“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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26 julho 2011

Critérios esquisitos e difíceis de compreender.

Este é um dos "calcanhares de aquiles" da Comunicação Social.

A dificuldade de distinguir o que é supérfluo, o que é exagero/repetição, as prioridades, o fundamental. Mas fundamentalmente o esquecimento da essência do jornalismo: a sua vertente socializadora, o criar sentido/massa crítica e opinião pública.
É um facto que a tragédia em Oslo e na Ilha Utoya, na Noruega (caso Breivik), pela dimensão, pela sua natureza, pelo número de vítimas (bastava um apenas) merece destaque e referência informativa. A dúvida e a crítica colocam-se quando se passa para o exagero da repetição, da não-noticia, da falta de conteúdo relevante e ausência de novidade, bem como quando os critérios de selecção informativa criam disparidades e menosprezam outras realidades.

E a questão não passa (como já ouvi e li em vários sítios) pela pessoa em causa: a sua nacionalidade, a cor da pele, a ideologia, o facto de ser cristão (sim... cristão), o fundamentalismo extremista. Nem colhe a tentativa de disfarçar a realidade com a questão da eventual ligação à maçonaria (até porque se é para "abafar" o facto do autor do massacre ser, assumidamente, cristão não vale o esforço porque há maçons cristãos/católicos). E é curiosa a velocidade com que se acusam muçulmanos da mesma forma que se desculpam cristãos... infelizmente! Extremismo e fundamentalismo são realidades que se abominam, condenam e criticam sejam de que "lado" forem.

Mas o que merece a minha crítica é a quantidade de notícias em torno das mortes(que se lamentam profundamente.
Pena que os critérios editoriais e o papel socializador dos media esqueçam outras realidades.
Quantos minutos, quantas linhas, quantas colunas (para não dizer quartos ou meias páginas) retrataram, comparativamente, esta realidade: meio milhão de crianças morre à fome no Quénia, na Somália e na Etiópia.
será que uma arma, uma bomba e um acto tresloucado de um extremista é mais relevante que a morte de UMA criança que seja à fome?!

Critérios esquisitos e difíceis de compreender.

02 dezembro 2008

Despedida saudosa...

Este espaço entra de luto, por 5 dias, em memória do meu sogro, falecido hoje (2.12.08) à 1:00 Hm.
É nestas alturas que a vida não presta para nada...

16 setembro 2008

Estou desolado e triste...

Com toda a sinceridade!
É uma imagem que não voltarei a ver na actualidade.
Para quem cresceu a ouvir Pink e tem a banda "cotada" no seu top5 preferencial, este é um dia triste.
Por tudo o que me proporcionou, Richard Wright (aquele que mais ovação recebia em palco) - OBRIGADO! Um grande adeus!

25 novembro 2007

Qualquer morte é estúpida.

A morte é sempre estúpida.
A guerra não o é menos.
O direito à vida é inalienável.
A vida é o direito mais importante e fundamental do Homem.
Por outro lado, é discutível se a nossa presença no Afeganistão, no Iraque, Balcãs ou em qualquer outro ponto do mundo é importante, imprescindível, relevante ou compensatória.
Além disso, é argumentável questionar-se a obrigatoriedade ou o voluntariado da presença dos militares nas campanhas externas.
Menos justificável é a razão porque se morre por uma causa que não é a nossa.
Nada justifica a perda da vida humana.
Nem o dever de cumprir a missão…

08 junho 2007

Até sempre, companheiro

A morte é sempre estúpida. Sim! Pura e simplesmente, estúpida. Seja com quem for… seja em que circunstância for.
A desculpa é sempre a mesma: é a vida! Eu diria então que “bosta” de vida.
Todos nós, pelo menos a partir de uma determinada idade, sabemos que a condição existencial do homem é sempre a mesma: nasce, cresce e morre. É este o fado da vida humana. Não há alternativa.
Mas por mais compreensível que seja esta realidade (que, em determinadas circunstâncias e momentos, nos trás à memória a inevitável questão: então que sentido tem tudo isto?), não conseguimos ser indiferentes a uma revolta e angústia interiores, quando alguém deixa esta vida terrena e parte para, por muitos conceitos, crenças e fé que se tenham, não se sabe bem para onde.
Ainda mais nos dói, quando esse alguém nos diz algo, nos é próximo, nos faz recordar a vida nos seus momentos bons e maus e nos obriga a gritar (mesmo que num silêncio agudo) bem alto: NÃO! Todos menos esse…
O problema é que esse (e nós) também faz parte do “todos”.
E faz parte também de nós.
Do nosso imaginário, do nosso tempo de juventude, de quando nos sentíamos donos e senhores do mundo, da sociedade, da intervenção, da nossa fé.
Nos sentíamos no direito e com direito a contestar, a apoiar, a marcar a diferença. A entregarmo-nos de corpo e alma (às vezes mais o corpo outras vezes só a alma) às nossas convicções, às nossas lutas.
Muitas vezes dizemos que o mundo ficou mais pobre quando alguém mediático, importante nos sectores da sociedade, morre.
TRETAS!
O mundo, o nosso mundo, fica mais pobre apenas quando alguém, por quem nutrimos o respeito e a amizade, nos “deixa”. Aí sim… a vida estremece.
O mar tirou-te a vida… O mar ficou mais cheio com a nossa dor e as nossas lágrimas.
Silvino Oliveira… Até sempre, comanheiro.

09 julho 2006

Não é possível...

Não é possível que estas situações ainda aconteçam em pleno século XXI.
Com tanto desenvolvimento científico, tecnológico.
Como é possível que 120 pessoas percam a sua vida, na Rússia (Irkutsk), após o avião onde viajavam ter, em pleno processo de aterragem, embatido num muro de betão e, seguidamente, e ter-se incendiado.
Lamentavelmente... a morte continua estúpida.