24 dezembro 2011
Boas Festas
18 dezembro 2011
Um Natal mais frio...
21 dezembro 2010
08 dezembro 2010
26 novembro 2010
Um exemplo (dos bons, por sinal).
24 dezembro 2009
Ah! É Natal, claro...
Cheira a Maresia!
Ah! É Natal, claro…
Estamos em véspera do Dia de Natal…
Por muitos e variados que possam ser os temas e as solicitações para expressar conceitos e fundamentos, nesta data, é imperativo falarmos do Natal.
Por outro lado, seriam muitos os clichés e lugares-comuns que se poderiam usar nesta altura: a conceptualização católica ou cristã do Natal, o espírito comercial e consumista, a consciência solidária e humanista, etc.
Mas há um aspecto que ganha especial relevo: as inúmeras campanhas de solidariedade que proliferam nas ruas, nesta altura.
Muitos questionam a “concentração” e o excesso de solicitações numa altura em que os gastos (por vezes excessivos) retiram a disponibilidade e sensibilidade para o contributo financeiro.
Mas esta poderá ser uma “falsa realidade”. Se não, vejamos: no Natal são as prendas para os “sapatinhos”; normalmente, em Março são os folares para afilhados; no verão são os gastos com as férias; e ciclicamente, após o início dos anos lectivos, voltamos ao Natal.
Desta forma, muito dificilmente ou muito raramente, teríamos campanhas de solidariedade e angariação de contributos.
A razão do vasto número de “bancas”, cartazes, publicidades, interpelações em espaços comerciais ou na rua, prende-se com a noção (na maioria dos casos, comprovada) de que, nesta altura, há uma maior disposição dos cidadãos ou de entidades para as questões solidárias. E mesmo em tempos de crise e de dificuldades generalizadas, os portugueses já comprovaram a sua disponibilidade para ajudar os outros e os que mais precisam (como foi espelho a última nacional campanha do Banco Alimentar).
Por outro lado, o que não deixa de ser uma evidente constatação é a quantidade, por vezes incompreensível, de Associações com objectivos e missões praticamente iguais ou muito semelhantes. E isso é que cria alguma apatia e indiferença.
São as Associações dirigidas às crianças, aos idosos, aos cidadãos portadores de deficiência, às ligadas a doenças, aos problemas familiares …
Tal como se percebe a fundamentação da concentração das campanhas em época natalícia, não seria igualmente mais proveitoso para a sociedade e para a resposta solidária dos cidadãos se houvesse uma maior aglomeração de esforços e objectivos e respectiva diminuição do número de associações similares?!
Entendo que a dispersão, nestes casos, não favorece o esforço, o trabalho e compromisso de solidariedade social.
E já agora… A Todos um Feliz NATAL.
22 dezembro 2009
29 dezembro 2008
Que Natal?!
Publicado na edição de sexta-feira, dia 26.12.2008, do Diário de Aveiro.
Sais Minerais
Que Natal?!
Por mais que queiramos contornar a realidade e não usar “clichés” totalmente desgastados, é certo que a chegada do Natal é marcante no calendário anual: são as prendas, mesmo em tempos de crise, e a respectiva azáfama comercial; é o simbolismo social e religioso da quadra; é a revelação (mesmo que por conveniência e descargo de consciência) do espírito solidário e comunitário; é a proliferação dos “jantares de natal” (universo escolar, laboral, do grupo de amigos, etc.) e é, igualmente, a altura “ideal” para as campanhas de solidariedade.
Mas é também chegada altura para a reflexão e análise sobre a actividade das diversas organizações não governamentais de intervenção social ou instituições de solidariedade social. É, nesta época, que se registam o maior número de acções desenvolvidas nos mais distintos e diversificados sectores e áreas da sociedade: nas crianças, nos toxicodependentes, nos idosos, nos mais pobres e nos sem-abrigo (como exemplos).
Existe um contexto transversal a todas as instituições de solidariedade social: elas dependem da “boa vontade” dos cidadãos, seja nas contribuições materiais, seja no desafio do voluntariado, para conseguirem alcançar os seus objectivos.
Infelizmente, a individualização da sociedade e do decremento dos valores sociais, cívicos e comunitários produz efeitos e tem repercussões junto das instituições sociais e da sua subsistência., apesar do seu inegável contributo social.
Apesar do seu trabalho ser contínuo ao longo do ano é, neste particular momento do calendário, que as instituições mais solicitam apoios e “exigem” solidariedade.
Se é certo que quem necessita tem as suas carências ao longo de todo o ano, também não deixa de ser um facto que, enquanto a sociedade vive o direito à celebração do Natal (família, amizade, união), há um crescente sentido de comunidade, solidariedade e respeito por aqueles a quem a vida, por inúmeras razões, os privou de celebrarem condignamente esta quadra.
E não se pense que este é um facto novo, recente, resultado de uma sociedade crescentemente tecnológica e globalizada. Como exemplo, já em 1881 a instituição secular “Albergues Nocturnos do Porto” (ainda em actividade) acolhia pessoas sem recursos a quem fornecia cama e comida, e que preparava (e prepara hoje) uma refeição especial para a noite de Natal.
A diferença é que hoje já são milhares os que adoptaram a rua como habitação, as mais diversas localidades e regiões deste país. A condição de “sem-abrigo” já não separa origens sociais, idades e habilitações profissionais. São cada vez mais os que recorrem às ajudas sociais e que a crise financeira, o desemprego e o desequilíbrio social que se vive e que se perspectiva agravados em 2009, potenciam. E esta é uma realidade, ou melhor, um drama social que não pode, nem deve ser “escondido”.
Nem que seja para nos fazer recordar o que é o Natal. Ou de outra forma, para quê o Natal?!
Ao sabor da pena… em Dia de Natal!
24 dezembro 2008
23 dezembro 2007
23 dezembro 2006
21 dezembro 2006
Voltou o Natal!
Post-its e Retratos
É claro... voltou o Natal!
Ciclicamente, nesta altura do ano regressamos aos clichés e aos lugares comuns. Regressamos igualmente ao stress financeiro, social e familiar que este tempo consome e que muitos “prozac’s” e “xanac’s” (substituídos ou não pelos genéricos) se encarregarão de sarar.
É Natal…
O que deveria ser uma verdadeira festa, é, para alguns, indiferença, para muitos, um verdadeiro pesadelo e para uma imensidão, uma utopia ou miragem por não o poderem ter.
E o Natal podia ser tão pouco: uma visita, um telefonema, uma carta, um e-mail.
Podia ser algo doado do que sobra e não faz falta, para quem tem tão pouco ou, às vezes, nada.
Podia ser a redescoberta do tempo para os outros: na família, nos amigos, no emprego ou, simplesmente, na rua. No desejo de fazer os outros felizes.
Mas também podia ser o que se oferece. Mesmo que caro e rotulado de consumista. Porque o sentido de dar, da amizade, da fraternidade ou da solidariedade não tem preço, quando a verdadeira vontade de partilhar e fazer o outro feliz é grande.
E na maioria dos casos, não está em causa o valor monetário do que se dá, mas a oportunidade, o significado e a utilidade do que se oferece.
Por mais que se diga que “o Natal é sempre quando o Homem quiser”, a realidade demonstra-nos que Dezembro é Mágico. Torna as pessoas mais abertas, mais emotivas, mas sensíveis. Basta olhar para as mais diversas e inúmeras campanhas de solidariedade que são publicamente anunciadas nesta altura do ano. Sem “rivalidade” nos outros meses. O que, infelizmente, nos leva a concluir que somos cada vez mais fechados, indiferentes, comodistas e isolados nos restantes onze meses do calendário.
A sociedade ao longo dos tempos transformou-se, independentemente se para melhor ou pior. Também o Natal se transformou num misto de convicções religiosas ou pura e simplesmente num laicismo solidário e fraternal.
Mas há uma realidade comum às assimétricas realidades natalícias. E essa mantém-se inalterada ao longo da história: o Natal, entre mil e uma razões e objectivos, é e há-de ser sempre das Crianças.
De todas as crianças.
As vítimas inocentes da guerra no Iraque, na Palestina e em Israel, no Afeganistão, nos Balcãs, no Sudão e em quase todo o continente africano.
As crianças abandonadas em plena rua.
As crianças vítimas de maus tratos físicos, psicológicos e sexuais.
As que trocam, ou se vêem obrigadas a trocar, a escola pela exploração laboral.
As crianças vítimas da criminalidade, da ausência do sentido de família e da exclusão social, por motivos raciais, políticos e religiosos.
As crianças vítimas da inconsciência e irresponsabilidade rodoviária.
As crianças que sofrem o ostracismo por serem portadoras de vários tipos de deficiência.
E as crianças sãs. As saudáveis.
Aquelas que gozam de plena liberdade, carinho e todas as condições (pelo menos as fundamentais) para serem felizes.
O Natal é delas todas.
Porque só por elas “o mundo pula e avança, como bola colorida, entre as mãos duma criança”.
Bom Natal.







