“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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30 setembro 2006

Desabafos Simbólicos.

Aquando do último Mundial de Futebol - Alemanha 2006, a polémica instalou-se na sociedade civil lusa, motivada pelo uso indevido - ou não - de publicidade ou inclusão de texto na bandeira nacional.
Heresia. Desrespeito. Ofensa nacional. Ultraje. Afronta. Escândalo.
Tudo serviu para a fundamentação crítica do facto.
Assim...
Sendo a Assembleia da República o garante máximo da nacionalidade e sentido patriótico, nada é de espantar, que o seu presidente, num momento de estonteante sensatez, tenha proposto aos líderes parlamentares que a Assembleia da República passe a ter uma bandeira própria.
Sim porque esta já nada significa.
Enfim...

13 setembro 2006

É a Justiça, estúpido!

Ao cair do dia 4 de Março de 2001, ruía a ponte sobre o rio Douro em Entre-os-Rios.
Com este acontecimento, assistia-mos à tragédia inqualificável da morte de 53 passageiros de um autocarro e mais seis passageiros de três viaturas ligeiras.
Muitas destas vítimas continuam sem que os seus familiares os possam, ou pudessem, sepultar condignamente.
Famílias inteiras foram destroçadas.
Um relatório, anexo a um dos processos que decorre em tribunal, confirma que a queda da ponte se deveu à ruptura de um dos pilares (o quarto, mais concretamente).
Neste processo, são acusados por negligência 4 ex-técnicos e 2 de uma empresa privada.
A acusação é fundamentada no comportamento desleixado dos arguidos, falta de responsabilidade e incompetência, omissão de elementares regras técnicas e a ocorrência de erros grosseiros.
Para os advogados de defesa dos arguidos, esta acusação é patética e o caso serve para encontrar “bodes expiatórios”. Só falta dizer (com paralelismo no 11 de Setembro) que a queda da ponte foi uma ilusão. Eventualmente, os desaparecidos nas águas do Douro emigraram para algures.
Mais grave e inqualificável é, após todas as acusações, o procurador do Ministério Público (uma das faces da acusação) afirmar que a idoneidade, o facto de os arguidos serem “pessoas de bem” (seja lá o que isso signifique), a idade e a saúde, poderem servir com atenuantes ou mesmo (pasme-se) de amnistia dos crimes.
Mas e as vitimas?! E as suas famílias?!
Com se ousa dizer: É a justiça, estúpido!
Razão tem o advogado das famílias das vítimas – Dr. João Nabais.
Em Portugal é hábito, tradição secular e intocável que a culpabilização de responsáveis por actos criminosos (seja por incúria, desleixo ou irresponsabilidade técnica e profissional), seja a norma do arquivamento e da impunidade.
Por isso é que muito pouca gente acredita na justiça.
Por isso é que temos uma justiça injusta e indigente.
É a tendência habitual de não se responsabilizar ninguém.
É a “Casa Pia”, o “Apito Dourado”, a corrupção, etc.
É o estúpido da justiça.

14 agosto 2006

Rescaldos!

Ainda a propósito do post "O Verão" referente à publicação do meu artigo no Diário de Aveiro - "Todos os anos é Verão!".
O Sôr Ministro da Administração Interna afirmava que "prevenção não produziu os efeitos desejados" e o "estado da floresta", já que na sua opinião "A floresta não está como devia estar." justifica o elevado número de incêndios que no final do mês de Julho e início de Agosto provocaram o caos, a aflição, a preocupação geral e o desvastar de floresta, de bens e de vidas.
Para o Sôr Ministro, uma das questões reside na falta de limpeza das zonas florestais da responsabilidade dos seus proprietários.
Que existem zonas "sujas" em muitas florestas, é um facto. Basta dar uma voltinha de carro por este país.
Que faltam recursos financeiros e humanos para que muitos proprietários tenham capacidade de resposta adequada para esta situação, é uma realidade que se tornou caótica. Longe vão os tempos que era rentável o processo de limpeza das matas.
Mas como justifica o Sôr Ministro que fogos lavrem em zonas florestais da responsabilidade governamental, como o caso do Parque Pêneda-Gerês, Serra da Estrela e outras matas nacionais?!
Como justifca o Sôr Ministro do MAI a falta de racionalidade de investimentos, auto-prevenção governativa, planeamento e estrturaão ambiental do território nacional?!
Com é possível ler-se esta notícia do Público e ouvir a desresponsabilização do governo nesta matéria incendiária?!
Sôr Ministro, o governo tem a obrigação de, em tudo o que exigir, dar o devido exemplo.

25 junho 2006

GRANDE! (actualizado)

Somos um país pequeno, mas somos MUITO GRANDES!
Contra todos os Adamastores... e muitos "pachecos pereiras"!
VIVA PORTUGAL!
 
Ver Aqui a melhor frase do dia relacionada com o jogo.

23 junho 2006

Bandeirismo...

Recentemente foi polemicamente instaurada a guerra à bandeira publicitária.
Constitucionalmente, a bandeira nacional (adoptada pela implementação a República a 5 de Outubro em 1910) é um dos símbolos – a par do hino, representativos da soberania nacional.
Mas este facto, em si, que significado tem?!
Entre 1974 e 2004, que impacto e significado teve a bandeira portuguesa no sentimento nacional e patriotismo dos portugueses?!
Para além de “enfeitar” edifícios públicos, o Palácio de Belém, a Assembleia da República e a frente do carro presidencial, que simbologia e referência é para cada um dos portugueses?!
Goste-se ou não, o futebol e, concretamente, o Euro 2004 restituiriam uma forte ligação emotiva e simbólica com a bandeira nacional o patriotismo e a essência do colectivismo.
Se assim foi, se isso representou um reencontro dos portugueses com os seus símbolos e o seu colectivismo nacional, porquê tornar a criar um distanciamento absurdo entre o “sagrado simbolismo” e o povo por ele representado?!
Se, por exemplo através do desporto, se consegue criar esta empatia entre o ser-se português e a vontade de o exprimir através do hino e da bandeira, que constrangimento patriótico poderá existir se a bandeira tem ou não publicidade?!
Torna-a menos portuguesa?! Denegride o país?! É ofensivo?!
As referências expressas não são nacionais?!
Porque é que será menos digno a divulgação de um produto ou marca portuguesas através da bandeira nacional e não o é a colectânea de assinaturas dos jogadores de futebol no mesmo símbolo?!
A expressividade patriótica não deveria ser “retida” e “amordaçada” por um constitucionalismo desenraizada do sentimento das pessoas.
Ser português também é isto: ser livre na expressão emotiva dos seus símbolos.

Actualização (comentário tornado mais visível em jeito de esclarecimento)

Caro Amigos
Permitam-me uma pequena reflexão para esclarecimento. Não sou contra a publicidade na bandeira, como também não sou a favor.
Neste caso a minha posição é claramente um Nim, ou, nem sim nem não, antes pelo contrário. Se a bandeira tem num canto inferior o nome de um jornal, de um hipermercado ou supermercado do bairro, ou se diz "Amo-te Portugal" ou se vem assinada pelos jogadores da selecção, não me parece que isso denegrida a sua imagem, que desprestigie a nação ou a nossa soberania.
O que temos é muito mau hábito de generalizar, banalizar e dos excessos.
A questão para mim passa por outro lado. É ou não verdade que os portugueses (aqui e lá fora) assumiram muito mais o seu símbolo nacional, criando com ele um melhor relacionamento e empatia?!
É ou não verdade que face a esta onda (no caso concreto relacionada com o futebol, mas poderia muito bem ser por outra razão nacional), uma grande maioria de casas e portugueses tem guardada uma bandeira pronta a usar numa qualquer causa nacional?!
Esta é para mim a melhor razão.
Em 30 anos de democracia, digam-me, antes do Euro 2004, em quê e onde é que os portugueses assumiram um patriotismo tão forte e uma ligação à bandeira e ao hino tão emotiva?!
Quantas crianças de muita tenra idade (e dou o exemplo da minha filhota) cantaram o hino nacional, antes de 2004?!
E isto não me parece vulgarização, mas sim compromisso nacional.
Pena é que esta reacção relacionada cm a publicidade na bandeira, não tenha sido levada a cabo, com a venda no comércio chinês, de tantas bandeiras adulteradas nos castelos, nas quinas, etc.
Cumprimentos patrióticos

12 junho 2006

Feriados

Ainda há pouco tempo se abordava na blogoesfera aveirense a questão dos feriados e das suas comemorações.
Este ano, nem dei pelo famoso 10 de Junho.
Aliás, só dou por ele quando se junta ao fim-de-semana ou dá para uma pontezita (que, por acaso, até nem tenho por hábito fazer - acreditem).
Reza a denominação: 10 de Junho - Camões, Dia de Portugal e das Comunidades!
Ora Camões é passado, mesmo que histórico e já poucos se "deliciam" com tais armas e barões assinalados. E a ocidental praia continua desconhecida.
Portugal passado é, para muitos, história e o futuro, para quase todos, uma imagem muito cinzenta! Ou seja, comemorar o quê?!
As comunidades são ainda o estigma de um passado colonialista e uma realidade cultural e social muito pouco defendida e preservada. Basta ver o impacto (ou a falta dele) da entidade PALOP, da sempre controversa relação de irmandade com o Brasil, já para não falar do longínquo Macau, Goa e Timor.
Aliás, 10 de Junho foi ontem... no dia 11. Na Alemanha.
Aqui foi o verdadeiro dia de Portugal e das Comunidades.

21 maio 2006

Monumental

Podemos ser pequeninos.
Podemos ser pobres.
Podemos estar deprimidos e sem confiança.
Podemos...
Mas quando toca à "molhada" (mobilização) cá estamos nós. E, normalmente, não falhamos.
O primeiro passo está dado!
Que a Selecção faça o resto.

04 abril 2006

25 de Abril simplesmente.

Humildade, modéstia, longe das luzes da ribalta.
O Capitão Salgueiro Maia, sem querer lucrar pessoalmente com a sua intervenção no dia 24 de Abril de 1974, foi a fugura mais marcante e pragamática da revolução.
Dele foi o Terreiro do Paço e a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo.
Dele foi a frieza da operação Abril.

18 novembro 2005

POR RESPEITO...

Podemos (e devemos) ser contra a Guerra.
Podemos não concordar com o envolvimento das forças armadas portuguesas em cenários internacionais de guerra.
Não podemos é ficar indiferentes quando um português, no exercício das suas funções de estado, morre... pelo sentido patriótico, pela segurança e liberdade dos outros.
Sem direito a comentários... O meu respeito.
Um militar português morreu esta sexta-feira em Cabul, capital do Afeganistão, depois do carro de patrulha onde seguiam ter detonado uma mina.

08 novembro 2005

A Importância de Portugal

Numa fase em que se fala de patriotismo, humanismo, cultura e economia, na pré-campanha eleitoral para as presidenciais, recebi este e-mail que transcrevo, por entender que é de extrema importância para a posição de Portugal na Comunidade Internacional, nomeadamente na ONU.
Como é possível que a Língua Portuguesa não seja ainda uma das línguas oficiais das Nações Unidas... Em todo o mundo são mais de 250 milhões os cidadãos que se entendem em língua portuguesa.
Parte-se do facto de mais de 250 milhões de pessoas se expressam no idioma português, com importante presença sócio-cultural e geopolítica em várias nações de todos os continentes, sendo a quinta mais falada no mundo (em números absolutos), a terceira entre as consideradas línguas universais de cultura e uma das
quatro faladas nos seis continentes.
Considerando que uma língua, além de meio de comunicação, expressa conteúdo existencial, modos de sentir, de pensar e de viver de agrupamentos humanos, constituindo, através dos séculos, uma identidade cultural, com peculiar criatividade, valores ético-sociais e sentimentos colectivos, reflectidos no idioma que são intraduzíveis e que necessitam continuar vivendo e revelando culturas;
Considerando que a lusofonia vem se situando de forma crescente em várias partes do mundo, pelos seus escritores, poetas, inventores, cientistas, artistas, somando-se desde os navegadores e descobridores que fizeram sua história, com significativa presença nos meios de comunicação de massa através de telenovelas, noticiários, reportagens, etc, projectando-se na literatura, música, desportos e artes em geral;
Considerando que nosso idioma, ao se tornar oficial no universo da ONU, colocando-se em condições de igualdade com outros idiomas, é ato de respeito e apoio às comunidades das nações de língua portuguesa, valorizando sua unidade e participação sócio-económico-cultural no contexto internacional;
Considerando o trabalho da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa / CPLP, que tem alcançado novos contornos nas relações internacionais, minimizando conflitos ideológicos do passado e ressaltando suas potencialidades nacionais e parcerias internacionais, com documentos de Chefes de Estado e de Governo das oito nações, em projectos de cooperação que estão dando corpo e alma aos fundamentos dessa nova Comunidade;
Considerando que a comunidade – CPLP – tem-se empenhado (embora pouco e mal) em valorizar os seus três pilares – da política, da economia e da cultura, que colocam em conexão, de maneira respeitável, a África, a América Latina e a Europa, enfatizando o carácter universalista da lusofonia, que cada vez mais se afirma em nível supra-nacional;
Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e actuante em todos os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil, com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões; Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com 175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e cooperação;
Considerando que o português também é falada noutros países: África do Sul -300.000; Alemanha - 170.000; Argentina - 32.000; Austrália - 12.000; Bélgica - 70.000; Canadá - 415.000; Espanha - 70.000; EUA - 2.280.000; França - 808.000; Grécia - 2.500; Holanda - 11.000; Israel - 13.000; Itália - 16.800; Japão - 170.000; Luxemburgo - 150.000; Paraguai - 325.000; Reino Unido - 100.000; Suécia - 7.000; Suiça - 157.000; Uruguai - 15.000; Venezuela - 400.000; Zimbabwe - 2.000; Importa que os cidadãos também se manifestem.
Link para a petição - Aqui

28 outubro 2005

Existe um País

recebido por mail

Existe um país onde um cidadão de 81 anos depois de ter cumprido 10 anos de mandato como Presidente da República e de ter estado 10 anos de molho, decide candidatar-se novamente para salvar o país de um fantasma, passando por cima de um amigo de longa data.
Existe um país onde três candidatos autárquicos, com fortes probabilidades de vencer, estão indiciados por processos fraudulentos e uma outra candidata com mandato de prisão emitido e foragida no Brasil, tem toda a cidade a aguardá-la.
Existe um país onde o único escritor galardoado com o prémio Nobel da Literatura vive no país vizinho.
Existe um país de onde é oriundo aquele que é considerado o melhor treinador de futebol da actualidade, cujo seleccionador nacional é estrangeiro.
Existe um país onde o maior sucesso nacional do ano é um disco de originais de um músico que morreu há quinze anos.
Existe um país onde os dois guarda-redes da selecção nacional são suplentes de dois guarda-redes da mesma nacionalidade nos respectivos clubes.
Existe um país onde o nome da mascote do principal evento desportivo alguma vez organizado começa por uma letra (k) que não faz parte do seu alfabeto.

Existe um país muito estranho....