“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...

13 março 2006

Obsessões!

Ou não... Talvez falta de ideias ou vontade de "dizer coisas".
Há já alguns meses que o PND local e nomeadamente no "só aveiro" de Jorge Ferreira (acrescidas dos seus escritos no DA) tem uma estranha obsessão pelo Estádio Mário Duarte.
Mesmo o Presidente da Câmara, apesar de todo o "simbolismo" colocado na campanha e o reforçar dessa vontade expressa logo após a sua tomada de posse, reconheceu que o processo Mário Duarte é complicado de subverter e, manter aquele espaço, poderia trazer consequências financeiras não desejáveis para a autarquia e, consequentemente, para todos nós.
Ninguém alguma vez quererá pôr em causa o valor emblemático que o "velho" estádio trouxe para a história desportiva do beira-mar e da própria cidade.
Niguém o fez igualmente em relação ao estádio das antas, da luz, de alvalade, da académica e do 1º de Maio em braga (isto como exemplos).
Para quem, como eu, embora nascido na Vera Cruz, sempre viveu e cresceu bem "juntinho" ao Parque e ao Campo; conviveu desde muito novo e diariamente com atletas e treinadores que faziam da "minha" zona o seu dia-a-dia paralelo aos treinos e jogos e, muito vagamente, chegou a pisar o relvado nas escolinhas, nunca poderá esquecer aquele espaço e muitas "estórias".
No entanto, a vida mostra-nos que a própria história é feita de mudanças e que o contrário é "morrer" e parar no tempo.
Não faz sentido tanta insistência num facto que a própria cidade e os aveirense se hão-de encarregar de elevar na sua história e memórias.
Aveiro cresceu, desenvolveu-se (independentemente de polémicas e factos controversos) e soube criar outro espaço desportivo que é o novo estádio.
Exemplo disso é o facto de não ter havido, na altura, contestação significativa à sua construção e à mudança "de casa" do Beira Mar.
Exemplo disso, é o número significativo de adeptos que, embora na Liga de Honra, marcam presença nos jogos do "beira".
Exemplo disso, é o facto de o novo estádio ser preocupação de rentabilização e sustentabilidade por quem gere os seus destinos e aproveitar a sua existência para promover a cidade e a região com eventos da envergadura do Euro 2004 e do Euro 2006 - Sub 21.
Esta obsessão parece-me, repito parece-me, mais a necessidade política de intervenção, mas muito parca de ideias, soluções e projectos mais válidos para a Cidade, bem como a resolução de outros problemas mais relevantes.
Aconteça o que acontecer ao Estádio Muncipal Mário Duarte, a memória aveirense, que sempre foi grande, nunca há-de esquecê-lo.
Assim como a minha memória ainda se recorda do tempo comum de um Jorge Ferreira centrista, mais diversificado, mais interventivo, mais polémico...
E desse, hoje, também me ficam algumas saudades.

6 comentários:

Anónimo disse...

Estimado Miguel,

Sem pretender dar qualquer lição, que o meu amigo seguramente dela não necessita, surpreende-me a sua capacidade de ficar surpreendido. O meu estimado amigo surpreende-se com quê? Com a insistência no tema do referendo? Meu caro amigo, se estivessemos a falar de um partido «à séria», a sua surpresa teria razão de ser. Acontece, porém, que estamos a falar de algo que pouco mais é do que um grupusculo político que encontrou este tema da mesma forma que outras ime

Anónimo disse...

Estimado Miguel,

Sem pretender dar qualquer lição, que o meu amigo seguramente dela não necessita, surpreende-me a sua capacidade de ficar surpreendido. O meu estimado amigo surpreende-se com quê? Com a insistência no tema do referendo? Meu caro amigo, se estivessemos a falar de um partido «à séria», a sua surpresa teria razão de ser. Acontece, porém, que estamos a falar de algo que pouco mais é do que um grupusculo político que encontrou este tema da mesma forma que outras ime

faroldabarra disse...

Estimado Miguel,

Sem pretender dar qualquer lição, que o meu amigo seguramente dela não necessita, surpreende-me a sua capacidade de ficar surpreendido. O meu estimado amigo surpreende-se com quê? Com a insistência no tema do referendo? Meu caro amigo, se estivessemos a falar de um partido «à séria», a sua surpresa teria razão de ser. Acontece, porém, que estamos a falar de algo que pouco mais é do que um grupusculo político que encontrou este tema da mesma forma que outras imensas minorias encontraram outros para se fazerem notar e se fazerem ouvir. Aos rapazes da Nova Democracia deu-lhes para ali - e pronto! Nada a fazer. Claro que se estivessemos em face de uma proposta sustentada e séria como é que as coisas se teriam passado? Eu digo-lhe: os rapazes tinham concorrido às eleições autárquicas, tinham apresentado as suas propostas, tinham defendido a realização do tal referendo (absurdo) em sede de campanha e, uma vez eleitos, teriam toda a legitimidade para sustentar e defender essa proposta. Mas nada disso aconteceu - os rapazes «cortaram-se» (desculpe o plebeísmo) de ir a votos (talvez por se lembrarem do resultado obtido no concelho de Aveiro nas legislativas anteriores) nas autárquicas, apresentaram apenas uma candidatura em Cacia (pasme-se!) e agora deu-lhes para o referendo como lhes poderia ter dado para outra coisa qualquer.

Esquecem-se, porém, dos compromissos assumidos anteriormente sobre os terrenos do velho Mário Duarte pelo anterior executivo municipal - que impede e inviabiliza, na prática, qualquer outro destino para o velho estádio que não o que está contemplado no respectivo plano de pormenor recentemente aprovado pelo próprio governo.

Todavia, tão ou mais grave do que isso, pretendendo ser simpáticos e democratas, os rapazes demonstram um profundo desrespeito pelo instituto do referendo local - que não foi feito nem pensado para minudências desta ordem e desta natureza e sim para assuntos verdadeiramente estruturantes das governações municipais. Se fossemos submeter a referendo o destino do estádio, qual seria o referendo seguinte? A pintura de passadeiras para peões na Avenida Dr Lourenço Peixinho? A abertura ao trânsito da Rua Direita? A semaforização do cruzamento da minha rua? Os horários dos autocarros? Também nestas matérias devemos ser sérios e ter uma certa noção daquilo que é proposto! E a figura do referendo local não se fez para este tipo de assunto. Fez-se para outros. Dou-lhe alguns exemplos: a determinação da data de um feriado municipal quando houver mais do que uma data em confronto; a criação de uma freguesia; a desanexação de território de um concelho para eventual criação de outro. Ou seja - questões «de Estado» municipal e não questões de governação autárquica.

Mas nós temos de perceber os rapazes - à falta de melhor proposta e de uma visão de conjunto para Aveiro (se a tivessem tinham-se submetido ao juízo supremo do julgador-eleitor) usam dos métodos das imensas minorias para quem o importante não é o que se diz deles mas que falem deles. E se mais ninguém fala deles, então falam eles próprios.

Não se surpreenda, pois, estimado Miguel! A vida destes grupusculos, verdadeiros epifenómenos que nascem das fraquezas dos sistemas democráticos e acabam por minar esses mesmos sistemas na medida em que afectam a sua credibilidade, é feita destes arrimos de irreverência - que tendem a passar com o decurso do tempo. E para passarem, importante é nós contribuirmos. E para começarmos a contribuir, nada melhor do que não lhes dar mais importância ou mais relevo do que aqueles que eles próprios têm.

Cá bem do alto do farol, cumprimento-o com uma saudação farolistica.

Rogério Carvalho disse...

É optimo ter uma infra-estrutura como esta.
Por exemplo: O Benfica necessita de treinar no Jamor; assim o Beira também tem por si só infra-estruturas de um grande.

O que o Beira precisa é de uma boa massa associativa. Poderiamos ser grandes....

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
migas (miguel araújo) disse...

Já por diversas vezes manifestei o meu desagrado, enquanto administrador deste "meu" espaço, por comentários (sejam anónimos ou não) que ultrapssem o aceitável da confrontação e polémica.
Tudo o que ultrapassa o respeito pela opinião dos outros aqui não tem cabimento.
Se o anónimo anterior quiser refazer o seu comentário... será bem-vindo. De outro modo não permiti até hoje, naõa permito agora e não permitirei no futuro qualquer tipo de ofensa e de comentários de baixo nível.
Isso não é liberdade de opinião, nem respeito.
E isso eu não aceito.