“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...

25 junho 2006

The Nuremberg Case

Qualquer actividade ou acção que se planeie, deve ser bem fundamentada com objectivos estratégicamente delineados.
1º Objectivo: apuramento para o Mundial - cumprido.
2º Objectivo: passagem à segunda fase - cumprido.
3º Objectivo: face ao ranking português na FIFA, passagem aos quartos de final - A VER VAMOS!
A hora da verdade. Hoje em Nuremberg frente à Holanda.
A hora em que, tradicionalmente, vem o melhor de ser português à flor da pele.
Se ganharmos Scolari e os Jogadores são bestiais... se perderem passam a bestas e muitos, evm advogar, que já era previsível, que já tinham previsto e que tinham razão. À boa maneira portuguesa.
Por mim, já valeu a pena este mundial.
Espero que as Quinas consigam ir muito longe.
Às 21 na Alemanha. Às 20:00 horas em muitos corações lusos neste rectângulo à beira mar plantado.
Força Portugal !

11 comentários:

João Branco disse...

Caro amigo Migas:

Só uma observação... só o facto do jogo ser em Nuremberga a esta hora da manhã causa-me já alguma frieza! Nuremberga a cidade... daqueles monstros germanicos que há 70 anos pegaram no regime da " Deutschland" durante 12 anos e tanto genocidio cometeram... enfim... e que deram hipotese indirecta depois ao camarada Honecker de governar de Berlim para diante nos anos 80! enfim...
A História está a nossa favor, já não perdemos desde 91 ou 92 salvo erro... veremos o que os nossos bravos lusitanos são capazes de fazer hoje... mas advogo que farão aos Neerlandeses o que fizeram durante 100 anos aos Romanos " mandá-los para casa mais cedo"!

João Branco disse...

Como se o lider Viriato defendesse os bravos lusitanos na alma de Figo!

Migas (miguel araújo) disse...

Caro Thesarcasticway
(primeiro já fui ao outro blog e já lá postei, mas está com moderação. Na medida da disponibilidade aceito).
Quanto aos coments anteriores, é preciso ter coragem, fé na "justiça" e na nossa história de povo bravo, lutador e aventureiro.

João Branco disse...

A moderação práticamente só serve como mecanismo para eu me obrigar a ir ver a caixa de mensagens, porque sempre aproveitei toda o genero de comentários!

Terra e Sal disse...

Cá para mim, vamos ganhar aos holandeses.

Até é gente simpática, todos sabemos, o Euro 2004 mostrou-nos que sim.

Mas têm gostos por cores esquisitas, refiro-me à cor do equipamento.

Cada um tem a sua mania, e eu nestas ocasiões também gosto de ser supersticioso contra os outros.

Ou mudam a cor da "fatiota" ou na vez de perderem por um, vão levar uma cabazada.

Migas (miguel araújo) disse...

Meu caro Terra & Sal
A mstura do futebol com a política é explosiva.
E o ilustre saberá disso melhor que eu.
Já viu se perdemos, como ficará débil a sua argumentação.
Só irá valorizar a cor da fatiota.
E isso, por razões diversas, é coisa que os dois não queremos.
Por isso mesmo, que ganhe Portugal contra a Holanda - aquele país das socas e abaixo do nível do mar. Assim é melhor.

João Branco disse...

E da laranja mecânica de 74

Terra e Sal disse...

Está enganadao Caro Migas.
Não sabe do factor psicológico que as pessoas na generalidade absorvem nestes pequenos pormenores.

Se Portugal perder (espero bem que não)ninguém vai esquecer que aquela cor é prenúncio de desgraça.

Tal e qual como um doente do fígado sente quando pensa em comer um citrino, eu ando sempre aflito e sei como é.

Sente-se uma repulsa do próprio organismo quase com o a dizer-nos "vais-te lixar" não "engulas"

Assim quando a virem, seja onde for, o subconsciente vai-lhes dar o tal mal-estar...
Não sei se está a ver a coisa...

E nem que insistam e persistam e a absorvam, só aquela pequena hesitação de recusa já é muito bom...

Migas (miguel araújo) disse...

Caro Terra & Sal
Os homens das socas jogaram de branco.
Foi mesmo só para o contrariar. Mas acredite que eu não lhe disse nada. Aliás de holandês só sei pedir cerveja.
Cumprimentos

Terra e Sal disse...

Lamento que não tenha reconhecido a razão, que como é sabido está sempre do meu lado.

Andei ausente.

Pensei sempre que prestava as homenagens devidas ao meu vaticinio de ganharmos apenas por um, caso eles mudassem o equipamento.

Fizeram-no, foram-se embora com dignidade, e até podem dizer lá no quarteirão que quase não perdiam...

O meu Amigo, infelizmente, não atenta nestes meus pormenores importantíssimos e de interesse para a vida nacional...

Faz-me lembras aqueles "amigos" muito aflitos que vêm pedir um "grande" favor para se "safarem"...

Eles feitos, esquecem o favor e a tal aflição...

Enfim, não precisa de agradecer o esforço magnético que fiz para ganharmos por um, nem você nem ninguém, já estou habituado, infelizmente.

Migas (miguel araújo) disse...

Meu caro amigo
Olhe que não... olhe que não!
Esta expressão tão conhecida de tempos idos "revoltosos", permite-me ter a veleidade, com todo o respeito, de o contrariar.
Mesmo reconhecendo que em muitos casos a razão possa estar do seu lado.
Mas aqui não.
Mesmo que o seu palpite quanto ao resultado final tenha sido o concretizado, não me parece que tenha sido por causa da cor do equipamento.
Acho que o problema se deve ao facto de as "tulipas" terem murchado.
E murcharam de tal forma que até o equipamento usado foi insípio, descolorido, sem identidade.
A cor branca (por mais pura que seja) sempre significou para mim um abstrato sem siginificado.
E esta ausência de conteúdos, este desconhecimento da essência do "inimigo" é que nos dificultou a batalha.
Se houvesse cor, saberíamos ao que vinhamos, por quem vinhamos e contra que iriamos.
Assim, tudo foi extremamente indefinido e complicado. Cor só mesmo nos cartões russos.
Mas também lhe digo... ainda bem.
Salvou-se o confronto da partidarice.
E também ainda bem para si. Já pensou se os homens das socas vinham de laranja e ganhavam?!
Que grande azia não seria para o meu caro.
Um Abraço