“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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28 março 2012

A propósito de peso político...

ou, para sermos mais rigorosos, da falta do mesmo.

Várias foram as vozes, incluindo eu, que se regozijaram com a reestruturação do projecto do TGV. Por várias razões, incluindo esta: "Aveiro volta ao mapa económico e à centralidade".

No entanto, são já algumas as decepções e frustrações de projectos e anúncios que depois não se concretizam, por esta ou por aquela razão, mas sempre com prejuízo para Aveiro (tome-se como exemplo a recente caso da fábrica das baterias eléctricas da Nissan/Renault).


E nem de propósito... (só não acerto no euromilhões).
Entrevista de Pedro Passos Coelho à "Transportes em Revista" na edição de hoje (28.03.2012): "Ligação ferroviária entre Sines e Espanha é prioritária".

Mais depressa acredito numa ligação Leixões - Galiza do que Aveiro - Salamanca... a menos que a região volte a ganhar o peso político de outros tempos.

Ver para crer...

19 outubro 2011

Há vida para além do défice...

Publicado na edição de hoje, 19.10.2011, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Há vida para além do défice…


Esta é uma frase bastante badalada desde há anos mas que vem à memória colectiva sempre que se discute orçamentos, contas, crises, finanças e economia. Na actual agenda política onde o Orçamento do estado, a crise e as contas públicas marcam o dia-a-dia do país, a frase não poderia parecer mais fora do contexto. No entanto, sem pretender desviar os “olhares” e as “emoções” da verdadeira realidade e o futuro próximo do país, entendo ser oportuno fazer uma “pausa” e deslocar as atenções para outras vertentes e existências do nosso quotidiano. Veja-se o caso de Aveiro, de forma, mais ou menos, telegráfica, no que toca à mobilidade e à economia.
No final do mês de Setembro o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, anunciou (mais tarde apresentado oficialmente) o programa nacional de transportes. Neste programa está incluída a reformulação do projecto TGV para dar preferência ao transporte misto (passageiros e mercadorias, adoptando a bitola europeia, o que significa alargar os seus “horizontes”. Face ao esforço na concretização de estruturas importantes para o desenvolvimento da economia da região, como são o caso do Porto de Aveiro, a plataforma logística de Cacia, a instalação da futura fábrica das baterias Nissan/Renault, o alargamento da fábrica da Portucel, entre outros, é significativo para a renovação da importância e peso de Aveiro e da região, na centralidade do país, que seja contemplada com uma das ligações agora previstas para a Alta Velocidade, ligando Aveiro a Salamanca. Mas não há bela sem senão.
 É que a semana iniciou-se com uma machadada na mobilidade e acessibilidade de e para Aveiro. Apesar do ministro Miguel Relvas, a propósito da reforma da administração local, defender a intermunicipalização e o redimensionamento dos serviços, o plano nacional de transportes prevê o encerramento da totalidade da Linha do Vouga (ramal Aveiro-Águeda-Macinhata e Albergaria-Oliveira de Azeméis-S.João da Madeira-Espinho).
No caso do ramal Aveiro – Águeda é sabido que os baixo níveis da procura criavam, ano após ano, dificuldades de sustentabilidade do serviço de exploração (confinado, essencialmente aos movimentos na estação de Aveiro e de Águeda, e com expressão muito reduzida, por exemplo, no concelho de Aveiro, entre Eirol e a cidade). Mas se esta era aliás uma realidade já por diversas ocasiões tornada pública, nomeadamente, em alguns estudos técnicos, deveria ter havido uma preocupação mais célere em “atacar” o problema e projectar o futuro da linha do Vouga. Mas o tempo passou e a realidade foi-se agudizando, empolgada com o agravamento da crise.
Mas a verdade é que é chegada a altura, eventualmente pelas piores razões, de se pensar o futuro da linha do Vouga. Não só no que respeita à sua realidade física, à sua história, mas igualmente no que concerne à sua vertente social e económica, ou seja, às alternativas de mobilidade e acessibilidade dos cidadãos que se deslocam, ao caso, entre Aveiro e Águeda. Seja por razões laborais, profissionais, comerciais, escolares ou, simplesmente, de lazer.
É que não encontrar alternativas válidas e eficazes, significa um definhar de um eixo social e económico demasiado importante para a região como é a ligação de Aveiro a Águeda.
Face à conjuntura económica, às medidas de austeridade e à redução de transferências de verbas para a administração local (menos cerca de 116 milhões de euros no Fundo de Equilíbrio Financeiro e menos cerca de 13 milhões de euros no Fundo Social Municipal) é muito pouco provável que o Governo pondere, positivamente, a construção do eixo rodoviário Aveiro-Águeda.
Desta forma, a mobilidade entre estas duas cidades fica agora condicionada e reduzida ao “pesadelo” das estradas nacionais e à debilidade da alternativa através do transporte rodoviário público.

17 novembro 2010

Ora agora mentes tu... ora agora minto eu!

O Governo está em maré de desencontros, desacertos, incoerências... já para não falar numa total desagregação de convicções, políticas e medidas!
No fundo, uma ausência de estratégica e de sentido colectivo.
O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações informava, publicamente, o país (e provavelmente Espanha) que o TGV avança logo no princípio de 2011, quer com a ligação a Madrid (Poceirão), quer com a ligação Lisboa-Poceirão, incluindo a terceira travessia sobre o Tejo.
Segundo uma nota de hoje da Agência Lusa, o Ministro Teixeira dos Santos afirmou que o "acordo com o PSD, sobre o TGV, será para cumprir" (resultado dos processo de negociação do Orçamento do Estado para 2011).
Ora este acordo prevê uma reavaliação de projectos como o TGV, concessões e outras obras públicas. Onde se inclui as parcerias público-privadas.
Ou seja... um diz "mata" o outro prefere "esfola".

27 fevereiro 2010

TGV provoca redução de tráfego na A1

A Rádio Terra Nova, na sua página, noticia que "TGV vai retirar 1925 pessoas por dia da A1 entre Gaia e Aveiro".
Os estudos que são apresentados indicam que, com a entrada em funcionamento do TGV, vai haver transferência de utilizadores da rede rodoviária para a alta velocidade: 1925 pessoas por dia da A1 entre Gaia e Aveiro e mais de 702 mil pessoas por ano.
Nada melhor que condicionar números para justificar e fundamentar o que demonstra a realidade: um investimento fora do contexto nacional, das necessidades do país e das suas capacidades e estruturas.
Se a realidade fosse coincidente com a descrita pela Secretaria de Estado do Ambiente era o mesmo que referir transferência de utilizadores quando entrou em funcionamento o Alfa Pendular.
É que não se pode aferir mobilidade apenas por questões de tempos de percurso. Há as acessibilidades e a localização das estações; há os horários e as frequências; os custos; …
O problema é que um investimento destes não pode correr os riscos de falhar na rentabilidade e na sua sustentabilidade. È um preço alto demais para um país como o nosso.
E há tanto onde investir e são tantas as necessidades mais realistas…

14 janeiro 2010

A ler os outros...

e a concordar inteiramente!
(via facebook - hoje, às 20:00 - João Pedro Dias)

"Quando o Senhor Ministro das Obras Públicas se vê na necessidade de justificar o TGV Lisboa-Madrid recorrendo, entre outros argumentos, às potencialidades das praias da zona de Lisboa para atrair os amantes do surf (sim, do surf! eu ouvi!), acho que estamos conversados sobre o bom fundamento, a necessidade e a viabilidade financeira da dita obra...."

(comentário meu)
Nem mais... um investimento para 3 meses de férias...
Espero que haja lugar no TGV para transportar as pranchas!

23 junho 2006

Irrelevâncias...

Ontem, estive no Bar do Teatro.
Motivo: Tertúlia sobre "Reflexão sobre os projectos da OTA e do TGV".
Resultado: Desilusão.
Aveiro continua a não ter capacidade de se afirmar, principalmente pelo alheamento e passividade colectiva.
É certo que o tema está, nesta fase, muito arredado da agenda política e nacional. Foi claramente a despropósito a reflexão.
No entanto, o tema estava lá.
Só que, por intromissão de um "sotaque nortenho" presente em três "ilustres" participantes, a principal questão foi esmorecida.
O impacto da execução destes projectos para o país, mas essencialmente para Aveiro, não foi discutido, mormente as tentativas de Capão Filipe e Raúl Martins.
Aveiro não discute a sua região, o seu papel na estratégia e desenvlvimento nacional, o seu "peso político".
Continuamos pouco bairristas... enquanto o bairrismo ferveroso das outras regiões vai marcando posição na estruturação do país, quer ao nível dos investimentos (bons ou maus), quer na implementação silenciosa da regionalização/descentralizção que tornará o país mais desenraízado e assimétrico; consequentemente mais pobre.
(imagem "retirada" do Notas de Aveiro)

27 abril 2006

Contradições a Alta Velocidade.

O que ontem era verdade, hoje talvez não seja mentira.
Enquanto o governo, teimosamente, contrariava os diversos estudos, as mais racionais opiniões institucionais e particulares, sobre os traçados do TGV em solo luso, a esperança ia-se esfumando face à previsível atitude do Governo em manter apenas as linhas Porto-Lisboa e Lisboa-Madrid.
O Ministro das Obras Públicas (com pompa e circunstância) em Outubro de 2005 afirmava publicamente que ao traçado Porto-Vigo não fazia parte das prioridades, nem correspondia às principais necessidades do país. Em Dezembro do mesmo ano, ouvia-se a afirmação de que o mesmo traçado não é sustentável economica e financeiramente.
26 de Abril de 2006 - (32 anos após o 25 de Abril) a revolução esperada: Porto-Vigo, para o Ministro Mário Lino "(...) é uma linha prioritária para Portugal (...) o projecto é importante e rentável" (fonte: Jornal de Notícias - edição de 27.042006).
Como aqui referi, este é um traçado vital para o país e para a região norte. Só falta mais uma "revolução" (talvez um 25 de Novembro) para que o traçado Aveiro-Salamanca-Madrid, de vital importância para a região de Aveiro e para a economia nacional, seja também uma realidade.
Para não continuarmos dependentes de: