“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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09 fevereiro 2011

Dia Europeu da Internet Segura

Ontem foi o Dia Europeu da Internet Segura.

Tal como na vida real (por contraponto à virtualidade da “rede”), na Internet as crianças e os jovens são a maior preocupação quando está em causa a segurança pessoal: a preocupação com os conteúdos, com os contactos com estranhos, a tentação do e-comércio, preocupações comportamentais e emocionais, e questões jurídicas, por exemplo o atropelo aos direitos de autor (fonte: miúdos seguros na net).

Mas a questão não está na internet em si mesma… pese embora a sua dimensão, o seu mediatismo/universalidade, a sua amplitude.
O que está em causa é o uso que fazemos da internet: da sua utilização errada dependem as suas consequências, mais ou menos graves, para os utilizadores.

A utilização da “rede” tem, dia após dia, vindo a alterar comportamentos, processos de socialização e comunicacionais, mas também de relações comerciais, culturais e profissionais, para além do lazer e entretenimento.
É hoje uma realidade inquestionável que esta “sociedade de informação em rede” permite um incalculável acesso ao conhecimento, à aprendizagem, à cultura, à informação e à interacção comercial, sendo, cada vez mais, evidente o fosso entre a infoinclusão e a infoexclusão dos indivíduos e das organizações.
Perder este realidade é o mesmo que sentenciar um isolamento e uma exclusão que acarreta mais desvantagens que vantagens.

Por isso, devem ser uma preocupação de todos (utilizadores, pais, agentes educacionais, organizações, governos) os processos educacionais que promovam o uso correcto da internet e alertem para os riscos da sua utilização desmedida e imponderada.
Mais do que fugir da internet, deve ser promovida uma eficaz e segura utilização da internet.

11 fevereiro 2010

Virtudes e Perigos

Publicado na edição de hoje, 11.02.2010, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia!
Virtudes e perigos…

A passada terça-feira foi dedicada ao Dia Europeu da Internet Segura.
Altura para se debaterem as virtudes e os perigos de um dos ícones do início deste século XXI.
É indiscutível que a sociedade da informação e do conhecimento em que vivemos, nos dias de hoje, é sustentada no reforço do uso das tecnologias e dos fluxos em rede.
A realidade social e o seu desenvolvimento vão determinando dois estratos: os info-incluídos ou os info-excluídos. Como diria Manuel Castells, a diferença reside no facto de se estar na rede ou fora dela.
Obviamente com tudo o que isso implica.
E as implicações são distintas.
A internet permite uma amplitude do conceito de comunidade, uma partilha de informação e do conhecimento mais célere e global, facilitando a aprendizagem, a consolidação ou a difusão de ideias e conceitos. As próprias sociedades vivem a pressão e influência constantes da projecção das interferências culturais de cada comunidade.
Além disso, o recurso às tecnologias e ferramentas da rede promove a reformulação dos conceitos e princípios das relações comerciais e pessoais.
Os conceitos e os procedimentos comunicacionais já não são os mesmos: hoje não comunicamos sem telemóvel, sem e-mail, sem internet. O próprio conceito da comunicação social, por exemplo, leva a um constante repensar das formas de acção e respectivos papéis da televisão, da rádio e do jornal, bem como dos próprios jornalistas.
As redes sociais permitem uma extensão ilimitada nas relações interpessoais, promovendo a interacção cultural, de pensamento e ideias. Por outro lado, é indiscutível o benefício da rede na promoção da participação cívica dos cidadãos na construção e desenvolvimento das suas comunidades.
Mas nem tudo é um “mar de rosas”…
Por si só, e pelo que se disse, a Internet nada tem de errado ou de perigoso. Mas é inquestionável que os riscos que corremos quando navegamos na Internet são infinitamente grandes devido à dimensão da interactividade e do próprio espaço. Acresce ainda a dificuldade que muitos dos cibernautas (e não só os jovens) sentem em separar a realidade do virtual.
Os riscos são claros: a má utilização das potencialidades da Internet pode provocar problemas na difusão dos conteúdos, nos contactos pessoais ou comerciais, nos comportamentos e nas questões legais, como os direitos de autor ou o copyright. Esta realidade, embora não exclusiva, é potencialmente agravada nas crianças e jovens.
O excesso de informação disponível leva a algum laxismo na aquisição do conhecimento. Hoje, temos tudo à mercê de um clique, mas confunde-se pesquisar e conhecer, com o “copiar e colar”, sem filtro nem sentido crítico.
As redes sociais permitem interacções e partilha de informação, ideias e conhecimento que não se imaginavam. Mas os perigos de atropelo à privacidade, à tolerância, ao respeito e à liberdade, vão sendo sustentados no crescimento de realidades como o “cyberbulling”, a pornografia, o "sexting" e os encontros na vida real com base em contactos online não seguros.
Mais do que policiar é necessário educar para uma navegação segura.
Por exemplo, as redes sociais podem, neste caso, servir de meio e processo educacional. Se os pais ou os educadores se disponibilizarem para participar nas redes sociais dos seus filhos ou educandos, não só se tornam info-incluídos, como podem filtrar, alertar, educar e partilhar as vivências virtuais das crianças e dos jovens.
Hoje, é imprescindível o recurso à Internet, aproveitando as suas potencialidades (informação, formação e conhecimento), tendo o cuidado de a usar de forma segura e crítica.
Aqui, cabe igualmente o velho ditado: “mais vale prevenir, que remediar”.

25 abril 2008

E esta, hein?!

Bom... Já se suspeitava que em Portugal existe algum deficit democrático, um enorme afastamento dos eleitores para com os seus eleitos, um desacreditar constante na política, nos políticos, nos partidos e no Estado.
E, independentemente, dos valores apresentados pelas sondagens de opinião, também já há muito que se sabe que o Governo "governa" sem oposição real e eficaz, fruto da intromissão em espaço ideológico que não o seu natural.
Também não deixa de ser verdade que, face à ineficácia e desastrosa oposição e apesar dos números estatísticos das intenções de voto, os cidadãos assumiram o seu papel de "contra-poder" (por exemplo, na saúde e no ensino).
Ou será um alívio para Portugal e um pesadelo para a Costa Rica?! Ou será o Carnaval fora de tempo? Ou...