“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...

23 março 2006

Claramente

a mais (pela positiva), neste governo, é a ministra da educação.
Com trabalho, com polémica, mas também com muita clareza, objectividade e conceitos racionais.
Mesmo que os Srs. Professores, instalados em tradições e comodismos que já não são o que eram, não gostem.... Mas gostam os Pais e os Encarregados de Educação e, porque não, o País que precisa de um aumento de credibilidade do ensino, desde o básico (onde muitas vezes se esquece o "pré-primário") até ao secundário.
E é de louvar, no meio de tanta utopia e tonteria governativa, que uma das 400 (!?) medidas de desburocratização seja a de isentar as renovações de matrícula em cada início de ano lectivo (após a primeira inscrição), no ensino básico e secundário e a facilidade na transferência de processos, em caso de mudança de escola.
Uma medida que muitos podem denominar como simples, sem grandes complexidades e sem relevância no processo de ensino/aprendizagem.
Puro engano... É uma medida muito válida, que poucos se terão lembrado, de facto simples mas eficaz e que os Pais, Encarregados e Alunos agradecem.
Aliás, agradece o próprio ensino que necessita de processos mais eficazes, mesmo do ponto de vista administrativo.

3 comentários:

Artur Lobo disse...

Caro amigo Miguel:
É certo que a medida a que te referes, da renovação automática das matrículas e facilidade na transferência dos processos dos alunos é bastante válida e facilitadora. Mas com esta medida não deveremos avaliar o todo pela parte. Muitas das medidas tomadas pela Sr.ª Ministra são lesivas e pôem em causa a qualidade da educação em Portugal...

Anónimo disse...

qual qualidade de educação? isso existe?

migas (miguel araújo) disse...

Caro amigo Artur Lobo
Acredito que nem tudo é um "mar de rosas" na Educação.
Mas creio que, avaliando a globalidade dos ministérios e ministros deste governo socialista, esta ministra parace-me, pelo menos, com conceitos para a educação válidos, que mais não seja para se repensar o ensino em Portugal.
Não digo que todas as medidas têm cabimento e que alguma delas possam colocar em causa a acção lboral dos docentes.
Mas, sem tomar o todo pela parte, há docentes para quem algumas medidas vem colidir com um determinado comodismo e "status quo" que a vida profissional lhes trouxe e que em nada favorece a educção.
E a escola tem que ser pensada por e com todos: professores, não docentes, alunos, familia e comunidade.
A escola é dos e para os alunos.
Os outros agentes (como os próprios pais e os profesores) são intervenientes num processo educacional.
E olha que eu tive muito bons professores! Mas outros...