“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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01 fevereiro 2012

Este país não existe... é a fingir!


A tarde foi invadida por uma notícia no JN digital para a qual todos os adjectivos que se conhecem não são minimamente suficientes para a qualificar. Não do ponto de vista jornalístico, mas sim pelos factos descritos ou narrados.
Quando nos deparamos com um título como este “Multado por tapar um buraco na estrada” (JN - 01.02.2012), numa primeira análise tudo do mais humorístico surge nas nossas mentes: desde o buraco das contas da Madeira e de Alberto João Jardim até ao menos indicado para mentes mais fechadas.

Mas quando nos deparamos com o corpo da notícia, só nos assola uma vontade de gritar bem alto que este país não existe, não há qualquer sentido do ridículo, do absurdo, do irreal, do sensato.
Os factos são muito simples e fáceis de descrever: um cidadão, em Azambuja, tapou um buraco de cerca de um metro quadrado existente num caminho agrícola (de terra batida) que serve várias propriedades, por sugestão e pedido dos vizinhos, com resíduos de construção (fragmentos de tijolos, pedras, material cerâmico). Foi autuado pela GNR com o fundamento de ter tido uma conduta "negligente" e "censurável" e condenado, pela Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território, ao pagamento de coima no valor de 20 mil euros – eu repito VINTE MIL EUROS – por “Contra ordenação ambiental muito grave”.

Isto que poderia muito bem ser uma anedota do mais humorística que se pudesse imaginar é, afinal, uma triste realidade.
Um cidadão prestou um serviço à comunidade, coisa que as autoridades e as entidades públicas não o fizeram.
Uma força de segurança e vigilância como a GNR, de facto, não tem muito mais que fazer neste país onde a segurança cada vez mais se torna débil do que andar atrás de quem “tapa buracos” inofensivamente (aliás o relatório refere a ausência de dolo no acto).
Como é que depois desta verdadeira comédia querem que se acredite no país, no ridículo de um país que tem atitudes destas?! Como é que se acredita no Estado e na Justiça?!
Venham as Troika’s que vierem… seja lá quem nos governe (interna e externamente)… apliquem-se as medidas de austeridade para salvar as contas… tomem-se as políticas de desenvolvimento económico que se quiserem implementar… este país NÃO EXISTE. Tornou-se (há muitooooo) uma Comédia e uma Vergonha.
Sim o Governo poderá ter razão… mais vale EMIGRAR.

25 dezembro 2011

Acreditar... em razões fortes.

Nestes tempos que se avizinham não faz sentido as demagogias e as retóricas da "treta".

A crise toca a todos, mesmo que diferenciadamente, e é com todos (governo, privados e cidadãos) que Portugal tem de contar. Não apenas com alguns (os mais sacrificados) ou com a responsabilidade de poucos (os políticos).
É importante que também os portugueses se sintam envolvidos, responsabilizados e motivados para ultrapassar todos os obstáculos (duros e difíceis). O esforço tem e deve ser cada vez mais participado e colectivo.
Portugal tem de ser de todos e para todos.

E há que ter coragem, esperança e saber acreditar no nosso valor.
Alguns profissionais da SIC já o tinham, de forma excelente, apresentado e divulgado, neste vídeo -->; aqui.

Apesar da vertente comercial e publicitária, também a Coca-Cola vem alertar para esse sentimento de valorização do que é nosso, da nossa capacidade de lutar e de conquistar.
Muito bom...

25 novembro 2011

Hoje é dia... Contra!

25 de Abril de 1974 - A Liberdade
Por um processo revolucionário que teve na sua essência o descontentamento no seio das Forças Armadas (após a madrugada de 24 de Abril aproveitado para a vertente política), o movimento militar permitiu a instauração da Liberdade em Portugal após 41 anos ditatoriais (Salazar e Marcelo Caetano).

25 de Novembro de 1975 - A Democracia
Após um Verão de 1975 extremamente "quente" e agitado (onde se incluiram as primeiras eleições após o derrube do regime) a Democracia é inplementada, de novo com a ajuda da "contra-revolução" militar.
Um "novo" 25 de Abril...

Para memória...
- O 25 de Novembro de 1975 (revista militar)




30 outubro 2011

Tapar o sol com a peneira?!

Uma das imagens deste Governo de Passos Coelho e Paulo Portas (PSD/CDS), goste-se ou não do seu trabalho na gestão dos desígnios nacionais, é a transparência e o "falar verdade" sem fugir à realidade factual. Mesmo que se questionem os processos comunicacionais que deixam muito a desejar no que respeita à forma como são explicadas e justificadas as medidas e políticas aplicadas. Principalmente porque sempre que há uma declaração, uma conferência de imprensa, uma entrevista ou um debate, permanecem e restam, nos cidadãos, mais dúvidas (às vezes, demasiadas) do que certezas quanto à sustentação das iniciativas do Governo, bem como aos resultados futuros.
E estas dúvidas e incertezas começam a desaparecer, infelizmente não pela clareza das explicações ou das posições do Governo, mas pela falta de impacto concreto das políticas e medidas do Executivo PSD/CDS.

Tanta certeza e realismo no arranque deste mandato (o que levou a que a maioria dos cidadãos aceitassem as medidas de austeridade impostas, com alguma resignação), tem-se transformado, a pouco e pouco, em decepção e desilusão, e, nalguns casos, em "traição".

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, e do próprio Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, referiram, por várias ocasiões, que em 2014 (ano a seguir ao tempo de duração do programa de financiamento a Portugal) o país encontrará o momento de viragem para sair da crise. Hoje o discurso é diferente: "Aperto do cinto vai continuar por mais alguns anos" (jornal Público); "a austeridade em Portugal vai continuar por mais alguns anos" (jornal I); "Passos diz que «aperto do cinto» vai continuar por mais alguns anos" (TSF).
Por outro lado, os cidadãos começam a ter alguma dificuldade em aceitar certezas quando se torna evidente que o que hoje é verdade, amanhã poderá ser mentira. Foi garantido que o imposto suplementar aplicado no subsídio de Natal de 2011 era uma medida temporária e que vigoraria apenas neste ano. A apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2012 trouxe outra "verdade". Serão retidos os 13º e 14º meses de vencimentos (subsídios de férias e natal), anunciados com a mesma certeza de serem temporários em 2012 e 2013. Pois a verdade é que tendem a ser temporariamente definitivos, ao contrário do que proclamado: "Passos diz que cortes nos subsídios são temporários até 2014, mas admite passagem a 12 vencimentos" (jornal Público).
E apesar de todos os elogios europeus e internacionais expressos por várias entidades e personalidades que, entre os adjectivos, apresentam o esforço português como um caso de eventual sucesso, o receio de falharmos cresce dia após dia, face à incerteza do futuro e ao impacto das políticas adoptadas, mesmo o acordo celebrado entre as partes (Portugal, BCE, FMI). Afinal Portugal pode precisar de mais fundos de funanciamento externo - "Portugal poderá precisar de mais 25 mil milhões de euros da troika" (jornal I) - e sente-se na eventualidade de negociar alguns termos do memorando de acordo com a Troika, apesar de todas as negações do Governo e contrariando muitas vozes que tinham alvitrado a hipótese: "Portugal vai propor ajustamentos ao memorando em Novembro".

Todas estas políticas de austeridade começam a ter um sabor a nada, a frustração e a desilusão... porque não são capazes de gerar confiança no futuro, de alterar o rumo dos acontecimentos, de melhorar a economia e o desenvolvimento do país.
É o mesmo que "trabalhar para aquecer" ou de "tapar o sol com a peneira".

20 setembro 2011

Notas breves do dia de hoje… 20.09.2011


Os factos apurados na Madeira são graves, prejudicam a recuperação e as medidas de combate ao défice das contas públicas, distorcem e criam dúvidas sobre a imagem do país no exterior e nossa capacidade de sair deste “buraco” financeiro. As razões percebem-se, mesmo que não justifiquem os actos: a insularidade, a necessidade de desenvolvimento para garantir melhor qualidade de vida e melhor turismo, … Daí ao crime, vai uma enorme distância porque, até prova em contrário, é fácil provar o interesse público (mesmo que criticáveis os meios). Mas este não é apenas um problema da Madeira, apesar dos números em causa. É um problema geral das contas públicas, da gestão do erário público, da ética política. Foi um problema de governos sucessivos, de décadas… necessidade de sobrevivência política à custa do “betão”, da obra feita e visível (física). Uma questão de ausência de mecanismos e de valorização do controlo e fiscalização.

Da entrevista do Primeiro-ministro à RTP, nesta noite, destaque para cinco aspectos relevantes: não participação na campanha das eleições regionais da Madeira e condenação dos actos de gestão de Alberto João Jardim; o não aumento da taxa mais elevada do IVA e o cumprimento do estipulado no memorando de entendimento com a ajuda externa; a implementação de medidas e políticas de redução do despesismo do Estado já para o Orçamento de 2012; a reestruturação do tecido empresarial do Estado e o processo de privatizações em estudo; e, por fim, não menos importante, dado a relevância que teve na discussão eleitoral e na sociedade portuguesa, a alteração da prioridade na mobilidade e acessibilidade com relevo para a importância do transporte ferroviário: passar do TGV comercial (passageiros) para o das mercadorias, muito mais importante para o país e muito mais sustentável.

Direcção-Geral do Orçamento divulgou hoje que o défice melhorou dois mil milhões de euros e que a Segurança Social tem um saldo mais positivo que em 2010: um excedente de 734 milhões de euros.

28 junho 2011

Programa da Governação - 2011

Depois do acordo de coligação entre o PSD e o CDS, quer ao nível parlamentar, quer ao nível governativo.


Depois da eleição da Presidente da Assembleia da Repúblico - Assunção Esteves, após caso "harakiri" político Fernando Nobre.

Depois da formação e tomada de posse dos 11 Ministros, a que se seguiu a tomada de posse dos 36 Secretários de Estado.


Temos agora para aprovação, após ter sido apresentado ao Presidente da República, o Programa do XIX Governo Constitucional: ler aqui.

Comentários muito em breve...

17 junho 2011

As Finanças pertencem a...

A ler os outros...
Descobri, num recente espaço informativo digital (inaugurado hoje e já devidamente linkado na coluna "Os de lá...") denominado Dinheiro Vivo, este excelente artigo sobre o perfil do próximo Ministro das Finanças: "O próximo ministro das Finanças", de Ricardo Reis.

Concordando com o que está referido, aproveito a oportunidade para expressar uma opinião que há algum tempo perfilho e afirmo, e totalmente a propósito face à constituição do próximo elenco governativo.

Teixeira dos Santos devia ser ministro das finanças.

Não digo isto com qualquer leviandade ou privado de sentido de responsabilidade ou fundamentação.
Independentemente de ter exercido o cargo durante o período de (des)governação socialista, por uma questão de coerência, de respeito, de verdade e rigor políticos, é um facto que Teixeira dos Santos tem todas os requisitos necessários para exercer, novamente, o cargo:

- conhece a realidade como ninguém e tem já a experiência do funcionamento do estado e das suas relações (recorde-se que soube afirmar, sem qualquer tipo de demagogia, que Portugal não iria ter dinheiro em Junho);
- sempre falou verdade e pautou pela transparência, mesmo contra a vontade e opinião de José Sócrates (é público) ao ponto de lhe trazer o sabor amargo político da indiferença e da desconsideração socialista (tal como a Luis Amado, embora em menor grau);
- tem capacidade técnica;
- foi um negociador eficaz com as entidades internacionais e com a UE.
Por fim... também ele é independente (fazendo fé que essa começa a ser uma característica a ter em conta na elaboração do elenco governativo).

Isto sim... seria uma enorme prova de interesse nacional, de supra-partidarice, e uma volumosa maturidade política.

Mas infelizmente, perde-se tempo com questões, DITAS mais Nobre(s)!

16 junho 2011

Não desistas... PORTUGAL!

Numa altura em que o país enfrenta grandes desafios...
Numa altura em que está prestes a apresentação do governo, após a celebração do acordo de coligação entre o PSD e o CDS...
Numa altura em que muitas vozes conceituadas (ditas de peso) na área da política e da economia desafiam o poder político a exercer as suas funções com rigor, verdade, transparência e mudança...
é importante que também os portugueses se sintam envolvidos, responsabilizados e motivados para ultrapassar todos os obstáculos (duros e difíceis). O esforço tem e deve ser cada vez mais participado e colectivo.
Portugal tem de ser de todos e para todos.

Deste modo, foi com muito interesse que dei com este vídeo de uma equipa da SIC que tem como único objectivo promover o orgulho nacional (não nacionalista) e a vontade de ver Portugal ganhar.


Contextualização dos autores:
("Este vídeo é o resultado do empenho de uma equipa da Sic e de alguns anónimos que se prontificaram a dar a cara por esta mensagem "Não Desistas" ... Portugal precisa de ganhar o entusiasmo e a motivação, precisa de levantar o ânimo precisa de pessoas empenhadas no seu trabalho, na sua missão e no futuro!
Precisamos de pessoas que mesmo perante as adversidades do dia-a-dia continuem a lutar e a sorrir por um Futuro Melhor!
Esta Promo começou a passar no dia 10 de Junho, dia de Portugal.
Foi colocado na net, no dia 10 de Junho dia de Portugal.

Todas as pessoas que participam, são anónimas, os locais não são identificáveis. Os únicos símbolos facilmente identificáveis são, o Padrão dos Descobrimentos e a Bandeira Nacional.
Pode-se gostar ou não desta Promo, mas por favor, não façam ligações, que de todo não existem.
A única coisa que aqui se quer "vender" é Portugal e os Portugueses."
José Pires Dias - da SIC)

12 junho 2011

A ler os outros...

Muitas vezes afirmei que esta crise não é apenas, nem tão só, uma crise económico-financeira.
Esta é e será uma crise social e de valores. E Portugal e a sociedade não me parecem nada preparados para o que virá, já num futuro imediato.

Um texto simples mas a perspectivar o futuro: Notícias violentas em tempo de Santo António - do blogue "Comunicação Integrada", de Luís Paulo Rodrigues.

10 junho 2011

Dia de Portugal

Curiosa a celebração, neste ano de 2011, do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades.
Não que a celebração em si tenha trazido qualquer tipo de novidade em relação a anos anteriores, mais pormenor, menos pormenor. E o facto de ter tido lugar em Castelo Branco.
Mas face à realidade política, económica e social que vivemos nos dias presente, reveste-se (ou deveria revestir-se) de especial relevância a celebração de um país à deriva, com clara necessidade de um esforço colectivo determinante para fazer face aos desafios (duros e difíceis) que se avizinham. Por outro lado, celebrar, nos dias de hoje, as Comunidades é o mesmo que lembrar, não só todos os que há alguns anos decidiram procurar melhores "sortes" noutras paragens, mas todos aqueles, principalmente os jovens recém-licenciados, que só encontram oportunidades profissionais fora do seu país.
Nunca um feriado do dia 10 de Junho - Dia de Portugal, Camões e das Comunidades teve tão concreta e real contextualização e perfeito enquadramento com a realidade que vivemos.

Como sempre carregado de uma visão social perfeita, de um retrato realista dos tempos que vivemos e com uma excelente perspectiva futura.
Como sempre, António Barreto apresenta-se como uma personalidade ímpar no panorama intelectual português.

28 abril 2011

Por um Mar já antes navegado...

Publicado na edição de hoje, dia 28 de Abril, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Por um Mar já antes navegado!

Portugal é, de facto, um caso curioso para qualquer estudo antropológico, social, económico ou político. E entenda-se curioso no sentido de unicidade, raridade, particularidade.
Muito se tem falado, e se falou no âmbito das comemorações do 25 de Abril de 74, sobre unidade nacional, diálogo, tolerância. Mas, igualmente, em saída da crise, no estado da nação, nas necessárias soluções e empenhamento de todos.
Mas como conseguir juntar partidos, convicções, personalidades distintas, se o próprio país esquece a sua identidade, a sua cultura, o seu património, seja o histórico ou o natural?
Portugal vive uma situação de clara incapacidade e insustentabilidade financeira, seja no sector Estado, seja na sua estrutura privada: falta de recursos, de investimentos, de receitas, de emprego. No fundo… falta de dinheiro! Mas também uma inexplicável falta de visão e de estratégia.
Andamos a agitar um país irreal, com bandeiras de reformas administrativas, de simplexs, de planos tecnológicos, de “Magalhães”, de Novas Oportunidades.
Mas esquecemos e menosprezamos o que temos de mais valioso. O nosso maior património natural: o Mar! Portugal tem uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (cerca de 1 725 000 km², valores “arredondados” - só na zona do arquipélago dos Açores são cerca de 950 000 km², o que significa uma posição privilegiada e estratégica no Oceano Atlântico, em diversos níveis, económico, comercial, geopolítico). E que proveito temos desta realidade? Que benefícios económicos e de desenvolvimento lucramos?
O Mar representa um enorme potencial económico que serviria para um inquestionável aumento da sustentabilidade e do desenvolvimento do país, tem uma importância acrescida no âmbito da ciência e da investigação, da geopolítica e da geoestratégica militar, do turismo, da criação de emprego, da preservação da cultura, história e identidade lusa. Não deixando de referir a importância ambiental que o mesmo comporta. E o que o país fez foi menosprezar este valor indiscutível.
O Mar, tão importante no desenrolar histórico de Portugal (lembre-mos os descobrimentos), foi, ao longo das últimas décadas, sendo desvalorizado, perdendo relevância nas prioridades nacionais, e nem mesmo a agenda política mediatizada em épocas eleitoralistas defende o maior património que possuímos.
A frota pesqueira foi trocada, anos a fio, por promessas e subsídios destruturantes para o sector.
A quota pesqueira foi sendo “engolida” por uma maior capacidade de pressão de países concorrentes no seio das instituições internacionais.
O turismo ligado ao Mar, em Portugal, confina-se ao Algarve, ao nível do investimento e das políticas governativas para o sector, como se o Mar apenas se destinasse ao mergulho após 2 horas de “torrar ao sol”. O Mar potencia outro tipo de lazer que pode promover o turismo ao longo de toda a costa continental, bem como as ilhas (a par com o sector das pescas e da ciência do mar o turismo ligado ao Mar poderia ser um claro e evidente factor de desenvolvimento dos Açores, a título de exemplo): desportos náuticos, pesca desportiva, pesca submarina, actividades ambientais (como por exemplo a zona da foz do Sado).
O Mar traz novas realidades tecnológicas, novos desenvolvimentos científicos (oceanografia, biologia marinha, recursos naturais e energéticos), novos desafios ambientais.
O Mar é o maior “trunfo” para a crise e a realidade que Portugal vive nos dias de hoje, potencializando o desenvolvimento nacional dada a sua importante escala económica mundial.
Encará-lo como um valor de modernidade, como uma oportunidade de futuro, como um património único, para além da tradição, da história e da identidade.
Para Portugal, o Mar não pode significar, tão somente, passado. O Mar tem de ser encarado como futuro. Quem sabe… o único futuro que nos resta.

03 março 2011

A ler os outros...

Nem sempre reparo nos artigos de opinião de Ferreira Fernandes no Diário de Notícias (embora leia regularmente o jornal).
E quando reparo nos seus artigos, nem sempre estou de acordo com as suas fundamentações, temáticas ou conteúdos.
No entanto, o "Um ponto é tudo" publicado hoje (3.03.2011) sob o título de "Obrigadinho pela vergonha" é um daqueles textos que, depois de lido e repensado, eu gostaria de ter escrito.
Um texto ao qual a sabedoria popular adjectivaria de "curto e grosso".
No fundo... brutal e espectacular.

15 dezembro 2010

Política animalesca...

No meio da imensidão de publicações de informação por parte da tão badalada e mediática Wikileaks, surgem as divulgações referentes a Portugal...
Sim! Portugal. Também existimos no xadrez geopolítico. Mesmo com todas as interrogações legítimas.
Foi o caso BCP vs Irão, as adjectivações sobre personalidades portuguesas, o caso dos voos da CIA, o caso Madie, entre outros.
Mas as mais recentes divulgações da correspondência diplomática norte-americana revelam algo surpreendente.

Manuel Alegre é adjectivado como uma "águia"
e Ana Gomes é classificada como um "rottweiler".

Será que a nossa política virou "Jardim Zoológico"?!

06 dezembro 2010

A Identidade Nacional

Esta é, pelo menos desde a implementação da República, a verdadeira identidade nacional. A caracterização de uma sociedade ética e responsavelmente questionável.
Não há esforço colectivo, sacrifícios comuns que superem qualquer crise... face a evidente estruturação social.
A real dimensão do clientelismo, cientificamente estudada e provada. (fonte: DN on-line)
Acrescerá a corrupção impune.

01 dezembro 2010

Hoje é dia...

Em vésperas de se saber a decisão da FIFA quanto à realização do Mundial de Futebol de 2018, Portugal apresenta-se como potencial vencedor numa candidatura conjunta com a vizinha Espanha.
Independentemente de se discutir a relevância, oportunidade, impacto financeiro e outras questões que, com toda a legitimidade, se podem (e devem) levantar - como a não reutilização da maioria dos estádios do Euro2004 - o que é curioso é a candidatura conjunta com Espanha e o resultado ser conhecido logo a seguir à celebração do Dia da Restauração da Independência.
Aliás, um daqueles feriados que hoje não se percebe muito bem porquê. Não teria sido bem melhor deixar as coisas com os "Filipes" em vez de se passar para os "Joões"?!
Quem se deve estar a rebolar no túmulo e a rezar para que ganhem os russos ou os holandes-belgas é este senhor (D.João IV).

06 novembro 2010

De olhos em bico...

Análise resumo (por dificuldades linguísticas) do primeiro dia da visita do Presidente da República Popular da China, Hu Jintao, a terras lusas (pelo menos a uma parte delas).
Contexto:
Portugal enfrenta com dificuldades uma das maiores crises financeiras da sua história, com os juros da dívida pública a subirem a um nível histórico (cerca de 6,4%) e com alguns nós financeiros por desatar, como por exemplo o incompreensível investimento no BPN.
Os portugueses,  face às medidas e políticas de austeridade implementadas, vão ter de fazer muitos sacrifícios, nomeadamente nas suas opções de compra (mais barato, mesmo que pior).
Factos:
Presidente da China visita Portugal e dispõe-se a aumentar as relações comerciais, bem como adquirir divida pública e investir no capital do BCP.
Consequências:
Portugueses trocam MacDonald's por restaurantes chineses.
Portugueses deixam de ir aos hipermercados (mesmo ao do Tio Belmiro). Lojas chineses proliferam e tornam-se roteiro obrigatório.
Portugueses abandonam banca nacional ou estrangeira, até agora a operar em Portugal. Transferem os seus depósitos para sistema bancário chinês = BCP. Os juros são mais baixos mas as taxas bancárias, os spreads, as comissões compensam...
Com o aumento exponencial da presença chinesa em Portugal, chinês torna-se terceira língua oficial portuguesa, ultrapassando o mirandês no ensino obrigatório nacional.
Os sete castelos da bandeira portuguesa podem, salvaguardando-se as cerimónias oficiais, ser substituídos por pagodes, perpetuando-se e reutilizando-se a maioria das bandeiras do Euro2004.
No que respeita aos direitos fundamentais, basta dar um saltinho à vizinha Espanha para respirar um pouco de "ar puro" e depois regressar.
As crianças vão trocar as Barbies e as PSP pelos Pokemon's e Tomagochi's. Acaba-se o imperialismo capitalista americano.
Em termos de desenvolvimento da economia portuguesa, vamos ver surgir a implantação de fábricas como a Nike, Adidas, Puma, Nikon, etc, que para além do claro combate ao desemprego, serão instaladas junto a centros educativos/escolas para servirem de prolongamento das actividades escolares/curriculares.

E acho que já chega de "chinesices"... porque já estou com os olhos em bico!!!

04 outubro 2010

Amanhã é dia...

de reconhecimento da Independência e da constituição do Reino de Portugal e dos Algarves.
5 de Outubro de 1143 - Realiza-se a Conferência de Zamora, pela qual é reconhecida pelo rei Afonso VII de Castela e Leão a Independência de Portugal.


09 setembro 2010

Um dia 13... à quinta-feira!

Hoje bem podia ser dia 13 (mas é apenas 9 de Setembro).
Bem podia ser sexta-feira... mas é apenas quinta-feira.
Mas o país virou de pernas para o ar:
1. Novas portagens em vigor a partir de 15 de Outubro.
2.Dois dias de atraso (para já) na disponibilização pública do acórdão do processo Casa Pia. Mais uma "machadada" na Justiça!
3. Despesa Pública do Estado Português, em Agosto, aumenta 2,7%, depois de ter aumentado 4,3% em Junho e 3,8% em Julho! Uma despesa pública perfeitamente descontrolada.
4. Caos na Federação Portuguesa de Futebol: depois do acumular de casos (e derrotas desportivas) Carlos Queirós é despedido, cresce para 4 os jogadores que já renunciaram à Selecção Nacional (Deco - Paulo Ferreira - Simão e agora Miguel).
5. Felisbela Lopes apontada e candidata a Provedora do Telespectador, infelizmente, desiste do cargo, por questões processuais e por "birrinha" inqualificável do Conselho de Opinião da RTP.

Muita fruta/areia para um dia só...

17 agosto 2010

O País diferente...


Há já algum tempo e por distintas razões e contextos que o governo recorre demagogicamente à "transmissão" de um país bem distinto dos factos e da realidade.
No caso concreto do flagelo dos incêndios é por demais evidente a desculpabilização e desresponsabilização governativa com o recurso a discursos (quer do Ministro da Administração Interna, quer do próprio Primeiro-ministro) de retórica e que têm como objectivo camuflar a realidade.
Mas os números estão aí e as populações não esquecem o que sofrem, o que perdem e a revolta que sentem.
Já para não falar naqueles que, por dedicação pessoal, por vocação e por voluntarismo já perderam a vida para salvar os outros e os seus bens.
Mais de seis mil incêndios desde o dia 1 de Agosto. (fonte: renascença on-line)

(créditos da foto: José Manuel Bacelar - grande prémio fotojornalismo Visão 2004)

14 agosto 2010

É fogo que arde e se vê...

Para além das questões ambientais, económicas e sociais, os fogos (cíclicos em cada ano civil e com maior relevância na época de verão) servem igualmente para um desfile de opiniões, críticas, acusações, principalmente nos órgãos de comunicação social.
Curiosamente, seja de que sector for (autárquico, das populações, do governo) os Bombeiros são, normalmente, o alvo preferencial das criticas.

Depressa as pessoas se esquecem de que, na hora da aflição, é a eles que recorremos em primeiro lugar (muitas vezes, e são várias as histórias que conheço, por tudo e por nada).
Depressa as pessoas se esquecem de quem perde a vida pelos outros, pelos bens dos outros, só pela causa e pelo voluntariado, são os bombeiros: e, infelizmente, são já muitos os que partiram.

Por outro lado, é pena que as pessoas se esqueçam facilmente dos planos municipais de prevenção que não existem na maioria dos casos; de um Ministério da Administração Interna que não promove nem dota suficientemente de meios para que o combate e, principalmente, a prevenção sejam mais eficazes; de um Ministério da Justiça que se preocupou em não contemplar devidamente no código penal os crimes de fogo posto (por dolo ou por negligência); um Governo que teimosamente tenta “camuflar” a realidade dos factos (fonte: Público); e um Ministério da Agricultura que, ano após ano, sai sempre incólume deste processo mas que não tem nenhum plano nacional de reflorestação ou de ordenamento florestal, ou ainda de fiscalização da nossa mancha verde.
E sobre este último caso, foi com surpresa que o ridículo chegou à fala de um ministro que a maioria das pessoas nem conhece: a expropriação dos terrenos a favor do Estado. Quando o próprio estado tem dificuldades de sobra para tratar do que é seu e da sua responsabilidade.
Enfim… calor e fumo a mais!