“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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22 abril 2012

Do livro ou da leitura…

Publicado na edição de hoje, 22.04.2012, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré
Do livro ou da leitura…


No próximo dia 23 de abril comemora-se o Dia Mundial do Livro, simultaneamente com o Dia dos Direitos do Autor. Se bem que, neste caso, estaremos a falara não apenas dos escritores mas de todos os criadores de obras intelectuais de natureza literária, artística ou científica (sejam eles direitos morais/pessoais ou patrimoniais).
É inquestionável a relevância que a escrita tem no desenvolvimento social desde os tempos da Antiguidade, bem como o papel que pode desempenhar na valorização individual de cada ser humano. Pelo saber, pelo conhecimento, pela sinalização da história…
Daí que um livro seja, claramente, mais do que um somatório de palavras, de conceitos, de fantasia. São olhares sobre o mundo, a existência, a história, a sociedade, a investigação, a descoberta…
Mas seria muito mais interessante que, neste dia 23 de abril, se celebrasse antes o Dia da Leitura. Porque o conhecimento, o saber, a história, o olhar sobre a sociedade, a informação, ultrapassam as folhas encadernadas de um livro. Parece-me redutor que este dia seja apenas celebrado ao nível do conto, do romance, da poesia, e fiquem por lembrar todo o universo do livro (científico, investigador, histórico, de outros estilos literários como a banda desenhada, por exemplo).
Por outro lado, seria importante e não menos relevante que neste eventual “dia da leitura” (não só do livro) se promovesse, por exemplo, também o hábito e o interesse pela leitura dos jornais.
Uma sociedade evoluída constrói-se e alicerça-se, igualmente, numa autêntica liberdade de imprensa e de expressão.
Como refere Wright Mills “entre a consciência e a existência está a comunicação que influencia a consciência que os homens têm da sua existência”.
Hoje, lê-se, ouve-se e fala-se de política, de ciência, de cultura, da guerra e da fome, da economia, da educação, do trabalho, das pessoas e dos espaços, de uma forma global e consciente através da acção dos meios de comunicação de massas, nomeadamente na imprensa escrita.
Numa altura em que uma sondagem internacional, revelada na semana passada e promovida pela Edelman Trust Barometer, dá mostra de que a confiança nos órgãos de comunicação social aumentou 51% (em relação a 2011) – a mesma sondagem que revela que a confiança dos portugueses nos governos é ainda muito baixa (embora tenha subido de 9 para 29%) – só faz sentido aproveitar esta consciência colectiva do papel e da importância que os jornais têm na afirmação da realidade e no desenvolvimento das sociedades e das comunidades.
Porque um jornal também é leitura, também é saber, conhecimento e sentido crítico.

Uma boa semana e boas leituras…

12 outubro 2011

Direito à Comunicação...

Ou que comunicação com direito?!
Altura para reflexão... E não só!


Sábado, dia 15 de Outubro, Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
 
EU VOU LÁ ESTAR... para assistir e participar no Colóquio sobre "Comunicação e Direitos Fundamentais" e, não menos importante receber o diploma do 20º Curso Pós-Graduação de Direito da Comunicação.
E claro rever amigos e dos bons...


Destaques: seis professores do curso; Prof. Dr. Gomes Canotilho; Dr. Azeredo Lopes; José Manuel Fernandes; Fernanda Câncio... Vai valer a pena!!!!

23 agosto 2011

A ler os outros... RTP vs Serviço Público: novo paradigma!

Esta não é uma questão de somenos importância.
Nem tão pouco uma questão que interesse exclusivamente aos profissionais da Comunicação, e concretamente aos da RTP / RDP / LUSA.
Este não é um problema circunscrito à esfera jornalística.
Em causa... a privatização/concessão da RTP e a e concepção teórico-prática do paradigma "Serviço Público".
Ao ponto do Governo ter criado uma comissão/grupo de trabalho que elabore um relatório sobre a temática.
Duas das minhas referências têm visões diferentes, mas que podem ajudar a clarificar opiniões e conceitos.

José Manuel Fernandes escreveu no Blasfémias algumas notas sobre o Serviço Público.




Paulo Querido contestou no "seu" Certamente, com o título (abreviado aqui) "pelotão de execução da RTP".




A ler atentamente!

As minhas duas dúvidas são:
1. Valerá a pena, fará sentido, garantir o actual modelo de serviço Público com a detenção pelo Estado de um (grupo) órgão de comunicação social?
2. Não havendo detenção directa que tipo de Serviço Público será garantido, já que o mesmo é importante num Estado de Direito e, por isso, previsto na Constituição?
Ainda por esclarecer...

26 julho 2011

Critérios esquisitos e difíceis de compreender.

Este é um dos "calcanhares de aquiles" da Comunicação Social.

A dificuldade de distinguir o que é supérfluo, o que é exagero/repetição, as prioridades, o fundamental. Mas fundamentalmente o esquecimento da essência do jornalismo: a sua vertente socializadora, o criar sentido/massa crítica e opinião pública.
É um facto que a tragédia em Oslo e na Ilha Utoya, na Noruega (caso Breivik), pela dimensão, pela sua natureza, pelo número de vítimas (bastava um apenas) merece destaque e referência informativa. A dúvida e a crítica colocam-se quando se passa para o exagero da repetição, da não-noticia, da falta de conteúdo relevante e ausência de novidade, bem como quando os critérios de selecção informativa criam disparidades e menosprezam outras realidades.

E a questão não passa (como já ouvi e li em vários sítios) pela pessoa em causa: a sua nacionalidade, a cor da pele, a ideologia, o facto de ser cristão (sim... cristão), o fundamentalismo extremista. Nem colhe a tentativa de disfarçar a realidade com a questão da eventual ligação à maçonaria (até porque se é para "abafar" o facto do autor do massacre ser, assumidamente, cristão não vale o esforço porque há maçons cristãos/católicos). E é curiosa a velocidade com que se acusam muçulmanos da mesma forma que se desculpam cristãos... infelizmente! Extremismo e fundamentalismo são realidades que se abominam, condenam e criticam sejam de que "lado" forem.

Mas o que merece a minha crítica é a quantidade de notícias em torno das mortes(que se lamentam profundamente.
Pena que os critérios editoriais e o papel socializador dos media esqueçam outras realidades.
Quantos minutos, quantas linhas, quantas colunas (para não dizer quartos ou meias páginas) retrataram, comparativamente, esta realidade: meio milhão de crianças morre à fome no Quénia, na Somália e na Etiópia.
será que uma arma, uma bomba e um acto tresloucado de um extremista é mais relevante que a morte de UMA criança que seja à fome?!

Critérios esquisitos e difíceis de compreender.

03 maio 2011

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Hoje, 3 de Maio, celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Transcrevo, antecipadamente, um extracto do meu artigo a publicar na edição de amanhã do Diário de Aveiro:
"Hoje é tema corrente de discussão, aos mais diversos níveis, o presente e o futuro da Comunicação Social, nomeadamente na sua liberdade e na sua isenção. Vários são os contextos e realidades que se apontam: o impacto das novas tecnologias e dos novos suportes de comunicação e informação; a concentração da propriedade dos órgãos de comunicação social; o poder absoluto dos principais grupos económicos que controlam os meios e que exercem constantes pressões nas suas estruturas editoriais; a degradação das condições de trabalho dos jornalistas, nomeadamente, dos estagiários; a confusão entre legítimo interesse público e o interesse do público, no que respeita ao direito de informar e ser informado.
Neste período conturbado da realidade política em Portugal, bom seria que a Comunicação Social conseguisse reaver o seu papel e estatuto de formação de opinião e de veículo de uma informação verdadeira, clara, concisa e plural, assente no princípio fundamental da liberdade de expressão e de informação."

Por outro lado, parece-me oportuna a leitura deste textos:
Mensagem do Sindicato dos Jornalistas - 3 de maio: dia mundal da liberdade de imprensa
Jornalista Fernanda Câncio a propósito do papel do jornalista : jornalismo de paparazzi
Jornalista Ana Catarina Santos sobre o "caso" Fórum TSF com José Sócrates: o "caso" TSF

30 abril 2011

A Mensagem e o Mensageiro...

(podia também ser o meu espaço "A Ler os Outros...")
A TSF realizou, no dia 28 de Abril, o seu Fórum com a presença de José Sócrates.
As reacções foram intempestivas, extemporâneas e acusatórias quanto à isenção da TSF.
De tal forma que a Jornalista Ana Catarina Santos da TSF, que eu prezo e admiro, teve a sua própria reacção de descontentamento pela forma como a "sua" rádio estava a ser atacada: O "caso" TSF

Não pretendo estar a "esmiuçar" o texto da Ana Catarina até porque, no essencial, concordo inteiramente com o que ela escreveu. Apesar de eu achar que, hoje, os órgãos de comunicação social têm muito pouco de isenção, sofrem inúmeras pressões, estão muito vulneráveis e perfeitamente à mercê dos grupos económicos que os tutelam (ou o governo, no caso da RTP). Refiro-me a questões editoriais e não ao desempenho dos seus profissionais. E de facto, o Fórum TSF de 28.04.2011 não foi um Fórum TSF normal, em todos os seus aspectos.

Mas à parte disso, o que me importa referir e comentar, vem no seguimento do que aqui referi em relação ao que se perspectiva nas próximas eleições legislativas de 5 de Junho.
A questão é preocupante, principalmente para quem não espera uma reeleição de José Sócrates à frente da governação do país. Mas a verdade, como referi, é que "não se ganham eleições apenas com o desgaste do governo ou com a insatisfação do eleitorado". Ganham-se eleições não cometendo erros (ou cometendo o menor número de erros possíveis). Ganham-se eleições apresentando-se propostas concretas, alternativas, decisivas.
E ganham-se eleições com uma máquina comunicacional bem estruturada, bem montada, perspicaz e atenta a todos os pormenores. E isto nada tem de subversivo... é, tão simplesmente, marketing político.
É tão simplesmente os novos processos de comunicação política, nos dias de hoje.
E foi isso que, em grande parte, aconteceu no dia 28 de Abril de 2011.
A máquina política (mais que oleada) do Partido Socialista... infelizmente, sem resposta do lado social-democrata!

29 abril 2011

A ler os outros...

Hoje foi dia do mundo ficar suspenso por uma causa Real (para não usar a terminologia Nobre que pode ser mal interpretada).
E ficou suspenso como se não houvesse amanhã, principalmente como se não houvesse amanhã no jornalismo/comunicação social.
Entre o acompanhamento nos diversos órgãos/meios e nas (óbvias) redes sociais houve de tudo. Até que, terminado o "showbizz", foi altura de cair na real.

Entre concordâncias e discordâncias, não podia estar mais de acordo com o que a Jornalista Fernanda Câncio aqui escreveu e o que muito apoiei, no twitter, nas opiniões do Jornalista Carlos Vargas.

Informação NÃO é programação.

22 fevereiro 2011

Tiros nos pés...

Ou opções que descredibilizam e mancham o jornalismo.
Nem tudo vale na informação e a informação não se pode valer de tudo. Por uma questão ética, deontológica e de princípio.
Se o direito de informar é um direito fundamental, nem tudo se resume ao princípio do bem e do interesse públicos. Por outro lado, há outros direitos fundamentais que se sobrepõe a esta desmedida ânsia informativa sem critério e sem rigor.
O Correio da Manhã (e depois a TVI) não estiveram nada bem na divulgação do vídeio e dos fotogramas do "caso do homicídio em Oliveira do Bairro".
Pela primeira vez tenho que concordar: a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação) agiu bem... o pior são sempre os resultados e as conclusões. (fonte: Público online).

17 fevereiro 2011

Aniversário. 60 velas!

O Jornal da Bairrada (região de Aveiro), faz hoje 60 anos.

Foi vencendo as adversidades da sustentabilidade da comunicação social, principalmente num sector difícil como é a o da comunicação social regional e o seu papel.
Mas foi ganhando batalhas e a guerra... e apesar dos 60 anos não se afigura o fantasma da Reforma.

Parabéns... a toda a equipa e, em particular, um abraço ao meu amigo António Granjeia.

21 dezembro 2010

Prenda Digital...

Uma excelente prenda de Natal via Jornal de Negócios.
A pedido de muitas famílias, a versão digital da edição de hoje do Jornal de Negócios em epaper.
Antevisão de 2011: as respostas às interrogações que inquietam os cidadãos.


17 dezembro 2010

O Jornalismo: Hoje - Amanhã!

O Observatório de Comunicação lançou um estudo/relatório sobre o Jornalismo e os Jornalistas. Uma análise e reflexão sobre o papel e o futuro dos jornalismos e da comunicação social.
Acresce ainda uma referência para o Jornalismo do Cidadão ("Citizen Journalism").
A informação que sustenta o estudo é baseada num inquérito dirigido a jornalistas da imprensa, rádio e televisão: RTP, Impresa, Media Capital, Cofina, Controlinveste, Renascença, Público e "i".
Segundo os autores do estudo (Tiago Lima - Gustavo Cardoso - Rita Espanha), este pretende transmitir a "percepção dos valores, práticas e atitudes que caracterizam o momento actual da profissão", perspectivando o futuro.

01 dezembro 2010

Finalmente... o Natal chegou a 1 de Dezembro

Depois de uma sugestão de petição, depois de uma ("longa") espera ansiosa...
uma prenda antecipada nesta (já) quadra natalícia.
TVI 24 no canal 8 da Cabovisão.
yesssssssssssssss.... ATÉ QUE ENFIM!!!!

06 setembro 2010

Mais um tiro no pé...

ou se quisermos... mais um passo para o abismo!
Há expressões tradicionais, regionalismo, ditos populares, que, face aos acontecimentos recentes, se tornam realidades linguísticas muito pertinentes: "quem quer ser respeitado, deve respeitar"; "os actos (ou as palavras) ficam com quem os pratica"; "sacudir a água do capote"; "lágrimas de crocodilo"; ... e por aí fora.

Mas acima de tudo quando queremos ser credíveis, quando queremos que acreditem na nossa sinceridade ou na nossa causa, as palavras que proferimos e os actos que praticamos têm um impacto extremamente significativo nas pessoas (nos outros).
Podemos fazer muitas conferências de imprensa, revelar o que consideramos a verdade (pelo menos a nossa), mas tudo se manifesta e acaba por ruir quando a argumentação ou fundamentação que usamos apenas se baseia na delação, no denegrir a personalidade alheia, na banal acusação.

Tal como aconteceu na sexta-feira passada, ainda antes da sentença ser conhecida, o cidadão Carlos Cruz expressava-se, desta forma, em relação a uma das vítimas e testemunhas do processo, precisamente a que o acusou:

É claro que isto não passa de mais uma 'acabala' jornalística da mediatização do caso que não é da Casa Pia, mas sim de Carlos Cruz... malditos jornalistas e comunicação social.

04 setembro 2010

As trevas...

Enquanto alguns têm receio que a justiça se tenha transformado num "mundo assombrado", principalmente quando lhes é desfavorável (não importa se justa ou não), para mim, as verdadeiras trevas correspondem a um mundo e a sociedades cada vez menos livres, menos pluralistas, com menos direito à informação, consequentemente com menos liberdade de expressão. Ou indo mais longe... com menos LIBERDADES!

Jornalista bielorrusso da oposição encontrado enforcado (fonte: SIC on-line)

18 agosto 2010

Destaque da Imprensa de hoje

O "jornal I" apresenta, na sua edição de hoje (18.08.2010) uma excelente entrevista a José Manuel Fernandes, ex-diretor do jornal Público.

08 julho 2010

Os novos ventos! Melhor Futuro?

O Rádio Clube Português encerra portas no próximo domingo.
A história da rádio e da própria comunicação social não resistiu aos novos tempos e realidades comunicacionais.
Mas será este o melhor futuro da comunicação?!
Será consistente a nova realidade?!

Mais um desmoronar da escola do jornalismo nacional... 79 anos "por água abaixo"!

04 julho 2010

O País e o Mundo - hoje.

Como são escassas as notícias, não há nada de relevante nem de preocupante no país ou no mundo...
E como procurar informação custa...

Eis as notícias mais importantes no dia de hoje - 2 de Julho de 2010:

1 - Cristiano Ronaldo comunicou que foi pai recentemente (via facebook).

2 - Fátima Lopes abandona a SIC.

3 - João Moutinho troca Sporting pelo Porto, por 11 milhões de euros.

Assim vai o País e o Mundo.

06 maio 2010

Liberdade de Imprensa

Publicado na edição de hoje, dia 6 de Maio, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia!
Liberdade de Imprensa

Esta semana, mais precisamente na passada segunda-feira, foi assinalado o Dia Internacional (ou mundial) da Liberdade de Imprensa.
E não foi na Comissão de Inquérito Parlamentar do caso TVI… Não!
Foi mesmo no mundo inteiro… em Aveiro também!
A Casa Municipal da Juventude juntou alunos da Escola Profissional de Aveiro e teve a amabilidade de me convidar a juntar-me “à conversa” com os amigos José Carlos Maximino e Ivan Silva.
E a conversa, como não poderia deixar de ser, centrou-se no jornalismo, na comunicação, nas liberdades… E com apontamentos interessantes (assim como interessante foi verificar o “trabalho de casa” dos jovens presentes).
A curiosidade dos alunos foi dirigida para as temáticas das redes sociais e do seu papel nos processos de comunicação (por exemplo, nas autarquias), do jornalismo ‘tradicional’ e das plataformas digitais (os novos paradigmas dos órgãos de comunicação e dos seus profissionais), o caso TVI e as pressões sobre a comunicação social (por razões óbvias), a ‘convivência’ entre jornais pagos e jornais gratuitos, a verdade da informação e os limites informativos, a sustentabilidade e a concentração dos meios, e questões deontológicas e éticas.
Foram mais de duas horas de interessantes (e espero que importantes e proveitosas) troca de ideias, conceitos e visões sobre a comunicação social.
Do ponto de vista meramente pessoal e não querendo minimizar ou relativizar qualquer das questões colocadas, um dos temas abordados que merece especial destaque é o da isenção e imparcialidade dos órgãos de comunicação social. Até porque é tema usual na comparação entre a tradição informativa anglo-saxónica e a europeia.
A verdade é que temos, no nosso jornalismo, uma aparente imagem de isenção e imparcialidade (mas que, na prática, se fica pelo campo dos princípios) e que apenas disfarçam e escondem alinhamentos e facilitam o aparecimento de casos e a desconfiança nos cidadãos.
Não me parecem ser incompatíveis o rigor e a verdade com a parcialidade ou com a clarificação de posicionamento editorial. É preferível que o leitor/ouvinte perceba com transparência que o que lê ou ouve tem uma conexão politico-ideológica do que disfarçar as opções tomadas. Até porque dessa forma torna o cidadão mais livre e consciente nas suas opções e análises críticas.
Infelizmente, Portugal não tem esta realidade, como a que sustenta a “escola” anglo-saxónica e os seus princípios.
Ao contrário, os órgãos de comunicação social anglo-saxónicos assumem opções políticas, por exemplo, eleitorais, através de posições editoriais tornadas claras e públicas, o que permite ao cidadão uma maior liberdade de opinião e de escolha.
É o caso recente da campanha eleitoral britânica, como foi o caso das últimas eleições presidenciais norte-americanas.
Com os jornais, como exemplo, a declararem editorialmente o seu apoio ao candidato A, B ou C.
E com isto é possível haver rigor e verdade na informação, é possível separar o acto jornalístico (ético e deontológico) do posicionamento editorial.
A parcialidade, a definição e o tornar público da opção ideológica não tornam o órgão de comunicação social menos credível. E tornam a informação mais honesta.
O Washington Post ou o New York Times não deixam de ser referências jornalísticas nos Estados Unidos pelo facto de tornarem públicas as suas orientações editoriais.
Não seria um excelente contributo para a Liberdade de Imprensa mudar esta realidade?!

03 maio 2010

Hoje é dia...


Comemora-se hoje o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.
Por todos os jornalistas amordaçados.
Por todos os que morreram em serviço.
Contra toda a censura...

Hoje foi dia de falar para 60 jovens, juntamente com dois amigos e companheiros: José Carlos Maximino e Ivan Silva.
A Casa Municipal da Juventude lembrou a data com uma "Conversa Informal": falou-se de comunicação social, de redes sociais, de novos formatos de informação, de ética e deontologia, de jornais, de gabinetes de imprensa. Foi "À Conversa com a... Imprensa".
Muito bom... 3 horas de conversa.

Para a data fica o registo da mensagem do Sindicato dos Jornalistas: ler aqui.

28 abril 2010

Investimentos

Portugal projecta investimentos megalómanos, onde não se cuidam minimamente os dinheiros públicos (cada vez mais raros).
Definem-se projectos desajustados, desarticulados...
Cuida-se muito mal da nossa identidade, da nossa história e da nossa cultura. Como se o passado não fosse mais do que isso mesmo: "passado".
O Estado/Governo deveria ter a "obrigação moral" de tratar da sua história...
Os arquivos histórico e fotográfico e diversos bens do jornal 'O Primeiro de Janeiro' foram postos à venda no início do mês de Abril, mas sem qualquer proposta apresentada.
Um espólio valiosíssimo de um jornal com história, com credibilidade e prestígio.

Fonte: Jornal Notícias