Ontem, estive no Bar do Teatro. Motivo: Tertúlia sobre "Reflexão sobre os projectos da OTA e do TGV".
Resultado: Desilusão.
Aveiro continua a não ter capacidade de se afirmar, principalmente pelo alheamento e passividade colectiva.
É certo que o tema está, nesta fase, muito arredado da agenda política e nacional. Foi claramente a despropósito a reflexão.
No entanto, o tema estava lá.
Só que, por intromissão de um "sotaque nortenho" presente em três "ilustres" participantes, a principal questão foi esmorecida.
O impacto da execução destes projectos para o país, mas essencialmente para Aveiro, não foi discutido, mormente as tentativas de Capão Filipe e Raúl Martins.
Aveiro não discute a sua região, o seu papel na estratégia e desenvlvimento nacional, o seu "peso político".
Continuamos pouco bairristas... enquanto o bairrismo ferveroso das outras regiões vai marcando posição na estruturação do país, quer ao nível dos investimentos (bons ou maus), quer na implementação silenciosa da regionalização/descentralizção que tornará o país mais desenraízado e assimétrico; consequentemente mais pobre.
(imagem "retirada" do Notas de Aveiro)
4 comentários:
Estou contigo.
Pé de Salça
Atenção ao uso do pseudónimo.
Pé de Salsa já existe e penso não ser o mesmo.
É só por causa das confusões.
Bom dia caro Migas,
Não estive presente na Tertúlia denominada "Reflexão sobre os projectos da OTA e do TGV" e acredito que alguns dos presentes, nomeadamente o Dr. Raúl Martins e o Dr. Capão Filipe (que sei serem capazes de defender bem aquilo em que acreditam), tenham discutido o assunto a sério.
No entanto, parece-me que os aveirenses andam mais preocupados com outras coisas, como tricas politiqueiras e futebol.
Tirando alguns "grandes" Homens com que Aveiro teve a sorte de poder contar e, quer se queira quer não, temos de acrescentar a esse pequeno lote de Homens o nome do Dr. Alberto Souto de Miranda, aos aveirenses falta-lhes realmente aquele bairrismo, aquela vontade de lutar pelos interesses de Aveiro e dos Aveirenses e "obrigar" o "Poder" domiciliado em Lisboa a olhar para o nosso Distrito com mais respeito e dignidade.
Se calhar, futuramente, vamos ter de fazer uma reflexão muito profunda sobre as causas que estão na origem deste desinteresse da população por tudo isto e tentar inverter essas causas.
Não precisamos de eleitos pelo circulo de Aveiro que não residam no distrito e que, também por isso, não sejam capazes de nos defender "com unhas e dentes". E repare que esta poderá ser apenas uma das causas.
Cumprimentos para si e um bom Domingo.
Talvez devesse explicar isso ao Cravinho ou ao Manuel Pinho, caro Pé de Salsa...
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