No dia em que está previsto o anúncio do Banco Central Europeu no aumento das taxas de juro para 4%, relembra-se a divulgação ontem (06.06.07) do Relatório de Estabilidade Financeira de 2006 do Banco de Portugal: as famílias portuguesas vão ter mais dificuldade em pagar as suas dívidas, principalmente aquelas com menores recursos, mais propensas a situações de desemprego ou trabalho temporário e a necessidade do recurso ao crédito. Acresce a referida subida da taxa de juros.
Outro dado relevante, refere-se a 2006 e indica que a taxa de crédito bancário concedido aumento 10%.
É certo que a medida do aumento da taxa de juro é definda pelo Banco Europeu, mas ela deveria ter medidas internas (quer governativas, quer das instituições bancárias) que deveriam minimizar um impacto que tem reflexos ao nível familiar, a nível económico e do desenvolvimento nacional (sendo certo que a nação portuguesa, na versão Mário Lino, é a que corresponde ao deserto do sul e ao oásis do norte).