17 novembro 2010
22 outubro 2010
Semana Quente em Aveiro...
05 novembro 2009
Fundamentalismo e Extremismos.
Cheira a Maresia!
Fundamentalismos e Extremismos.
Aveiro entrou em fase de “histeria”.
Aliás, os aveirenses, independentemente do seu “beiramarismo”, da sua ligação ao clube ou do seu total alheamento (quer ao clube, quer ao futebol e, ainda, quer ao desporto em geral) muito dificilmente encontram, nestes últimos dias, outro tema de conversa.
Os encontros na rua, nos locais de trabalho, nos cafés, começam, logo a seguir ao “bom dia” ou “boa tarde”, com questões de retórica: o Beira Mar já acabou?! Sempre vai acabar?! Já encontraram solução?! Já há Presidente?!
Vão-se desfiando notícias, dão-se palpites, fazem-se prognósticos e avançam-se sugestões e soluções.
De repente, seja qual for a ligação e o grau de emotividade, Aveiro parou para falar do Beira Mar.
Ou então, é, apenas, exagero meu. Porque o mais evidente é o tema interessar a cerca de uma centena de aveirenses, ou melhor, sócios do Beira Mar.
É que, por mais que algumas vozes “gritem aos sete ventos”, o Beira Mar afastou-se dos aveirenses. E isso é que importa questionar, analisar e projectar, se houver verdadeiro interesse em “salvar” a Instituição.
Pena é que se queira resumir a temática e a realidade à relação do clube com a autarquia.
No entanto, essas mesmas vozes esquecem que Aveiro é muito mais que o Beira Mar e o futebol (ainda por cima profissional, com todas as implicações que tem, seja ao nível do seu financiamento, seja à impossibilidade, pela força da lei, de receber subsidiação das autarquias).
É que Aveiro também são as ruas, as freguesias, as instituições de solidariedade social, as associações culturais, todo o associativismo, os cuidados de saúde, as necessidades sociais, as famílias… Aveiro também é a educação, a juventude, as crianças, os idosos, o desemprego, as empresas…
Ou seja, Aveiro é muito mais que o Beira Mar, o futebol, ou, até mesmo, o desporto.
É a Banda Amizade, as Florinhas do Vouga, os escuteiros, os centros comunitários, o CETA, os grupos cénicos, os corais polifónicos, … E se quisermos, Aveiro também é o Recreio Artístico, Galitos, Esgueira, Sporting de Aveiro, Bonsucesso, CENAP, Estrela Azul, FIDEC, Taboeira, Eixo, e tantos outros…
Aveiro é muito mais que fundamentalismos ou extremismos.
Já alguém parou para questionar por onde andam cerca de 7000 sócios do Beira Mar?!
Já alguém analisou as razões do afastamento do Clube em relação aos aveirenses?! E não é nova esta falta de identidade entre aveirense e o clube: quando associado do Beira Mar, era constrangedor ver a “bancada central” do antigo estádio encher-se de sócios assíduos que trocavam o seu cachecol preto e amarelo pelo vermelho, verde e azul, quando o Benfica, Sporting ou Porto vinham jogar a Aveiro.
Já se questionaram as gestões anteriores?! Já se repensaram projectos e debateram opções tomadas? Já se repensaram os modelos de gestão? Já se questionou como é que as piscinas passaram de uma gestão lucrativa para um equipamento insustentável e deficitário?! Já se discutiu o insucesso desportivo e a incapacidade de afirmação no futebol nacional?! Porque não se ouviram as mesmas vozes de hoje aquando da construção do novo estádio municipal e todas as implicações que teria no futuro do clube?
Já se apurou quantos, dos cerca de 70000 aveirenses (concelho), são aqueles que se sentem identificados com o Clube e vivem a sua realidade actual?
Acho que, mais importante que projectos irrealistas e sonhadores, é relevante e urgente assentar os pés na terra e projectar o clube em função da realidade e das suas capacidades. Muito para além do mau hábito luso da subsidiodependência.
O clube deve ser repensado (seja ao nível que tiver que ser) em função da sua capacidade de subsistência. Isso é que lhe dará dignidade e devolverá os aveirenses ao clube (veja-se o caso do Boavista, do Salgueiros, do Farense, etc.).
O que não faz sentido é devolver a responsabilidade para quem deve ter como preocupação fundamental a gestão do domínio autárquico.
Qual seria a reacção da comunidade aveirense se uma determinada empresa, a braços com uma situação de falência, recorresse ao erário público para a sua sobrevivência?! Não estaria essa empresa legitimada também pelo interesse público: não aumentar o desemprego, de não potenciar a conflitualidade social, de projectar o desenvolvimento económico?!
Porque as actuais vozes tão críticas, não se erguem contra o tecido empresarial aveirense por não apoiar o Clube?! Não terão as empresas eventual negligência na sua responsabilidade social?!
É certo que o Clube, pela sua história e por aquilo que pode projectar, deve ser apoiado, dentro do racional, e deve ser, por todos os interessados, encontrada rapidamente uma solução. Mas de forma coerente, realista, lógica, sem que as emoções e as paixões inconsistentes entravem o futuro do Sport Clube Beira Mar.
Com todo o respeito por quantos desenvolveram incansáveis esforços para encontrar uma saída para esta crise de identidade…
01 novembro 2009
Visão pessoal...
Pela visão pessoal, emotiva, mas também bem racional...
Pelo retrato que faz do presente, do passado e projecta o futuro...
Esta visão muito particular sobre o caso "Beira Mar", após mais uma Assembleia Geral muito concorrida mas inconclusiva.
Ver aqui: Canal de Beiramarense no YouTube.
(a visão do actual estado do Beira-Mar e a informação divulgada no vídeo, são da inteira responsabilidade do seu autor)
19 outubro 2009
Beira Mar do nosso descontentamento...
com o futuro do Beira Mar.Nem parece ter solução à vista, tão breve quanto se desejaria.
E pacificação e soluções são coisas arredadas do futuro do Clube.
É muito fácil vir falar de 'beiramarismos', 'aveirismos' e outros "ismos" que tais. Mas se o dinheiro "perdido" tivesse sido o meu, reagiria da mesma maneira ou pior: "Ex-dirigentes voltam a penhorar Beira-Mar" (fonte: JN de 17.10.2009). O continuar à mercê da falta de resposta e auto-suficiência só apressa um final nada feliz...
03 setembro 2009
Comunicado Oficial Beira Mar
13 agosto 2009
As piscinas...
As piscinas...
O regresso, depois de um descanso merecido…
Este é, de facto, um verdadeiro ano político. Eleitoral e, à boa maneira lusa, eleitoralista.
A confrontação política vai marcando a agenda neste Verão irregular, “carregando” as baterias para o arranque das campanhas eleitorais: primeiro legislativas e, logo a seguir, as autárquicas.
Em relação a estas últimas, para quem se candidata é o momento de estar atento e aproveitar todas as oportunidades (com maior ou menor astúcia, às vezes mais política que realista) para criticar ou denunciar. Para quem se recandidata é a altura para preparar as defesas, contrapor e argumentar com a experiência adquirida.
Recentemente, tem sido “campo de batalha” o terreno das Piscinas do Beira Mar.
Em relação a tudo o que tem sido argumentado não me caberá a mim defender, por várias razões (ou porque não fui incumbido de servir de advogado de ninguém ou porque, simplesmente, há outras considerações).
Do ponto de vista da legitimidade, o protocolo entre a Câmara Municipal e o Beira Mar foi assinado e foi cumprido. Face à legalidade de tal acto, o Clube entendeu gerir o seu património e a sua actividade dentro das suas necessidades. Para mim, estes são os factos.
Mas estes factos, como muitos outros exemplos por esse país fora, no que diz respeito ao desporto, demonstram uma outra realidade preocupante.
A estrutura social e económica do país desenvolveu uma cultura desportiva desarticulada, irrealista e inconsequente: no final são mais as “montanhas a parir ratos” que os casos de sucesso. O desporto perdeu a sua essência cultural e social, tornando-se, insuportavelmente, economicista e comercial. O “não profissional” não resistiu à pressão da exigência profissional. E esta, não resistiu à falta de estrutura, organização, gestão e capacidade financeira.
Durante alguns anos, o desporto (a encoberta da vertente social da formação) “viveu” à custa da subsidiodependência. Foi, durante vários anos, alimentando-se de protocolos sem visão a médio e longo prazo, sem previsão de auto-suficiência, sem realismo (que, na maioria dos casos, serviram para fazer face aos exigentes encargos financeiros com o sector profissional). O desporto foi, irreparavelmente, ficando seriamente dependente. Nomeadamente dos dinheiros públicos e, concretamente, do erário autárquico.
Os clubes não souberam, não foram capazes ou, por comodidade, não quiseram criar condições e estruturas capazes de proveram as suas modalidades de recursos suficientes para o desenvolvimento do seu papel e actividade.
E são inúmeros os casos, quer em Aveiro, na região e no país. Enumerá-los seria fastidioso e longo. Mas são, publicamente conhecidos, nas mais diversas modalidades: basquetebol, andebol, ginástica, etc. A muito custo e, por força da projecção mediática, lá se vai mantendo (com cada vez mais excepções) o futebol.
E é este que tem absorvido, cada vez em maior número, a deficiente realidade das outras modalidades. Para sua sobrevivência (questionável ou não) vão-se definhando e vão desaparecendo os outros “espaços” que ocupavam, na vida de muitos jovens, um papel primordial no seu desenvolvimento social, físico e humano.
E esta é que é a verdadeira realidade do caso “piscinas do Beira Mar”, como é o caso de muitas piscinas, pavilhões, ginásios, por esse país fora.
Desportiva e socialmente cada vez mais pobre.
Ao sabor da pena…
12 abril 2008
PREOCUPAÇÃO!
Há uma aptidão "mórbida" na sociedade portuguesa que sustenta a permissão para tudo se fazer, sem planear, projectar, prever riscos, recursos e custos. No fim, logo se há-de ver o que acontece. E normalmente o que acontece é sempre a catástrofe.
Sempre me ensinaram (felizmente) que acima deve vir a dignidade, o brio e o empenhamento pessoal (ou colectivo). E só depois a glória, muitas vezes (senão quase sempre) efémera.
Quando não se tem cão, caça-se com gato. E nunca vi fazer omeletes sem ovos (sejam eles quais forem).
O que seria do erário público (Estado, Empresas Públicas, Autarquias) se cada empresa privada que estivesse em dificuldades (e infelizmente há imensas) ou para fechar, se socorresse desses fundos para sobreviver?!
Já chega. Basta!
04 fevereiro 2008
Mais negro que amarelo.

O Sport Clube Beira Mar sempre foi identificado com as cores preto e amarelo. Neste momento, nota-se mais o preto que amarelo.
Sem estádio...
Sem relvado...
Sem sorte no regresso ao velhinho Mário Duarte...
Sem Dinheiro...
E agora...
Sem Treinador...
Será que ainda há clube?!
21 janeiro 2007
Nuestro Hermanos!
Quer se assuma ou não uma identidade comum...
É certo que a nossa história sempre teve uma relação estrutural, de amor e ódio com Espanha.
Desde os tempos de Castela. Dos tempos da aliança Filipina.
Desde o tempo em que "fechámos" o mar a Espanha.
Desde os tempos em que Espanha nos fechou a Europa.
Sem querer entrar em emotividades descontroladas e irracionais, Portugal é hoje um país apetecível a Espanha.
Espanha é hoje um país desejável a Portugal e a uma grande quantidade de portugueses.
Aveiro não foge à regra.
Na Páscoa desejamos a invasão espanhola.
No desporto, contrariando a velha alinaça portuguesa com as terras de sua majestade, o Beira Mar tornou-se apetecível e economicamente desejado.
De Espanha bons ventos e bons euros.
16 julho 2006
Um mergulho no mar...
Portugal foi para banhos.
Moliceiro com entrada directa no estádio de aveiro.11 julho 2006
Auri-Negro acizentado....
02 maio 2006
Bom Senso e Frieza
Primeiro ponto: sou desportista.
Segundo ponto: sou "beira-marista".
Terceiro ponto: gosto de futebol (embora mais de basket).
Quarto ponto: sou aveirense.
Análise.
Os acordos (escritos ou não) e os protocolos de todo e qualquer tipo, porque assumidos, devem ser cumpridos, por questões de respeito e responsabilidade.
O que não devem ser é assumidos de forma irracional e desmedida.
Na qualidade de Presidente do S.C. Beira Mar, quem exerce essa missão deve, obviamente, defender os interesses do clube.
Mas a que custo?! Sem olhar à realidade e à situação contextual?!
E porque razão deve ser mais importante que os outros compromissos?!
Mais euro menos euro, é reconhecida publicamente a dificuldade financeira do município.
Mais euro menos euro é do conhecimento de muita gente a dificuldade da cma em cumprir compromissos económicos com associações, entidades públicas, empresas privadas e com particulares.
Como o Beira Mar, qualquer "credor" tem o direito de exigir o cumprimento dos compromissos assumidos.
Por outro lado, não ouvi da parte da CMA qualquer intenção de não cumprimento no saldar das dívidas.
Há que ter a razoabilidade e o bom senso na atribuição de prioridades e de compromisso comuns para o desenvolvimento sustentado do concelho. Quer na sua vertente económica, social, cultural e desportiva.
Ninguém deve estar acima de ninguém.
Todos têm o direito à sua legítima reinvidicação. Com bom senso e respeito.
Só assim me parece lógico o entendimento.
Porque para o Beira Mar é, obviamente, importante o cumprimento da dívida de 800000 euros.
Para outros está em causa a sobrevivência da sua empresa e a dos seus funcionários.
Para outros ainda a sobrevivência familiar sustentada no cumprimento salarial mensal.
Há que ter os pés bem assentes na terra.
Por Aveiro e pelo Beira Mar.
30 abril 2006
23 abril 2006
17 abril 2006
Almas Gémeas

-> FC Porto - Praticamente Campeão / Beira Mar - Praticamente Campeão
-> FC Porto - 1 ano de intervalo entre a última vez que foi campeão (época 2003/2004)
-> Beira Mar - 1 ano de intervalo com apenas 1 ano de permanência na II Liga.
-> FC Porto - melhor eqquipa da I Liga / Beira Mar - melhor equipa da II Liga.
Beira Mar e FC Porto, as minhas duas almas gémeas.
14 novembro 2005
Será...
À interpelação do vereador do PS - Dr. Pedro Silva, que estranhava, como eu já Aqui referi, a provável instalação em Ilhavo da academia do Beira Mar, o vereador do pelouro do desporto - Dr. Jorge Greno respondeu que a Câmara tudo fará para manter esta infraestrutura am Aveiro.
Espero ter lido bem... Espero que se cumpra o prometido!
Afinal já não estou assim tão triste.
04 novembro 2005
Estou triste...
Triste e desiludido!"Beira-Mar analisa possibilidade de localizar academia de formação em Ílhavo (Aveiro FM).
O presidente da direcção do Beira-Mar, Artur Filipe, anunciou em entrevista à rádio Aveiro FM que vai reunir na próxima semana na Câmara de Ílhavo para analisar a possibilidade do clube construir uma academia de formação naquele concelho."
É pena.
O Clube mais representativo da cidade (independentemente da eventual alargada área regional dos seus sócios) tem a necessidade de sair de Aveiro para forma a sua academia de captação/formação. Gostei de ler, à pouco tempo, a preocupação da direcção do clube com a formação académica e cívica dos seus atletas jovens. Nobre e empreendedor no Beira Mar.
Mas tenho pena que Aveiro não queira abraçar ou não tenha capacidade para se envolver directamente neste processo.
Porque não aproveitar a vontade da nova câmara em manter o 'velho' estádio mário duarte e efectuar todo um investimento urbanístico naquela zona, permitindo a criação da dita academia?!
Porque não envolver a CMA, através do Parque Desportivo de Aveiro, e aproveitar a zona envolvente do novo estádio, rentabilizando uma infraestrutura que caminha para se tornar num 'elefante branco'?!
Não tenho nada contra Ílhavo... antes pelo contrário.
Mas como 'cagaréu' e beiramarensea, não posso deixar de ficar desiludido... e triste!








