“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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22 agosto 2010

à descoberta de Aveiro...

Porque esta é a melhor cidade e região do mundo (e arredores), o "Debaixo dos Arcos" abre um espaço onde são divulgadas referências ao património natural, histórico e cultural de Aveiro, à sua história e gentes.
"Olhares... sobre Aveiro"!

01 dezembro 2008

Erros da História!

1 de Dezembro do ano de 1640. Fim da Guerra Filipina e a Restauração da Independência.









foto originária de "A Biblioteca do Jacinto".

A Hitória também comete erros que o tempo não restaura.

04 novembro 2007

Ilustres Aveirenses...

Praticamente a dois anos de se comemorar o 2º centenário ou bi-centenário do nascimento de José Estêvão, recordamos hoje a sua morte (4.11.1862).
E recordamos também o seu papel pela política, na maioria dos casos, pela independência, pela frontalidade e pela verdade. Sem esquecer a sua importância e papel preponderante no desenvolvimento da região de Aveiro.
A sua acção parlamentar foi pugnada por um conjunto de projectos de interesse para a zona de Aveiro, com destaque para a construção de um novo edifício para o liceu, a passagem por esta cidade da linha férrea que ligaria Lisboa ao Porto, a dragagem da barra e as obras de melhoramento portuário e iluminação da costa.
Para além das suas habituais tarefas políticas, José Estêvão privilegiou a Confederação Maçónica Portuguesa, da qual foi eleito Grão-Mestre, por influência das tradições maçónicas na família, já que seu pai pertencera à loja que em 1823 funcionava na Quinta dos Santos Mártires, em Aveiro.
Entre 1861 e 1862 José Estêvão está ainda envolvido na fundação, em Aveiro, de um asilo para a infância desvalida, o que faz com meios financeiros da Maçonaria. Com tal actividade pretendeu demonstrar que a “filantropia liberal” podia ser tão activa e operante como a caridade religiosa.
Quando a 4 de Novembro de 1862, um acidente vascular cerebral lhe veio ceifar a vida aos 53 anos de idade, já tinha proferido cerca de 1500 intervenções parlamentares e era uma das figuras mais conhecidas da política portuguesa e símbolo da história de Aveiro.

01 novembro 2007

Em 1755...

Há 252 anos a terra tremia em Portugal.
Lisboa era desvastada pelo sismo, pelo tsunami e pelo fogo, bem como uma grande parte do Litoral Algarvio.
Embora seja sempre de recordar as cerca de 90 mil pessoas que morreram, há no "day after" da catástrofe algumas curiosidades relevantes:
1. A destruição de um património arquitectónico e cultural incalculávele que não foi recuperado.
2. O surgimento da visão científica do acontecimento, com os primeiros estudos de sismologia.
3. A visão de planeamento urbanístico de Marquês de Pombal.
4. A repercursão política - social e religiosa no pós sismo: a consolidação do Absolutismo, a tentativa de regicídio (processo dos Távoras).

Mas esta que é igualmente relatada no Correio da Manhã e que ilustra quão interessante é a relação afectiva dos espanhóis por nós. O agradecimento divino pelo facto da catástrofe ter sobrado para os pobrezinhos do lado de cá da fronteira.

06 outubro 2007

Aveiro na rota da Liberdade!

Assinala-se hoje o cinquentenário do I Congresso Republicano, que a 6 de Outubro de 1957 (47 anos após a implantação da República) reuniu em Aveiro a oposição ao regime do Estado Novo, tendo como alguns dos seus principais protagonistas Dr. Mário Sacramento - Dr. Vale de Guimarães (Governador Civil) - Dr. Costa e Melo - Dr. Manuel das Neves e o Arcebispo de Aveiro D. João Evangelista da Lima Vidal.
Pela defesa do ideal da liberdade, "marca" política e social da história da cidade, Aveiro, há 50 anos atrás, tinha efectivamente o que o tempo, o comodismo e o conformismo foi-se encarregando de, cruelmente, "aniquilar": PESO POLÍTICO e POSIÇÃO DE RELEVO na estratégia do país.
Hoje... resta-nos a memória.

05 outubro 2007

5 de Outubro de 1910

I República - queda do regime monárquico.
A história revela-nos que as mudnaças sociais e políticas ocorreram sempre sustentadas por processos revolucionários: I República - "II República" (28 de Maio de 1926) que deu origem a um dos períodos mais controversos e polémicos da nossa história, O Estado Novo e o 25 de Abril de 1974 (provavelmente a III República).
Foi assim que uma varanda da câmara de lisboa teve o seu apogeu histórico e simbólico a 5 de Outubro de 1910, quando foi implantada a República (a tal I República), encerrando-se um ciclo de 7 séculos de Reis, Rainhas, Principes e Princesas e de muitos contos de fadas.
De tal facto histórico, social e político surgiram nomes como os de Teófilo Braga, Manuel Arriaga, Benardino Machado e Sidónio Pais, entre muitos outros.
E surgiu também um país onde reina a corrupção, a "cunha" e o favorecimento pessoal, a crise económica, a crise de valores, o mau trato das crianças (de novo Casa Pia, para ler no "Sol"), o desemprego, a crise na educação e na saúde.
É caso para dizer que, mesmo com o fim da Monarquia, "O Rei vai nú".

25 junho 2007

Historiedades infelizes

Há factos que são históricos e que fazem parte do património cultural português.
No entanto, há, igualmente, realidades sociais, políticas e culturais actuais que "teimam" em negar e contrariar tal património.
Isto lembrou-me a minha amiga cegonha "Matilde".
Pelos vistos ontem teve um daqueles domingos sociais. No chá das cinco, uma das suas amigas (monárquica de sete penas) fez questão de lembrar a data histórica de ontem: 24 de Junho de 1128 - Batalha de S.Mamede.
A Batalha de São Mamede foi uma guerra travada entre Dom Afonso Henriques e as tropas de sua mãe, D. Teresa e do conde galego Fernão Peres de Trava, que se tentavam apoderar do governo do Condado Portucalense. As duas facções confrontaram-se no campo de São Mamede, perto de Guimarães.
Com a derrota, D. Teresa e Fernão Peres abandonaram o governo condal, que ficaria assim nas mãos do infante, futuro primeiro Rei de Portugal. D. Teresa desistia assim das ambições de ser senhora de toda a Galiza.
Resumindo, começou desta forma a nossa desgraça nacional.

01 dezembro 2006

O restaurador

1 de Dezembro de 1640. Mais para o mal do que para o bem, Portugal libertava-se da sua ligação a Espanha, retomando a sua condição de nação/reino independente.
D. João IV ascendia ao lugar de Rei de Portugal.
Seria por ele que Nossa Senhora da Conceição era proclamada padroeira de Portugal.
Seria no seu reinado que surgiria a mais velha aliança do mundo: Portugal - Inglaterra.

05 outubro 2006

Nacionalidade - Monarquia - República

Zamora - 5 de Outubro de 1143
O Tratado de Zamora. Reconhecimento da soberania portuguesa (confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179) e confirmação do título de Rei de Portugal a D. Afonso Henriques.
Assim nascia PORTUGAL, pela mão monárquica.
Porque será que teimosamente esquecemos a data do nosso nascimento?!

A 3 de Outubro de 1910 estalou a revolta republicana que já se avizinhava no contexto da instabilidade política e do descrédito da monarquia.
A 5 de Outubro o Governo rendia-se, os republicanos proclamavam a República e D. Manuel II era exilado. Terminava o reinado monárquico, sem que isso signifique acabar com um infimo sentimento afectivo pela coroa e pela realeza.
No entanto, mudava o regime, mas continuava a instabilidade social, a corrupção (que vigora até hoje), a crise política provocada por quase 50 anos ditaturiais.

07 setembro 2006

Terras de Santa Cruz

A 9 de Setembro de 1822 - o Grito do Ipiranga e a Independência do Brasil.
D. Pedro I - Proclamado Imperador. "Independência ou Morte".


Hoje, corrupção ou mudança.

20 julho 2006

Ao luar...

20 de Julho de 1969.
Mar da Tranquilidade - Solo lunar.
"Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade" - Neil Armstrong.
O impossível aconteceu.
A humanidade é que não deu esse salto gigante...
Pelo contrário. Ao que hoje se assiste, deu foi uma grande cambalhota.

23 junho 2006

Bandeirismo...

Recentemente foi polemicamente instaurada a guerra à bandeira publicitária.
Constitucionalmente, a bandeira nacional (adoptada pela implementação a República a 5 de Outubro em 1910) é um dos símbolos – a par do hino, representativos da soberania nacional.
Mas este facto, em si, que significado tem?!
Entre 1974 e 2004, que impacto e significado teve a bandeira portuguesa no sentimento nacional e patriotismo dos portugueses?!
Para além de “enfeitar” edifícios públicos, o Palácio de Belém, a Assembleia da República e a frente do carro presidencial, que simbologia e referência é para cada um dos portugueses?!
Goste-se ou não, o futebol e, concretamente, o Euro 2004 restituiriam uma forte ligação emotiva e simbólica com a bandeira nacional o patriotismo e a essência do colectivismo.
Se assim foi, se isso representou um reencontro dos portugueses com os seus símbolos e o seu colectivismo nacional, porquê tornar a criar um distanciamento absurdo entre o “sagrado simbolismo” e o povo por ele representado?!
Se, por exemplo através do desporto, se consegue criar esta empatia entre o ser-se português e a vontade de o exprimir através do hino e da bandeira, que constrangimento patriótico poderá existir se a bandeira tem ou não publicidade?!
Torna-a menos portuguesa?! Denegride o país?! É ofensivo?!
As referências expressas não são nacionais?!
Porque é que será menos digno a divulgação de um produto ou marca portuguesas através da bandeira nacional e não o é a colectânea de assinaturas dos jogadores de futebol no mesmo símbolo?!
A expressividade patriótica não deveria ser “retida” e “amordaçada” por um constitucionalismo desenraizada do sentimento das pessoas.
Ser português também é isto: ser livre na expressão emotiva dos seus símbolos.

Actualização (comentário tornado mais visível em jeito de esclarecimento)

Caro Amigos
Permitam-me uma pequena reflexão para esclarecimento. Não sou contra a publicidade na bandeira, como também não sou a favor.
Neste caso a minha posição é claramente um Nim, ou, nem sim nem não, antes pelo contrário. Se a bandeira tem num canto inferior o nome de um jornal, de um hipermercado ou supermercado do bairro, ou se diz "Amo-te Portugal" ou se vem assinada pelos jogadores da selecção, não me parece que isso denegrida a sua imagem, que desprestigie a nação ou a nossa soberania.
O que temos é muito mau hábito de generalizar, banalizar e dos excessos.
A questão para mim passa por outro lado. É ou não verdade que os portugueses (aqui e lá fora) assumiram muito mais o seu símbolo nacional, criando com ele um melhor relacionamento e empatia?!
É ou não verdade que face a esta onda (no caso concreto relacionada com o futebol, mas poderia muito bem ser por outra razão nacional), uma grande maioria de casas e portugueses tem guardada uma bandeira pronta a usar numa qualquer causa nacional?!
Esta é para mim a melhor razão.
Em 30 anos de democracia, digam-me, antes do Euro 2004, em quê e onde é que os portugueses assumiram um patriotismo tão forte e uma ligação à bandeira e ao hino tão emotiva?!
Quantas crianças de muita tenra idade (e dou o exemplo da minha filhota) cantaram o hino nacional, antes de 2004?!
E isto não me parece vulgarização, mas sim compromisso nacional.
Pena é que esta reacção relacionada cm a publicidade na bandeira, não tenha sido levada a cabo, com a venda no comércio chinês, de tantas bandeiras adulteradas nos castelos, nas quinas, etc.
Cumprimentos patrióticos

12 junho 2006

Feriados

Ainda há pouco tempo se abordava na blogoesfera aveirense a questão dos feriados e das suas comemorações.
Este ano, nem dei pelo famoso 10 de Junho.
Aliás, só dou por ele quando se junta ao fim-de-semana ou dá para uma pontezita (que, por acaso, até nem tenho por hábito fazer - acreditem).
Reza a denominação: 10 de Junho - Camões, Dia de Portugal e das Comunidades!
Ora Camões é passado, mesmo que histórico e já poucos se "deliciam" com tais armas e barões assinalados. E a ocidental praia continua desconhecida.
Portugal passado é, para muitos, história e o futuro, para quase todos, uma imagem muito cinzenta! Ou seja, comemorar o quê?!
As comunidades são ainda o estigma de um passado colonialista e uma realidade cultural e social muito pouco defendida e preservada. Basta ver o impacto (ou a falta dele) da entidade PALOP, da sempre controversa relação de irmandade com o Brasil, já para não falar do longínquo Macau, Goa e Timor.
Aliás, 10 de Junho foi ontem... no dia 11. Na Alemanha.
Aqui foi o verdadeiro dia de Portugal e das Comunidades.

01 maio 2006

Maio - dia primeiro

Foi há 120 anos…
Chicago não era só uma realidade cultural e musical. Transportava para o mundo, a realidade laboral.
Da reivindicação das 8:00 de trabalho diário, para a celebração internacional de um dia cheio de “chavões”, demagogias e cada vez mais um simples feriado histórico.
O dia dos sindicalismo cada vez mais partidário e menos abrangente para trabalhadores.

A realidade do dia-a-dia mostra-nos cada vez mais desemprego, códigos do trabalho irreais, irracionalidade e falta de flexibilidade de funções, de actividades, de objectivos das empresas e seus colaboradores.
“Do justo pelo pecador”!
Salários abaixo da média europeia…
Trabalho infantil por combater…
Iletracia na maioria da população e uma excessiva média de abandono escolar…
Empresas a fechar, quase que diariamente, criando uma realidade familiar e social, muito aquém do “propagandex” governamental.
Um país assimétrico, cada vez mais "litoralizado" e desertificado no seu interior.
Portugal tem graves problemas na saúde, na segurança social, na educação, na justiça e na economia.
Interessante a edição deste fim-de-semana do Expresso, que retrata na sua revista o espelho de uma classe média (onde me incluo - 1500 €/mês) cada vez mais frustrada, sem recursos, a lutar pela sua sobrevivência mensal e responsável por manter um país vivo e a “mexer”.

Este é o 1º de Maio de 2006.
Com muito “choque tecnológico”, sem muito choque social, económico e cultural.
Em vez de gestão do país… vamos tendo uma congestão governativa!

19 abril 2006

In Memorium...

Há precisamente 500 anos, durante o reinado de Rei Manuel I, Portugal vivia uma página bem negra da sua história politico-religiosa: cerca de 4000 judeus (homens, mulheres e crianças) foram, pura e simplesmente, "limpos", durante 3 dias.
Este marco tornar-se-ia no maior genocídio da história lusa.


Há 33 anos - 19 de Abril de 1973, um ano antes da restauração da democracia em Portugal, a Acção Socialista Portuguesa, fundava, numa cidade alemã, o Partido Socialista.
Democraticamente... parabéns.


Há um ano, sem grande especulação e estupefacção, o conclave do vaticano, após 4 eleições, elegia como Papa sucessor de João Paulo II, o Cardeal alemão Joseph Ratzinger, que escolheu como nome Bento XVI.


Precisamente hoje, a novela Parque Mayer foi substituída pelo Parque das Nações. De parque para parque, o casino de lisboa foi finalmente inaugurado.

E entre as memórias e a vida real, vamos cantando e rindo (cada vez menos) com a subida do custo de vida, da despesa pública, das taxas de juro e do petróleo.

A vida... portanto!

15 março 2006

História das Conquistas

Quase todos nós nos lembramos das nossas primeira referências históricas.
O primeiro Rei de Portugal...
O condado portucalense...
O berço da nação...
D. Afonso Henriques...
A conquista de Lisboa...
Hoje... voltou a reescrever-se a história!
Guimarães conquistou Lisboa.

Estou melhor da azia... Obrigado!