiro…, o primeiro…
Para muitos jovens a possibilidade (seja aqui, em Espanha ou noutras paragens) de obter uma habilitação superior é um objectivo que se conquista, na maioria dos casos, com muito esforço, sacrifícios e ansiedade constante.
Alguns sabem o que significa passar pela experiência. Para quem não saboreia esse momento (alguns num verdadeiro sabor a desilusão) e vive perto de um ambiente universitário (como o caso de Aveiro) já presenciou a felicidade dos que conseguem ingressar no ensino superior, independentemente das perspectivas futuras.
Mas o que seria uma verdadeira festa, tem-se tornado, por essas faculdades fora, recentemente (meia dúzia de anos atrás) num verdadeiro suplício, trauma e desilusão.
Não me refiro ao preço dos quartos e apartamentos para alugar, nem às propinas máximas…
O que deveria servir, exclusivamente, para festejar a entrada dos novos alunos e enquadrá-los no meio universitário, têm-se revelado verdadeiros atentados ao bom senso, ao respeito e ao espírito académico.
Ao ponto de revoltar um ministro do ensino superior pelas piores razões e provocar nos estudantes a necessidade de criarem um movimento (cada vez com mais adeptos) anti-praxe.
A praxe não tem que ter um fim…
Deve ser racional, respeitadora e divertida… mesmo que não inocente.
DN – 22.11.05 e JN – 22.11.05

22 novembro 2005

Sobrevivência Europeia

Após alguns dias de descanso (e suponho de reflexão) João Pedro Dias, in Politika Pura, regressa com um post muito interessante e com questões extremamente pertinentes sobre o futuro da europa, estruturado nos acontecimentos de França e com as recentes medidas salariais da nova chanceler alemã. Para consultar (obrigatoriamente) Aqui.

Memórias

22 de Novembro
1718 - O pirata mais famoso da história dos 7 mares - o inglês 'BarbaNegra', morre em batalha.
1963 - Dallas - Texas. Assassinado o presidente americano John. F. Kennedy.
1975 - Espanha - Juan Carlos é designado Rei de Espanha.

21 novembro 2005

Sentido Proíbido

Comemorou-se ontem (20.11.05) o "Dia Mundial em Memória das Vítimas das Estrada". Segundo notícia do DN, a Organização Mundial de Saúde refere-se a Portugal com o país da união europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária. Em 2005 já faleceram nas estradas portuguesas cerca de 950 pessoas (não são contabilizados os feridos graves que perdem igualmente a vida, fruot da sinistralidade). Se estudos apontam para um decréscimo da sinistralidade em cerca de 3% devido à renovação do parque automóvel (apesar do aumento constante do custo de aquisição de automóvel), da assistência médica e do aumento da rede de auto-estradas que resulta num melhoramento da rede viária. Assim sendo... onde para a responsabilidade dos outros 97%?! Na falta de civismo, na má preparação técnica para conduzir, na irresponsabilidade quando nos sentamos ao volante. A responsabilidade é de todos os que conduzem e percorrem as nossas estradas. Não vale a pena 'sacudir a água do capote'. A responsabilidade é nossa: dos condutores. Cada português condutor, quando ao volante, desperta em si um sentimento esquisito de complexo de identidade. Sentimo-nos logo transfigurados em Fangio's e Schumacher's. E isto porque o português sempre que se senta ao volante tem muita pressa, mesmo que vão adiantados. Não há limites de velocidade, regras de ultrapassagem, riscos continuos... só há os outros - os que vão mais devagar - os empatas... É fundamental que a educação rodoviária acompanhe a educação escolar bem cedo. Mais importante que o ensino do inglês!

20 novembro 2005

The End

O jornal Público, na sua edição de hoje (20.11.05), destaca com interessante pormenor, a queda de 2 milhões de espectadores nas salas de cinema, comparativamente a 2004.
Igualmente curioso é o registo de aumento do número de salas no país. Não há centro comercial que se preze que não tenha o seu espaço cinematográfico.
No entanto, parece-me que as razões são simples e de senso comum:
- o custo de vida e o preço do bilhetes. Quando existe a generalização de uma crise nacional, é lógico que as pessoas/famílias contenham o seu orçamento em função do que é ou não prioritário.
- a ausência de ‘grandes produções’, inferior à do ano anterior (ex. paixão de cristo).
- as novas tecnologias que permitem ter um cinema em nossa casa.
- o circuíto de aluguer que, após 3 meses, tem as novidades disponíveis por um preço inferior ao da ida ao cinema.
- também podemos ter pipocas, o conforto (não ter uma cabeça alta na fila da frente) e o sossego.
- por fim temos a Internet e a pirataria.
No entanto há uma verdade absoluta e inquestionável: cada vez mais perde-se a mística de uma ida ao cinema. Era quase 'uma obrigação' ir, pelo menos, uma vez por semana ao cinema.
E que mística se vivia…

Regresso às aulas!

O ensino desceu à rua! Acrescento mais dizendo que o ensino está na rua… da amargura!
Responsáveis?! Quem?! Todos…
Vivida a sexta-feira atribulada, o regresso à acalmia neste fim-de-semana, permite-me olhar com mais serenidade a questão escolar.
Antes de mais recordo o curioso título de um post recente de JMO (noticias entre aveiro e lisboa), igualmente relacionado com o ensino: “Há coisas em que estou a ficar velho”.
Se recuar 24 anos, vou reviver os meus 15-16 anos de vivência estudantil e acabar por dar claro significado àquele título… sinto-me velho. As diferenças são abismais!
Os pais.
Cada vez mais distantes da escola, do associativismo que lhes permite um papel activo no processo de ensino e na ‘gestão’ da escola e, em alguns casos, do próprio acompanhamento escolar do seu educando.
Há, no entanto, uma preocupação meritória. Com o aumento das exigências profissionais que hoje se colocam aos pais, é legítimo que estes se preocupam minimamente com a ocupação horária dos seus filhos. E a escola tem a obrigação de dar respostas válidas a esta preocupação. Os filhos vão para a escola para aprender e para se desenvolverem, não para passarem o tempo com folgas ou feriados/furos, normalmente ocupados com ‘actividades’ que a família pouco aprova.
Os professores e a escola.
Que festa era (juntávamo-nos logo com duas violas e o ‘rabinho’ na relva) quando tínhamos um feriado/furo ou a greve dos transportes (comboios) impossibilitava um ou outro professor de dar as suas aulas! E porquê?! Porque era raro… muito raro. Daí que o tempo livre não fosse uma realidade preocupante, para os alunos, pais e ensino.
Em contrapartida, segundo os dados estatísticos divulgados pelo DN de 18.11.05, só durante um ano lectivo (2004/05) os professores faltaram a cerca de 9 milhões de aulas (contabilizados os ensinos pré-escolar, básico e secundário). Ou seja cerca de 10% do total dos tempos lectivos previstos. Acresce que ao docente são permitidos 67 regimes ao abrigos dos quais pode faltar ao exercício das suas funções.
Outro aspecto que marca a diferença entre ontem e hoje, é o relacionamento entre docentes e alunos, que permitia haver ‘vida’ para além da sala de aula: na rua, nas viagens de estudo, nas acções e actividades extra-curriculares na própria escola. O professor ensinava, cultivava e exercia uma valorizada função pedagógica. Sem que isso significasse distanciamento e indiferença em relação ao aluno. Por isso é que hoje, muitos da minha geração (38-42 anos), recordam facilmente a influência (umas vezes positiva, outras nem por isso) que a maioria dos ‘profs’ teve no nosso percurso estudantil.
Qualquer actividade profissional, da mais simples até à mais complexa, só se compadece com dois princípios: ou é exercida com paixão ou por obrigação. A do professor tem a ‘agravante’ de ser exercida em acção directa ‘sobre’ alguém (o aluno).
Para um encarregado de educação, o seu educando vai para a escola para aprender e para estudar. Lógico será que ocupe o seu tempo nessas tarefas. Se há a necessidade de um docente faltar à sua ‘obrigação’ laboral que é a de ensinar, será lógico que a escola crie condições para que o aluno tenha alternativas válidas e credíveis.
As aulas de substituição, na sua génese, são uma alternativa válida. O seu sucesso depende do que os professores e alunos quiserem ou souberem valorizar, bem como a capacidade organizativa da própria escola. Ou da forma como as quiserem ridicularizar.
A escola não se pode alhear das necessidades de aprendizagem dos alunos e das preocupações familiares dos mesmos. Principalmente nos dias de hoje, onde as solicitações e as pressões externas que são exercidas sobre os jovens, na maioria dos casos, são de extrema capacidade persuasiva, desviando-os, com extrema facilidade, das suas obrigações escolares.
Quem estudou entre 1976 e 1985, via no professor ‘mais velho’ uma referência cultural. Essa referência era muito mais esbatida nos professores mais novos ou nos estagiários (a quem ‘gostávamos’ de ‘dificultar’ a vida profissional). Por isso uma das argumentações da greve que se baseia na idade limite para leccionar, a mim parece-me descabida e injusta para com a experiência profissional e outras actividades.
Porque razão 50 anos são limitativos à actividade de docente e exige-se que um motorista ou alguém que abre valas para o saneamento básico (esforço e segurança) o possa obrigatoriamente fazer até aos 65 anos.
A minha avó materna era professora primária (desculpem do 1º ciclo básico - até isto me parece confuso). Com quase 90 anos e após uma trombose, criava discussões técnicas sobre latim com a minha irmã enquanto se formava na universidade de aveiro em português-francês. Esta é uma imagem que retenho nas minhas memórias com muita clareza.
Os alunos.
Aqui reside a minha suposta ‘velhice’ e as diferenças abismais entre o ontem e o hoje e que são muito maiores do que em relação à geração que me antecedeu. A questão da mentalidade.
A nossa vivência estudantil, do ponto de vista cultural, social ou político, era muito mais interventiva e activa. Quer nas estruturas da escola (delegações de turma e conselho pedagógico), quer nas estruturas associativas (núcleos e associações de estudantes).
Quem não recorda, com alguma nostalgia e orgulho, as RGA, os plenários e as campanhas eleitorais.
Hoje há (independentemente de existirem as estruturas) um vazio de ideias, de conceitos, de capacidade e vontade de intervenção. Por mais desculpas ou argumentos contrários. Não me convencem… (até porque na minha actividade como treinador de basquetebol lido diariamente com esta realidade).
Não me lembro de acções gratuitas de vandalismo, de faltas de respeito e agressões para com os professores e a escola, já para não falar da falta de solidariedade e respeito entre os próprios alunos. E no Liceu José Estêvão existiam cerca de 2500 alunos, desde o 7º ao 12º anos (ainda muito antes das c+s’s e das eb’s).
Aulas havia-as de segunda-feira até às 13:00 de Sábado, intercaladas com acções estudantis extra-curriculares, desde conselhos pedagógicos, actividades dos núcleos e das associações de estudantes e actividades culturais. Os tempos livres eram dedicados ao estudo, ao desporto e às actividades sociais e políticas. Os dias tinham mais que 24 horas. Hoje os jovens estudantes não sabem ocupar, nem gerir o seu tempo e as suas prioridades.
Nunca fui adepto da expressão dos ’meus mais velhos’: no meu tempo é que era. Mas a verdade é que para algumas coisas, estou a ficar mais velho.
A greve é um direito consignado na constituição da república.
A greve não pode ser justificada para servir de pretexto à alienação de responsabilidades.
A escola e o ensino depende de todos os seus agentes: governo, professores, alunos, pais e comunidade. Ninguém pode fugir às suas responsabilidades.
Esta greve soube a instrumentalização política.

18 novembro 2005

POR RESPEITO...

Podemos (e devemos) ser contra a Guerra.
Podemos não concordar com o envolvimento das forças armadas portuguesas em cenários internacionais de guerra.
Não podemos é ficar indiferentes quando um português, no exercício das suas funções de estado, morre... pelo sentido patriótico, pela segurança e liberdade dos outros.
Sem direito a comentários... O meu respeito.
Um militar português morreu esta sexta-feira em Cabul, capital do Afeganistão, depois do carro de patrulha onde seguiam ter detonado uma mina.

No Sense

Já proliferam nesta cidade (e provavelmente no resto do rectângulo nacional) os cartazes das presidenciais de 2006. Um que me chamou a atenção foi o do Dr. Mário Soares. Reflecte nitidamente o vazio da sua candidatura e a irracionalidade da sua campanha.
"Porque sabe unir os portugueses" é a chave do cartaz.
Pura ilusão e demagogia eleitoralista.
Para quem não consegue (e não soube) unir o seu partido (sim esse mesmo... o PS) e para quem não consegui unir a Esquerda (já para não falar das 'zangas' com o seu amigo poeta), querer unir todo um país é chavão e puro 'No sense'...
Será que ainda não houve ninguém que lhe explicasse isso?!?!
É que (felizmente) há muita gente (à direita e à esquerda) que não se quer unir ao Dr. Mário Soares.
Porque não tem ideias para Portugal, não tem perspectivas para a crise nacional (económica e de valores), não mostrou saber o que os cidadãos querem para o país. E por não saber e não dizer, é que apenas reduz o seu discurso ao seu pesadelo que é Cavaco Silva.

17 novembro 2005

Serviço Público

foi o que o JN na sua edição de hoje (17.11.05), prestou a Aveiro.
Curioso como nos dias de hoje, em que o país, a europa e a restante comunidade internacional vivem momentos de angústia, desepero, pessimismo, ... há ainda quem encontre ideias válidas, capazes de nos mostrar que a vida tem um lado positivo e que esse terá de ser sempre a alternativa ao nosso 'negro' dia-a-dia.
Eixo tem afecto e esperança ao serviço da comunidade, fruto de uma 'missão visionária' da médica e escritora Graça Gonçalves. Um lugar a visitar sempre!
Felizmente que a cultura aveirense não se confina ao Teatro Aveirense e seus 'affaires' e que as contenções financeiras da Câmara permitem olhar investimentos e apoiar acções socio-culturais com valor indiscutível.
Ler JN - Aveiro "Inovador Lugar dos Afectos inaugurado em Fevereiro"

Moderação...

é o que vai faltando no (débil) estado da saúde nacional.
É indiscutível o ‘dogma’ do princípio equitativo do binómio utilizador-pagador, sem que isso signifique menos responsabilidades sociais do Estado.
No entanto continuam os paradoxos e as falsas promessas deste burgo socraísta.
Segundo os seus responsáveis (quer o máximo ou o das finanças) não estão previstos quaisquer aumentos na tributação de impostos.
Pois não… Por isso é que o Ministério da Saúde prevê um aumento/actualização das taxas moderadoras, nos serviços de urgência, acima do valor previsto da inflação. Por isso é que os preços sobem, aumentando o nosso custo de vida.
Por isso é que um serviço de saúde primário que deveria ser suportado pelos impostos que cada um de nós contribui mensalmente/anualmente, vai, com esta medida e à custa da nossa doença, engordar o precário orçamento do estado em cerca de 4 milhões de euros.
Curiosidades neste processo de aumento são as que o relacionam com a eventual fundamentação do agravamento do valor das taxas nas urgências do SNS ser baseado em dois princípios: os rendimentos e as ‘falsas urgências’.
Isto é...
Primeiro não bastará ir ao hospital e levar o cartão de utente do SNS - deverá ser acompanhado igualmente da declaração de IRS.
Segundo, não me parece que as pessoas que se deslocam às urgências o façam por mero divertimento ou desporto, mas sim por necessidade e, em alguns casos, por ‘desespero’ ou desconhecimento na avaliação dos fundamentos médicos da doença ou mal-estar. E se a opção da maioria dos utentes é preferencialmente (em muitos casos) pelas urgências do hospital, em detrimento dos centros de saúde, tem a haver com o descrédito e a falta de confiança nessas unidades de saúde.
Por outro lado...
Quem vai avaliar e determinar o que é ou não uma ‘falsa urgência’? O corpo médico de serviço?! O funcionário do balcão de atendimento?! O utente?! Será que vai ser necessário e obrigatório que o utente telefone primeiro para o hospital ou centro de saúde descrevendo a situação, para posterior opção?!
Enfim.. pela sua saúde não adoeça!

16 novembro 2005

Resultados - (De)Voto - II

Foi colocada à votação a prioridade que os visitantes deste blog entendem que deveria merecer resolução urgente deste novo executivo camarário. Obtivémos 42 respostas, destacando-se a preocupação para com as taxas municipais - 21% (incluindo obras, àgua e saneamento), seguido da necessidade de preservação e criação de zonas verdes e de lazer - 10%, bem como a degradação do piso das vias e o trânsito - 14%.

Inevitavelmente! (actualizado)

A opção necessária e prometida na campanha eleitoral pela renovação da imagem camarária, através da contenção das despesas e da procura de investimentos prioritários, realistas e essenciais, começou já a dar os seus frutos.
Referência para a notícia no Notícias OnLine (Aveiro) que destaca a rescisão dos contratos de Paulo Ribeiro e Albino Moura, na Direcção Artística do Teatro Aveirense. Não por questões de política cultural ou pelo sempre presente 'job for the boy'.
Simplesmente porque, infelizmente, as verbas possíveis para o orçamento 2006 da empresa municipal do TA são inferiores às de 2005.
Ou seja... Orçamento (realista) a quanto obrigas.
Actualização
Segundo o JN de hoje (16.11.05) a Administração do TA poderá propor o nome da Dra. Maria da Luz Nolasco para substituir Paulo Ribeiro. Excelente aposta. E excelente pelo simples facto de ter sido uma das melhores vereadoras da Cultura que a CMA já teve, pelo seu excelente carácter profissional e igualmente pelo trabalho que desenvolveu no Museu de Aveiro. Uma óptima alternativa.

Portugalidade Eleitoral...

fonte: Capa do Semanário Expresso de 12.11.2005, edição 1724
(em http://semanal.expresso.clix.pt/capa/default.asp)

14 novembro 2005

A primeira hora da verdade. (actualizado)

Enquanto os outros candidatos, confinam as suas ideias presidenciais (alguma ligeira exepção para Manuel Alegre) a críticas a Cavaco Silva, num total vazio de conceitos e projectos concretos para o país, o quase eleito presidente prefere deixar a retórica de lado, orgulhar-se do passado e assumir o futuro do país, aproximar-se dos sentimentos e desejos dos portugueses.
Numa análise clara e concreta à realidade portuguesa, Cavaco Silva promete ser, como presidente, sério, rigoroso e exigente. Três aspectos fundamentais para o desenvolvimento de Portugal. Assim se fala em nome da confiança. E para quem tinha dúvidas, Cavaco Silva convenceu hoje na TVI (que fora as primeiras companhias e big brother's vai tendo, esporadicamente, pontos de interesse). Claro, conciso, realista, transmitiu confiança e mostrou capacidade para ser um ponto de convergência nacional. Assim se caminha para Belém! Enquanto a esquerda continua 'amuada' entre si (e em plena 'guerrilha' interna) e cada vez mais traumatizada com a possível derrota conjunta, o principal opositor de Cavaco Silva poderá ser a 'tradicional' apatia e abstenção eleitoral, que caracteriza o eleitorado português e que face às sondagens e indicadores, na hora de 'colocar a cruz' no dia 22 de Janeiro, desmobiliza. E isso significa votar à esquerda. Até lá 52% chegam!
Actualização
Mário Soares, em Guimarães, numa das suas aparições públicas (resumindo os 'banhos de multidão' a jantares de 300 pessoas) afirmou que vai fazer "uma campanha inovadora e de proximidade com os portugueses". Eis pois as suas ideias chave e objectivos presidenciais: "Cavaco, Cavaco, Cavaco, Cavaco e Cavaco Silva". (pelo menos são 5).
Felizmente para Cavaco Silva, o Dr. Mário Saores ainda não percebeu que não é a ele que o Professor Economista tem que dar explicações, falar e dialogar: é aos portugueses; àqueles que, não sendo candidatos, têm o direito e o dever cívico de votar (eleger).

Será...

que percebi bem a notícia divulgada pelo Notícias de Aveiro, sobre a reunião de hoje do executivo camarário?!
À interpelação do vereador do PS - Dr. Pedro Silva, que estranhava, como eu já Aqui referi, a provável instalação em Ilhavo da academia do Beira Mar, o vereador do pelouro do desporto - Dr. Jorge Greno respondeu que a Câmara tudo fará para manter esta infraestrutura am Aveiro.
Espero ter lido bem... Espero que se cumpra o prometido!
Afinal já não estou assim tão triste.

13 novembro 2005

E se...

a conflutualidade existente e vivida em França 'saltasse' fronteiras?
De que forma está a nossa sociedade estruturada e preparada para dissipar e lidar com esta problemática da integração social, cultural, política e religiosa dos emigrantes?! Veja-se o exemplo dado pela aprovação da legislação socialista sobre a emigração, ao não conceder a cidadania portuguesa à 2ª geração de emigrantes.
E Aveiro... tem 'consciência social' capaz para lidar abertamente com esta problemática?!
Que impacto tem o Bairro de Santiago, o Bairro do Griné e o Bairro do Caião?!.
Quantos de nós participámos na integração social de quem aí vive?! Nem que seja no contacto diário (escola, trabalho, lazer) com quem habita esses locais.
Que acção social e cultural delineada e planeada tem a Câmara para estas zonas?! Por exemplo, nos últimos anos foi projectado no âmbito do Programa Polis, alguma recuperação de zonas de Aveiro que criassem outro tipo de infraestruturas (físicas e sociais) para os realojamentos, adoptando-se um modelo distinto da densidade demográfica actual?! Ou é preferível ficar na 'sombra' do papel da Igreja (paróquias) e das suas estruturas pastorais (ex. Florinhas do Vouga e Cáritas), papel esse que, nas alturas de conflito ou crise, convém realçar e justificar, mesmo por quem se diz ateu ou agnóstico?!
Será que temos consciência das realidades sociais que nos rodeiam?!
Aqui também é França e Europa... espero que mais livre, tolerante, integradora e socialmente evoluída.

12 novembro 2005

Dar a mão à "palmatória"!

Aqui (em 'Passado um mês') comentei o facto do PS local (entrevista do deputado municipal do PS - Raúl Martins à Terra Nova), à falta de melhor argumentação, tentar ressurgir histórias antigas de desavenças e conflitos entre o PSD e o CDS aveirenses, por forma a tentar debilitar a coligação autárquica vencedora.
Li, no passado dia 8.11.05, Dr. Girão Pereira no seu melhor (como refere João Oliveira no seu 'Notas entre Aveiro e Lisboa') em entrevista ao Diário de Aveiro. Na sua parte final, o ex-presidente da CMA deixava um recado claro para o fortalecimento da coligação.
Igualmente em entrevista ao DA, o ex-vereador do PSD (no anterior mandato), Joaquim Marques teceu largos elogios ao Dr. Élio e à capacidade política vencedora da coligação.
Espantosamente, quase que em simultaneidade, o jornal 'O Aveiro' de 10.11.05, publicava, com merecido destaque, as opiniões do responsável pelo PSD concelhio. Aí o Dr. Ulisses, 'distraidamente' referia que a sua 'grande alegria política se centrou na conquista da Câmara para... o PSD.'
Distraidamente... acredito!
Porque ainda agora o 'espectáculo' começou. E acima de tudo gostaria de não vislumbrar o 'esbater' do sentido aveirense deste executivo.
The show must go on.

11 novembro 2005

Faz hoje

um ano que faleceu, num hospital francês, o líder carismático dos palestineanos - Yasser Arafat.
E decorrido um ano após a sua morte, a Palestina pouco mais têm para comemorar que a memória do seu líder de sempre e a recente (re)ocupação da faixa de Gaza.
A insegurança, a ânsia do poder e o extremismo permitiram a ascensão dos grupos radicais.
E um acontecimento que para a comunidade internacional fazia prever a abertura de "uma janela de oportunidades" para o processo de paz, transformou-se numa miragem e numa realidade inatingível.
Nem a retirada de Israel da Faixa de Gaza ou o apoio internacional ao novo presidente palestiniano - Mahmud Abbas, foram argumentos suficientes para impulsionar o processo de paz que a morte de Arafat fazia prever.

A Saúde em Portugal

está doente. Doente e irritada consigo mesma.
Quem faz o diagnóstico e provoca este mal-estar é o Gabinete de Estudos e Planeamento da Direcção Geral de Saúde ao divulgar (publicamente --> ver) um relatório comparativo entre os Hospitais de Gestão Pública (SPA) e os Hospitais de Gestão Empresarial (EPE) vulgos SA. E a 'azia' foi provocada essencialmente porque este governo fez dos Hospitais SA a sua bandeira na área da saúde, como o exemplo de gestão de recursos, optimização de serviços e melhoria no acesso aos cuidados de saúde dos cidadãos.
No entanto, algo vai mal na medicina do reino socraísta. Se a sua saúde se tinha agravado com a 'virose' das autárquicas e a 'gripe' do OE 2006, nada melhor que a 'enxaqueca' do relatório da DGS.
Este relatório (com mais de 200 páginas) foi, segundo o descrito na sua introdução e no site da DGS, baseado num Indicador Agregado de Avaliação da Eficiência e da Qualidade, que teve em consideração indicadores de eficiência relacionados com a gestão e a qualidade dos serviços que prestam.
E o resultado não podia ser mais preocupante para a saúde nacional: Os hospitais de gestão empresarial, mais conhecidos por Hospitais SA, prestam piores serviços de saúde aos cidadãos do que os hospitais de gestão pública.
O Hospital de Aveiro, não foge à regra, nem consegue constituir excepção. Não é bom, nem mau... antes pelo contrário. Pauta-se por uma avaliação fraca.
Pela sua saúde, não adoeça!!!!

10 novembro 2005

Passado um mês

das eleições autárquicas, ainda existe nas hostes socialistas do nosso burgo aveirense, uma certa 'azia' provocada pela derrocada eleitoral mal digerida. Ver noticia-resumo da entrevista do Sr. Deputado Municipal - Raúl Martins na Terra Nova FM .
À falta de argumentação válida que justifique a vitória da coligação e que tente reduzir a capacidade política e de gestão do novo executivo, vem agora a público a necessidade de tentar criar crispações e 'mau-estar' onde não é possivel. Assim, tenta-se atacar a legitimidade e consolidação democrática da coligação vencedora, indo rebuscar nos baús dos sótãos histórias de densentendimentos entre PSD e CDS. Aveiro sempre foi uma cidade democrática e pluralista, onde independentemente das 'cores' políticas há, nas pessoas do executivo, um enorme sentido aveirense. Que de certeza dará os seus frutos no desenvolvimento da Cidade e do Concelho.
Para a 'azia' há agora medicamentos que se podem vender fora das farmácias... portanto de acesso mais facilitado.

O Mundo gira e avança!

Enquanto França está a braços com uma das maiores crises sociais e culturais do pós guerra, alastrando já a alguns países vizinhos (Alemanha e Bélgica), há, no renascer da calamidade vivida no Paquistão, sinais claros de solidariedade e fraternidade.
Mesmo nas dificuldades e na 'pobreza', os paquistanezes encontraram espaço para a solidariedade. Pena que o mediatismo de alguma comunicação social só sirva os interesse do Sr. Bush, não merecendo o Paquistão o mesmo destaque que New Orleans. (foto RTP)
Apesar das diferenças geo-politicas e sociais entre India e Paquistão, a solidariedade com o sofrimento do país vizinho, fez com que as fronteiras em Caxemira que, durante anos estiveram fechadas, tenham sido reabertas para permitir a ajuda humanitária a quem precisa.
(foto Corriere della Sera)

08 novembro 2005

Despedidas...

do Dr. Girão Pereira da vida politica.
Após o papel determinante para a eleição de Élio Maia, como mandatário da sua campanha, o ex-Presidente da Câmara retira-se para permanecer na sombra...
Entrevista ao Diário de Aveiro --> Aqui

Doce Festa.

Desde hoje (terça-feira 8.11.2005) até Domingo, vai realizar-se o Quarto Festival do Chocolate, na apaixonante localidade de Óbidos.
Óbidos vai receber, entre cerca de 100 peças em exposição, esculturas sobre o mundo do cinema, um desfile de moda com acessórios comestíveis e um salame gigante (cerca de 100 metros).
Porque não em Aveiro, um Festival de Caldeirada de Enguias, Ovos Moles ou de Xiripiti (para quem não sabe, é um licor popular e artesanal da beira-mar - cultura popular) ?!

A Importância de Portugal

Numa fase em que se fala de patriotismo, humanismo, cultura e economia, na pré-campanha eleitoral para as presidenciais, recebi este e-mail que transcrevo, por entender que é de extrema importância para a posição de Portugal na Comunidade Internacional, nomeadamente na ONU.
Como é possível que a Língua Portuguesa não seja ainda uma das línguas oficiais das Nações Unidas... Em todo o mundo são mais de 250 milhões os cidadãos que se entendem em língua portuguesa.
Parte-se do facto de mais de 250 milhões de pessoas se expressam no idioma português, com importante presença sócio-cultural e geopolítica em várias nações de todos os continentes, sendo a quinta mais falada no mundo (em números absolutos), a terceira entre as consideradas línguas universais de cultura e uma das
quatro faladas nos seis continentes.
Considerando que uma língua, além de meio de comunicação, expressa conteúdo existencial, modos de sentir, de pensar e de viver de agrupamentos humanos, constituindo, através dos séculos, uma identidade cultural, com peculiar criatividade, valores ético-sociais e sentimentos colectivos, reflectidos no idioma que são intraduzíveis e que necessitam continuar vivendo e revelando culturas;
Considerando que a lusofonia vem se situando de forma crescente em várias partes do mundo, pelos seus escritores, poetas, inventores, cientistas, artistas, somando-se desde os navegadores e descobridores que fizeram sua história, com significativa presença nos meios de comunicação de massa através de telenovelas, noticiários, reportagens, etc, projectando-se na literatura, música, desportos e artes em geral;
Considerando que nosso idioma, ao se tornar oficial no universo da ONU, colocando-se em condições de igualdade com outros idiomas, é ato de respeito e apoio às comunidades das nações de língua portuguesa, valorizando sua unidade e participação sócio-económico-cultural no contexto internacional;
Considerando o trabalho da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa / CPLP, que tem alcançado novos contornos nas relações internacionais, minimizando conflitos ideológicos do passado e ressaltando suas potencialidades nacionais e parcerias internacionais, com documentos de Chefes de Estado e de Governo das oito nações, em projectos de cooperação que estão dando corpo e alma aos fundamentos dessa nova Comunidade;
Considerando que a comunidade – CPLP – tem-se empenhado (embora pouco e mal) em valorizar os seus três pilares – da política, da economia e da cultura, que colocam em conexão, de maneira respeitável, a África, a América Latina e a Europa, enfatizando o carácter universalista da lusofonia, que cada vez mais se afirma em nível supra-nacional;
Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e actuante em todos os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil, com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões; Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com 175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e cooperação;
Considerando que o português também é falada noutros países: África do Sul -300.000; Alemanha - 170.000; Argentina - 32.000; Austrália - 12.000; Bélgica - 70.000; Canadá - 415.000; Espanha - 70.000; EUA - 2.280.000; França - 808.000; Grécia - 2.500; Holanda - 11.000; Israel - 13.000; Itália - 16.800; Japão - 170.000; Luxemburgo - 150.000; Paraguai - 325.000; Reino Unido - 100.000; Suécia - 7.000; Suiça - 157.000; Uruguai - 15.000; Venezuela - 400.000; Zimbabwe - 2.000; Importa que os cidadãos também se manifestem.
Link para a petição - Aqui

Há vida para além da politica

da economia, do orçamento de estado, das greves, do funcionamento da justiça, das reformas, das eleições, do processo casa pia e dos árbitros de futebol, etc., etc.... Há mais vida... por exemplo nas cidades. Por exemplo em Lisboa... Por exemplo com o encontro da Igreja, a Cidade e a vida urbana. Com o Congresso Internacional da Nova Evangelização.
Da necessidade da Igreja dialogar com a sociedade já Aqui fiz referência.
A Igreja tem que ser mais aberta, menos dogmática, mais interventiva e mais próxima dos Homens.
Quantas crianças e adolescentes, nos tempos de hoje, se interrogam sobre o que é 'um edifício com uma cruz e um sino' para além da interrogação do porquê algumas pessoas se encontrarem lá. Hoje há crianças e adolescentes que não sabem o que é uma igreja (no seu claro e básico significado). Porque a Igreja continua 'fechada', desenraizada da vida, seja ela urbana ou rural.
Daí que o conceito de '(re)evangelizar', por todos e para todos, se torna prioridade. E não é com celebrações de fé como a que ocorreu no passado Domingo em Fátima que as pessoas e a Igreja se tornarão mais comungadas. Em vez de se celebrar a 'festa' da Eucaristia, muitos 'devotos' estiveram mais atentos às prestações musicais do Sr. Marco Paulo ou da Sra. Joana (Brasil).
Assim, por contraposição, faz muito mais sentido que a Igreja desça à 'rua', seja interventiva, faça parte da vida das pessoas e das comunidades. Que a Igreja se transforme internamente, para poder transformar a sociedade.
No entanto, a Igreja continua a viver o paradoxo dos 'balões de oxigénio'. Quem já viveu 'muitos pontos altos' da Igreja (na pastoral juvenil, no movimento estudantil, na espiritualidade ecuménica de Taizé) e que marcam fortemente a experiência vivida, sente posteriormente o fracasso da não continuidade, de não se transpor para a vida comum essas vivências. Por timidez e receio, pela própria vida, por oposição e relutância do conservadorismo eclesial. Este marco importante para a posição da Igreja no mundo e que se vive em Lisboa, que reflexos futuros vai ter? As portas das igrejas estarão mais 'abertas'?! A Igreja será mais interventiva?! Porquê não transpor a acção para uma vivência comum nas cidades portuguesas (por exemplo dioceses).
Nestas últimas semanas D. António Marcelino (Bispo de Aveiro) tem descrito, no Diário de Aveiro, com particular clareza, o vazio que alguns sectores da sociedade actual vivem, nomeadamente a cultura política. Nunca vi 'pecado' algum na relação da Igreja com a política, com o desporto, com a economia, com o ensino, com a saúde, etc., sendo estas facetas importantes na vida das pessoas (não se pode deixar de ser político ao Domingo e deixar de ser católico à semana). No entanto acho que a reflexão feita por D. António Marcelino deveria também tocar a própria Igreja, o seu 'umbigo'.
Termino com uma referência ao editorial do Diário de Notícias do dia07.11.2005, Aqui, de João César das Neves: "A certeza serena de Cristo vivo." Um texto profundamente brilhante.
Amén

07 novembro 2005

Zangam-se as comadres...

A entrevista de Manuel Alegre (hoje TVI) veio clarificar o que neste blogue fui discutindo em relação às presidenciais.
Manuel Alegre é o principal adversário de Soares e do aparelho do PS. Por exclusão lógica, é o 'único' adversário de Cavaco Silva. O 'único' que poderá criar alguns percalços no seu 'passeio' até Belém.
Pelo conteúdo do seu discurso, pelos seus valores de esquerda disfarçados por algumas referências politicamente correctas e universais (patriotismo e história) e porque sempre assumiu o 'não confronto' com Cavaco Silva (a espaços, com alguns elogios circunstanciais), Manuel Alegre perfilha-se como o verdadeiro candidato da esquerda, embora denomine a sua candidatura de apartidária.
Soares sem ideias concretas, vai ter que assumir responsabilidades à esquerda pelo fracasso nas presidenciais.
Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, travarão a 'batalha' percentual de sempre (autárquicas para o PCP, legislativas braço-de-ferro e presidenciais para os bloquistas), pela alternativa da esquerda mais radical.
Tendo já afirmado que não contaria com o apoio do aparelho partidário do PS caso passe à segunda volta, Manuel Alegre poderá sentir a divisão da esquerda (que nunca mais foi unida e por consequência poderá ser vencida) na flutuação de algum eleitorado Soarísta e do PS para o Prof. cavaco Silva, candidato que, se não vencer com maioria, será sempre um dos que estará na segunda volta.

06 novembro 2005

Confirmação

do que referi Aqui (Soarismos...) após a entrevista ao candidato Mário Soares na TVI.
E que melhor confirmação poderia ter após ler o artigo (envolvente e profundamente analítico) de António Barreto, no público de 6.11.05: "Os Erros de Soares".
Nunca fui politicamente próximo do Dr. António Barreto. No entanto (a vida tem destas curiosidades) desde muito novo nutri uma admiração pela sua figura e inteligência. Primeiro porque a minha mãe (de direita e reformada do Ministério da Agricultura) sempre se referiu a António Barreto como o melhor ministro da agricultura com quem trabalhou. Segundo porque sempre 'bebi' (filtrando o que me parecia desajustado à minha visão do mundo, da sociedade e da política) sofregamente as suas palavras na tertúlia que mantinha com Pacheco Pereira e Miguel Sousa Tavares, há uns anos atrás na SIC.
E que melhor confirmação poderia eu ter da minha análise, vindo de alguém marcadamente de esquerda?!
Basta-me referenciar o último ponto do seu artigo:
"Por sua vontade e decisão, Soares encabeça hoje um combate fora de tempo e fora da actualidade. Sem, aparentemente, argumentos políticos nacionais pesados, busca uma campanha de luta pessoal. Ora com Alegre, ora com Cavaco. Corre o risco de apenas obter, como resposta, o silêncio. Corre o risco de ficar sozinho na arena. À procura de adversário. E, com ele, a esquerda e o seu partido." (António Barreto - Retrato da Semana - jornal O Público - 06.11.2005).
Simples, lógico e politicamente do mais correcto. 
Obrigado Doutor.

Separar as Águas!

Ainda acerca da distribuição camarária dos pelouros de vereação e dos cargos de administração das várias empresas miunicipais, li muitas referências bloguisticas de alguns 'pensadores' virtuais (infleizmente reina a cobardia do anónimato). Por exemplo à nomeação de João Pedro Dias para vogal da EMA, fazendo-se referências à sua condição de Deputado Municipal (porta-voz do CDS.PP) e (incrivelmente) à sua participação na Assembleia Geral da Pólis. Pois bem, como o amigo João Pedro quis (após insistência minha) tornar público um 'pequeno' esclarecimento sobre o seu silência, não podia deixar de contribuir para o conveniente e politicamente correcto 'separar as águas'.

"Esclarecendo publicamente o mail privado: o meu tempo e o meu timing de falar não é o dos papagaios que vão debitando sentenças e juízos. Deixa-os falar. Eu falarei apenas quando entender e não quando eles quiserem! Lembra-te do provérbio árabe: nós somos escravos das nossas palavras, mas somos donos dos nossos silêncios! Só te avanço uma informaçãozinha: no dia em que formalmente assumir uma administração executiva, não tenho que pedir qualquer suspensão ou qualquer renúncia a qualquer mandato! Pelo simples facto de que a lei se encarregou de nem sequer deixar que quem assumisse tal cargo pudesse ter qualquer escolha. A própria lei se encarregou de resolver a situação. Quem estiver num cargo desses, não pode estar em qualquer órgão municipal que não a CMA. Ao escolhido apenas resta optar entre pedir uma suspensão do mandato (que é temporária mas que ao fim de um ano se converte em definitiva) ou renunciar imediatamente a ele. No momento certo, se ele chegar e quando ele chegar - e esse momento será o da tomada de posse e não o da simples nomeação - a minha escolha será feita. Antes disso, como é óbvio, nada direi sobre o assunto. Só para terminar um esclarecimento adicional - se pertencer à Mesa da Assembleia Geral (que reúne uma vez por ano) de uma sociedade que tem como sócios o Município e o Estado é entendido como colaborar com um determinado Presidente da Câmara, muito mal irá o nosso sistema! Por que não entender então essa participação como colaboração com o ..... Governo? Sejamos sérios e realistas. E sobretudo, não ofendamos o anterior Presidente da Câmara Municipal admitindo que ele convidava pessoas de outros quadrantes políticos para as calar! Os amigos do anterior Presidente da Câmara que lançaram esse argumento «brilhante» estão, ingenuamente, a prestar-lhe o pior favor que lhe podiam prestar. Estão a admitir que o Presidente convidava pessoas para as comprar, para as calar. Ora, pela minha parte, não cometo essa ofensa relativamente ao Dr AS. Tenho a certeza que quando me convidou para secretário da Mesa da AG da Polis não me tentou comprar ou calar! Até porque isso seria impossível. Já agora e para te esclarecer, sempre te digo que nutri e nutro respeito pela obra que o Dr AS deixou em Aveiro. E no primeiro mandato dele, enquanto eu estive na AM como 1º Secretário do Dr Carlos Candal, sempre que pude e soube ser-lhe útil, tentei sê-lo. Sobretudo por e em nome de Aveiro. Mas isso não invalida que não registe algumas discordâncias. Cito-te duas: acho que AS foi muito melhor Presidente da CMA enquanto foi independente do que a partir do momento em que se filiou no PS - e sobretudo a partir do momento em que assumiu a liderança da distrital do PS. Creio que a partir desse momento começou a ser mais um político partidário do que um político autarca (recorda-te que fiz essa mesmíssima crítica, anos atrás, quando o Girão Pereira assumiu a liderança distrital do CDS ao mesmo tempo que era Presidente da Câmara - recordas-te? Eu não me esqueci....). Depois, critiquei ao Dr Souto o descontrole financeiro da autarquia. Aquilo que se vai saber em breve (assim o espero) vai pôr à mostra tudo o que se diz, o que se sabe e muito mais. Mas também aí, nesse particular, tenho de reconhecer que não pode nem deve ser assacada ao Dr AS a totalidade da responsabilidade. Os seus vereadores e os seus muitos assessores não podem ficar absolvidos desse erro. Mas agora, fundamentalmente, aquilo que mais me revoltou na gestão do Dr AS e que acho que passou todos os limites do aceitável e do eticamente correcto (e, curiosamente, nestes dias que tanto se tem falado de ética, ainda não vi nenhum papagaio referir-se ao facto) e que me levou a recorrer ao termo tiranete, foi acto despudorado não só de abrir o célebre túnel da Avenida às pressas em véspera de eleições, como, sobretudo, o inqualificável acto, do ponto de vista democrático, de ter decorado logo a obra com um seu cartaz, feito bem à medida para aquele local. Creio que isso ultrapassou todos os limites. Lembrou-me o líder da Coreia do Norte ou o senhor Ceausescu da Roménia. Achei aquilo muito feio. Curiosamente sobre isso os arautos da ética não disseram nem uma palavra. É por isso que quando certos papagaios me falam de ética, eu digo e assumo que não quero ter a ética deles. Quero ter a minha e a dos que pensam como eu. E para regular comportamentos, não invoquemos a ética, os valores que cada qual tem - cinjamo-nos à lei porque essa é igual para todos e tem quase sempre as respostas que muitos procuram. Um abraço!"

05 novembro 2005

Estou Triste... (Parte II)

No seguimento do que Aqui escrevi sobre a possível localização da Academia do Beira Mar (bem como a troca de comentários com o amigo João Pedro) continuo ainda mais triste e desiludido...
Quem me conhece sabe que sou um homem do desporto fruto dos 15 anos como treinador de basket.
Numa semana que resultou no desenrolar de 'choradinhos' sobre os pelouros camarários e as administrações das empresas municipais, não podia a Câmara de Aveiro ter pior publicidade que a situação do Aveiro Basket. Precisamente AVEIRO Basket!
Estive como treinador no Esgueira antes do aparecimento do Esgueira Aveiro Basket.
Estive no surgimento (embora contra) com o aparecimento do Aveiro Basket e do envolvimento da Câmara, do Beira Mar e do Galitos no processo da SAD desportiva.
Sempre acompanhei o desenrolar de uma entidade sem carisma, sem ligação ao público, sem alma e cheia de intrigas, complexos e controvérsias.
Já não bastava isto para se colocar anualmente um ponto de interrogação neste projecto que teima em não vencer.
Agora até já nem em Aveiro ou em Esgueira jogam... vão para Ílhavo. Como é possível?!
Ainda há pouco tempo, políticos e personalidades ilustres aveirenses queixavam-se que Aveiro perdia identidade e peso político para Coimbra. Agora perdemos para Ilhava.
Se o projecto já tinha uma identidade muito frágil... o que dizer agora.
Se não há entendimento entre os accionistas (CMA - Clubes e Particulares) é a altura de se repensar o projecto ou terminar a agonia. Alguém tem que assumir responsabilidades.
Não faz sentido enganar e iludir a cidade com um projecto que não o é verdadeiramente.
Aqui sim é gastar dinheiro sem sentido e sem perspectivas de rentabilidade.Com esta situação... acho que chegou a hora.

Presidencialismo Poético!

Numa fase da vida social, política e económica portuguesa algo controversa, agitada e problemática, o discurso de ontem do "contrato presidencial" de Manuel Alegre foi lírico, poético e ilusório. Foi a clara Utopia dos Poetas. Um verdadeiro romance presidencialista.
Para além da novidade 'baptismal' do nome manifesto ('contrato presidencial' - será que alguém o vai assinar?!) as propostas de Manuel Alegre são numa parte essencial na linha das apresentadas por Cavaco Silva: respeito pelos poderes presidenciais contemplados na constituição - garante da estabilidade governativa - estabilidade social.
No entanto e ao contrário do vazio de ideias de Mário Soares, no discurso de Manuel Alegre foi clara a identificação dos valores de esquerda, revivendo o memorial do 25 de Abril (embora para um número considerável de eleitores essa data é mais um facto histórico do que uma realidade) sem perceeber que entretanto Portugal avançou mais de 30 anos (obviamente com base nesse marco importante). Críticas a acções do governo também não faltaram e ao próprio aparelho partidário do PS que sempre rejeitou a sua candidatura, indo ao ponto de Manuel Alegre afirmar que dispensa o apoio da direcção do PS se passar à segunda volta.
Manuel Alegre desmarca-se igualmente de Mário Soares, quer nos apoios partidários às presidencias (referindo que também existe acção cívica para além da esfera partidária e que podem existir candidaturas apartidárias), quer nos ataques aos outros candidatos, nomeadamente a Cavaco Silva, quer no facto de se candidatar por consciência e não contra ninguém (nem à esquerda, nem à direita).
Idependentemente do contexto sonhador e poético da sua candidatura, esta é evidentemente apartidária (apesar de esquerda), sendo aí que resulta o seu melhor trunfo. Para desepero das 'cortes socraístas'.
E é aqui que Cavaco Silva poderá encontrar maior resistência ao seu passeio até Belém.

04 novembro 2005

Estou triste...

Triste e desiludido!
Vi no site do Noticias de Aveiro a seguinte referência:
"Beira-Mar analisa possibilidade de localizar academia de formação em Ílhavo (Aveiro FM).
O presidente da direcção do Beira-Mar, Artur Filipe, anunciou em entrevista à rádio Aveiro FM que vai reunir na próxima semana na Câmara de Ílhavo para analisar a possibilidade do clube construir uma academia de formação naquele concelho."
É pena.
O Clube mais representativo da cidade (independentemente da eventual alargada área regional dos seus sócios) tem a necessidade de sair de Aveiro para forma a sua academia de captação/formação. Gostei de ler, à pouco tempo, a preocupação da direcção do clube com a formação académica e cívica dos seus atletas jovens. Nobre e empreendedor no Beira Mar.
Mas tenho pena que Aveiro não queira abraçar ou não tenha capacidade para se envolver directamente neste processo.
Porque não aproveitar a vontade da nova câmara em manter o 'velho' estádio mário duarte e efectuar todo um investimento urbanístico naquela zona, permitindo a criação da dita academia?!
Porque não envolver a CMA, através do Parque Desportivo de Aveiro, e aproveitar a zona envolvente do novo estádio, rentabilizando uma infraestrutura que caminha para se tornar num 'elefante branco'?!
Não tenho nada contra Ílhavo... antes pelo contrário.
Mas como 'cagaréu' e beiramarensea, não posso deixar de ficar desiludido... e triste!

Tomates, Bacalhau...

Legumes, Cerveja, Papel Higiénico e 1 caixa de ASPIRINAS.
Esta bem pode ser uma lista de compras de qualquer cidadão luso numa grande superfície perto de nossa casa.
Já estão disponíveis mais de 20 lojas (não farmácias) , num total de 75 solicitações autorizadas pelo Ministério da Saúde, que vendem medicamentos não obrigados a receita médica e outros artigos farmacêuticos, com claras reduções benéficas para o consumidor, na ordem dos 5% em relação aos preços praticados pelas farmácias.
Por força legislativa, estes espaços próprios têm o acompanhamento de técnicos qualificados (farmacêuticos, técnicos e auxiliares-técnicos de farmácia).
Para o consumidor é mais acessibilidade e menor custos.
Reconhecidamente, uma perda significativa do monopólio e recursos para um número significativo de farmácias convencionais.