“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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03 agosto 2008

Há 40 Anos...

Não é propriamente caso para o cliché "E tudo o vento levou...".
Mas ao fim de 40 anos, quatro meses e 28 dias de governação, pela primeira vez nos anais da história política de todo o mundo, um governante é deposto por uma cadeira.
Pena que a Dona Maria de Jesus (governanta de Salazar), num momento de fúria, tenha arremessado a cadeira ao mar.
Era, com toda a certeza, símbolo nacional.

31 julho 2008

Ora Bolas...

Que balde de água fria....
Então o Sr. Presidente da República faz-me estar desde as 7:30Hm da matina, todo ansioso, à espera de ouvir da sua boca qualquer coisa bombástica como - "acabou a crise", "vai haver melhores ordenados e melhores condições de vida", "o SNS vai mudar" (para melhor claro), "vamos ser mais felizes", "subimos em todos os rankings positivos da UE", ou ainda do tipo - "eleições antecipadas", "o governo pediu a demissão porque não sabe mais o que há-de fazer pelo país", ou até mesmo "vou-me demitir porque já não quero ser mais Presidente".
Mas NÃOOOOOOOOOOOO
Veio falar de uma coisa qualquer que se passou nos Açores e de quererem mexer com as suas funções ou darem-lhe mais dores de cabeça do que aquelas que ele já tem.
Bolas... tanto suspense para nada.
Não acredito mais nele. Faz-me lembrar a história do Pedro e do Lobo.
BALELASSSSSSSSSSS SR. SILVA.

22 junho 2008

Breves notas de regresso

Em jeito de resumo...

Portugal despede-se, sem glória, do Euro 2008. Frustrante e decepcionante. Voltemos à realidade fria e crua do dia-a-dia: desemprego, economia parada, crise, falta de recursos, ensino decadente, combustíveis, greves, mais greves... Portugal no seu melhor.

A par disso, e olhando para as notícias, comentários e intervenções do Congresso do PSD, resta-me uma conclusão: Não é preciso muito esforço para o PS voltar a ter maioria... e o país pode virar, claramente, bem à esquerda (o que não será bom nem para o País, nem para o PS, para o PSD ou para o CDS).

25 abril 2008

E esta, hein?!

Bom... Já se suspeitava que em Portugal existe algum deficit democrático, um enorme afastamento dos eleitores para com os seus eleitos, um desacreditar constante na política, nos políticos, nos partidos e no Estado.
E, independentemente, dos valores apresentados pelas sondagens de opinião, também já há muito que se sabe que o Governo "governa" sem oposição real e eficaz, fruto da intromissão em espaço ideológico que não o seu natural.
Também não deixa de ser verdade que, face à ineficácia e desastrosa oposição e apesar dos números estatísticos das intenções de voto, os cidadãos assumiram o seu papel de "contra-poder" (por exemplo, na saúde e no ensino).
Ou será um alívio para Portugal e um pesadelo para a Costa Rica?! Ou será o Carnaval fora de tempo? Ou...

23 março 2008

Interioridades Perdidas.

As noticias desmultiplicam-se em situações caóticas de trânsito neste fim de Páscoa.
Trânsito no regresso aos grandes centros e ao litoral, vindo de uma breve passagem pelo interior (excepção feita ao AllGarve), nomeadamente à Serra da Estrela.
E é este o exemplo perfeito de um país assimétrico, despovoado e cada vez mais desertificado no seu interior. Apesar de alguns resistentes.
Um Portugal desigual, onde as pessoas contam cada vez menos.

03 janeiro 2008

Ano Novo, Vida...

Publicado na edição de hoje (3.01.2008) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Déjà vu!


Ciclicamente a euforia da renovação do calendário leva-nos a bater palmas, deitar os foguetes e ainda a apanhar as canas.
Periodicamente, (e em alguns casos quão religiosamente) despedimo-nos de um ano velho, usado e gasto e para entrarmos num novinho em folha e por estrear. Mas será melhor?! Nem sim, nem não… antes pelo contrário.
Pessoalmente não tenho ilusões. Não sendo por natureza pessimista, não posso deixar, no entanto, de ser realista.
Não acredito que 2008 seja melhor que 2007. Mesmo que não seja pior (circunstância que não coloco de parte), pelo menos será igual… o que pressupõe alguma decepção.
Na justiça os processos mais mediáticos (casa pia - apito dourado - autarcas) continuam por resolver; a ordem dos advogados conheceu novo bastonário e as escutas telefónicas voltaram à ordem do dia.
Na saúde a contestação cresce com o desagrado pelas políticas de encerramento dos cuidados essenciais.
A educação envolveu-se num chorrilho de normas e regulamentos que, em vez de estruturar um sector vital para o desenvolvimento do país, descaracterizam o processo educacional, transformando o ensino numa realidade meramente estatística. Salva-se o prémio atribuído ao Prof. Arsélio Martins.
A economia viveu entre OPA’s falhadas, fusões fantasma, o “caos” BCP e animava os últimos dias de 2007 entre acusações, pressões políticas de danças de cadeiras. Mas crescer e potenciar o país é algo que ainda não passa de uma miragem. O que voltou a crescer foi o debate em torno do processo OTA.
O desemprego mantém o país na cauda da Europa e manteve ainda as organizações sindicais activas.
A política, cada vez mais afastada dos cidadãos, sentiu a crise em que mergulhou a autarquia lisboeta (e os reflexos que teve, principalmente, no PSD e no CDS), espelho de muitas crises por outras autarquias deste país; registou ainda o regresso do populismo de Santana Lopes, sem esquecer o mediatismo e jogos de poder constantes em Alberto João Jardim; bem como seis meses de intensa vivência europeia, culminada com o processo do Tratado Europeu que foi “porreiro, pá!” (apesar da influência notada do peso Alemão e Francês) e da Cimeira EU-África envolta na polémica Reino Unido-Zimbabwe que relegou para segundo plano os direitos humanos no continente africano. Mesmo assim, a presidência portuguesa da EU ainda teria tempo para alargar o espaço Schegen, com uma inovação tecnológica lusa - o “SISone4ALL”.
A sociedade portuguesa começava o ano de 2007 a “olhar para o umbigo”, com o referendo pela despenalização do aborto, que, apesar de continuar a não ser vinculativo, o não conservador acabaria por perder, para, a partir de 3 de Maio viver apaixonadamente envolvida no mediatismo exacerbado do desaparecimento, no AllGarve, da pequena Madie e mais recentemente da pequena “Esmeralda”. As estradas portuguesas transformaram-se em verdadeiros “campos de batalha”.

Continuar a ler AQUI.

01 janeiro 2008

Chegou 2008. E depois?!

Ainda pensava eu que era realista (na opinião de outros, se calhar, pessimista).
 
Oportunidade para ver aqui o resumo do discurso de Ano Novo do Presidente, ou aqui na íntegra.

29 dezembro 2007

Notas de Fim de Ano!

Portugal vive hoje, inexplicavelmente, um clima de verdadeiro ataque à democracia, ao exercício do direito de cidadania, à liberdade.
Não há, após os anos de 74 e 75, memória de tal realidade.
Em qualquer sector da sociedade é perfeitamente comprovável a pressão, a influência, a falta de liberdade, a falta rigor, mérito e de responsabilidade, o medo, os jogos obscuros... Na política, no governo, na economia, no poder local, na comunicação social
É o desrespeito pelos outros, pela opinião contrária, pela vontade e sentimento dos cidadãos. É o fim do sentido institucional e dos valores.
E 2008 não vai ser nem melhor, nem pior… antes pelo contrário!

18 dezembro 2007

Estamos Tratados...

Determina a nossa constituição que é um direito de qualquer cidadão, como garante da consolidação da democracia, a participação directa na vida política.
Este direito do exercício dos valores de cidadania, tem várias formas e contextos.
Desde o direito de eleger e ser eleito, passando pelas petições ou representações, terminando nos referendos.
A mesma constituição determina que os referidos referendos devem ter como objecto questões de relevante interesse nacional.
Pode-se, deste modo, colocar a questão sobre a relevância ou não do Tratado de Lisboa. Da mesma forma que foi indiscutivelmente relevante e importante para o país a nossa adesão à Comunidade Europeia em 1986 ou até mesmo a assinatura do Tratado de Maastricht em 1991. E tais factos não foram referendados.
Parece-me, pois, que a questão do referendo ao Tratado de Lisboa é apenas um argumento ou arma política dos anti-europeístas que, à falta de outros argumentos, se esgrimam por um facto que, nesta data, não se avista de tão relevante.
Isto porque a própria história do processo europeu tem definidas regras mais ou menos sólidas e democráticas. Para tal é que se elegem os deputados ao parlamento europeu. Para tal é que se elegem os deputados à Assembleia da República. O que seria da nossa política se tudo o que fosse importante, fosse igualmente considerado relevante?! Deixaríamos, com certeza, de necessitar de deputados (o que nalguns casos seria o mesmo que poupar no erário público).
Por outro lado, basta sermos coerentes com a realidade do nosso país. Basta para tal fazermos um ligeiro exercício de memória e recordarmos o valor da abstenção na última eleição europeia.
A questão é que os portugueses ainda não se consciencializaram sobre o papel e o peso da União Europeia nos destinos do país. Para a grande maioria dos portugueses a Europa ainda continua a ser o paraíso dos subsídios e nada mais. É ainda uma verdadeira miragem e um sonho (ou pesadelo, conforme a opiniões).
Daí que referendar o que ninguém sabe, quer saber ou tem curiosidade em entender, é o mesmo que pedir a um jovem emigrante (da 3ª geração) que participe nas eleições presidenciais portuguesas.
Concordando com o Presidente Cavaco Silva, é altura para se efectuar, digna e profundamente, um debate sobre a realidade europeia e o contexto de Portugal nessa mesma realidade.
É altura de explicar e ensinar quem quiser aprender.

25 novembro 2007

Qualquer morte é estúpida.

A morte é sempre estúpida.
A guerra não o é menos.
O direito à vida é inalienável.
A vida é o direito mais importante e fundamental do Homem.
Por outro lado, é discutível se a nossa presença no Afeganistão, no Iraque, Balcãs ou em qualquer outro ponto do mundo é importante, imprescindível, relevante ou compensatória.
Além disso, é argumentável questionar-se a obrigatoriedade ou o voluntariado da presença dos militares nas campanhas externas.
Menos justificável é a razão porque se morre por uma causa que não é a nossa.
Nada justifica a perda da vida humana.
Nem o dever de cumprir a missão…

Decididamente... Pobres!

O último estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) determina Portugal como o 6º país mais pobre, num total de 30 nações.
Os dados da OCDE indicam que o PIB per capita desceu três pontos percentuais de 2002 para 2005 (72% para 69%). Só Turcos, Mexicanos, Eslovenos, Polacos e Húngaros têm menos dinheiro do que os Portugueses.

Curioso ainda o dado do estudo que refere o facto de em Portugal estar empregado não evita a pobreza. Cerca de 14 por cento das pessoas que trabalharam em 2004 tiveram rendimentos abaixo do nível da pobreza.

“Pobretes” e cada vez menos “alegretes”.

01 novembro 2007

Em 1755...

Há 252 anos a terra tremia em Portugal.
Lisboa era desvastada pelo sismo, pelo tsunami e pelo fogo, bem como uma grande parte do Litoral Algarvio.
Embora seja sempre de recordar as cerca de 90 mil pessoas que morreram, há no "day after" da catástrofe algumas curiosidades relevantes:
1. A destruição de um património arquitectónico e cultural incalculávele que não foi recuperado.
2. O surgimento da visão científica do acontecimento, com os primeiros estudos de sismologia.
3. A visão de planeamento urbanístico de Marquês de Pombal.
4. A repercursão política - social e religiosa no pós sismo: a consolidação do Absolutismo, a tentativa de regicídio (processo dos Távoras).

Mas esta que é igualmente relatada no Correio da Manhã e que ilustra quão interessante é a relação afectiva dos espanhóis por nós. O agradecimento divino pelo facto da catástrofe ter sobrado para os pobrezinhos do lado de cá da fronteira.

10 outubro 2007

Rescaldo do fim-de-semana

A meio da semana ainda badalam os estilhaços das leituras e "desabafos" do fim-de-semana na imprensa nacional.
Retrato a quatro dimensões deste rectângulo à beir-mar plantado.
Foto 1
Ficámos a saber que os casos de pedófilia envolvendo crianças da Casa Pia não parou.
Foto 2
Através do socialista João Cravinho, é preocupante o crescendo da corrupção no nosso sistema político.
Foto 3
Através de um dos jornalistas mais meiático e, provavelmente, mais conceituado, descobrimo que o canal público de televisão (que deveria ser de e para todos) afinal não é isento e serve de arma informativa do governo.
Foto 4
Depois de "bestiais" passaram a "bestas" para voltarem a serem os "maiores". A imprensa britânica (ou alguma) revela que afinal a PJ Portuguesa está no bom caminho da investigação do caso Madie.
Cantando e rindo...

05 outubro 2007

5 de Outubro de 1910

I República - queda do regime monárquico.
A história revela-nos que as mudnaças sociais e políticas ocorreram sempre sustentadas por processos revolucionários: I República - "II República" (28 de Maio de 1926) que deu origem a um dos períodos mais controversos e polémicos da nossa história, O Estado Novo e o 25 de Abril de 1974 (provavelmente a III República).
Foi assim que uma varanda da câmara de lisboa teve o seu apogeu histórico e simbólico a 5 de Outubro de 1910, quando foi implantada a República (a tal I República), encerrando-se um ciclo de 7 séculos de Reis, Rainhas, Principes e Princesas e de muitos contos de fadas.
De tal facto histórico, social e político surgiram nomes como os de Teófilo Braga, Manuel Arriaga, Benardino Machado e Sidónio Pais, entre muitos outros.
E surgiu também um país onde reina a corrupção, a "cunha" e o favorecimento pessoal, a crise económica, a crise de valores, o mau trato das crianças (de novo Casa Pia, para ler no "Sol"), o desemprego, a crise na educação e na saúde.
É caso para dizer que, mesmo com o fim da Monarquia, "O Rei vai nú".

03 outubro 2007

Quem não se sente...

não é filho de boa gente. Assim reza o bem antigo dito popular.Só é pena que Portugal não se liberte deste mito histórico de subserviência para com o Reino de Sua Majestade.
É deprimente que durante 5 meses, os ingleses, a sua imprensa e camuflada e silenciosamente a sua polícia, tenham "gozado", mal-tratado, denegrido o País, as nossas gentes e a nossa PJ, sem que ninguém, ou quase ninguém, tenha defendido as nossas "coisas" e enfrentado os ingleses.
É nestas coisas que vemos o nosso peso internacional, a nossa força e capacidade de nos impormos.
Continuamos e, infelizmente, haveremos de continuar na cauda e bem no fundo da Europa, com ou sem presidências, com mais ou menos folclore, preocupados com as tecnologias e os seus choques. Como diria o meu avô se ainda fosse vivo: «comemos sardinha e "arrotamos" lagosta». E lá vamos cantando e rindo.
O Inspector Gonçalo Amaral - ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, teve a coragem de proferir, com o seu comentário, o que muitos secreamente e por essas esquinas apenas se atrevem a dizer em surdina.
Este caso está claramente mal contado e são inúmeras as pontas do novelo que nos fazem pensar em várias suspeições. A isto não será alheio os comportamentos, o "circo" montado e alguma coisa bem escondida por parte dos pais e amigos da pequena Madie.
Este caso apenas serviu até agora para complicar o trabalho da PJ e "afundar" a imagem de Portugal.
A única preocupação que existiu foi a de "baixar as calças" para que os ingleses nos vejam mais as "cuecas".
Maior subserviência não pode existir.
Somos mesmo pequeninos.

A entrevista polémica
aqui no DN.
Mais informação
AQUI - AQUI e AQUI.

25 junho 2007

Historiedades infelizes

Há factos que são históricos e que fazem parte do património cultural português.
No entanto, há, igualmente, realidades sociais, políticas e culturais actuais que "teimam" em negar e contrariar tal património.
Isto lembrou-me a minha amiga cegonha "Matilde".
Pelos vistos ontem teve um daqueles domingos sociais. No chá das cinco, uma das suas amigas (monárquica de sete penas) fez questão de lembrar a data histórica de ontem: 24 de Junho de 1128 - Batalha de S.Mamede.
A Batalha de São Mamede foi uma guerra travada entre Dom Afonso Henriques e as tropas de sua mãe, D. Teresa e do conde galego Fernão Peres de Trava, que se tentavam apoderar do governo do Condado Portucalense. As duas facções confrontaram-se no campo de São Mamede, perto de Guimarães.
Com a derrota, D. Teresa e Fernão Peres abandonaram o governo condal, que ficaria assim nas mãos do infante, futuro primeiro Rei de Portugal. D. Teresa desistia assim das ambições de ser senhora de toda a Galiza.
Resumindo, começou desta forma a nossa desgraça nacional.

17 junho 2007

Medalha de Bronze... pelas piores razões

No dia em que se celebra o Dia Mundial da Desertificação e da Seca, com o lema «Desertificação e Alterações Climáticas: um desafio global» e segundo a Agência Espacial Europeia, Portugal é um dos três países mais desertificados da Europa, juntamente com a Itália e a Turquia.
A análise é feita com base em imagens do sistema de satélite europeu e insere-se num projecto que está a ser desenvolvido em conjunto com a Convenção das Nações Unidas para a Luta contra a Desertificação (UNCCD).
Segundo o estudo, o nível de desertificação nos três países - Portugal, Itália e Turquia - é dos mais elevados da Europa.
As projecções dos estudos e das análises, até à data, realizadas pela AEE, estimam que a desertificação - processo de degradação da terra provocado, por exemplo, pela actividade humana, põe em risco a saúde e o bem-estar de mais de 1.200 milhões de pessoas em mais de 100 países.

01 dezembro 2006

O restaurador

1 de Dezembro de 1640. Mais para o mal do que para o bem, Portugal libertava-se da sua ligação a Espanha, retomando a sua condição de nação/reino independente.
D. João IV ascendia ao lugar de Rei de Portugal.
Seria por ele que Nossa Senhora da Conceição era proclamada padroeira de Portugal.
Seria no seu reinado que surgiria a mais velha aliança do mundo: Portugal - Inglaterra.

05 outubro 2006

Nacionalidade - Monarquia - República

Zamora - 5 de Outubro de 1143
O Tratado de Zamora. Reconhecimento da soberania portuguesa (confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179) e confirmação do título de Rei de Portugal a D. Afonso Henriques.
Assim nascia PORTUGAL, pela mão monárquica.
Porque será que teimosamente esquecemos a data do nosso nascimento?!

A 3 de Outubro de 1910 estalou a revolta republicana que já se avizinhava no contexto da instabilidade política e do descrédito da monarquia.
A 5 de Outubro o Governo rendia-se, os republicanos proclamavam a República e D. Manuel II era exilado. Terminava o reinado monárquico, sem que isso signifique acabar com um infimo sentimento afectivo pela coroa e pela realeza.
No entanto, mudava o regime, mas continuava a instabilidade social, a corrupção (que vigora até hoje), a crise política provocada por quase 50 anos ditaturiais.