“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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23 fevereiro 2012

Há quem lhe chame "amnésia"...

até pode ser falta de memória... mas inclino-me mais para um discurso de pura retórica e demagogia política. Quando não se tem um rumo concreto, quando não se tem uma argumentação consistente e clara, quando não se sabe ser oposição (para mal do PS e do país) só há lugar a banalidade e lugares comuns, para além de uma ausência gritante de propostas concretas.
A propósito desta afirmação pública (difundida pela maioria dos órgãos de comunicação social) de António José Seguro - "Seguro acusa Passos de ser seguidista face à Alemanha (acusando ainda o primeiro-Ministro de estar inactivo e de ser meramente seguidista face à Alemanha)" - convém recordar um período muito recente onde o ex-primeiro-Ministro, José Sócrates, corria para a Alemanha para regressar com um anúncio de mais um PEC. Curiosamente, um governo sustentado por António José Seguro.



E a propósito das frequentes acusações de que a acção do Governo está desenquadrada com o que foi assinado em maio de 2011 com a Troika, é interessante este trabalho produzido pelo Blogue "31 da Armada".
A ver...

27 janeiro 2012

Porque hoje é dia de memórias...

27 de Janeiro... a História nunca pode ser travada!

67 anos após o encerramento de Auschwitz, hoje é dia de lembrar o Holocausto.
Não só as vítimas dos campos de concentração, como todos os que foram vítimas das experiências médicas medonhas do regime Nazi, bem como as perseguições e execuções sumárias nas cidades dos países ocupados durante a Segunda Grande Guerra...


7 milhões de polacos dos quais 3 milhões de polacos judeus
6.1 milhões de judeus dos quais 3 milhões de judeus polacos
6 milhões de outros civis eslavos
4 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos
1.5 milhões de dissidentes políticos
800 000 roma e sinti
300 000 deficientes
25 000 homossexuais

01 março 2011

À primeira todos caimos...

... à segunda só cai quem quer!!!!

Já ninguém acredita neste Governo… se calhar já nem o próprio Governo acredita em si mesmo.

As incoerências e incongruências das medidas e políticas governativas no combate à crise e na necessidade de estancar o défice das contas públicas são por demais evidentes. Infelizmente, para a maioria dos cidadãos que se vêem privados de parte dos seus salários, de direitos sociais, de melhor qualidade de vida, de mais desenvolvimento económico e social, os sacrifícios são muitos e não vão parar por aqui.
 
Mas tal como em Portugal, onde a confiança em José Sócrates roça o limiar do ponto zero, são imensas as dúvidas de que as instâncias europeias e internacionais ainda acreditem no sucesso orçamental deste governo.
 
Daí que a “visita” de Sócrates e de Teixeira dos Santos à Sra. Merkle mais não seja do que a confirmação do desaire da gestão do país e a confirmação da entrada da ajuda externa que, para o comum do cidadão, já tanto faz que seja o Fundo Europeu ou o FMI.
Mesmo que para as hostes socialistas seja conveniente que se entenda e se classifique o encontro como o garante do futuro europeu ou da sustentabilidade da Alemanha… como se Portugal tivesse um peso europeu de relevo ao ponto de servir como referência.

Resta saber até que ponto os portugueses conseguirão resistir mais, conseguirão suportar mais esforços e sacrifícios, conseguirão conter o descontentamento.

09 novembro 2009

Um dia o muro veio abaixo!

Lembro-me perfeitamente... tinha 23 anos, ainda estava embrenhado activamente na política.
1949 marcava uma nova era geopolítica (europeia e internacional), com o fim da segunda grande guerra.
Em 1961, Berlim, a Alemanha, a Europa, o Mundo, via, estupefacto, a construção de um muro e de uma cortina de ferro que, mais que envergonhar, fracturava as nações, criava mitos, ideologias opostas, conceitos distintos.
Durante muitas décadas, o Mundo e a Europa viveu suspenso numa guerra fria (ideológica, política, económica, militar, cultural e científica).
Mas o mundo foi acordando para novas realidades...
A aspiração legítima dos povos de sentir a liberdade, a independência, a oportunidade, a união, foi abalando sistemas e "muros".
9 de Novembro de 1989 foi um marco histórico na vida de milhares e milhares de berlinenses e alemães. Mas 9.11.89 foi também um marco histórico para a Europa e o Mundo.
O arame farpado da cortina de ferro foi sendo recolhido na Hungria.
Os militares e tanques soviéticos deixavam Praga, Afeganistão e outros países.
Em Berlim oriental abriam-se as portas e o MURO veio abaixo, sem sangue, sem armas, só com a vontade do povo e o seu sentimento de liberdade e união.
Por outro lado, Gorbachov alterava o curso da história económica e política da ex-URSS.
Se para muitos europeístas, o centro político e estratégico está confinado à França, eu entendo que a Alemanha (e Berlim) pelo seu passado histórico (duas guerras mundiais) e o epicentro de uma viragem política mundial (a queda do muro de Berlim) é, mais do que a vertente económica, inigualável do ponto de vista geopolítico.
As Berlinenses e aos Alemães, obrigado e Parabéns.