Recentemente foi polemicamente instaurada a guerra à bandeira publicitária.
Constitucionalmente, a bandeira nacional (adoptada pela implementação a República a 5 de Outubro em 1910) é um dos símbolos – a par do hino, representativos da soberania nacional.
Mas este facto, em si, que significado tem?!
Entre 1974 e 2004, que impacto e significado teve a bandeira portuguesa no sentimento nacional e patriotismo dos portugueses?!
Para além de “enfeitar” edifícios públicos, o Palácio de Belém, a Assembleia da República e a frente do carro presidencial, que simbologia e referência é para cada um dos portugueses?!
Goste-se ou não, o futebol e, concretamente, o Euro 2004 restituiriam uma forte ligação emotiva e simbólica com a bandeira nacional o patriotismo e a essência do colectivismo.
Se assim foi, se isso representou um reencontro dos portugueses com os seus símbolos e o seu colectivismo nacional, porquê tornar a criar um distanciamento absurdo entre o “sagrado simbolismo” e o povo por ele representado?!
Se, por exemplo através do desporto, se consegue criar esta empatia entre o ser-se português e a vontade de o exprimir através do hino e da bandeira, que constrangimento patriótico poderá existir se a bandeira tem ou não publicidade?!
Torna-a menos portuguesa?! Denegride o país?! É ofensivo?!
As referências expressas não são nacionais?!
Porque é que será menos digno a divulgação de um produto ou marca portuguesas através da bandeira nacional e não o é a colectânea de assinaturas dos jogadores de futebol no mesmo símbolo?!
A expressividade patriótica não deveria ser “retida” e “amordaçada” por um constitucionalismo desenraizada do sentimento das pessoas.
Ser português também é isto: ser livre na expressão emotiva dos seus símbolos.
Actualização (comentário tornado mais visível em jeito de esclarecimento)
Caro Amigos
Permitam-me uma pequena reflexão para esclarecimento. Não sou contra a publicidade na bandeira, como também não sou a favor.
Neste caso a minha posição é claramente um Nim, ou, nem sim nem não, antes pelo contrário. Se a bandeira tem num canto inferior o nome de um jornal, de um hipermercado ou supermercado do bairro, ou se diz "Amo-te Portugal" ou se vem assinada pelos jogadores da selecção, não me parece que isso denegrida a sua imagem, que desprestigie a nação ou a nossa soberania.
O que temos é muito mau hábito de generalizar, banalizar e dos excessos.
A questão para mim passa por outro lado. É ou não verdade que os portugueses (aqui e lá fora) assumiram muito mais o seu símbolo nacional, criando com ele um melhor relacionamento e empatia?!
É ou não verdade que face a esta onda (no caso concreto relacionada com o futebol, mas poderia muito bem ser por outra razão nacional), uma grande maioria de casas e portugueses tem guardada uma bandeira pronta a usar numa qualquer causa nacional?!
Esta é para mim a melhor razão.
Em 30 anos de democracia, digam-me, antes do Euro 2004, em quê e onde é que os portugueses assumiram um patriotismo tão forte e uma ligação à bandeira e ao hino tão emotiva?!
Quantas crianças de muita tenra idade (e dou o exemplo da minha filhota) cantaram o hino nacional, antes de 2004?!
E isto não me parece vulgarização, mas sim compromisso nacional.
Pena é que esta reacção relacionada cm a publicidade na bandeira, não tenha sido levada a cabo, com a venda no comércio chinês, de tantas bandeiras adulteradas nos castelos, nas quinas, etc.
Cumprimentos patrióticos
Mas este facto, em si, que significado tem?!
Entre 1974 e 2004, que impacto e significado teve a bandeira portuguesa no sentimento nacional e patriotismo dos portugueses?!
Para além de “enfeitar” edifícios públicos, o Palácio de Belém, a Assembleia da República e a frente do carro presidencial, que simbologia e referência é para cada um dos portugueses?!
Goste-se ou não, o futebol e, concretamente, o Euro 2004 restituiriam uma forte ligação emotiva e simbólica com a bandeira nacional o patriotismo e a essência do colectivismo.
Se assim foi, se isso representou um reencontro dos portugueses com os seus símbolos e o seu colectivismo nacional, porquê tornar a criar um distanciamento absurdo entre o “sagrado simbolismo” e o povo por ele representado?!
Se, por exemplo através do desporto, se consegue criar esta empatia entre o ser-se português e a vontade de o exprimir através do hino e da bandeira, que constrangimento patriótico poderá existir se a bandeira tem ou não publicidade?!
Torna-a menos portuguesa?! Denegride o país?! É ofensivo?!
As referências expressas não são nacionais?!
Porque é que será menos digno a divulgação de um produto ou marca portuguesas através da bandeira nacional e não o é a colectânea de assinaturas dos jogadores de futebol no mesmo símbolo?!
A expressividade patriótica não deveria ser “retida” e “amordaçada” por um constitucionalismo desenraizada do sentimento das pessoas.
Ser português também é isto: ser livre na expressão emotiva dos seus símbolos.
Actualização (comentário tornado mais visível em jeito de esclarecimento)
Caro Amigos
Permitam-me uma pequena reflexão para esclarecimento. Não sou contra a publicidade na bandeira, como também não sou a favor.
Neste caso a minha posição é claramente um Nim, ou, nem sim nem não, antes pelo contrário. Se a bandeira tem num canto inferior o nome de um jornal, de um hipermercado ou supermercado do bairro, ou se diz "Amo-te Portugal" ou se vem assinada pelos jogadores da selecção, não me parece que isso denegrida a sua imagem, que desprestigie a nação ou a nossa soberania.
O que temos é muito mau hábito de generalizar, banalizar e dos excessos.
A questão para mim passa por outro lado. É ou não verdade que os portugueses (aqui e lá fora) assumiram muito mais o seu símbolo nacional, criando com ele um melhor relacionamento e empatia?!
É ou não verdade que face a esta onda (no caso concreto relacionada com o futebol, mas poderia muito bem ser por outra razão nacional), uma grande maioria de casas e portugueses tem guardada uma bandeira pronta a usar numa qualquer causa nacional?!
Esta é para mim a melhor razão.
Em 30 anos de democracia, digam-me, antes do Euro 2004, em quê e onde é que os portugueses assumiram um patriotismo tão forte e uma ligação à bandeira e ao hino tão emotiva?!
Quantas crianças de muita tenra idade (e dou o exemplo da minha filhota) cantaram o hino nacional, antes de 2004?!
E isto não me parece vulgarização, mas sim compromisso nacional.
Pena é que esta reacção relacionada cm a publicidade na bandeira, não tenha sido levada a cabo, com a venda no comércio chinês, de tantas bandeiras adulteradas nos castelos, nas quinas, etc.
Cumprimentos patrióticos
11 comentários:
Estou contigo.
Pé da Salça
Ama Jesus? Admira o Vaticano?
Então compre já batatas MATUTANO!
Bem metida.
Se a pátria pode ser usada para publicidade, a religião também pode!
(já estou a imaginar Nossa Senhora e preservativos... vão vender como pão quente)
Ó Migas, repense lá as suas idéias, ok?!
Sinceramente também não gosto de ver publicidade colada à nossa bandeira.
Um dia destes vemos na vez da esfera o símbolo de um qualquer partido, ou uma qualquer marca de cerveja.
Analisei-me e sinceramente digo não à ideia.
Já viu se alguem se lembra de pôr o papel higiénico com as cores da bandeira?
Não, na bandeira não.
Nisso sejamos bem conservadores.
E mais, nem gosto muito de a ver por aí vulgarizada.
Manias, sei que são, mas que hei-de fazer...
Aos dois anónimos poetas e libertinos.
Não misturem assuntos e muito menos "manipuem" aquilo que foi dito.
Primeiro, não falei de usar a bandeira em publicidade, falei em colocar publicidade na bandeira que são coisas muito diferentes (embora se pense o contrário). Aliás a legislação publicitária acaba por criar algumas ambiguidades nesse aspecto.
Segundo, o uso de publicidade na bandeira é, pela própria lei, aceitável desde que não denegrida a imagem e o país ouponha em causa os princípios nacionais ou de soberania.
Portanto, parem com palhaçadas que nada têm a haver com o assunto.
Caro Terra e Sal
A publicidade não pode obviamente alterar a simbologia nacional.
Em relação ao "papel para o rabinho", quanto pronto-a-vestir, o meu caro não conhece com as cores nacionais?!
E a divulgação da bandeira, a que se refere, que penso ter a haver com a sua "penduração" nas varandas e janelas das casas bem portuguesas, não me parece que seja um acto de desprestígio.
Não poderá ser um acto de nacionalismo e patriotismo?!
Não será, para além do futebol, uma forma de reconhecimento do afect dos portugueses pelo seu país e pela sua bandeira?!
Então, meu caro, mais conservador que eu?!
Deveras supreso.
Um abraço nacional.
Viva Caro Migas:
Essa de colocar publicidade na Bandeira Nacional nem ao "diabo" lembra.
Só mesmo o fervor consumista duma publicidade imunda a isto pôde levar.
Esse Balsemão e o Expresso "borraram" a escrita toda coma esta pseudo-ideia.
É uma ideia de mau gosto e francamente estúpida.
A Bandeira Nacional tem o seu "desenho" nacional e internacionalmente descritos e, que eu saiba, dele não constam outros elementos que não os oficiais pelo que é um aviltamento da simbologia nacional.
Um povo sem símbolos nacionais que respeite não é povo é uma "cambada".
Um abraço,
Olá Miguel,
Aqui concordo inteiramente com o José Alberto. E até mais, se empresas já foram condenadas por uso abusivo da bandeira nacional, não percebo como é que a empresa "Expresso" continua impune!
Coisas... daquelas que têm mesmo de mudar em Portugal!
Um abraço
Caro Amigos
Terra e Sal
José Mostardinha
Susana Barbosa
Permitam-me uma pequena reflexão para esclarecimento.
Não sou contra a publicidade na bandeira, como também não sou a favor. Neste caso a minha posição é claramente um Nim, ou, nem sim nem não, antes pelo contrário.
Se a bandeira tem num canto inferior o nome de um jornal, de um hipermercado ou supermercado do bairro, ou se diz "Amo-te Portugal" ou se vem assinada pelos jogadores da slecção, não me parece que isso denegrida a sua imagem, que desprestigie a nação ou a nossa soberania.
O que temos é muito mau hábito de generalizar, banalizar e dos excessos (não é Mostardinha?!).
A questão para mim passa por outro lado.
É ou não verddae que os portugueses (aqui e lá fora) assumiram muito mais o seu símbolo nacional, criando com ele um melhor relacionamento e empatia?!
É ou não verdade que face a esta onda (no caso concreto relacionada com o futebol, mas poderia muito bem ser por outra razão nacional), uma grande maioria de casas e portugueses tem guardada uma bandeira pronta a usar numa qualquer causa nacional?!
Esta é para mim a melhor razão.
Em 30 anos de democracia, digam-me, antes do Euro 2004, em quê e onde é que os portugueses assumiram um patriotismo tão forte e uma ligação à bandeira e ao hino tão emotiva?!
Quantas crianças de muita tenra idade (e dou o exempo da minha filhota) cantaram o hino nacional, antes de 2004?!
E isto não me parece vulgarização, mas sim compromisso nacional.
Pena é que esta reacção relacionada cm a publicidade na bandeira, não tenha sido levada a cabo, com a venda no comércio chinês, de tantas bandeiras adulteradas nos castelos, nas quinas, etc.
Cumprimentos patrióticos
Não percebo a diferença entre colocar a bandeira em publicidade ou colocar publicidade na bandeira.!!!Perdeu o Norte ou somos parvos??? Quer dizer "made in Portugal???" em qualquer produto mesmo que sejam nas cervejas ou águas de vidago isso costuma lá vir , mas com o verde, vermelho e escudo é que não?? Não tem azul.Por falar nisso o seu amigo azul ganhou mais um prémio dedicado a escrita. Parabens (a ele claro).Olhe que os timorenses nem a sombra da Bandeira calcavam, segundo os escritos.Mais um problema para todos nós.
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