“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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27 outubro 2005

Portugal vai ser Maior! Chegou o Presidente...

Esta é uma batalha desigual.
Não por culpa de Cavaco Silva, mas, exclusivamente, pelos seus opositores, com ideias vazias, guerras internas, sem propostas para os portugueses ávidos de um país melhor.
No seu discurso de apresentação do seu manifesto eleitoral, Cavaco Silva foi implacavelmente Presidencial. Transpondo para uma realidade, cada vez mais óbvia, a sondagem hoje publicada (Marktest para DN e TSF) que lhe atribui a maioria ou um valor muito próximo desta (considerando-se ou não a margem de erro de 3,45 e a inclusão de um 'hipotética' candidatura de Paulo Portas com 1,7% de intenções de voto).
A esquerda ou muda o seu discurso (nomeadamente Mário Soares e a sua colagem ao PS) e se mobiliza conjuntamente (nem que para tal tenha de engolir um 'sapo', como o fez num passado mais ou menos recente) ou então corre o risco de não ter para onde ir, nem a quem convencer.
Na linha de pensamento de Vasco Pulido Valente, estas eleições não vão ter 'campanha' eleitoral, mas sim um caminho de sentido único e triunfal para Cavaco Silva.
Os seus cerca de 40 minutos de manifesto eleitoral são uma verdadeira lição política (por isso é que Soares, nesta altura, prefere os debates alargados, como auto-defesa).
São ideias concretas para a sua acção presidencial e para o despertar do país. Uma verdadeira análise ao 'estado da nação', analisando friamente a nossa realidade, apontando metas e objectivos perfeitamente realistas e alcançáveis. São ideias "susceptíveis de mobilizar os portugueses". E não um conjunto balofo de conceitos vazios e demagogias como as do discurso de Mário Soares.
No seu manifesto estão contemplados os anseios da generalidade dos portugueses, numa acção presidenciável garante da confiança, optimismo e mobilização nacional:
- melhor democracia e melhoria da imagem da classe política e das suas instituições;
- uma justiça mais eficiente, responsável e célere;
- mais segurança (de pessoas e bens);
- uma administração pública mais transparente e eficaz na prestação dos seus serviços;
- melhorar a competitividade e a produtividade, facilitando o desenvolvimento do país;
- mais estabilidade e melhor emprego, através de um maior diálogo e concertação entre o governo e os parceiros sociais;
- uma melhor qualificação educacional e profissional da população;
- garantia de cuidados de saúde eficazes e acessíveis;
- menores diferenças entre as diferentes regiões do país (redução das assimetrias);
- uma acção social dirigida especialmente aos deficientes, idosos, reformados e desempregados.
Cavaco Silva afirmaria ainda a sua determinante posição de estabilidade, independência e isenção partidária.
Dizer que estes princípios se confundem com objectivos meramente executivos e de campanha governativa, significa dizer que o país não precisa de 'timoneiro' no leme, pode andar à deriva, sem que institucionalmente haja alguém que exija ao governo e às suas instituições rigor, transparência e contributo para o desenvolvimento do país. Aliás, memória curta têm os Soarístas que se esquecem que num dos mandatos presidenciais de Mário Soares o governo se viu obrigado a congelar o pagamento do subsídio de natal aos trabalhadores.
A procissão ainda vai no adro... Mas o nevoeiro já se dissipou e já se vislumbra o D. Sebastião.
Chegou o próximo presidente.

25 outubro 2005

Discurso da Tanga Supra-partidário

Na sequência do que Aqui referi em relação ao discurso de Mário Soares na apresentação do seu manifesto (ou manifestamente pobre) de candidatura a Belém, sem negar o apoio incondicional do PS, o Sr. Doutor 'político profissional' tentou alargar os horizontes do seu leque eleitoral afirmando (mal disfarçado) que a sua candidatura é nacional. Pois triste sina a sua...
Não ouvimos uma única referência sua às situações recentemente (há 4 ou 5 dias) vividas no seio de uma reunião da comissão política nacional do PS, onde alguns dirigentes criticaram veemente a presença naquele espaço e órgão de dirigentes apoiantes declarados de Manuel Alegre. É o claro reflexo do mau estar que se vive nas hostes socialistas com esta bipolarização presidencial. Bipolarização que o PS não sabe digerir, nem dirigir, querendo impedir dirigentes nacionais legitimamente eleitos de se apresentarem numa reunião nacional.
O PS que ainda não percebeu (para gáudio dos apoiantes de Cavaco Silva e "qui ça" das outras candidaturas) que quanto mais beliscar o apoio de Manuel Alegre, mais votos está a atrair para aquele candidato, afundando o seu 'protegido'.

"Plagiar" é feio!

Soube a pouco ou a quase nada...
E nem a ausência das altas esferas do PS (ausência muito mal disfarçada já que no passado fim-de-semana ouvimos o nosso (des)governante José Sócrates a apelar ao voto em Mário Soares e a afirmar que este é o candidato socialista), nem isso, trouxe algo de interessante a um discurso vago, vazio de ideias concretas. Apenas repetições (plágios) interessantes do discurso de Cavaco Silva.
Afirmar que se é a favor da estabilidade (qual canção de embalar - "os portugueses comigo podem dormir descansados") é plágio (Cavaco Silva já o tinha dito).
Afirmar-se como candidatura nacional é plágio (Cavaco Silva também assim se apresentou), acrescido desta candidatura ser marcadamente partidária, com pequenos rasgos de independência, por ter saído da vontade expressa do PS nacional (nem todo).
Afirmar que mantém os actuais poderes presidenciais e ser-se partidário do sistema sem-presidencialista em vigor é plágio (Cavaco Silva já tinha referido que conhecia os actuais poderes e que aceitava a actual Constituição).
E nem o formato do discurso conseguiu ser diferente (a não ser no protagonista): o mesmo estilo, as perguntas (des)ordenadas dos jornalistas, a família, os amigos e o staf. Foi plágio.
É feio plagiar e não trazer nada de novo e diferente do seu principal opositor (sem esquecer Manuel Alegre), num discurso muito vazio de ideias e princípios.
Dizer-se que "sou socialista" mesmo os mais distraídos não duvidam. Dizer que se tem o apoio do PS ('alertando' a candidatura de Manuel Alegre), já o próprio primeiro ministro o tinha afirmado.
Socialista, republicano e laico foi um discurso usado já há décadas.
De novo para o futuro... NADA!
Esta candidatura marcadamente partidária e socraísta, está 'amarrada' e incomodada pelo mau desempenho governativo de quem a apoia e marcada pela bipolarização Soares-Alegre que a auto-derrota.
Quem ganha com esta conjuntura é Cavaco Silva. Para além do apoio à direita, o ex-primeiro ministro consegue "colar-se" a um PS que não se revê em Manuel Alegre e preconiza a ideia de um Soares fora do tempo (exemplo os mandatários presidentes de câmara recém eleitos pelo PS nas autárquicas). É por estes factos, uma candidatura muito mais abrangente e supra-partidária.
Para além disso, no seu discurso, Mário Soares esqueceu-se que o que o País precisa neste momento ('banhado' por mais descontentamento popular e social que no governo de Guterres e Durão Barroso juntos e ainda se dá o desconto do tempo de Santana Lopes), conforme o demonstraram as eleições autárquicas, é de um Messias, ou como referiu Jerónimo de Sousa, de um sebastianista.
Pois bem... que se levante o nevoeiro! Porque D. Sebastião já existe.

20 outubro 2005

Eu sou candidato! (conscientemente)

Está desfeito o "pseudo-tabu" presidencial. Cavaco Silva é, em (sua) consciência, presidencial.
Aproveitando de forma inteligente e com astúcia (sabendo gerir, implacavelmente, o tempo e as oportunidades) a conjuntura nacional do pós-autárquicas e o desânimo, desalento e frustração dos portugueses, Cavaco Silva apresentou-se independente (suspensão da sua filiação e sem a formal dependência partidária), abrangente (à direita, ao centro e uma espreitadela à esquerda) e como claro um verdadeiro 'desejado'.
O perfil é, eventualmente, o mais adequado (mesmo para os seus 'maus-amados'), já que à necessidade de um Presidente completo (competência e conhecimento nas diversas áreas) sobrepõe-se a urgência nacional de alguém com a competência económica que se lhe reconhece e que perspective para o País um optimismo e garante de recuperação interna e europeia.
As 4 linhas principais da razão de ser candidato (deixando para o dia 27 a apresentação dos seus objectivos de orientação da nação), são o espelho do que referi:
- o conhecimento da realidade governativa e das dificuldades actuais da nação;
- a facilidade de relacionamento no contexto internacional e europeu;
- experiência política;
- factor de estabilidade, optimismo e esperança para o futuro, principalmente para os jovens e para o desenvolvimento nacional.
Conforme sublinhou, "por um dever de consciência" se candidata... 'arriscando-se' a ganhar, por ser o mais apoiado, mais abrangente, por falta de alternativas capazes e por ausência de convergência à sua esquerda.
Como referiu Luís Delgado, no DN de hoje, Cavaco Silva poderá ser Presidente, por vontade própria, por expressão popular (voto) e igualmente por "acção ou omissão" dos seus opositores.
Por agora é tudo.. até dia 27!

19 outubro 2005

"Dia D" - à Direita volver! Cavaco vs Belém - Parte I

Amanhã, Cavaco Silva apresentará a sua candidadtura à Presidência da República, desfazendo algumas dúvidas que ainda pudessem persistir nos mais distraídos e cépticos cidadãos. O segredo e a surpresa deste anúncio residirá nas explicações e razões que movem o Professor a apostar neste projecto, já que, segundo se conhece, o seu manifesto eleitoral só mais tarde será divulgado.
Restará esperar pelos seus conceitos presidencias e pelos primeiros debates com a esquerda socialista e revolucionária, para percebermos qual a capacidade desta candidatura de atingir o seu objectivo. Se bem que este combate político afigura-se facilitado, por um lado pela abrangência da sua área de apoio (desde a direita - independentemente da timidez do 'sim' do CDS.PP - até às 'cores' do PS, pelo menos) e por outro lado, pelos 'desencontros' constantes e públicos da esquerda (principlamente do PS) nesta matéria presidencial, fazendo crer que estas eleições poderão, à semelhança do que ocorreu nas autárquicas, conter um acentuado cariz anti-governo.
Esperemos pela parte II.

13 outubro 2005

Presidenciais 2006

Durante a campanha para as recém terminadas eleições autárquicas, um dos temas mais badalado foi a próxima eleição presidencial. E o assunto não chegou sequer a resfrear na comunicação social, nem na esfera política nacional: hoje mais uma candidatura foi oficialmente anunciada - a do coordenador geral do BE, Dr. Francisco Louçã. Se nas eleições autárquicas ficou claramente espelhado (resultado dos papéis que foram colocados nas inúmeras urnas) o descontentamento pela governação socraísta deste país, não deixa de ser curiosa a proliferação de coragem política que emerge das já consideráveis candidaturas a presidente da nação que se perfilam á esquerda do PS. Para alguns politólogos, começa a ser um curioso "case study" da política nacional. Neste modesto espaço começam a surgir algumas questões que se entendem como pertinentes:
a) Será que todas as candidaturas irão chegar ao fim?
b) Será que o próprio Dr. Mário Soares não desistirá?
c) Como reage o PS às sondagens recentemente tornadas publicas que indicam Manuel Alegre (esse mesmo... o poeta) muito melhor colocado que Mário Soares?!
d) Será que a esquerda "bloqueou" (não é trocadilho) completamente e com estas expressões de vontades e sentimentos populistas, não irá beneficiar uma candidatura da direita (apesar de ainda não existir nenhuma)?
Será!!!!?????