“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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23 fevereiro 2012

Hoje o dia foi assim...

"A Morte saiu à rua num dia assim..."
25 anos de Zeca Afonso. Ou melhor... 25 anos após a "morte" de Zeca Afonso.


Nascido em Aveiro, na Freguesia da Glória, a 2 de Agosto a 1929, em boa hora a TSF se lembrou de recordar os 25 anos da sua morte, também na cidade de Aveiro: "Reviver José Afonso: em Aveiro, Jorge Cruz canta Zeca Afonso".



Fonte:TSF

25 novembro 2011

Hoje é dia... Contra!

25 de Abril de 1974 - A Liberdade
Por um processo revolucionário que teve na sua essência o descontentamento no seio das Forças Armadas (após a madrugada de 24 de Abril aproveitado para a vertente política), o movimento militar permitiu a instauração da Liberdade em Portugal após 41 anos ditatoriais (Salazar e Marcelo Caetano).

25 de Novembro de 1975 - A Democracia
Após um Verão de 1975 extremamente "quente" e agitado (onde se incluiram as primeiras eleições após o derrube do regime) a Democracia é inplementada, de novo com a ajuda da "contra-revolução" militar.
Um "novo" 25 de Abril...

Para memória...
- O 25 de Novembro de 1975 (revista militar)




04 maio 2011

Semana das Liberdades...

Publicado na edição de hoje, 04.05.2011, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Semana das Liberdades!

Não me refiro ao 25 de Abril de 74, pese embora a sua importância na promoção e no alcance da liberdade.
Mas os últimos dias estão, claramente, marcados por três momentos determinantes no que respeita ao conceito de liberdade(s).
No dia 28 de Abril, José Sócrates foi o convidado do Fórum da TSF. Nada fora da normalidade se o Fórum não tivesse sido totalmente manipulado pela organização do Partido Socialista, desvirtuado na sua normal estrutura e não tivesse gerado uma onda de contestação de muitos ouvintes daquela estação de rádio. Criticas que, por outro lado, geraram descontentamento em alguns profissionais da TSF que se sentiram lesados no seu brio e deontologia profissionais (como expressou, e bem, a jornalista Ana Catarina Santos no seu blogue).
É notório que a máquina da estrutura socialista e o seu marketing político tem uma capacidade comunicacional muito forte e assiste, ao minuto, a agenda política do partido, antecipando e precavendo as críticas da oposição ou o descontentamento dos cidadãos. Esta é uma arma eleitoral que tem conseguido colocar o PS muito acima do que seria expectável face à realidade do país e da governação dos últimos seis anos.
Por outro lado, vem o caso a propósito da comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado na passada terça-feira, dia 3 de Maio.
Hoje é tema corrente de discussão, aos mais diversos níveis, o presente e o futuro da Comunicação Social, nomeadamente na sua liberdade e na sua isenção. Vários são os contextos e realidades que se apontam: o impacto das novas tecnologias e dos novos suportes de comunicação e informação; a concentração da propriedade dos órgãos de comunicação social; o poder absoluto dos principais grupos económicos que controlam os meios e que exercem constantes pressões nas suas estruturas editoriais; a degradação das condições de trabalho dos jornalistas, nomeadamente, dos estagiários; a confusão entre legítimo interesse público e o interesse do público, no que respeita ao direito de informar e ser informado.
Neste período conturbado da realidade política em Portugal, bom seria que a Comunicação Social conseguisse reaver o seu papel e estatuto de formação de opinião e de veículo de uma informação verdadeira, clara, concisa e plural, assente no princípio fundamental da liberdade de expressão e de informação.
Mas o início desta semana seria ainda marcado por um anúncio “bombástico” à escala mundial: a morte de Ossama Bin Laden. Também um facto que muitos relacionaram com liberdade (pelo menos com a referência a um mundo mais seguro).
Por uma questão de princípio e formação, condeno qualquer manifestação de regozijo pela morte de um ser humano, seja quem for (a coerência é algo que faz equilibrar a crítica e olhar o mundo de forma mais clara). As manifestações que se fizeram notar em vários cantos do planeta não são distintas dos que jubilaram com os atentados da Al Qaeda, nomeadamente após os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001.
Mas o Mundo não se pode deixar iludir… não vai haver mais segurança, nem mais liberdade face aos acontecimentos. Pelo contrário, haverá o perigo de represálias, de transformar Bin Laden num mártir e de provocar um fortalecimento das várias e diversas células e grupos terroristas (a Al Qaeda não é um estrutura piramidal mas sim tentacular; acrescentando-se que a organização não morreu com a morte do seu líder: o egípcio Ayman al-Zawahiri, mentor de Bin Laden, cérebro e porta-voz da Al-Qaeda passa a ser o líder do grupo).
Por outro lado, por maior que seja a informação debitada pela administração americana, é evidente que este “anúncio” tem muito mais de obscuro e pouco claro, do que verdadeiro e factual. Aliás, tem muito mais contornos políticos e mediáticos do que o combate ao terrorismo em si mesmo.
Pelo timing e agenda política americana, pelo aproximar das eleições presidenciais nos Estados Unidos, pela perda de popularidade de Barack Obama.
E, essencialmente, porque este anúncio e este acontecimento em nada vão beneficiar o desejável e urgente respeito pela liberdade de expressão e de religião, pelo respeito pelo o outro e pelo pluralismo.
Melhores liberdades se esperam!

25 abril 2009

HOJE!

A 25 de Abril de 1974 - A LIBERDADE

A 25 de Novembro de 1975 - A DEMOCRACIA


Estas duas importantes datas são de TODOS os Portugueses. E não de direito próprio de alguns.
Por elas é possivel estar escrever aqui.

25 novembro 2008

De outro modo...

De outro modo o 25 de Abril não faria sentido.
A verdadeira democracia "soltou-se" há 33 anos: a 25 de Novembro de 1975 (corrigido).


05 julho 2008

Heróis reais

No meio de um mundo em constantes atribulações, desencantos, angústias e decepções, há sempre alguém que nos faz parar para pensar.
Alguém que faz da vida um exemplo de coerência, virtude, coragem, sacrifício, luta e sobrevivência.
Nomes como Martin Lutherking, Ghandi, Anne Frank, Nelson Mandela, Xanana Gusmão, Ramos Horta, Madre Teresa, João Paulo II, Dalai Lama, e muitos outros.
E à lista acresce mais um: Ingrid Betancourt. Finalmente liberta...

25 abril 2008

Em pleno 25 de Abril

Volvidos, claro, os 34 anos do "após".

Curiosa a entrevista ao Expresso de José Alberto Carvalho, director de Informação do canal estatal.

E acresce a curiosidade pela sustentação ao que escrevi, no passado dia 20 de Abril, neste novo "espaço público" de cidadania - "A Censura terminou?".

24 abril 2008

Espaço Público.

Publicado na edição de hoje (24.4.08) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Espaço Público.


Amanhã, registam-se 34 anos volvidos sobre os acontecimentos da madrugada de 25 de Abril de 1974.
À parte os contornos político-ideológicos que envolveram (ou que ainda envolvem) o registo histórico, é inegável um dos fundamentos que sustentaram a “revolução”: a liberdade de expressão (um dos “rostos” da abrangente conquista da “liberdade”).
Mas se a mesma foi conquistada poder-se-á, hoje, falar de um real espaço público e de cidadania?!
A noção deste espaço público, por exemplo no conceito de Habermas ou do filósofo português José Gil, corresponde ao “espaço” onde se formam as opiniões, as decisões políticas e sociais e onde se legitima o exercício do poder. É o espaço do debate e do uso público da argumentação crítica.
Este espaço não existe. Ou considerando-o, perdeu a sua legitimidade, por inércia, “medo”, apatia e indiferença do cidadão.
Esta ausência do exercício do direito de cidadania (de questionar, de confrontar, de propor, de agir consciente e coerentemente) foi ocupada pela passividade e laxismo com que acedemos à informação globalizada dos meios de comunicação social (nomeadamente a televisão).
Incomparavelmente, na sociedade actual, é possível a qualquer indivíduo um acesso quase que incondicional e ilimitado a uma quantidade infinita de informação sobre o mundo. Hoje, lê-se e ouve-se sobre política, ciência, cultura, guerra e fome, economia, educação, trabalho, através da acção dos meios de comunicação de massas.
Mas perdeu-se o sentido de intervenção pública ou da construção de massa crítica.
A óptica principal do conceito de construção social da realidade, é a de que a mesma seria construída, dia a dia, pelas práticas individuais e sociais de cada um, conduzindo a uma permanente redefinição e renegociação das regras, normas, significados e símbolos sociais.
Além disso, a referida ausência do exercício do direito de cidadania foi igualmente transferida para o espaço político-partidário. Só que os cidadãos cansaram-se da política.
Cansaram-se do “hoje é verdade, amanhã é mentira”, da falta de rigor, de medidas sociais e humanistas desajustadas, desestruturadas e longe das necessidades vividas no quotidiano. Cansaram-se dos jogos de poder, da falta de ética, das influências e da corrupção. Mas também, e principalmente, pelo esvaziamento das ideologias, dos princípios, das fronteiras dos valores.
Esta incerteza e indefinição que os partidos conferiram à política e ao seu valor, criou um abismo entre os eleitores e os eleitos, uma oscilação na defesa de posições, de princípios e de ideais que origina uma efectiva displicência e indiferença entre o estar à direita, ao centro ou à esquerda.
Criou um vazio de inscrição social, comunitária, individual e histórica.
E o que é mais relevante nesta realidade é a questão que se prende com a desvalorização (e porque não de novas formas de controlo e de “censura”) da liberdade de expressão, da demissão do exercício do direito à cidadania.
Porquê?! Porque a maioria dos cidadãos, independentemente da inegável quantidade e qualidade de meios (nomeadamente os tecnológicos) de que dispõe para participar, construir e intervir, cada vez se alheia mais do seu papel cívico e reivindicativo e, igualmente, porque na globalização da comunicação e das relações económicas e políticas o ser-se um receptor passivo e que transfere, por comodismo, a sua responsabilidade cívica para outro “espaço público”, serve de “desculpa” à anulação de um desejável actor participativo.
Volvidos 34 anos deitámos para o “lixo” o esforço da conquista fundamental do direito à cidadania.
À boa maneira portuguesa, marcamos a história para, logo em seguida, nos sentarmos “à sombra da bananeira”.Assim progride a nação. Assim cresce uma sociedade preocupada.

27 janeiro 2008