“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...

31 dezembro 2005

Últimas de 2005

Chegados ao último dia do ano, ainda há tempo para o destaque da última referência da vida aveirense, com destaque no Já Agora de Júlio Almeida e no Notícias de Aveiro: A aprovação das Opções e Orçamento para 2006.
A aprovação teve os votos a favor do CDS e do PDS, a abstenção da bancada Socialista e os votos contra do BE e CDU .
Curiosa foi a posição socialista da AM em relação ao orçamento, diferente da votação contra da vereação socialista do executivo. Assumir responsabilidades ?!
Bem como o facto de não se coibirem de apresentar propostas no sentido de 'ajudarem' o executivo a ultrapassar um ano que, como referiu o Dr. Élio Maia, vai ser extremamente difícil e trabalhoso, como as avançadas pelo deputado Dr. Raúl Martins.
É uma questão de heranças. Para o bem e para o mal.
Acabou-se a 'romaria' das considerações orçamentais (que inundaram alguns espaços da blogosfera local). Estão lançados os 'dados' para se arregaçar as mangas e trabalhar.
P'ró ano o relatório de gestão efectuará a primeira análise.

Felicidades (actualizado)

Para todos os amigos, para os menos amigos e para aqueles que 'nem uma coisa, nem outra'.
Aos que aqui comentaram e aos que apenas espreitaram. Um FELIZ 2006!
Actualização
Descoberta deste execelente provérbio chinês.
"Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."
Bom 2006!

30 dezembro 2005

Queixinhas!

A campanha de Mário Soares tem-se puatado, essencialmente, por duas linhas de intervenção e objectivo:
1. Garantir uma segunda volta, por isso atacar constantemente Cavaco Silva, mesmo de forma incoerente e irracional (e que se tem mostrado infrutífera).
2. Queixar-se da falta de destaque e oportunidades na e da comunicação social.
Este último ponto revela a sustentabilidade da sua campanha e revela igualmente um candidato queixinhas.
Ver o que descobri (por acaso) via Blasfémias neste desconhecido (para mim) blogue AQUI e AQUI.
Extremamente interessante e ilucidativo.

Vamos Cantar as Janeiras!

O Dr. Raúl Martins, esqueceu-se de abrir todas as suas prendinhas!
Algumas ficam para o 'Dia dos Reis' (vulgo as Janeiras):
Mesmo antes do natal, aumentaram as taxas de juro.
Também a partir de Janeiro:
Aumenta a tarifa doméstica e industrial da Electricidade.
Aumenta o Imposto Automóvel (IA).
Aumenta o Imposto sobre os produtos petrolíferos (aumenta os combustíveis).
Aumentam os transportes.
Aumenta o pão.
Mas também há prendas de diminuição, como por exemplo, o poder de compra.
Afinal havia mais prendas... por abrir.

29 dezembro 2005

Deixa-me rir...

É o título e refrão de uma conhecida música de Jorge Palma .
Mas é também a forma como classifico a opinião de Mário Soares e de Manuel Alegre sobre a solicitação, por parte dos sindicatos, da intervenção do PR no tema 'salários da função pública'.
A mera sugestão de Cavaco Silva sobre a criação de uma secretaria de estado ligada ao investimento estrangeiro em Portugal, revelou-se num frenseim descontrolado e irracional por parte das candidaturas de esquerda. Tal sugestão do Prof. foi imediatamente apelidada de intromissão governativa e de 'atentado constitucional'.
Porém as duas candidaturas de eleitorado socialista, não tiveram a coragem política de afirmar que uma eventual intervenção de Jorge Sampaio seria uma grave intromissão na esfera governativa.
E não o fizeram por duas razões claras e incoerentes com o que até à data sempre afirmaram:
1. O PR tem que ser, obviamente, interventivo e capaz de interpelar as acções governativas, por forma a garantir o desenvolvimento estruturado da sociedade portuguesa.
2. As duas candidaturas não tiveram a coragem política para confrontarem o actual governo e declararem que já basta de sacríficios para a função pública, que existem outras medidas efeicazes para garantir um melhor controle da despesa pública e que aos funcionários públicos não tem que caber a responsabilidade de pagar, sistematicamente, a 'factura'. E não o fizeram porque tal significaria o confronto com a sua estrutura de apoio eleitoral. Tal demonstra que, afinal, as suas candidaturas de supra-partidário e independente têm muito pouco. Muito pouco mesmo.

28 dezembro 2005

A outra margem

Nutro respeito, consideração e afastamento político pelo Dr. Raúl Martins e, nomeadamente, pela sua Margem Esquerda (da qual sou padrinho de batizado).
É com gosto que aqui recebo os seus comentários (escassos, obviamente, pelo tempo de dedicação ao seu blog) e com igualável apreço acolhe as críticas que por lá vou deixando. É o pluralismo e a democracia.
É o que entendo por verdadeiro espírito do blog que felizmente vou trocando com outros ilustres da blogosfera local (casos da Politika Pura de JPD, das Notas do João Oliveira, no Ceboleiros&Cagaréus e outros, para além dos que se situam fora da esfera aveirense como, por exemplo, Amor e Ócio, Cibertúlia e Origem das Espécies) e que sinto que o anonimato prima em estragar e 'ferir'.
Assim a minha homenagem a este post interessante na Margem Esquerda, do qual transcrevo o meu comentário lá colado.
"É isto que a democracia e o repeito pelas pessoas (obviamente as que o merecem) tem de positivo.Vergo-me perante tão eloquente post.Parabéns.
E tenho a certeza que o dr. Élio, a seu tempo, como o provou na última AM, dignamente informará o que tiver que acrescentar.
Assim vale a pena olhar e pensar a política aveirense."

Assim vale mesmo a pena...

Alergia esquerdina!

As recentes declarações de Cavaco Silva sobre a hipotética secretaria de apoio ao investimento estrangeiro em portugal, parecem ter desenfreado uma alergia esquerdina, contangiante e frenética.
Para quem depende politica e directamente do governo, do partido do governo e dos outros partidos que apoiam as candidaturas de esquerda (excepção honrosa para Manuel Alegre) - veja-se os orçamentos das respectivas candidaturas - as palavras de Cavaco Silva foram recebidas como "maná celeste", numa pré-camapnha pobre de ideias e vazia de propostas válidas para o país.
Quem legitimou as referidas candidaturas de esquerda, para em nome de muitos portugueses (pelas recentes sondagens, mais de metade, isto é, a maioria) vir afirmar que o que portugal precisa é de um presidnte 'não-faz-nada', estático, indiferente, mudo e não interventivo?! E porque não dizê-lo, interferindo (no sentido crítico) com as acções governativas e legislativas?!
É essa uma das razões porque muitos, mesmo muitos, dos portugueses já elegeram o seu candidato.
À falta de emoção na campanha, que a quadra natalíca esmoreceu, a obsessão pelo provável vencedor presidencial, continua a mostrar uma esquerda sem conceitos e argumentação válida e sustentável. Com um aspecto novo: desta vez unida nas críticas a Cavaco Silva (aliás a sua única união).
Que legitimidade na argumentação de interferência governativa na simples sugestão de cavaco silva, têm os candidatos de esquerda?
Soares foi a denominada 'força de bloqueio' ao governo de Cavaco Silva. Um mero exemplo, a não aceitação da orgânica do governo de Cavaco Silva em 95, quando este propôs o nome de Fernando Nogueira para vice-primeiro ministro.
Manuel Alegre dissolveria a assembleia (provocando a queda do governo e novas eleições) se o governo legislasse no sentido de privatizar as àguas.
Louçã e Jerónimo, nada mais fizeram até à data, nesta campanha, do que criticar as acções do governo socraísta.
Já o actual PR, não interferiu na esfera governativa aquando da demissão do ministro António Vara (para sermos pluralistas e não facciosos) ou da aprovação dos orçamentos para 2005 e 2006, com directrizes muito específicas para o governo?!
Uma simples sugestão de Cavaco Silva, sustentada em exemplos europeus, é uma interferência governativa, ou como alguém apelidou de 'golpe constitucional'.
Felizmente já vão longínquos os tempos em que o eleitorado não pensava... 'rebanhava'!

27 dezembro 2005

GANHEI

Ganhei eu e ganharam outros companheiros da blogosfera. Que belo vinho - Bairrada 90, medalha de ouro, caves Barrocão.
De forma democrática, lá fui receber o meu prémio, à Assembleia Muncipal de ontem.
Da Margem Esquerda do Dr. Raúl Martins (independentemente do afastamento da minha margem mais à direita) recebi cordial e respeitosamente o devido prémio, por ter 'alcunhado' o seu blog de visita diária e obrigatória. Para além do prazer de o ter conhecido pessoalmente.
E porque em política raramente há inimigos, mas normalmente adversários (para além de muitos amigos)...
E porque vivemos numa cidade que não pode perder o seu carácter democrático...
Fica o meu agradecimento público e a promessa de que, respeitosamente, não deixarei esfumar o agradável espírito do contraditório.

As vozes e as nozes!

Por muita tinta e polémica que o assunto trouxe à praça pública aveirense, de facto foram mais asvozes que as nozes!
O dever institucional cumpriu-se e o Presidente da CMA explicou o que era devido à Assembleia Muncipal.
Mais, confirmou-se que as contas da câmara (voltando a repetir-me) tem razões que a razão política e financeira desconhecem. A unanimidade alcançada nesta assembleia para a necessidade de uma auditoria externa às contas da edilidade, mostram um quadro que se me afigura bastante negro. À parte das irreverentes e criativas 'estórias' do Dr. Raúl Martins na sua margem, o trabalho do responsável financeiro da cma acaba por ser, de facto, eloquente.
Aguardemos pela continuidade deste debate importante para o desenvolvimento de aveiro e pelo resultado prático das GOP's e Orçamento para 2006, através da sua aplicabilidade por parte do executivo durante o próximo ano.

Lógica!

Tem lógica!

A tão badalada gripe das aves afinal tem uma explicação lógica e simples: no Japão este foi o ano do GALO!
A tão anunciada continuidade da crise económica e social em portugal para o próximo calendário sazonal, tem igualmente base científica: sai o galo, entramos num ano CÃO!

Mais simples não há!

26 dezembro 2005

365 dias = 1 ano

A 26 de Dezembro de 2004, ainda muitos de nós desembrolhávamos os últimos presentes (o último par de meias e o lenço de bolso), assistiamos horrorizados às imagens que nos chegavam das costas asiáticas.
Passado um ano o balanço continua supreendente e enigmático: 230 mil mortes e 40 mil desaparecidos.
O mar dá (sustento, divertimento, beleza)... o mar tira!
A força da natureza!

25 dezembro 2005

Postais de Natal

Um excelente postal de natal que me foi enviado por mail, por sinal por um benfiquista. É o espírito natalício (para o bem e para o menos bem)!.

Desmistificar... Esclarecendo

Entre rabanadas, filhós, o bacalhau e ‘roupa velha’ e o ‘santo etílico’, absorto pelo espírito natalício, apraz-me desmistificar e esclarecer alguns mal-entendidos ou dúvidas.
À parte os aspectos técnicos e políticos do orçamento para 2006, tem existido alguma turbulência na vida aveirense dos últimos dias, face à polémica centrada nas “ausências, presenças e desistências” no seio do executivo camarário.
Entre o que por aqui já referi; o que comentei nas Notas do JMO e o que igualmente fui referindo na Margem do Dr. Raul Martins, surgiram alguns ‘coments’ (obviamente) anónimos a referir a minha suposta posição facciosa e presumível justificação para a ausência do presidente da câmara na reunião extraordinária do executivo para aprovação das GOP’s e Orçamento para 2006.
Desmistificando e esclarecendo...
1. Já o referi: as GOP’s e Orçamento é um dos mais importantes documentos camarários (a par do relatório de gestão anual).
2. Não tenho que justificar ou criticar ausências ou presenças do presidente ou de qualquer membro do executivo (isso caberá ao próprio executivo ou assembleia municipal). Nem, como munícipe, esse facto poderá preocupar-me, desde de que não seja posta em causa a gestão e o desenvolvimento de Aveiro.
3. Quando referi a ausência da Eng. Lusitana na mesma reunião, não pretendi colocá-la no mesmo ‘patamar’ do Dr. Élio. Apenas destaquei o facto de aquela ser a oportunidade para a oposição ser verdadeiramente oposição (porque em minoria). Aliás, como referiu o Dr. Raul Martins na sua margem, existia a inevitável relação com o exercício do cargo nessa área, no mandato anterior. Para além disso, parece-me inquestionável o facto de a verdadeira ‘prova de fogo’ da maioria estar consignada ao debate na AM de amanhã.
4. Curiosamente repare-se que o documento foi aprovado com 4 votos favoráveis e 3 votos contra. Imagine-se o que seria se a reunião contasse com a presença de toda a oposição?!
5. Por último, o que escrevi sobre a questão das ausências apenas realça o facto de, face à importância da aprovação do documento, as razões têm de ser suficientemente válidas. Tão simples quanto isto.
Quanto ao documento das GOP’s e Orçamento, é curioso o facto de que, enquanto no ‘segredo dos deuses’ muitas críticas se avolumaram. Após a sua ‘aparição’ pública muito pouco se ouviu. Cansaço ou falta de argumentação?!
Aguardemos pelo debate municipal, que se espera esclarecedor.
Faz-me lembrar uma frase em destaque no último romance de José Rodrigues dos Santos (“O Codex 632”): ‘O tempo revela a verdade’ (de Séneca em Da ira).

22 dezembro 2005

Excessos lamentáveis.

Sou assumidamente democrata-cristão.
E sou assumidamente democrata, no sentido lato e na essência do significado político do termo.
E..
Estou envergonhado!
Radicalismos são, a todos e quaisquer níveis, reprováveis. Sejam eles da direita ou da esquerda.
Radicalismos, autoristarismos ditatoriais, totalitarismos, etc.
Numa época em que o terrorismo é um dos 'flagelos' da humanidade, ouvir as palavras do responsável máximo do CDS.PP afirmando que o terrorismo "é o último dos filhos" do comunismo ou que o terrorismo tem origem numa deriva totalitária extremista e cruel cuja raiz de pensamento é de Esquerda, é grave, é anti-democrático, é triste e é reprovável.
Para quem ainda há bem pouco tempo lembrava a memória saudosa do 'nosso' Adelino Amaro da Costa, nem este (que viveu a experiência do cerco esquerdista a um congresso do cds) se 'atreveria' a tão catastrófica afirmação.
Não temos que ter a mesma visão do Homem, da Sociedade, da História e da Política. Temos é que ter o bom-senso de não 'cairmos' em discursos excessivos e disparatados.
Enfim... lamentável!

21 dezembro 2005

Feliz Natal

Para todos os amigos, para os menos amigos e para aqueles que 'nem uma coisa, nem outra'.
Aos que aqui comentaram e aos que apenas espreitaram. Um FELIZ NATAL.

On Line

A Câmara (entenda-se executivo camarário) optou, e bem, por colocar no sítio oficial o documento das Opções e Orçamento (a par com a insistência do caríssimo JMO), permitindo, deste modo, que os municípes dissipem as suas dúvidas (ou não!).
No seguimento desta valiosa opção, entendo que existem ainda falhas importantes no relacionamento com o município e o compromisso de transparência, tão focado durante as eleições autárquicas: era um excelente serviço público prestado a Aveiro que as actas (não as agendas, que pouco interesse e significado têm) das reuniões do executivo fossem tornadas públicas com maior celeridade, por exemplo, ao fim de uma semana; ou seja durante o intervalo de duas sessões. Nem que seja em minuta e ressalvando-se o facto de as mesmas não serem vínculativas (apenas o teor do original ou extratos certificados). O que não me parece fazer sentido é, por exemplo, o que se observa neste momento: (à data de hoje) a acta mais recente refere-se à reunião ordinária n.º 42 de 21-11-2005. Isto é: um mês!
Seria um passo extremamente importante a renovação da comunicação e imagem da Câmara.

20 dezembro 2005

O Presidente da República

não serve para nada! Não pode fazer nada! Não pode alterar nada! É este o conceito que o Dr. Mário Soares tem para a sua candidatura presidencial!
Sem ideias, sem conceitos!
Fala do passado, não fala do passado, mas não fala de mais nada!
É pobre esta candidatura. Não existe nenhum conceito coerente nas posições do Dr. Mário Soares. E à falta destas, resta-lhe os ataques, raramente eficazes e concisos. Aliás muito fraquinhos e muito pouco coerentes. Não é por posições autoritárias, achar-se dono da verdade ou demagogias vâs que se marcam posições. Mário Soares está claramente desesperado.
Cavaco Silva foi primeiro ministro. Mário Soares também. Ambos tiveram o seu período executivo e ambos foram julgados em sufrágio.
O que está em causa é o papel e a eficácia do PR para o desenvolvimento de Portugal.
E aqui, Cavaco Silva tem um papel capaz para ajudar Portugal a ser maior.
Não posso ser imparcial. Não tenho que ser imparcial. Tenho as minhas ideias e sei julgar. Não julgo pessoas, mas sim projectos e conceitos. São as minhas opções.
E para mim está tudo claro... Não restam dúvidas!
(Actualização)
Ver Diário Notícias Aqui e Aqui!

Os deuses devem estar loucos!

Isto é algo de inédito e de extraordinário (infelizmente pelos piores argumentos).
Á semelhança das razões (que presumo suficientemente válidas) das ausências do Dr. Élio, há outras razões que a razão e a lógica políticas desconhece.
Pessoalmente, reconheço capacidades profissionais, de carácter e ética no desempenho camarário da Eng. Lusitana Fonseca (sem a conhecer particularmente). A ponto de, neste espaço, ter expressado a coragem política deste executivo em manter a sua liderança na Aveiro Digital (projecto que criou e desenvolveu).
Foi por isso, com particular espanto, que li numa das Notas de JMO o seu pedido de suspensão de mandato do cargo de vereadora. O filme repete-se '(e na mesma sala)': Alberto Souto, Eduardo Feio, renúncias pelo meio, Pedro Silva (ilustre vencedor das eleições para a Rota da Luz) e agora Lusitana Fonseca. É muito... é exagerado... é politicamente incorrecto!
Para muitos (principalmente do PS local - acrescido das suas polémicas internas) que criticavam a capacidade política e executiva da maioria da câmara, fica a 'responsabilidade'(!) de explicarem à cidade e principalmente em quem, acreditando numa continuidade, votou num projecto que agora se vê cada vez mais defraudado e fragilizado! De certeza que os votos socialistas não foram direcionados para uma lista de suplentes (por mais respeito que os mesmos mereçam).
Acredito, muito sinceramente, que razões muito válidas estarão na base desta opção da Eng. Lusitana.
Aliás, vou mais longe... Porque 'carga de água' teria a Eng. Lusitana Fonseca de assumir (praticamente) sózinha as responsabilidades políticas e eleitorais que outros recusaram?!
Apesar de politicamente não me sentir nada afectado por esta situação (antes pelo contrário), reconheço que democraticamente Aveiro ficou muito pobre. Muito mesmo!
O desempenho autárquico, apesar da derrota eleitoral, merecia mais esforço e responsabilidade socialista.
Eis uma das razões porque a ligação entre a política e o comum dos mortais está cada vez mais longe e mais afastada!
(Rever Aqui!)

19 dezembro 2005

Escolaridade desassossegada!

Embora não exercendo a profissão de professor, por força da actividade de treinador de basquetebol, lido há 15 anos com muitos jovens entre os 11 e os 19 anos.
E como a modalidade tem o carisma próprio de ensinar e educar, todas as vivências e 'turbulências' passam pelo espaço do treino e dos jogos, nos melhores momentos e nos menos bons.
E quão diferentes são os anos que passam. Quão diferentes são os jovens de hoje comparativamente com os de há 15 anos.
Melhores?! Piores?! Não sei... mas diferentes, seguramente!
Defierentes no dia-a-dia, na vivência familiar, no sentido colectivo, na escola.
Escola que vive hoje momentos muito inquietantes.
Já não bastavam as questões relacionadas com os aspectos curriculares e pedagógicos, para a escola se tornar um 'espelho', pelos piores argumentos, duma sociedade juvenil revoltada e descaracterizada.
Os professores deixaram de ser referência educacional... são 'papões'.
Os intervalos deixaram de ser espaços livres e de socialização... são campos de batalha.
Já não há 'furos/feriados' que se possam "comemorar".
Os(as) 'continuos(as)' já não são os 'amigos mais velhos' de algumas brincadeiras ou confidências... são 'controladores', vigilantes, guardas.
A escola virou 'de pernas para o ar'.
Hoje agride-se; tortura-se psicologicamente; chantagia-se... sejam colegas, funcionários e (imagine-se) professores.
E a questão não passa só pelas escolas urbanas e públicas dos grandes centros como Lisboa e Porto. Também Aveiro, infelizmente, faz parte do mapa escolar português, por estas razões.
Só quem não lida com adolescentes e jovens de algumas escolas de aveiro, esgueira e doutras freguesias é que desconhecerá esta realidade cada vez mais preocupante.
Não é uma questão de dramatismos. É uma realidade que não convém esconder, mas prevenir.
A escola não pode alhear-se do meio que a rodeia, como não pode substituir a família. Tem que ser nestas três vertentes que a solução destes problemas tem que ser eficaz: melhorar a familia, a sociedade e a escola.
Com a intervenção de todos.

18 dezembro 2005

Em preparação

um post sobre o tema muito interessante do público de hoje Domingo - 18.12.05: A violência escolar!
O problema é que este inverno seco, meio frio, meio solharento, cria outras alternativas:entre um salto a braga no sábado, terminei o desfolhar de 'Um céu demasiado azul' de Francisco José Viegas, o descobrir Carlos Ruiz Záfon em 'A sombra do vento' (já a meio) e ainda os primeiros parágrafos de um senhor cá do burgo (no que me parece um interessante trabalho técnico "monográfico") 'Jornais e jornalistas na GAMA' de José Carlos Maximino.

Orçamentação polémica (actualizado)

Prevalecendo o 'bom senso' em relação ao assunto, depois do que Aqui referi, transcrevo o comentário que me 'atrevi' a realizar ao interessante post do Dr. Raúl Martins na sua Margem Esquerda.(Actualizado Aqui)
 
"Felizmente alguém, embora reconhecidamente crítico, vem colocar ‘bom senso’ neste alarido desmedido à volta de um número curioso, polémico, interessante, ‘quiçá’ real ou não!
Já não me sinto sozinho. E mais realce tem este seu post, porque demonstra um carácter democrático interessante. Apesar de crítico quanto ao executivo (ponto de vista obviamente contrário ao meu) não deixa de sublinhar aspectos comuns a meus comentários e ‘post’ no meu blog.
Deixando para o caro doutor a árdua tarefa da análise e explicação técnica que um documento desta natureza acarreta do ponto de vista económico-financeiro (algo a que estou, comparativamente, em clara desvantagem), entendo que as criticas já proferidas por muitas vozes (à excepção da minha) discordantes teriam mais sentido se as mesmas tivessem sido realizadas após o conhecimento público das opções do plano que definem os objectivos e os princípios de gestão para o próximo ano camarário. Aguardemos.
Não me revejo no que o Dr. Raúl Martins afirma nos seus pontos 2 e 3. Penso que as primeiras explicações públicas deste documento devem ocorrer na AM, quer pela parte do sr. presidente, quer pela parte do responsável financeiro da autarquia. Daí que acho não fazer muito sentido que o Dr. Miguel Capão Filipe tivesse que expressar qualquer declaração de voto sobre o orçamento. Muitas vezes recordo uma velha expressão, com todo o devido respeito: ‘cada macaco no seu galho’.
Este documento agora aprovado (e já tão polémico) considero-o, pessoalmente, revestido da maior importância para o município (eventualmente a par com o relatório de gestão). Mas, como o caro doutor faz referência, também entendo que esta relevância é-o tanto para a maioria, como para a oposição. Daí que tenha referido no meu espaço que acredito numa justificação por ‘razões muito ponderadas’ (usando expressão sua) para as ausências do sr. presidente e da eng. Lusitana Fonseca. Permita-me uma ligeira distinção nas situações. Embora o presidente do executivo seja o responsável máximo pela gestão camarária, entendo que, face à posição maioritária, o seu papel deva ser mais relevante na apresentação pública à AM e ao município, do que na sua aprovação. Infelizmente para quem está na oposição, este parece-me ser o momento mais apropriado para, se for caso disso, apresentar as críticas e opor-se à sua aprovação (mesmo que na prática impossível).
Por último, quando refere a existência de ‘mais pontos prévios para analisar’, permita-me o desafio: foi referido pela vereação da oposição que achavam curioso o facto de a maioria dos projectos englobados no documento em causa, transitarem do mandato do dr. Alberto souto. Como não vejo nisso nada de politicamente constrangedor, desde que os mesmos sejam válidos para Aveiro, não percebo porque a oposição não se absteve (já para não dizer votar a favor) ou não impediu (se regulamentarmente possível) a discussão e votação do documento, pelo pouco tempo para a sua análise, apesar da justificação dada para o atraso na sua elaboração.
Solidariamente aliviado pelo seu desentupimento.

15 dezembro 2005

150.000.000 = número!

Ainda há bem pouco tempo (rescaldo das eleições autárquicas) muitas vozes vaticinavam a eventualidade (para alguns - a certeza) de Aveiro se transformar num marasmo e parar no tempo. E agora que o executivo se propõe criar condições para que a cidade e o concelho se tornem mais desenvolvidos, as críticas voltam a mostrar-se.
Como dizia o ditado: "preso por ter e preso por não ter"!
Que constrangimento político existe (qual calamidade pública) na continuidade de projectos válidos para Aveiro, só pelo facto de os mesmos transitarem do mandato anterior? Alguém de bom senso estaria à espera que este novo executivo apresentasse, em tão curto espaço de tempo, todo o seu projecto para a cidade e o concelho?! Não restam ainda quatro anos de gestão?!
Para quê criar uma tempestade política quando não se conhece (na totalidade ou superficialmente) o documento, sem aguardar as devidas explicações do seu conteúdo?!
Conhecem-se os investimentos e a sua aplicabilidade?
Sabe-se qual a transferência de competências para as juntas de freguesia?
Que projectos estão definidos? Como executá-los, do ponto de vista prático e orçamental? Qual a sua sustentabilidade?
Que 'fatia do bolo' cabe à recuperação financeira e ao saneamento das dívidas?
Se se pretende Aveiro vivo e desenvolvido, porquê tanta incerteza e surpresa? A Assembleia Municipal já se pronunciou?
Se se mantiver a promessa do rigor na gestão orçamental, estão criadas as condições para melhorar e desenvolver a nossa qualidade de vida!
O resto é supérfluo e excedentário. Demagogia política e analítica.
Outro alarido, à falta de argumentações, foi originado pela ausência do presidente da câmara na reunião.
Se o Presidente faltou terá tido razões óbvias. Não faz qualquer outro sentido outra argumentação. A razão da ausência tem, logicamente, de ser justificativa face à importância do acto.
Por outro lado, sendo importante a aprovação deste documento contando com a presença do presidente (responsável máximo pela estrutura camarária), não deixará de ser igualmente relevante a ausência da figura mais experiente (porventura mais importante) da oposição, neste importante momento - pelo menos no exercício do direito à contraposição! E sobre este facto nada ouvi dizer!
O orçamento e o planeamento de projectos são determinantes para o desenvolvimento e imagem de Aveiro. Que sejam julgados no final da sua aplicabilidade.

Paradoxalmente...

Li, com excepcional deslumbramento e estupefacção, Aqui no CM, que Gonçalo da Câmara Pereira vice-presidente do Partido Popular Monárquico (PPM) , anunciou a intenção de se candidatar à Presidência da República.
Quão paradoxal é o sentimento que me ocorre. Um Monárquico na presidência da República?!
Quantas voltas deu já D. Afonso Henriques no túmulo!
Já agora, D. Duarte esteja à vontade, não se acanhe, avance também. Esta sim seria uma verdadeira candidatura supra-partidária!

14 dezembro 2005

República das Bananas!

Independentemente de sermos ou não pais e, em caso afirmativo, de filhos mais ou menos crescidos, há notícias e realidades do dia-a-dia que mexem connosco, sem 'lamexices', que têm objectivamente de merecer destaque, tão ou mais importante que presidencialismos, politiquices ou futebóis.
É grave, muito grave, que um ser, neste caso um bebé de semanas de vida, seja brutalmente agredido, sem qualquer tipo de auto-defesa possível (ver Aqui e Aqui).
Paradoxalmente, não bastando a gravidade de uma situação que, infelizmente, se vai transformando em normalidade neste rectângulo luso, li a notícia (Aqui) do encerramento da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Porto Ocidental. É uma opção clara no não combate social e judicial a este flagelo da nossa sociedade.
A desorientação, a falta de acção social e o problema grave da justiça que o desgoverno socraista nos vai habituando.
Venha a OTA e o TGV desajustado.

A luz ao fundo do túnel!

Foi dos meus primeiros 'post', neste recente espaço. Aqui referi o facto de termos um túnel (para além da cidade) a meias. Metade aberto, metade fechado, os acessos por estruturar...
Finalmente, a luz ao fundo do túnel.
Segunda feira é dia de túnel total. Um princípio...

Conversa azeda.

Zangaram-se as comadres... Salvou-se a agitação!
Num debate onde nada se extraiu de concreto e positivo, Manuel Alegre aguentou a pressão de um Mário Soares que não consegue ser claro, conciso e coerente. Caindo inúmeras vezes em contradições graves, em superficialidades e frases/conceitos banais. Não se consegue ouvir uma proposta concreta, válida e racional.
Aliás para Mário Soares, o PR não pode fazer nada de positivo e válido, a não ser falar, falar, falar. E como falar demasiado trás riscos acrescidos, como não dizer nada que tenha valor, provavelmente para Mário Soares uma das vantagens de se ser Presidente é poder viajar... e muito!
Manuel Alegre foi mais claro. Mais realista e demonstrou estar positivamente descolado da cúpula socialista, sem deixar de usufruir desta faixa eleitoral.
Metade do debate para a critica mútua face a duas candidaturas emergentes do PS. Um terço para nada dizerem de substancial e o outro terço para Mário Soares voltar à amnésia que o sobressalta nos momentos decisivos: não voltar a falar de Cavaco! Por isso é que perdeu muito tempo a falar do seu pesadelo que não o deixa (já nesta altura) dormir descansado.
À falta de argumentos, sonha-se com ilusões!

13 dezembro 2005

Extreminador Implacável!

Quer no cinema, quer na vida real (política) Arnold Schwarzenegger não deixa de ser medíocre no seu papel.
Extreminação implacável de um candidato a prémio nobel.
Perdeu-se uma oportunidade única de vencer a pena de morte!
Politica à Hollywood!

Duelo à Esquerda!

Manuel Alegre não resitiu à pressão. Não consegui fixar eleitorado à sua esquerda, no debate com o candidadto do BE - Francisco Louçã. este consegui liderar e conduzir o confronto como bem quis.
Manuel Alegre sentiu-se preso à sua condição socialista (com ou sem apoio da máquina partidária). Curiosamente mostrou-se 'frágil' nos conceitos e propostas, não conseguindo ser alternativa às ideias do seu opositor.
Francisco Loução foi mais concreto, conciso e mais esclarecdor (embora isso não signifique ser melhor candidato!), não permitindo a Manuel Alegre penetrar na sua faixa eleitoral. Aliás, antes pelo contrário. Nas 'alegações' finais, Loução foi muito mais apelativo ao voto do eleitorado socialista do que Alegre aos bloquistas.
À margem, quem terá beneficiado com este 'sobressalto' do candidato 'poeta' foi o seu amigo/inimigo Mário Soares, que, sabendo-lhe dar ou não ordens, mesmo calado marcou pontos.

Adeus Capitão!

Sou (a par com a costela beiramarista) portista convicto!
Sempre vi no Jorge Costa um símbolo vivo do Clube, um mito, pela sua dedicação, pelo seu profissionalismo...
Vejo, com pena e mágoa, a sua parida e a forma como finalizou no Porto a sua carreira.
Mas não se tenham ilusões. Não sejamos hipócritas.
Jorge Costa foi um grande jogador, um excelente profissional e um enorme portista.
Mas como treinador (independetemenet de noutra modalidade) tenho que perceber e acietar as opções do responsável técnico da equipa Co Adriaanse. E este não será, forçosamente, o mais responsabilizado pelo 'caso' Jorge Costa.
Em primerio lugar está o rendimento desportivo da equipa; em segundo o seu papel de contratado e o seu vínculo contratual com o clube e a sua direcção e por último a sua visão técnica do jogo e dos seus interpretes que é pessoal e por ela o único responsável.
Há que saber respeitar esta realidade.Porque situações destas são uma realidade no futebol, no desporto e na nossa vida em geral.
Como terminaram as suas carreiras o Eusébio, o Humnerto Coelho, o Paulo Sousa, o Pedro Barbosa, o Futre, o Chalana, etc., etc.?!
Ao sempre 'Capitão' muito boa sorte!

Estar e Não Estar

Já referi neste meu espaço, a surpresa com a abdicação da responsabilidade eleitoral e política, que os candidadtos socialistas presentearam Aveiro e o seu eleitorado.
As eleições são um compromisso político e social, sendo claro que não existem vencedores e vencidos antecipadamente, por mais confiança que se tenha nos projectos e ideias que se defendem.
Se é um dierito o voto e a sua expressão um dever cívico, não deixa de ser importante o assumir responsabilidades pós eleitorais.
Nas autárquicas elegem-se deputados e vereadores, muitas vezes condicionando-se o voto a uma lista (de personalidades) capaz ou não.
Não faz sentido que se abandone uma cidade e um projceto só porque se perde.
Se foi tão importante a 'obra' feita e o 'trabalho' desenvolvido, não faz sentido que não se defenda a 'dama' e não se contraponham projectos diferentes. Virar as costas não só faz com que o passado se esvazie e se dê mais força a quem se nos opõe.
De 'fora', ao longe, na comunicação social, apenas quando nos sentimos 'ofendidos' ou 'beliscados', não me parace um sentido de oposição válido e coerente, de contestação crítica... serve apenas para alimentar 'invejas', 'fogueiras', 'fofoquices' e 'vender notícias'.
Sabe-se que mais um vereador socialista suspendeu o seu mandato (por 22 dias).
Razões válidas?! Provavelmente!
Dúvidas para o regresso?! Quem as não tem!
O que se sabe é que o eleitorado aveirense escolheu um novo executivo com base numa maioria da coligação eleitoral e numa oposição de quatro vereadores socialistas.
A certeza que existe é que o PS estás prestes a ter a necessidade de recorrer aos candidadtos suplentes para não defraudar, de vez, quem ainda depositava alguma esperança na continuidade.
É mau para a democracia!
É péssimo para Aveiro!

11 dezembro 2005

Grand Vitesse

Face à situação económica, ao desenvolvimento do país, às assimetrias que vão emergir, à rentabilidade do investimento, não acredito no projecto da OTA, como não acredito num outro qualquer projecto que signifique a construção de um novo aeroporto.
Temos que chegue! Rentabilize-se e reestruture-se os existentes.
Portugal tem outras necessidades... mais e melhor emprego, melhor saúde, melhor justiça, melhor segurança social, mais educação, mais cultura, mais europa!
Mais infraestruturas que signifiquem mais desenvolvimento.
É o caso do TGV - Rede Ferroviária de Alta Velocidade.
Aqui, mesmo com a necessário elevado investimento, há uma questão importante e nacional: Portugal não pode ficar refém e isolado face ao domínio espanhol no âmbito ibérico.
Isto é um facto... uma realidade inquestionável.
O que pode então estar em causa, neste projecto?
O desenvolvimento regional e nacional, com a prioridade dada à ligação Lisboa - Madrid.
Lisboa começa a centralizar em si um número excessivo de investimentos, como se o resto do país não existisse, não produzisse e não necessite de desenvolvimento.
Porquê a prioridade à ligação Lisboa-Madrid, quando me parece mais vantojosa, a vários níveis, a ligação aérea, entre estas duas cidades?!
Se a ligação Lisboa-Porto não oferece muitas dúvidas ou quase nenhumas, porquê não investir igualmente na ligação Aveiro-Salamanca, estruturada no peso económico, social e cultural, equilibrando geográficamente o desenlvimento do país, tornando esta ligação num eixo fulcral para a econimia nacional?! Há potencialidades reais neste eixo, como uma entrada previligiada em Espanha e na importância notória da Universidade de Salamanca na formação e educação.
E porque não prolongar a ligação Lisboa-Porto até Vigo (Galiza), suportada em argumentos tão cimentados como os históricos, sociais, económicos e culturais entre o Norte e a Galiza e Astúrias?! O Norte, outrora região fulcral no desenvolvimento do país, vive hoje uma realidade bem diferente, abraços com uma grave crise económica e social.
Investimento sim! Com racionalidade...
Nós que somos tão pródigos em criar 'elefantes brancos', por falta de desenvolvimento estruturado.

10 dezembro 2005

Descobertas

neste Inverno solarento.
Leitura de um livro interessante, de um autor, até agora, desconhecido:
"A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón.

Três Pontos

Este era um debate que Cavaco aguardava com alguma ansiedade. Não pelo lado ideológico que é, por razões óbvias, perfeitamente oposto, nem pelo receio do confronto com o passado que é um dos argumentos constantes dos ataques de Francisco Louçã. Mas sim pelo facto de ambos os candidatos em confronto directo serem da mesma área técnica, capazes de entenderem a crise económica e social do país numa mesma linguagem, embora com visões díspares.
Mas Cavaco Silva esteve bem... aliás Cavaco Silva esteve melhor que frente a Manuel Alegre.
Com argumentos mais clarificadores e objectivos, Cavaco Silva não teve qualquer dificuldade em refutar os ataques de Louçã ao seu tempo de governação, nem as suas mais que gastas visões metafóricas da sociedade e politica portuguesas.
Cavaco foi conciso, concreto e claro. Louçã limitou-se ao conhecido papel de actor político, com uma ou outra excepção (acabando mesmo por concordarem quanto á questão das escutas telefónicas), sem perceber que a sua arrogância e 'adolescência oral', acabam por ser, na maioria dos casos, um tiro no próprio pé.
Sem deixar de apresentar as suas ideias e objectivos presidenciais, Cavaco Silva foi clarificando e defendendo o seu tempo de governação a cada interpelação de Louçã, enquanto este ficou-se por esses referidos ataques, esquecendo-se, no entanto, que Cavaco Silva foi já 'julgado' como primeiro-ministro e que o que está agora em causa é o papel que o presidente da república pode desempenhar para retirar o país da crise e contribuir para o seu desenvolvimento.
Neste exame académico, Cavaco Silva teve melhor nota.
Saiu vencedor, aproveitando para se preparar para o debate mais mediático de todos, frente a Mário Soares.
Depois de um empate (embora com sabor a vitória), veio a conquista de três pontos que o mantêm na liderança da corrida presidencial.
Mal... mesmo muito mal (à semelhança do que aconteceu no ciclo de entrevistas da tvi) Constança esteve caricata, salvando o debate a experiência de Sousa Tavares.

09 dezembro 2005

Frio... muito frio!

Se para muitos o debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre foi morno e concordato, o de ontem na RTP, entre Mário Soares e Jerónimo de Sousa foi uma autêntica ‘chachada’. Frio… muito frio. Ao ponto de provocar uma ligeira crise de tosse a Soares.
E nem a experiência e profissionalismo dos entrevistadores/moderadores serviu para aquecer o ‘ambiente’.
Foi, claramente, o reflexo duma campanha pobre, vazia de ideias e que rema contra a oposição do próprio eleitorado que as rodeia: os apoios no PS e no PCP a Manuel Alegre.
O debate serviu para prender ainda mais Mário Soares ao PS, sem conseguir transmitir qualquer confiança e esperança acrescida. Nem conseguiu sequer alterar a ideia de que a sua candidatura não é independente, nem suprapartidária. Está claramente enraizada nas hostes socialistas. Sem atacar o seu adversário, numa atitude calculista, à espera duma improvável passagem sua à segunda volta e ter trunfos para recolher os necessários votos no PCP.
Jerónimo de Sousa, com frases feitas e gastas e sem qualquer carisma presidencialista, limitou-se a usar e abusar do seu tempo para criticar o Governo, sem qualquer alternativa válida. E mesmo a afirmação de que até à data nenhum presidente usou correctamente a constituição, foi infeliz e pobre, já que os presidentes eleitos até hoje (após o 25 de Abril) foram todos da ala esquerda.
Quanto ao debate estamos conversados: Mário Soares esteve muito apagado e pouco lapidar; Jerónimo muito tenso, nervoso e algo mal preparado. Empate técnico e muito fraquinho.
A própria expectativa criada em torno dos possíveis ataques a Cavaco Silva, saiu perfeitamente dissimulada e ineficaz (para não dizer ausente), não provocando, por isso, qualquer fraccionamento em eleitorados ou um decréscimo dos indecisos.
Estas eleições mostram que Cavaco Silva tem apenas um adversário com que se preocupar (eventualmente de peso e que possam ‘retirar-lhe’ o sono): A abstenção. A abstenção de um eleitorado português que em muitos casos se mostra preguiçoso, extremamente confiante e pouco participativo quando não estimulado.
Aqui poderá residir a grande preocupação de Cavaco Silva: convencer os que acreditam em si a confirmarem essa vontade no voto no dia 22 de Janeiro.

08 dezembro 2005

Há 10 anos...

atrás - 8 de Dezembro de 1995.
Chovia muito...
Fazia muito frio... mesmo muito.

Mas lá estava eu na Capela de S. Gonçalinho! Bem antes das 12:00.
"Sim quero!"

Imagine...


All The People!
Há 25 anos (precisamente hoje - 8 de Dezembro de 1980), a música perdia um dos seus maiores rostos. Límpido, controverso, mal-amado e idolatrado.
Mas sempre um grande músico e poeta!
"Give Peace a Change".

06 dezembro 2005

The Day After.



Um dia após o primeiro debate presidencial (para além do que aqui já referi), e ao ‘sobrevoar’ todos os ‘escritos’ sobre o tema, continuo algo surpreso com algumas observações vindas à praça pública.
Primeiro uma referência ao mediatismo.
Infelizmente, torna-se por demais evidente, que para muitas pessoas, só o que ‘faz sangue’ ou se transforma em ‘peixeirada’ é atraente, apelativo e nos transporte do sonolento para o despertar de emoções. Como se fizesse qualquer sentido que o ‘confronto’ de ideias e conceitos fosse perceptível no meio do ‘tudo ao monte e fé em deus’. Nada melhor que regras previamente planeadas e aceites, para permitir que a comunicação política dos candidatos chega aos eleitores.
Porque é que um “debate” não pode ser transformado numa agradável conversa política, sem demagogias ou frases feitas, ou ainda o constante acusar e criticar permitindo disfarçar as deficiências?!
Para os apoiantes de Soares, Louçã e Jerónimo, para quem as dificuldades do vazio de ideias, conceitos e objectivos, das suas candidaturas se transformam num constante pesadelo, a saída ‘disfarçadamente’ menos negativa destes confrontos seria através do ‘achincalhar’, do ultraje, do acusar constante e da demagogia ‘metafórica’.
Felizmente as regras mudaram…
Esquerda vs Direita
É óbvio que aos candidatos, por mais independentes que sejam, não são alheios às suas ideologias vivenciais. Ninguém espera um Cavaco Silva marxista ou um Manuel Alegre democrata-cristão. É óbvio…
Para as candidaturas da esquerda (excepção feita a Manuel Alegre), o confronto das presidenciais resume-se a uma ‘batalha’ de papões, de saudosismos ‘abrilistas’ e ao binómio existencial direita-esquerda. Toda a campanha até agora realizada por essa ala política, se baseia na tentativa (cada vez mais frustrada) de derrotar a direita. A figura e o papel do PR não é o mais importante… o que interessa verdadeiramente é que o candidato, dito da direita, não seja eleito.
Isto significa que qualquer candidato da esquerda ganhando as eleições, não pode ser um verdadeiro PR de todos os portugueses… porque quem é português ao centro ou à direita não terá direito a representatividade presidencial.
Daí que os dois candidatos do debate de ontem tenham assumido a sua independência eleitoral, suprapartidária e livre, sem qualquer dúvida quanto ao garante da continuidade da vida democrática.
Empate (ou não)
Para muitas opiniões, o primeiro debate confrontou os dois candidatos capazes de dividir o eleitorado numa possível segunda volta.
Pelas posições assumidas por ambos, sem hostilizações, sem ataques fúteis e, em alguns momentos (muitos), em clara sintonia, poderia-se afirmar que existiu um empate técnico.
No entanto, existindo esse empate, Cavaco Silva foi quem saiu claramente beneficiado. Mais próximo da realidade social e económica do país, está mais perto das necessidades e anseios dos portugueses.
Manuel Alegre falhou aqui a primeira possibilidade de, com outro tipo de confronto político, se afirmar como o ‘candidato’ da esquerda e ganhar o seu eleitorado. Com Soares, não será mais fácil…
Cavaco Silva, muito bem preparado, acabou por conseguir ele próprio conduzir o debate com extrema acuidade, não cometendo erros que condicionassem, pelo menos, o eleitorado já fixado. Mesmo sem ‘destronar’ os indecisos.
Para quem tem a desvantagem do confronto ideológico com quatro candidaturas de esquerda, o primeiro ‘round’ (mesmo empatando) está ganho. Aliás, Cavaco Silva já se terá apercebido que bastará empatar todos os debates para ganhar as eleições, eventualmente já na primeira volta.

05 dezembro 2005

O primeiro já está.

Podemos questionar o lado mediático deste debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre.
Foi um debate sem intrigas, sem ataques pessoais e demagógicos, sem metáforas ilusórias. Para muitos poderá saber a morno a pouco emotivo.
É pena... porque a política (cada vez mais afastada das pessoas comuns) foi elevada. Foi um debate civilizado, esclarecedor e de agradável percepção e acompanhamento.
Porque haveremos de andar sempre de 'braço dado' com a polémica e a intriga?! Aliás, mornos estiveram os dois moderadores do canal de carnaxide.
Resumindo, o País precisa de um 'timoneiro', de um orientador.
Claro que a crise portuguesa é estrutural (económica, social e cultural), mas, essencialmente, centrada e baseada no fraco desenvolvimento e na crise financeira.
Daí que Cavaco Silva tenha marcado mais pontos. Mais conciso, realista e com conceitos e objectivos para o seu papel presidencial mais perto das necessidades do país e dos portugueses.
Manuel Alegre, caracteristicamente, utópico e poético, esquece-se que portugal continua histórico e cultural, mas cada vez mais pobre e sem qualquer peso europeu e ibérico.
No entanto, dois senhores da política...
Cavaco poderá ter ganho o primeiro debate, assim como ganhou a democracia e a política.
The show must go one... A ver vamos!

Hoje é dia "D" (de debate)

Com sondagens favoráveis ou desfavoráveis, ou ainda, nem uma coisa nem outra, a campanha para as presidenciais de 2006, entra no seu momento alto, com os tão aguardados confrontos televisivos: os debates.
É altura de arregaçar as mangas, 'carregar as armas' e clarificar (ou não) o país.
É altura de transmitir conceitos, objectivos e ideias racionais, para quem as tem.
Apesar de haver quem defenda que os debates não têm influência directa nos indecisos ou em mudança de opiniões, o certo é que entendo que estes são uma forma de transmitir opiniões para muitos eleitores num só momento, de marcar posições e terreno eleitoral e de influenciar sondagens.
Nada melhor para aquecer este inverno frio do que o primeiro debate entre as duas candidaturas mais esclarecidas do confronto eleitoral : Cavaco Silva vs Manuel Alegre. Poderá não ser o debate mais mediático (aguarda-se Cavaco/Soares e Alegre/Soares), mas será o que poderá transmitir ao Professor uma maior segurança, confiança, definição do seu eleitorado e a sua provável vitória à primeira volta.
SIC - 20:45.

04 dezembro 2005

Há 25 Anos... Portugal de Luto!

Já poucos defendem, uns ainda acreditam, alguns escondem e muitos não se lembram.
Camarate foi, precisamente há 25 anos... Portugal, a Democracia e a Liberdade ficaram muito pobres.

 
Em memória...
Adelino Amaro da Costa - Ministro da Defesa - Fundador do CDS.PP

 
Francisco Sá Carneiro - Primeiro Ministro - Fundador do PPD.PSD

02 dezembro 2005

Coragem política

e responsabilidade ética, é o que posso dizer da decisão tomada por este executivo, para terminar esta 'novela mexicana' do director-geral da PDA.
Independentemente de haver lugar ou não a indemnização, pelo menos o executivo teve a coragem política para fazer aquilo que caberia aos visados: assumir o erro do 'golpe' falhado.
Destaque de hoje (2.12.05) no JN.

01 dezembro 2005

Hoje é… Dia da (In)dependência!

Dia 1 de Dezembro de 1640, após 60 anos de ocupação espanhola através da dinastia filipina, Portugal recuperou/restaurou a sua independência.
Será que valeu a pena?!
365 anos após, Espanha garante um peso europeu que Portugal ‘teima’ em conseguir alcançar e ‘ameaça’ perder, ano após ano, descendo cada vez mais até à cauda da europa.
Espanha, nos dias de hoje, ‘invade’ Portugal economicamente (capacidade de aquisição de acções em grandes empresas), alicia comercialmente (opção fronteiriça dos cidadãos lusos de comprar além fronteira), interfere laboralmente (caso da saúde e dos médicos a trabalhar cá no burgo) e domina politicamente (um peso ibérico muito maior que o nosso).
Será que valeu mesmo a pena?!

Dia Mundial

da Luta contra a SIDA (AIDS).
O VIH/Sida já atingiu cerca de 27.100 portugueses. Em todo o mundo, são mais de 37 milhões os infectados. Em Portugal contabilizam-se 6000 mortes motivadas pelo vírus.
Calcula-se que as primeiras infecções tenham ocorrido em África na década de 1930. Julga-se que o vírus terá sido inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e ao carregar o animal, sujaram a ferida com sangue infectado. O vírus terá então se espalhado, extremamente lentamente, nas regiões rurais, tendo migrado para as cidades com o inicio da grande onda de urbanização em África nos anos 1960. No entanto só começaram a aparecer em 1980, vários casos inexplicáveis de doenças. A alta incidência dessas doenças chamou a atenção do centro de controlo de doenças dos Estados Unidos em 1981, sendo publicamente reconhecida a gravidade do processo patológico e a sua escala internacional.
Um processo que a ciência tem dificuldade em reverter. Uma agonia extremamente lenta...