“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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30 julho 2010

A Vida é uma "Treta".

Morreu António Feio...
A "interpretação" mais difícil da sua carreira de actor durou um ano. Ontem, o pano caiu.
O teatro ficou mais pobre. Muito mais, já que António Feio é um dos responsáveis pelo regresso do público aos teatros. Por exemplo, pelo meu regresso.
Para quem sempre procurou (e consegui) fazer os portugueses, a sua última "actuação" deixa muitos de nós profundamente tristes.
Decididamente... a vida é uma "treta"!

(créditos fotográficos: Campiso Rocha para a Caras)

21 novembro 2009

DESPEDIDA... Até sempre Jorge Ferreira.

Recebi a notícia, seca, crua e fria, via comunicação social... não queria acreditar.
Faleceu Jorge Ferreira.
Conheci o Jorge há cerca de 25/26 anos atrás, em plena militância política na Juventude Centrista.
Juntamente com amigos e companheiros partidários (por exemplo, João Pedro Dias), convivi de perto com o Jorge (e o Manuel Monteiro) de quem guardo, obviamente, grandes e boas recordações: foram eleições para a JC, foram eleições para o CDS e foi também o seu afastamento do partido (continuando, como sempre, ao lado de Manuel Monteiro na criação do PND).
Em Abril de 2008, aquando da promoção e realização de uma das Tertúlias Académicas do ISCIA - Tratado de Lisboa, recordo a conversa que tive com o Manuel Monteiro e de ele me transmitir que o Jorge se encontrava doente, com gravidade, mas que ia lutando com todas as suas forças.
Nunca tive, nos contactos que entretanto fui mantendo com o Jorge, fruto do seu empenho político por Aveiro e da presença nas redes sociais, coragem para abordar o assunto. E nada me fazia prever que tão breve seria a sua despedida. Sempre imaginei, como espelho do que foi a sua frontalidade, coragem e empenho políticos, que o Jorge Ferreira ultrapassaria esta fase. Mas a vida (ou a morte, mais concretamente) foi, desta vez, mais forte.
Mesmo afastados ideologica e politicamente, não posso esquecer os momentos activos, vivos e intensos de quem muito gostava de vir a Aveiro...
Resta-me dizer apenas: Jorge, até sempre companheiro!!

18 junho 2009

Sem constrangimentos partidários...

Muitas vão ser as vozes que se levantarão e se ouvirão para, com muito mais legitimidade que eu, falar sobre o Dr. Carlos Candal.
Uns por razões familiares e afectivas, outros por razões partidárias, outros por...
Pela minha parte, a minha mais sincera e digna homenagem vai para o ILUSTRE Aveirense, para o Homem da Liberdade e da Democracia. Para o Homem Político (muito para além do "partidário").
Com ele convivi, directamente, poucas vezes, mas nas que tive a oportunidade, foram demasiadamente enriquecedoras e marcantes para não deixar de sentir este momento.
Recordo há cerca de um ano, numa das tertúlias académicas do ISCIA que promovi e nas quais ele esteve presente, a forma como, juntamente com o Prof. Costa Carvalho, ia relatando as suas vivências académicas e as suas histórias de vida no antigo regime.
Ainda hoje me lembro de me dizer, num contexto de referências partidárias, que a minha (na altura) militância centrista era "um devaneio de juventude".
Tomara que os devaneios de muitos de nós, fossem espelho da democracia deste Ilustre Homem de Aveiro.
Hoje as palavras fazem todo e qualquer sentido: a política, a democracia e a liberdade ficaram mais fragilizadas. E Aveiro ficou muito mais pobre.

05 julho 2008

Heróis reais

No meio de um mundo em constantes atribulações, desencantos, angústias e decepções, há sempre alguém que nos faz parar para pensar.
Alguém que faz da vida um exemplo de coerência, virtude, coragem, sacrifício, luta e sobrevivência.
Nomes como Martin Lutherking, Ghandi, Anne Frank, Nelson Mandela, Xanana Gusmão, Ramos Horta, Madre Teresa, João Paulo II, Dalai Lama, e muitos outros.
E à lista acresce mais um: Ingrid Betancourt. Finalmente liberta...

29 junho 2008

Mais um "amigo", na lista do lado direito.

Não foi esquecimento.
Foi mesmo falta de tempo.
Mas o convite foi aceite. Mais um espaço de e para Aveiro, de autoria do Bruno Martins.: Caminho Azul (zona lagunar da Ria).

23 abril 2008

PSD "monárquico".

Desde a candidatura e eleição do agora demissionário líder laranja, Dr. Luís Filipe Menezes que foram muitas e altas as críticas aos chamados Barões do dito partido.
Assim, nada melhor que calar a dureza histórica do PSD, não com um Barão, mas com uma Baronesa. Ler Aqui.

foto: Fernando Veludo/PÚBLICO

18 abril 2008

Será? Talvez? Porque não? ...?

No passado dia 30 de Março, fui assisti, no Teatro Aveirense, à peça de John Patrick Shanley - "A Dúvida", soberbamente interpretada por Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo.
Não desvalorizando o excelente desempenho dos actores, não seria, no entanto, de estranhar outra grande "performance" desse "grande actor" da política nacional.

Será? Talvez? Porque não? E a comunicação social ainda me seguirá? E gostarão de mim? ...?

25 fevereiro 2008

Prós e Contras - 25.02.2008

Que grande lição de vida e lição profissional.
BEM HAJA PROF. ARSÉLIO.
Igual a si mesmo, sempre e em qualquer lugar.
Que orgulho em ter sido seu aluno, em ter estado na mesma escola e nas mesmas estruturas.
Que pena o esvaziamento do ensino, hoje.

27 dezembro 2007

A Democracia ficou mais pobre.

O assassinato, hoje, da ex-primeira-ministra paquistanesa e líder de um dos partidos da oposição (o PPP - Partido do Povo Paquistanês ), voltou a provocar a explosão da revolta, da instabilidade e o retrocesso da democracia, numa zona geográfica já por si só em "pulverosa".
Benazir Bhutto faleceu devido a um tiro no pescoço. Pouco depois o seu atacante suicidavasse, detonando explosivos que trazia consigo. Pelo menos outras 16 pessoas morreram.
Este "ataque" ocorreu pouco mais de 2 meses após um outro, quando, a 18 de Outubro, uma manifestação do partido de Bhutto celebrava o regresso da sua líder (após 8 anos de exílio) - dois suicidas mataram 139 pessoas.
Benazir Bhutto, regressava de um comício do seu partido relacionado com a campanha para as eleições legislativas e provinciais marcadas para 8 de Janeiro de 2008. A a ex-primeira-ministra, opunha-se contra o Presidente Pervez Musharraf, em defesa da democracia, mas sobretudo contra os fundamentalistas muçulmanos. “Eliminar a ameaça islamista” ero o seu principal lema, nesta campanha eleitoral.
Benazir Bhutto foi a primeira mulher da era moderna a liderar um país muçulmano. Tinha apenas 35 anos.
Foi duas vezes primeira-ministra da República Islâmica do Paquistão, de 1988 a 1990 e de 1993 a 1996.
Assim vai o Mundo e a vitória dos "anti-democracia" e do terrorismo.

17 novembro 2007

PARABÉNS PROFESSOR

publicado na edição do Diário de Aveiro, do dia 15.11.07.

Crónicas dos Arcos
A César o que é de César!


Há duas semanas atrás, iniciava a crónica “Bué da Baldas?! Tásse bem.”, dedicada ao ensino, com a seguinte referência: “O ensino, em Portugal, mesmo que disfarçado por dados estatísticos que apenas representam números e não realidades, está, definitivamente, pelas «horas da morte».”
Pelo facto de sermos, por natura, eminentemente sociais, em várias fases da vida, sejam elas a escola, a profissão, o grupo de relacionamento social, o partido político, a comunidade religiosa ou a associação desportiva, há pessoas que nos marcam, pelas mais distintas razões. Pelo profissionalismo, pela cultura e intelectualidade, pela afectividade, pelas convicções, mas, acima de tudo, pela forma como encaram a vida e a sentem, quer na sua extensa dimensão, mas, principalmente, nas pequenas coisas e nos pequenos gestos.
É muito difícil encontrarmos alguém que, durante a nossa vida, seja ela já longa ou ainda curta, não tenha deixado em nós “aquela marca”.
Infelizmente, pelos caminhos que traçamos (ou que a própria vida nos traça) e que nos distanciam de histórias antigas, para percorrermos novos trilhos e novas realidades ou etapas, vamo-nos distanciando destes nossos “ídolos” da vida real.
Felizmente, a memória enraizada no nosso consciente, vivido no dia-a-dia, bem como o reconhecimento público dessas nossas referências pessoais (que o papel da comunicação social se incumbe de destacar), encarregam-se de nos recordar com orgulho, respeito e consideração.
Houve (e há actualmente) pessoas (felizmente várias) que me marcaram na minha vivência pessoal, nas minhas convicções políticas, religiosas, profissionais e académicas. Referências que tive o cuidado de preservar e recordar nas opções que a vida nos exige constantemente.
Uma delas, relacionada com a importância do exercício de cidadania e com a relevância da formação académica.
Referência que orgulhosamente vi (e li) publicamente reconhecida como Professor do ano: Arsélio Martins. Distinguido, precisamente pela “imagem” que me marcou: "um exemplo de cidadania e um mestre no verdadeiro sentido do termo".
Se houve alguém por quem sempre ‘nutri’ um enorme respeito, pelo seu saber, pela sua forma de encarar a vida, pelo que me encorajou enquanto fui estudante, foi o Prof. Arsélio.
Na qualidade de presidente do conselho directivo (agora executivo) do Liceu José Estêvão, foi com o maior orgulho que, proposto por ele, vi o meu nome ‘em louvor’ numa acta do conselho pedagógico, onde durante os 3 anos em que representei, naquele órgão da escola, os alunos/colegas. Obviamente, imbuído no espírito que sempre soube incutir e que, orgulhosamente, eu soube aproveitar.
Há (infelizmente cada vez menos) momentos da nossa vida académica (secundária ou superior) que nos marcam de forma determinante. Para além das agradáveis conversas sobre “tudo e nada”, aromatizadas pelo seu inconfundível cachimbo, no bar, no conselho ou simplesmente pelos corredores. Mas essencialmente, pela sua inconfundível presença.
Independentemente da vida nos transportar para caminhos diferentes e distintos, nunca deixei de (“o”) ler e continuar atento aos ‘passos’ do ‘prof’.
Orgulhosa e publicamente… Obrigado por tudo e “Parabéns Professor”.

30 setembro 2007

A azia dos derrotados

Na formação dos jovens atletas, dizemos no basquetebol, que “ganhar e perder é desporto” e que o principal é saber encarar as vitórias e as derrotas como um processo competitivo.
Assim também o deveria ser na política.
A humildade de saber perder e saber ganhar é um processo vital na democracia. Daí resultam os políticos verdadeiramente democráticos, éticos e sólidos.
Assim alguém explique à Sra. Dra. Paula Teixeira da Cruz que as azias ou as cólicas curam-se na farmácia.
A humildade, o respeito e o reconhecer a superioridade do adversário, no fundo o saber viver com as vitórias e derrotas da vida e da política é que estruturam um sólido e coerente politico.
E em política, os erros pagam-se (como as intercalares de Lisboa). Em política, as “birrinhas” têm o seu preço (como na distrital de Lisboa). Em política movemo-nos por interesses colectivos e não individuais ou o mero “agarrar” o poder (como a não renúncia à Assembleia Municipal de Lisboa). Em política há projectos, valores e princípios diferentes dos nossos. Em política devemos saber reconhecer e respeitar que há outros valores e princípios que, diferentes dos nossos, podem ter a preferência da maioria.
Quem não souber reconhecer isto está, claramente, a mais na política. E é por essas atitudes que a imagem dos políticos e dos partidos está degradada. Por isso e por declarações como as que a Sra. Dra. proferiu após o conhecimento dos resultados: “Esta foi uma derrota de princípios, de valores. Como foi uma derrota de princípios e de valores não estou nada satisfeita”.
Não é que me crie qualquer constrangimento as “guerrilhas” internas do PSD. Nem tão pouco… mas por uma questão de princípios e de defesa dos “valores” que a política deveria ter.

10 julho 2007

In Memorium...

10 de Julho de 2004.
Falecia a primeira (e para já única) mulher a desempenhar o cargo de primeiro-ministro de Portugal.
Maria de Lurdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo.
Foi presidente da Juventude Universitária Católica Feminina, de 1952 a 1956.
Dirigiu também a Pax Romana (Movimento Internacional dos Estudantes Católicos), até 1958. Escreveu alguns ensaios sobre a Igreja católica e sobre o papel das mulheres na sociedade.
Em 1986 foi candidata a presidente da República Portuguesa.
Antes tinha também sido Ministro dos Assuntos Sociais do II e III Governos Provisórios.
Foi igualmente:
Embaixadora da UNESCO;
Consultora do Presidente Ramalho Eanes;
Membro do Conselho das Universidades das Nações Unidas;
Membro do Movimento Internacional Católico Graal;
Fundadora do Movimento para o Aprofundamento da Democracia em 1986;
Deputada pelo PS ao Parlamento Europeu em 1987 .

Ele há "cousas"...

do arco da velha!
Só mesmo alguém por má fé, má formação, cegueira político-partidária, não reconheceria no Dr. Mário Soares uma figura de vulto do panorama político e da democracia portuguesa.
Esse é um facto que ninguém, no seu perfeito juízo, poderá contestar.
Posicione-se ou não no seu quadrante partidário.
Mas isto?!
«Governo designa Mário Soares presidente da Comissão de Liberdade Religiosa.»
«"Mário Soares trata-se de uma personalidade cujo contributo (...) para a liberdade religiosa, assim como para o diálogo inter-relegioso, é conhecida de todos os portugueses", declarou o ministro da Justiça.»
Para um ateu ou agnóstico, laico, maçon...
Só mesmo para rir!!!

16 junho 2007

In Memorium... 16-06-2007

Recordemos David de Jesus Mourão-Ferreira, falecido há precisamente um ano.
Escritor, poeta e romancista, foi também director do jornal A Capital e director-adjunto do O Dia. Foi igualmente político, desempenhando em 76-78 e 79 o cargode Secretário de Estado da Cultura.
Da sua poesis destaca-se:
1954 - Tempestade de Verão (Prémio Delfim Guimarães)
1967 - A Arte de Amar (reunião de obras anteriores)
e da sua Narrativa:
1959 - Novelas de Gaivotas em Terra (Prémio Ricardo Malheiros)
1980 - As Quatros Estações (Prémio Associação Internacional dos Críticos Literários)
1986 - Um Amor Feliz (Romance que o consagrou como ficcionista valendo-lhe vários prémios)

14 junho 2007

Caiu o Carmo e a Trindade.


Ou relembrando essa excelente obra de Herman Hess - "O Elogio da Velhice".
"Antes gostávamos de dizer que a direita era estúpida, mas hoje em dia não conheço nada mais estúpido que a esquerda", afirmou o escritor José Saramago na conferência "Lições e Mestres", em Santilhana del Mar, no norte de Espanha.
Saramago no seu melhor...

01 março 2007

Há dias assim...

Assim, perfeitamente medonhos, tristes, dolorosos e preocupantes.
Há dias em que a vida nos presta aquela rasteira...
Há dias em que a vida deixa de existir.
Por maior que seja a rivalidade, o desinteresse pela cousa alheia, há também pessoas que marcam a história da vida. Seja ela social, política, cultural, histórica ou desportista.
E Manuel Bento marcou uma história do futebol nacional.
Até sempre "guardião".

04 dezembro 2006

Infelizmente é cíclico!

Vinte e seis anos depois...
Mais do que a comemoração da memória de Camarate, a angústia de uma injusta prescrição.
Porque justiça não foi feita.

É inacreditável este inquietante complexo que a justiça portuguesa tem. Os crimes de Morte nunca deveriam prescrever. Sejam eles qual forem. E a culpa não pode morrer solteira.
 

05 setembro 2006

In Memorium... 05-09-2006

Uma das personalidades mais marcantes da história do século XX, na área social, da solidariedade e entrega aos outros.
Há 9 anos, na India, falecia Madre Teresa de Calcutá.

09 julho 2006

Prioridades

A ONU perdeu, eventualmente, um execlente candidato a Secrtário Geral.
Timor ganhou, logicamente, um primeiro ministro de inegualável capacidade e perfil.
Obviamente... prioridades.
A paz para Timor.