“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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25 dezembro 2011

Acreditar... em razões fortes.

Nestes tempos que se avizinham não faz sentido as demagogias e as retóricas da "treta".

A crise toca a todos, mesmo que diferenciadamente, e é com todos (governo, privados e cidadãos) que Portugal tem de contar. Não apenas com alguns (os mais sacrificados) ou com a responsabilidade de poucos (os políticos).
É importante que também os portugueses se sintam envolvidos, responsabilizados e motivados para ultrapassar todos os obstáculos (duros e difíceis). O esforço tem e deve ser cada vez mais participado e colectivo.
Portugal tem de ser de todos e para todos.

E há que ter coragem, esperança e saber acreditar no nosso valor.
Alguns profissionais da SIC já o tinham, de forma excelente, apresentado e divulgado, neste vídeo -->; aqui.

Apesar da vertente comercial e publicitária, também a Coca-Cola vem alertar para esse sentimento de valorização do que é nosso, da nossa capacidade de lutar e de conquistar.
Muito bom...

25 novembro 2011

Hoje é dia...

Contra todo o tipo de violência... e também contra esta:
25 de Novembro - Dia Internacional da Luta contra a Violência à Mulher

19 novembro 2011

Hoje é dia...

Dia Mundial da Prevenção a Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes

Altura para recordar (curiosamente numa fase de início do julgamento) os Rui Pedro deste país e as Maddie de todo o mundo.

Altura para pensar, reflectir sobre o papel das crianças e doas adolescentes nos dias de hoje, o papel dos educadores, a importância dos processos educacionais, as liberdades, o sentido de responsabilidade.
Por todos...


26 julho 2011

Critérios esquisitos e difíceis de compreender.

Este é um dos "calcanhares de aquiles" da Comunicação Social.

A dificuldade de distinguir o que é supérfluo, o que é exagero/repetição, as prioridades, o fundamental. Mas fundamentalmente o esquecimento da essência do jornalismo: a sua vertente socializadora, o criar sentido/massa crítica e opinião pública.
É um facto que a tragédia em Oslo e na Ilha Utoya, na Noruega (caso Breivik), pela dimensão, pela sua natureza, pelo número de vítimas (bastava um apenas) merece destaque e referência informativa. A dúvida e a crítica colocam-se quando se passa para o exagero da repetição, da não-noticia, da falta de conteúdo relevante e ausência de novidade, bem como quando os critérios de selecção informativa criam disparidades e menosprezam outras realidades.

E a questão não passa (como já ouvi e li em vários sítios) pela pessoa em causa: a sua nacionalidade, a cor da pele, a ideologia, o facto de ser cristão (sim... cristão), o fundamentalismo extremista. Nem colhe a tentativa de disfarçar a realidade com a questão da eventual ligação à maçonaria (até porque se é para "abafar" o facto do autor do massacre ser, assumidamente, cristão não vale o esforço porque há maçons cristãos/católicos). E é curiosa a velocidade com que se acusam muçulmanos da mesma forma que se desculpam cristãos... infelizmente! Extremismo e fundamentalismo são realidades que se abominam, condenam e criticam sejam de que "lado" forem.

Mas o que merece a minha crítica é a quantidade de notícias em torno das mortes(que se lamentam profundamente.
Pena que os critérios editoriais e o papel socializador dos media esqueçam outras realidades.
Quantos minutos, quantas linhas, quantas colunas (para não dizer quartos ou meias páginas) retrataram, comparativamente, esta realidade: meio milhão de crianças morre à fome no Quénia, na Somália e na Etiópia.
será que uma arma, uma bomba e um acto tresloucado de um extremista é mais relevante que a morte de UMA criança que seja à fome?!

Critérios esquisitos e difíceis de compreender.

16 junho 2011

Não desistas... PORTUGAL!

Numa altura em que o país enfrenta grandes desafios...
Numa altura em que está prestes a apresentação do governo, após a celebração do acordo de coligação entre o PSD e o CDS...
Numa altura em que muitas vozes conceituadas (ditas de peso) na área da política e da economia desafiam o poder político a exercer as suas funções com rigor, verdade, transparência e mudança...
é importante que também os portugueses se sintam envolvidos, responsabilizados e motivados para ultrapassar todos os obstáculos (duros e difíceis). O esforço tem e deve ser cada vez mais participado e colectivo.
Portugal tem de ser de todos e para todos.

Deste modo, foi com muito interesse que dei com este vídeo de uma equipa da SIC que tem como único objectivo promover o orgulho nacional (não nacionalista) e a vontade de ver Portugal ganhar.


Contextualização dos autores:
("Este vídeo é o resultado do empenho de uma equipa da Sic e de alguns anónimos que se prontificaram a dar a cara por esta mensagem "Não Desistas" ... Portugal precisa de ganhar o entusiasmo e a motivação, precisa de levantar o ânimo precisa de pessoas empenhadas no seu trabalho, na sua missão e no futuro!
Precisamos de pessoas que mesmo perante as adversidades do dia-a-dia continuem a lutar e a sorrir por um Futuro Melhor!
Esta Promo começou a passar no dia 10 de Junho, dia de Portugal.
Foi colocado na net, no dia 10 de Junho dia de Portugal.

Todas as pessoas que participam, são anónimas, os locais não são identificáveis. Os únicos símbolos facilmente identificáveis são, o Padrão dos Descobrimentos e a Bandeira Nacional.
Pode-se gostar ou não desta Promo, mas por favor, não façam ligações, que de todo não existem.
A única coisa que aqui se quer "vender" é Portugal e os Portugueses."
José Pires Dias - da SIC)

13 fevereiro 2011

Sociedade inconsciente?


De repente saltaram para as primeiras páginas dos jornais e para as aberturas dos noticiários das televisões os casos de idosos encontrados sem vida e que vivam sozinhos.
Independentemente de questões de natureza legal e judicial que se possam levantar, independentemente destes casos serem, infelizmente, mais comuns do que se possa imaginar, mesmo sem terem tido o mediatismo da actualidade, o certo é que esta é uma realidade social preocupante e que ilustra um aspecto inquietante na sociedade de hoje: a indiferença para com os mais velhos, para com os que deixaram de ser produtivos, como se tudo na vida se reduza a uma mera “caixa registadora”!
Que triste sociedade que trata assim o saber, a experiência, a vida “vivida”, os que, a seu tempo, ajudaram a erguer e a desenvolver o país e as comunidades.
Podemos ter muito investimento nas tecnologias, muito impacto ambiental com as energias renováveis (carros eléctricos, energia eólica), muitos portáteis nas escolas (mesmo que sem aquecedores, com chuva e sem refeitórios), muitas revoluções “ciberconquistadas”, mas começa a ser gritante a falta de sentido comunitário, de solidariedade, de ajuda, de amizade e respeito… de uma sociedade desumanizada!
E são muitos os casos, sobretudo nas zonas urbanas, de cidadãos aos quais a família, pura e simplesmente, virou costas (nos seus lares, nos hospitais, nas instituições sociais).
É este o retrato de uma sociedade menos “vizinha”…

23 dezembro 2010

A pobreza e a política...

Publicado na edição de hoje, 23 de Dezembro, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia
A Pobreza e a Política!


Várias vozes fazem-se ouvir criticando o recurso à temática da pobreza no discurso político (nomeadamente nas dirigidas ao Presidente da República).
Mas o que os cidadãos e eleitores mais precisam e necessitam de ouvir é a política falar verdade, ser real e concreta, tocar os verdadeiros problemas que assolam o país, a sociedade, as comunidades e as famílias.
Numa altura em que a crise antecipou as medidas de austeridade e dos sacrifícios (a redução do défice verificada no mês passado – Novembro, em cerca de 181,4 milhões de euros, resulta de uma menor comparticipação social do Estado, de um aumento da carga e das contribuições fiscais) para que o Governo mantenha a meta da redução orçamental para os 7,3% nesta ano e os 4,6% para 2011 (estando já previstas novas medidas de combate à crise para implementar no próximo ano: congelamento das pensões), numa altura em que a economia não se desenvolve, o desemprego não diminui, o endividamento empresarial e familiar aumenta, as respostas sociais são cada vez mais necessárias e precisas, não há outro discurso que mais interesse aos cidadãos que o do país real.
E o país real é este: aumento da pobreza e, mais grave, o aumento de casos de fome.
Portanto, nada mais lógico do que os discursos políticos serem direccionados para a realidade.
E neste caso, a questão mais premente não é a referência à pobreza, aos sem-abrigo, à fome, ao desemprego, aos problemas no acesso à saúde e à justiça.
A questão é saber até que ponto poderemos confiar nos discursos e na classe política.
Em cada acto eleitoral são sempre repetidas as mesmas promessas, as mesmas perspectivas de garantia do futuro, no fundo, as mesmas demagogias.
Apesar da repetição cíclica eleitoral dessas promessas, os pobres, os desempregados, as famílias que recorrem aos apoios sociais, os sem-abrigo, entre outros, são cada vez mais… e os políticos e os partidos não podem esconder estes assuntos nas campanhas eleitorais. O que devem ter é a preocupação de apresentar projectos concretos com vista à resolução destes graves problemas sociais e transmitir confiança e esperança aos portugueses.
Porque é de confiança e esperança no futuro (muito próximo) que os portugueses começam a sentir falta, face à realidade que vivem no dia-a-dia.
Aquela realidade mais profunda, mais sentida, menos demagógica e discursiva. Menos fantasiada como a maior parte das vezes o Governo quer transmitir.
Aquela realidade que as Instituições de Solidariedade Social sentem diariamente e vêem aumentar preocupantemente, dificultando as suas capacidades de resposta. Agravadas por um Estado/Governo que retira apoios, sem assumir as suas responsabilidades sociais.
É o trabalho anónimo mas concreto de quem, ao longo de todo ano, mas com principal visibilidade nesta época natalícia (por toda a carga social e emocional que comporta), se substitui ao Estado (ou o complementa), de forma desinteressada e solidária.
Que o digam a Cáritas, a Cruz Vermelha, a Orbis, as Florinhas do Vouga, as Misericórdias, o Banco Alimentar e tantas e tantas Instituições solidárias que sentem e atestam na suas constantes actividades a degradação do tecido social, individual e familiar.
E por isso mesmo, é preciso e urge um real e coerente Natal.

06 dezembro 2010

A Identidade Nacional

Esta é, pelo menos desde a implementação da República, a verdadeira identidade nacional. A caracterização de uma sociedade ética e responsavelmente questionável.
Não há esforço colectivo, sacrifícios comuns que superem qualquer crise... face a evidente estruturação social.
A real dimensão do clientelismo, cientificamente estudada e provada. (fonte: DN on-line)
Acrescerá a corrupção impune.

03 janeiro 2009

Batem à Porta?!

Publicado na edição de sexta-feira, 2.01.09, do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Batem à porta?!

É comum, chegada esta altura do calendário, o recurso ao “rewind” ou “flashback” dos acontecimentos que, durante os restantes dias que compuseram o ano, foram preenchendo o “espaço público”, mais ou menos próximo.
Hoje, face ao mediatismo dos acontecimentos e aos recursos tecnológicos disponíveis, estes momentos ’épicos’ tornam-se relativamente acessíveis e fáceis de utilizar (apesar disso, não vão assim tão distantes os tempos de vasculhar arquivos encaixotados, à procura dos acontecimentos mais marcantes).
É, desta forma, que voltam à “imagem colectiva” os momentos sociais, políticos, económicos, culturais e desportivos que marcaram a anuidade cessante. E regressam à memória, em muitos casos, vezes sem conta ou exageradamente em conta.
Mas será esta a perspectiva que interessa ter, no final de mais um ciclo?!
Se a intenção generalizada dos cidadãos é a de comemorar o Novo Ano, aquele que chega mal soa a última badalada, porquê tanta preocupação com o que deixámos para trás?!
A História faz-se em cada futuro projectado nos espaços vividos. Só assim, a sociedade e o indivíduo evoluem.
Deste modo, não será mais importante a reflexão sobre o Novo Ano que “bate à porta” (leve, levemente…)?!
Como podemos desejar um Bom Ano se nem nos demos ao trabalho de o querer conhecer e tentar perceber como ele pode ser?
A ilusão em nada beneficia a vivência da realidade. E a euforia do momento esconde factos que merecem uma maior atenção.
Será que vale a pena deixar 2008?
Os peritos financeiros (excluindo questões ou quezílias político-partidárias) já referenciaram 2009 (o Novo Ano) como o ano mais problemático e marcante no actual panorama da crise financeira global.
Baixam as taxas de juro e o preço do petróleo, mas estagna a economia, perde-se o desenvolvimento social, aumenta o desemprego, aumentam os bens de consumo (água, electricidade, transportes) diminui a eficácia e justiça fiscal, …
Pior que assistirmos a uma recessão - em termos muitos gerais e simples, é declínio da taxa de crescimento económico (queda do PIB - diminuição significativa das actividades comerciais e industriais) e resulta na diminuição da produção e do trabalho, dos salários e dos benefícios do sector empresarial (mas, apesar disso, a recessão é considerada como uma fase normal do ciclo económico) - é a percepção que a realidade demonstrada pela crise possa, já no futuro imediato, passar pelo descontrolo financeiro de uma deflexão - resulta numa baixa nos preços de produtos no mercado de forma não contínua e consistente (estagnação do mercado e do consumo), gerada pela baixa procura de determinados produtos ou serviços, obrigando o sector empresarial a reduzir os preços como única alternativa de venda, podendo resultar em falências e gerando um aumento do desemprego (que implica falta de recursos financeiros dos cidadãos para investir no mercado: consumo, criando um ciclo).
Mas não se pense que será apenas o espectro financeiro a marcar 2009. Serão as probabilidades de, a isso, juntarmos as questões sociais como o desemprego; a criminalidade; as convulsões sociais e sectoriais; o sentimento de injustiça; a perda de valores; a falta de desenvolvimento; a ausência do sentido de solidariedade e comunidade, etc..
E não se pense, também, que a Grécia está assim tão longe…
Ainda assim não consigo ter bem a percepção se deveremos comemorar ou não.
Ou melhor... o português comemora por tudo e por nada.
Mas o que importa aqui é saber se convém celebrar a despedida de 2008 ou nos preocuparmos com um 2009 que, apesar de desconhecido, se nos afigura deveras negro e cinzento.
Fica ao vosso critério. Por mim... não saía de 2008, apesar de tudo.
Mas, enfim... que seja.
UM BOM 2009 para todos.
Ao sabor da pena…

09 setembro 2008

Esquisito...

Então e os outros?!!!
O Governo, pela voz do seu Secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, anunciou, recentemente, a celebração de protocolos com empresas privadas de segurança para combater a onda de criminalidade nos Postos de Abastecimento deste país.
Que a violência que assistimos é preocupante, é uma realidade.
Que o Governo não tem conseguido conter este facto, nem garantir a segurança dos cidadãos, é inegável.
Mas... E OS OUTROS?!
As Ourivesarias... Os CTT... Os Bancos... Os Tribunais... Os Táxi...
Ou será que os assaltos que ouvi relatar foram ali ao lado, em Espanha?!

20 agosto 2008

Enquanto...

vamos discutindo as chinesices da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos, sem qualquer respeito por Portugal, pelos portugueses, pelos atletas e treinadores, o País continua bem real.
E é pena que o supérfluo leve sempre a vantagem em relação ao essencial e ao real. E a triste realidade preocupa:
1. No primeiro semestre de 2008 foram registados quatro mil os casos de violência doméstica só no Distrito Judicial de Lisboa. (fonte JN)
2. O Concelho de Loures continua a "ferro e fogo" em mais um bairro, dito, social.
3. Mais um assalto a uma ourivesaria, com a infeliz consequência mortal do seu proprietário (fonte JN).
4. Assalto a uma carrinha de valores, em plena A2 (fonte JN)
5. Apresentada, no primeiro semestre de 2008, 57 queixas por violência só nas escolas no distrito de Lisboa (fonte JN e Público).
Ainda está na memória de muitos, os acontecimentos no Tribunal improvisado bem perto de nós, o assalto ao BES e os acontecimentos em Loures.
Portugal está a ficar inseguro, sem que nada se faça, sustentando a desculpa de tudo isto ser esporádico.
Claro que é esporádico... acontece apenas uma vez por dia!

17 julho 2008

Inclusões!!!!

Publicado na edição de hoje (17.07.2008) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Inclusões.


A história social portuguesa demonstra um povo habituado ao fluxo da emigração, desde há muitos anos e até aos nossos dias.
Mesmo considerando a dureza do êxodo e o sacrifício da aceitação de qualquer tipo de trabalho (nomeadamente os que exigem maior esforço e sazonais), os portugueses, salvaguardando casos pontuais de degradação humana em Espanha, Holanda, Alemanha e Finlândia, souberam criar raízes, souberam aproveitar bem as oportunidades que se lhes depararam, ultrapassar dignamente as dificuldades e integrarem-se com êxito nas sociedades para onde partiram. Na maioria dos casos (salvo as excepções) os portugueses, espalhados pelos quatro cantos do mundo, são um exemplo claro de uma inclusão social mais ou menos positiva.
Daí que, juntando os nossos feitos gravados na história de muitos séculos, Portugal seja, por natura, uma nação de “portas e braços abertos”, mesmo que se reconheça um certo “racismo e xenofobismo” não declarado.
Por isso, falar de questões relacionadas com a inclusão social de etnias distintas da nossa, comporta sempre o risco de um certo sabor a exclusão, diferenciação ou, pelo extremo, anarquia.
As recentes situações descritas nos meios de comunicação social, reflectindo os acontecimentos no Bairro da Quinta da Fonte, em Loures, transportam-nos, para além da recordação dos acontecimentos em França e da questão da segurança pública, para a reflexão sobre a igualdade, os direitos humanos, os deveres sociais, a inclusão social.
Se por um lado, não é pacífico, confrontando com a nossa história, limitar as fronteiras, numa sociedade cada vez mais global e abrangente, não deixa de ser preocupante que o país não crie condições estruturais para a interculturalidade, a inclusão social igualitária de outros povos, proporcionando a sua integração plena a nossa sociedade.
A par disso, a sociedade e as suas estruturas governativas (seja a nível nacional, regional ou local) têm o condão de esquecer estudos e trabalhos específicos realizados na área (como o recente estudo social realizado em Aveiro focado sobre a etnia cigana) e, teimosamente preferem a criação dos bairros sociais (guetos) que mais não são que verdadeiros encaixotamentos dos “indesejados” à nossa porta, sem preocupações de integração, de garantia de direitos, deveres e igualdades, que promovam a inclusão, a segurança e o desenvolvimento social das localidades, regiões e do país.
Não sendo assim, o país corre o risco de se tornar, aos poucos, um verdadeiro barril de pólvora (em relação ao qual os media estarão sempre atentos) e será sempre legítimo questionar a eficácia das actuais políticas de imigração.
Portugal, pelo seu passado e presente histórico-social, não pode esquecer o ideal em que todas as comunidades consigam partilhar conhecimentos e experiências, em prol do seu desenvolvimento sustentável.
Assim progride a nação. Assim cresce uma sociedade preocupada.

24 maio 2008

Implosão Demográfica

As contas da vida ou como Portugal envelhece a "passos largos". Implusão
Perigosamente preocupante. Ler na RR on-line.

18 maio 2008

ASAE anti-social...

Já é por demais sabido que o País não nutre pela ASAE um "carinho" especial. Também não é novidade nenhuma que o País nunca nutriu qualquer afectividade, nem respeito, por qualquer acção que nos obrigue a respeitar as normas e as leis. Aliás, sempre foi nosso princípio elementar da nossa identidade nacional que Lei que é Lei tem que ser desrespeitada.À acção/actividade da ASAE, apelidada de fundamentalista, salazarista e "etc e tal", só resultou, como exemplos, um maior cuidado higiénico nos restaurantes, uma maior justiça e equidade nas transacções comerciais, etc.Agora... a nova polémica prende-se com a acção fiscalizadora da ASAE junto das IPSS (Instituições privadas de Solidariedade Social - vulgo Infantários, Centros Sociais, Centros Dias, ...). É sabido que estas Instituições socorrem-se inúmeras vezes da solidariedade individual e comunitária, garantindo assim a sua sobrevivência. É igualmente sabido que o Estado tem reduzido os apoios, criando dificuldades acrescidas em áreas que seriam da sua responsabilidade e que estas instituições acabam por colmatar (sendo de cariz religioso ou não).Tive a minha filhota, durante 7 anos, integrada num Infantário/ATL. Não tenho qualquer razão de queixa, bem pelo contrário. Sempre me senti seguro e confiante em relação aos cuidados que lhe foram prestados, desde auxiliares a educadoras. Mas será sempre assim?Com que direito estas Instituições, sob a capa da solidariedade e da acção social, se podem dar ao "luxo" de não cumprir com as mais elementares regras de higiene, segurança, cuidados alimentares, cumprimento de normas ficais?Só por que vivem da e fazem caridade? E os seus "utentes", não tem o direito a alimentação no prazo e em condições, à segurança nas instalações, a serviços de e com qualidade e a que o que pagam tenha o fim apropriado?Ninguém deve, nem pode estar, acima da lei (nem mesmo o fumador do primeiro-ministro).Agora... que também se percebe alguma preocupação por parte do presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS): e ao sector público (instituições tuteladas pelo estado) também vai ser exigido mesmo?A ver vamos...

23 março 2008

Interioridades Perdidas.

As noticias desmultiplicam-se em situações caóticas de trânsito neste fim de Páscoa.
Trânsito no regresso aos grandes centros e ao litoral, vindo de uma breve passagem pelo interior (excepção feita ao AllGarve), nomeadamente à Serra da Estrela.
E é este o exemplo perfeito de um país assimétrico, despovoado e cada vez mais desertificado no seu interior. Apesar de alguns resistentes.
Um Portugal desigual, onde as pessoas contam cada vez menos.

03 janeiro 2008

Ano Novo, Vida...

Publicado na edição de hoje (3.01.2008) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Déjà vu!


Ciclicamente a euforia da renovação do calendário leva-nos a bater palmas, deitar os foguetes e ainda a apanhar as canas.
Periodicamente, (e em alguns casos quão religiosamente) despedimo-nos de um ano velho, usado e gasto e para entrarmos num novinho em folha e por estrear. Mas será melhor?! Nem sim, nem não… antes pelo contrário.
Pessoalmente não tenho ilusões. Não sendo por natureza pessimista, não posso deixar, no entanto, de ser realista.
Não acredito que 2008 seja melhor que 2007. Mesmo que não seja pior (circunstância que não coloco de parte), pelo menos será igual… o que pressupõe alguma decepção.
Na justiça os processos mais mediáticos (casa pia - apito dourado - autarcas) continuam por resolver; a ordem dos advogados conheceu novo bastonário e as escutas telefónicas voltaram à ordem do dia.
Na saúde a contestação cresce com o desagrado pelas políticas de encerramento dos cuidados essenciais.
A educação envolveu-se num chorrilho de normas e regulamentos que, em vez de estruturar um sector vital para o desenvolvimento do país, descaracterizam o processo educacional, transformando o ensino numa realidade meramente estatística. Salva-se o prémio atribuído ao Prof. Arsélio Martins.
A economia viveu entre OPA’s falhadas, fusões fantasma, o “caos” BCP e animava os últimos dias de 2007 entre acusações, pressões políticas de danças de cadeiras. Mas crescer e potenciar o país é algo que ainda não passa de uma miragem. O que voltou a crescer foi o debate em torno do processo OTA.
O desemprego mantém o país na cauda da Europa e manteve ainda as organizações sindicais activas.
A política, cada vez mais afastada dos cidadãos, sentiu a crise em que mergulhou a autarquia lisboeta (e os reflexos que teve, principalmente, no PSD e no CDS), espelho de muitas crises por outras autarquias deste país; registou ainda o regresso do populismo de Santana Lopes, sem esquecer o mediatismo e jogos de poder constantes em Alberto João Jardim; bem como seis meses de intensa vivência europeia, culminada com o processo do Tratado Europeu que foi “porreiro, pá!” (apesar da influência notada do peso Alemão e Francês) e da Cimeira EU-África envolta na polémica Reino Unido-Zimbabwe que relegou para segundo plano os direitos humanos no continente africano. Mesmo assim, a presidência portuguesa da EU ainda teria tempo para alargar o espaço Schegen, com uma inovação tecnológica lusa - o “SISone4ALL”.
A sociedade portuguesa começava o ano de 2007 a “olhar para o umbigo”, com o referendo pela despenalização do aborto, que, apesar de continuar a não ser vinculativo, o não conservador acabaria por perder, para, a partir de 3 de Maio viver apaixonadamente envolvida no mediatismo exacerbado do desaparecimento, no AllGarve, da pequena Madie e mais recentemente da pequena “Esmeralda”. As estradas portuguesas transformaram-se em verdadeiros “campos de batalha”.

Continuar a ler AQUI.

30 dezembro 2007

Prognósticos só no fim do ano...

Não tenho por hábito ser derrotista (nem ser facilmente derrotado) e muito menos pessimista (quando muito, nalguns casos, realista).
Mas chegou a hora!

Não acredito em 2008. Pela herança agora deixada por 2007, o Ano Novo que se avizinha, não será, pela minha perspectiva pessoal e no que individualmente me toca, melhor que 2007.
Antes pelo contrário... tudo aponta para um ano de recessão, de problemas socias e económicos, pelo aumento do desemprego, pela dificuldade no desenvolvimento.
Será o ano das grandes opções (sejam elas positivas ou negativas) ou da ausências das mesmas, perspectivando-se um 2009 recheados de eleições.

Mas mesmo assim (pelo menos para os outros) desejo sinceramente um GRANDE ANO DE 2008.

Até quarta.


29 dezembro 2007

Notas de Fim de Ano!

Portugal vive hoje, inexplicavelmente, um clima de verdadeiro ataque à democracia, ao exercício do direito de cidadania, à liberdade.
Não há, após os anos de 74 e 75, memória de tal realidade.
Em qualquer sector da sociedade é perfeitamente comprovável a pressão, a influência, a falta de liberdade, a falta rigor, mérito e de responsabilidade, o medo, os jogos obscuros... Na política, no governo, na economia, no poder local, na comunicação social
É o desrespeito pelos outros, pela opinião contrária, pela vontade e sentimento dos cidadãos. É o fim do sentido institucional e dos valores.
E 2008 não vai ser nem melhor, nem pior… antes pelo contrário!

27 dezembro 2007

Pode FUMAR!

A partir do dia 1 de Janeiro de 2008, pode-se fumar neste Blogue.
Contra uma Lei controversa e discriminatória.
Pelo direito à opção individual e ao respeito de todos.

23 dezembro 2007

Preso por ter ...

Os portugueses são, de facto, um povo mergulhado num mar de contradições, sustentado num dos provérbios mais popular: “preso por ter … e preso por não ter …”.
Se até há bem pouco tempo nos indignávamos pela falta de higiene e segurança de tantos restaurantes, agora apontamos o dedo ao “excesso de zelo” de quem cuida da nossa saúde (ASAE).
Se há bem pouco tempo éramos, pura e simplesmente, burlados através de publicidade enganosa, contrafacção de produtos, adulteração de equipamentos e nem conseguíamos reclamar, agora que existe quem faça por nós tal trabalho, mesmo sem pedirmos, achamos que dão cabo da economia, do sustento de muitos (mesmo que à custa da fuga ao fisco e dos nossos impostos).
Somos claramente um país de ingratos.
Há algum tempo atrás, ninguém sabia a quem recorrer e onde o fazer para reclamar o que tinha por direito. Agora insurgimo-nos com aqueles que, escrupulosamente e ao abrigo da lei, apenas se limitam a defender os direitos comerciais e de saúde pública dos cidadãos. Mesmo sem pedirmos ou nos queixarmos…