“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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18 fevereiro 2007

A medalhinha...

Sei que já lá vão cerca de 13 dias. Mas apesar disso, a incredibilidade leva-nos muitas vezes ao passado. Para além dos muitos afazeres, claro.
Souto Moura foi, no passado dia 5, condecorado pelo Presidente da República. O antigo Procurador-Geral da República recebeu em Belém a Grã-Cruz da Ordem de Cristo por serviços prestados ao país, em órgãos de soberania e na administração pública.
No exercício das suas funções como responsável pela Procuradoria Geral da República, foi no mínimo polémico, para não dizer paupérrimo.
O Dr. Souto Moura não foi capaz de controlar e resistir à máquina maquiavélica da Justiça. De uma justiça de pressões e interesses. Duma justiça desigual entre os iguais.
Exemplos de ilustração deste mandato que termina, foi, logo no início, o que alguns consideraram o crime do século: A Universiddae Moderna.
A queda da ponte Hintze Ribeiro, em Entre-os-Rios, para além da tragédia de muitas famílias e de uma região, provocou a avalanche de contradições processuais, de anualções judiciais, de arquivamento e de reabertura do julgamento. Conseguiu a proeza de tornar a imagem da justiça conivente com a inrresponsabilidade e culpabilidade.
Mais quente, polémico, dramático viria a revelar-se o processo Casa Pia. Espelho do verdadeiro significado de pressão: política, social e mediática. Até hoje muito se falou, pouco se avançou. Seguiu-se a "caricata" fuga para terras de Santa Cruz (Brasil), da senhora de Felgueiras - Fátima Felgueiras.
O arrastado "Apito Dourado", poderá, através da própria teia judical, não ser mais que uma novela aos quadradinhos sobre a realidade do nosso futebol luso.

A terminar a polémica com o "Envelope 9" que teimosamente ainda não foi fechado, selado e enviado para o PR.
Pelo meio ficam as intoleráveis e inconsequentes fugas de informação, bem como as controvérsias com as escutas telefónicas.
No fim, com direito a medalha.

23 janeiro 2007

Um ano atrás...

Há 365 dias atrás, Portugal historicamente elegia um Presidente da República oriundo da ala direita.
Há um ano atrás Portugal iniciava a experiência institucional da cooperação estratégica.
O PS ganhou um aliado institucional.
O PSD e o CDS encontravam mais um grão de areia na máquina de fazer oposição. Cada vez mais difícil.

09 março 2006

Coerência política

Sem ferir constitucionalidades, o que o povo espera de Cavaco Silva como Presidente é o que o motivou para no passado dia 22 de Janeiro o conduzir em tão elavado cargo político da nação: ser um presidente efectivo, activo e participativo.
Este foi igulamente um propósito que Cavaco Silva sempre transmitiu em todos os seus discurso: ser um garante de estabilidade e de cooperação estratégica.
Neste seu discurso de optimismo, confiança e unidade (embora para o sector mais à esquerda da política portuguesa, unidade é um léxico do passado), outra nota que merece o meu destaque foi o da coerência política entre o que o Professor foi transmitindo aos portugueses desde o anúncio da sua candidatura até ao dia das eleições. Esta coerência (que alguns tristes comentadores políticos apelidaram de falta de originalidade) revelou-se nas cincos preocupações nacionais que se depreendem do seu discurso:
o crescimento económico e redução do desemprego para um melhor desenvolvimento sustentável;
recuperação da educação e melhores políticas de recursos-humanos;
a credibilidade da justiça;
melhoria do sistema de Segurança Social como garante de estabilidade social;
e a credibilização do sistema político, dos políticos e da politica.
Discurso eloquente, sem ser "politicamente correcto" e já com alguns "recados" ao governo, que diga-se em abono da verdade e da democracia e pluralidade, teve um comportamento exemplar em relação ao discursos e à tomada de posse do novo PR.
Prevê-se assim, a coabitação institucional tão falada, o que, como já aqui referi, poderá trazer muitas preocupações para o espaço político à direita e a capacidade de oposição por parte do PSD e do CDS.PP.
A realidade é de um país que precisa deste Presidente.E ele já cá está.
E agora (como muitas vezes diz o amigo Dr. Raúl Martins) é esperar para ver e para julgar.

Tristezas

não pagam dívidas.
Este é um dos mais conhecidos provérbios da nossa excelente sabedoria popular (que nunca tem dúvidas e raramente se engana).
É lamentável que alguém que já foi primeiro-ministro, presidente da república, líder partidário e, pouco tempo atrás, candidato presidencial em campanha, pela democracia, por portugal, pelo respeito e pelas liberdades, não tenha tido o bom-senso e o respeito que se exigia em cumprimentar o novo presidente da república portuguesa.
Só por azia e uma grande birra.
O povo é que já tinha percebido durante todo o processo eleitoral o erro que seria votar no Dr. Mário Soares. Está clara uma das razões dos míseros 14,34% e da "derrapagem" até ao terceiro lugar.
Pena é que alguns amigos meus (novos e antigos) tenham tido o dissabor de votar em alguém com este sentido de democracia e de estado.

Institucionalidades.

Por "deformação profissional" sempre aprendi e sempre tentei transmitir através do basquetebol que, independentemente do carácter competitivo do jogo, o mais importante é a forma como se encara o desporto e a forma como lidamos com a derrota e a vitória.
Curiosamente, na presença de algumas personalidades estrangeiras, alguns portugueses com responsabilidades acrescidas pelo seu "papel" político e constituinte, não tiveram na tomada de posse do novo presidente da república, o mínimo sentido de democracia e de respeito pelas instituições, já para não dizer pela própria constituição.
Campanhas eleitorais são claramente espaços de "combate" político e ideológico que se compreende; processos eleitorais determinam democraticamente a vontade do povo e resultam numa determinada eleição.
Após o dia de hoje, ouvir de algum deputado da AR do Bloco de Esquerda ou do PCP, a palavra democracia é o mesmo que ver um "porco a voar" (excepção feita para os concertos dos pink floyd).
Que não se revejam politicamente em alguns conceitos do discursos do PR é algo óbvio e politicamente aceitável.
Que não se respeite a tomada de posse de um novo PR como instituição, como representação máxima de uma país/nação é algo que define e espelha o conceito de democracia e sentido de estado para os deputados em causa. O mínimo que lhes seria exigido era que se ouvissem das suas bancadas o respeito aplaudível pela posse do novo PR.
São estes os verdadeiros defensores da democracia e da liberdade.

Dia Um!

"Rezava" assim uma das excelentes músicas de Sérgio Godinho: hoje é o primeiro dia do resto das nossa vidas.
Dia um em Belém: 9 de Março de 2006.
Tomou posse o primeiro Presidente da República da área política da direita.
Obviamente... um presidente para todos os portugueses.

foto "portugal diário"

03 março 2006

Mais crise económica

O sector da indústria portuguesa da medalhística, tem apenas mais uma semana de sobrevivência empresarial.
Mais falências. Mais desemprego!
O
Dr. Jorge Sampaio está prestes a abandonar Belém.
E agora como vão ser as condecorações?!