“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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15 dezembro 2010

Política animalesca...

No meio da imensidão de publicações de informação por parte da tão badalada e mediática Wikileaks, surgem as divulgações referentes a Portugal...
Sim! Portugal. Também existimos no xadrez geopolítico. Mesmo com todas as interrogações legítimas.
Foi o caso BCP vs Irão, as adjectivações sobre personalidades portuguesas, o caso dos voos da CIA, o caso Madie, entre outros.
Mas as mais recentes divulgações da correspondência diplomática norte-americana revelam algo surpreendente.

Manuel Alegre é adjectivado como uma "águia"
e Ana Gomes é classificada como um "rottweiler".

Será que a nossa política virou "Jardim Zoológico"?!

25 outubro 2010

Economia emergente. Pena não ser a portuguesa!

A questão orçamental continua na agenda mediática da política nacional.
O PCP, BE e CDS já anunciaram o seu sentido de voto: pelo Estado e por Portugal - CONTRA!
O PSD, contra algumas expectativas (as minhas, por exemplo), preferiu o "harakiri" político com um verdadeiro "tiro no pé": a via negocial que mais não é do que pagar a meias uma factura que não lhe pertence. Reduzindo a nada o seu espaço político e a sua capacidade de afirmação como alternativa governativa.
Mas enquanto decorrem as rondas (que mais parecem processos judiciais, agora que entram os "recursos") com a apresentação de documentos importantes e relevantes de última hora, há uma questão que merece destaque.
Aumentaram os impostos, reduziram os benefícios fiscais, falham as ajudas ao tecido empresarial, diminuiu o poder de compra e aumentou o endividamento familiar. Não há medias eficazes no combate ao desemprego e no apoio ao emprego.
O que há é um claro erro de análise dos comentadores e personalidades políticas, dos analistas económico-financeiros, dos jornalistas da área: este Orçamento de Estado para 2011 vai fazer crescer a economia.
O País (as famílias) vai poupar de tal forma que vai provocar aumentos claros e evidentes nos negócios (lojas) chineses e indianos. Aí não há qualquer dúvida! É a economia a crescer...
E depois ainda há quem ache que a abertura dos hipermercados aos domingos à tarde é que aniquila o comércio tradicional!!!!

09 setembro 2010

Um dia 13... à quinta-feira!

Hoje bem podia ser dia 13 (mas é apenas 9 de Setembro).
Bem podia ser sexta-feira... mas é apenas quinta-feira.
Mas o país virou de pernas para o ar:
1. Novas portagens em vigor a partir de 15 de Outubro.
2.Dois dias de atraso (para já) na disponibilização pública do acórdão do processo Casa Pia. Mais uma "machadada" na Justiça!
3. Despesa Pública do Estado Português, em Agosto, aumenta 2,7%, depois de ter aumentado 4,3% em Junho e 3,8% em Julho! Uma despesa pública perfeitamente descontrolada.
4. Caos na Federação Portuguesa de Futebol: depois do acumular de casos (e derrotas desportivas) Carlos Queirós é despedido, cresce para 4 os jogadores que já renunciaram à Selecção Nacional (Deco - Paulo Ferreira - Simão e agora Miguel).
5. Felisbela Lopes apontada e candidata a Provedora do Telespectador, infelizmente, desiste do cargo, por questões processuais e por "birrinha" inqualificável do Conselho de Opinião da RTP.

Muita fruta/areia para um dia só...

24 junho 2010

´Quando "1+1" não são 2!

Texto que deveria ter sido publicado na edição de hoje, 24 de Junho, do Diário de Aveiro. Por lapso, ao qual sou totalmente alheio, foi (re)publicado um outro artigo meu datado de 5 de Novembro de 2009 (totalmente descontextualizado e a despropósito).

Cheira a Maresia!
Quando “1+1” não são “2”!

Existe uma predisposição nata neste governo para uma empatia com a transformação da realidade em números e estatísticas. Numa valorização do numérico em detrimento da pessoa e da verdade dos factos.
A estatística tomou conta da realidade social e económica do nosso quotidiano. E o número, essa entidade suporte de ciências exactas como a matemática, transformou-se num mero conceito abstracto, moldável em função do interesse supremo da política e da demagogia.
E nada tem mais ênfase nas políticas deste governo, na gestão do país, do que a importância das estatísticas ou da manipulação dos números.
Quando a educação deveria ser um direito de todos os cidadãos, nomeadamente, das crianças do ensino básico, e quando deveria ser acessível a todas em iguais oportunidades, eis que o critério de gestão de um dos pilares fundamentais da sociedade é o do custo e o do economicismo. Não interessa as condições de acessibilidades, o rigor pedagógico, o desinvestimento constante na interioridade. O que importa é reduzir encargos, desresponsabilizar o Estado da sua missão social. Interessa apenas encerrar Escolas, na maioria dos casos, sem critério e de forma inconsistente e desestruturada. Por exemplo, escolas recentemente intervencionadas ao nível da sua recuperação e condições, ou escolas premiadas pelo seu desempenho e mérito pedagógico e social.
Ainda na área da educação/ensino é gritante esta queda para a obsessão pelas estatísticas (menos reprovações, menor taxa de retenção, notas mais altas), sem que nada destes objectivos sejam atingidos pelo mérito, pelo reconhecimento das capacidades, pelo esforço e dedicação. Tudo se resumo ao facilitismo, à inércia, à desvalorização do papel do docente, à injustiça e desigualdade entre alunos. Seja no estatuto destes, seja pela mais recente inovação educacional: passagem do 8º para o 10º ano, sem frequência do 9º ano (a fazer lembrar as interessantes passagens administrativas em pleno PREC).
Mas esta visão numeral da sociedade e da realidade em que o país se encontra não se traduz apenas e tão só na área do ensino.
O Governo teima em camuflar a realidade do desemprego fazendo crer, por todas as fundamentações demagógicas, que a taxa está a decrescer (como se 2010, por milagre, fosse excepção ao trabalho sazonal).
Quer os dados revelados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico - OCDE, quer as previsões do departamento de estatísticas da União Europeia – o Eurostat, indicam que, a taxa de desemprego em Portugal atingiu já os 10,8%, aumentando 0,2 % em Abril (em Março a taxa era referenciada nos 10,6%). Este valor faz com que Portugal tenha ultrapassado a Hungria, que em Março deste ano era o país com a quarta taxa de desemprego mais elevada.
E quando o Governo de José Sócrates insiste em afirmar que as medidas de combate à crise são justas, que o esforço é obrigação social e colectiva, que o país dá sinais claros de retoma a nível económico, há, infelizmente, outra realidade e outra a verdade: a do dia-a-dia dos portugueses e de muitas famílias (demasiadas, por sinal).
É que os dados mais recentes do Eurostat classificam, pelo terceiro ano consecutivo, Portugal como o nono país mais pobre da União Europeia e, apesar de todas as circunstâncias e acontecimentos, em 2009 os portugueses tiveram menos poder de compra que os gregos.
Atrás de Portugal estão países que recentemente integraram a União Europeia e vindos da Europa de Leste, como a Bulgária, a Lituânia, a Polónia, a Letónia e a Roménia.
No topo da tabela, pela positiva, está o Luxemburgo (com um poder de compra três vezes superior à média europeia), num grupo dos países mais ricos constituído ainda pela Irlanda, Holanda e a Áustria.
Esta é que é a verdade dos factos… a triste realidade.
Depois da posição da União Europeia que sugere a Portugal ainda mais medidas para combater em crise e baixar o défice, em 2011, o Ministro Teixeira dos Santos foi bem claro, na semana que passou, ao afirmar em Bruxelas que o que unicamente importa é que o valor do défice seja reduzido até aos 4,6% em 2011.
Não importa como, com que sacrifícios ou a quem sobrecarregar ainda mais.

12 junho 2010

25 Anos...

Mosteiro dos Jerónimos - dia 12 de Junho de 1986.
Portugal aderia à (então) CEE - Comunidade Económica Europeia.

Hoje celebram-se os 25 anos de adesão.
Motivos para comemorar?! Não são muitos... antes pelo contrário.
Mas há 25 anos atrás que alternativas tínhamos?!
Era estar "dentro" ou "fora"... e a opção era mais que óbvia... longe vão os tempos do "orgulhosamente sós".

03 junho 2010

O Mundo (político) ao avesso.

Publicado na edição de hoje, 3 de Junho, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia!
O Mundo ao avesso.

A vida dá muitas voltas, cambalhotas e reviravoltas… A política igualmente.
E os acontecimentos políticos têm sido frutuosos nessa realidade: o mundo (da política) virou do avesso!
Comecemos pelas Presidenciais, mesmo que ainda faltem cerca de 8 meses.
O Partido Comunista Português – PCP, já referiu que vai apresentar candidato próprio.
Fernando Nobre tem, de facto, candidatura supra-partidária, apesar de conhecidos apoios na área soarista do PS.
PSD e CDS apoiam, incondicionalmente, recandidatura de Cavaco Silva. É óbvio que as notícias que colam a promulgação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo a uma eventual derrota eleitoral, não fazem o menor sentido (a não ser o reflexo do desespero incompreensível de uma réstia minoritária).
O BE já há muito que se colou à candidatura de Manuel Alegre que está, cada vez mais, confinada a um espaço político definido.
E é aqui que o mundo rola do avesso.
Manuel Alegre (diga-se, em abono da verdade, sempre manteve uma coerência no seu discurso) foi abertamente crítico em relação a “este” PS de José Sócrates, a uma grande maioria das suas medidas sociais, económicas e políticas.
Manuel Alegre mantém uma leitura e uma visão da sociedade e da política actual muito distante da realidade que se vive nos dias de hoje.
Manuel Alegre não traz consensualidade ao Partido Socialista e muito dificilmente garantirá unanimidade no dia das eleições, em 2011.
Por isso só se entende o apoio formal do PS à sua candidatura como uma necessidade vital do aparelho socialista, e, mais concretamente, do governo, em ter Cavaco Silva de novo no Palácio de Belém.
Porque para José Sócrates é, indiscutivelmente, mais fácil governar com Cavaco Silva do que com Manuel Alegre como Presidente da República.
Por outro lado, a recente manifestação de sábado passado demonstrou um inequívoco descontentamento dos cidadãos em relação às políticas e medidas aprovadas para o combate ao défice. E o mundo vira outra vez do avesso.
E se PCP e BE querem tanto demonstrar publicamente a sua indignação (como se não houvesse trabalhadores à direita ou não houvesse patronato à esquerda) não se consegue entender que os mesmos se contradigam política e ideologicamente, de forma tão clara, não impedindo que o PS e o Governo avancem com as grandes obras públicas (nomeadamente o TGV) que só resultarão num agravamento das condições económicas do País.
Primeiro engolindo um enorme “sapo” ao aprovarem projectos que implicam parcerias público-privadas que tanto condenam.
Depois, perspectivando que essas obras se traduzam num aumento do emprego e da economia. Não percebendo que se trata de projectos e investimentos temporários e que, na maioria dos casos, significam um adjudicações maioritariamente estrangeiras.
Por último, os dois partidos de esquerda ficarão associados a investimentos (caso do TGV, do novo aeroporto, de novas auto-estradas) que nunca serão sustentáveis, aumentando os encargos públicos das indemnizações compensatórias, da responsabilidade do estado cobrir o défice de exploração de projectos que não justificam os valores investidos nem os recursos financeiros dos quadros comunitários que poderiam e deveriam ser canalizados para necessidades mais reais e relevantes para o País.

01 junho 2010

Dia Internacional...

Hoje (como há alguns anos a esta parte) comemora-se o Dia Internacional da Criança.
Sendo um fervoroso militante da defesa dos direitos e dignidade da criança (até porque sou pai), não posso deixar de considerar este dia 1 de Junho de 2010 como um dia sinistro.

É que hoje também é dia nacional...
da entrada em vigor de algumas das medidas anti-crise que entram sempre nos bolsos dos mesmos!

15 maio 2010

Sentido Patriótico

É sempre fácil solicitar o sentido patriótico quando o esforço recai sobre quem menos pode ou nos "bolsos" dos outros.
Mas o que é um facto é que o "esforço patriótico" pedido pelo Primeiro-ministro não está fácil de "engolir".Por incoerente que é, por enfraquecer os mais necessitados e a classe média (o infeliz do pagador de sempre) e por haver outras medidas alternativas (controlo dos gastos supérfluos e da despesa, em vez de se atacar pelo lado da receita).
É que, com as medidas propostas, sinto-me cada vez mais próximo dos gregos.
Tal como no futebol...
agora também na política e economia.

14 maio 2010

BASTA (II)

Com conversas e bolos se enganam os tolos... (nem depois das tristes e inqualificáveis medidas anunciadas se perde o descaramento)

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu hoje existirem «boas razões para ter confiança na economia e no país».
«Portugal foi um dos primeiros países a sair da condição de recessão técnica depois da eclosão da crise mundial; foi também um dos países que melhor resistiu à crise em toda a Europa e finalmente, Portugal teve este trimestre o maior crescimento da Europa», enfatizou. (fonte: TSF)

SE SOMOS ASSIM TÃO RICOS, TÃO PRÓSPEROS, TÃO EVOLUÍDOS E COMPETITIVOS... PORQUE É QUE ESTAMOS TÃO FALIDOS E NECESSITADOS DE MEDIDAS SOCIAIS TÃO DRÁSTICAS?!!!!

BASTA!!!!!

Basta de Mentir, Enganar, Ludibriar. Basta de Propaganda e de Pisar sempre os mesmos...BASTA!
Basta do que hoje é verdade, amanhã é mentira!
Chega... mesmo que agora seja tarde!

De que país era o Primeiro-ministro que tinha PROMETIDO não subir impostos?

RTP Economia (I)
RTP Economia (II)
Jornal Notícias
SIC on-line
entre muitos outros.

15 abril 2010

Brincar com os números… e as pessoas!

Publicado na edição de hoje, 15 de Abril, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia!
Brincar com os números… e as pessoas!

Poderá parecer algo descabida a mistura de temas como a educação, a orçamentação familiar, a Gripe A ou o desemprego (ou, neste caso, a sua subsidiação). Ou de forma mais simples e popular: o que têm a ver os “alhos com os bugalhos”.
De facto, aparentemente nada. No fim… tudo! Da análise de recentes notícias e peças jornalísticas divulgadas na Comunicação Social (na qual ainda acredito).
A matemática, apesar de ciência dita exacta, tem o dom de proporcionar formas interessantes de se manipular e “jogar” com os números. E a política (e nalguns casos, a gestão) tem, nesta área, a primazia.
O governo, por ocasião da discussão do Programa de Estabilidade e Crescimento – PEC, veio afirmar que não havia lugar a aumento dos impostos. Mas a redução dos benefícios fiscais com as despesas de educação não é mais do que um aumento da carga fiscal. Aliás, redução dos benefícios fiscais que resulta num aumento de receita pública “à custa” dos rendimentos mais baixos, entre os 500 e os 1000 euros/ano, por contribuinte.
Por outro lado, a forma como foi empolgada a previsão pandémica da Gripe A, quer pela Organização Mundial da Saúde – OMS, quer pelos Governos, influenciada pela pressão farmacêutica, conduziu a pânico desnecessário nas populações e à aquisição de um número demasiadamente supérfluo de vacinas e que não foram utilizadas. Mesmo que tenha a ver com a nossa saúde. Ao fim de um ano da tão proclamada pandemia do século XXI, faleceram em Portugal, 112 pessoas (por ano, as estatísticas revelavam o falecimento de cerca de 1700 pessoas, em três a quatro meses, devido à gripe sazonal).
Interessante, ou antes pelo contrário, é a posição de Portugal no ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos - OCDE no que respeita à taxa de desemprego. Enquanto em Fevereiro, em média, nos 30 países da OCDE se verificou um decréscimo da taxa de desemprego, Portugal manteve esse valor nos 10,3%, o que significa um agravamento de 1,5% face à taxa observada no mesmo período do ano passado (fonte: agência lusa). Portugal mantém-se como o quinto país com as taxas de desemprego mais altas da OCDE.
E o que estas realidades representam para as pessoas?!
É sabido que a economia desempenha um papel central e fulcral na sociedade, na vida das comunidades e dos cidadãos. E por mais que algumas vozes tentam esconder essa realidade, afirmando que há mais vida para além da economia, o que é uma facto é que a vida é sustentada nos pilares financeiro e económico.
A questão é que a economia não tem necessariamente (nem deveria) desprezar o valor e a dignidade humanas. Mesmo que as pessoas não sejam números, estes deveriam servir as pessoas e tornarem-se mais humanizantes.
Há famílias preocupadas com o impacto das reduções dos benefícios fiscais, por exemplo na educação, com a previsão da dedução baixar dos 30% para os 20%, às quais acrescem as despesas correntes e que aumentam gradualmente como os custos com empréstimos e com a própria habitação (gás, água, electricidade).
No que respeita à Gripe A, mais uma vez as pessoas foram “usadas” como factor numérico para justificar que, em todo o mundo, os Governos gastassem mais de três mil milhões de euros em vacinas que enriqueceram a indústria farmacêutica e planos de contingência que geraram mais o pânico do que funcionaram como mecanismos de prevenção. Resultado final: a acusação de que a OMS não soube contrariar a pressão dos laboratórios farmacêuticos e similares que ganharam muito dinheiro com a venda de milhões de vacinas e à custa da saúde pública e dos cidadãos.
Por fim… o que deveria ser uma preocupação social torna-se, mês após mês, um verdadeiro flagelo. São cada vez mais inócuas as medidas e políticas para reduzir esta preocupante realidade. Gasta-se dinheiro (agora até se empresta) em investimentos, mais que megalómanos, perfeitamente “faraóticos”. E não se investe em medidas que promovam o emprego, a sua manutenção e o desenvolvimento da economia. Isso seria investir nas pessoas e na vertente social. Porque o desemprego não é só uma questão económica… é, muito mais, uma problemática social.
Mas números e pessoas nunca foram realidades comuns… infelizmente!

11 abril 2010

Fim-de-semana "laranja"...

No rescaldo do Congresso Social-Democrata, em Carcavelos (9 - 10 e 11 de Abril), destaque para a posição do novo líder do PSD - Pedro Passos Coelho - no reforço da tónica discursiva da urgente unidade do partido e para o discurso virado para o exterior na afirmação de alternativa e opção governativa, face ao actual governo socialista.
Se bem que o sentido de unidade do partido ficou aquém das expectativas criadas em redor de uma lista conjunta ao Conselho Nacional: embora ganho com maioria, o certo é que a lista apoiada por Pedro Passos Coelho e encabeçada por Paulo Rangel apenas averbou cerca de 53% dos lugares na estrutura nacional (29 dos 55 possíveis). Ao todo surgiram mais 12 listas concorrentes aos lugares de conselheiros nacionais.
De referir que as outras listas concorrentes ao Conselho Nacional foram encabeçadas por anteriores apoiantes quer da candidatura de Pedro Passos Coelho, quer da de Paulo Rangel.
(fonte: JN on-line)

O Diário de Notícias (versão on-line) disponibiliza o discurso de Paulo Rangel e de Aguiar-Branco, no Congresso do PSD, em Carcavelos.

22 março 2010

Surpresa ou Talvez não...

Quer a Terra Nova, quer o Notícias de Aveiro, referem um comunicado do amigo Jorge Greno a anunciar a sua candidatura à liderança da Concelhia de Aveiro do CDS.PP. E já com manifesto e blogue publicado.
A mim, pessoalmente, não me espanta este anúncio.
Resta saber como reage a actual Concelhia e que oposição terá: nenhuma, a recandidatura do actual presidente da Concelhia e Vereador do Executivo - Miguel Fernandes, ou haverá ainda mais candidatos?!
Curiosamente, a política aveirense tem estado, subitamente, marcada por curiosos e interessantes debates eleitorais: PSD - PS e agora CDS.PP.

Começa a delinear-se o cenário eleitoral para Aveiro e para as próximas autárquicas, em 2013.

12 março 2010

ALERTA...

É Oficial: Alerta Meteorologia.
FIM-DE-SEMANA EM TODO O PAÍS EM ALERTA LARANJA!
POSSIBILIDADE DE EPISÓDIOS SISMOLÓGICOS COM EPICENTRO EM MAFRA...



11 março 2010

O Desespero político...

O Ministro das Finanças - Teixeira dos Santos - classificou hoje, na Assembleia da República, a proposta para inscrição no Orçamento do Estado de cinco milhões de euros para pagar remunerações dos presidentes de junta, como "money for the boys".
O que o Senhor Ministro não consegue é lidar com a crítica, com propostas alternativas e construtivas, com a realidade, as necessidades e prioridades do país. À semelhança do seu líder, a prepotência e a arrogância não têm limites.
Para além do facto de Teixeira dos Santos não perceber o significado de eleições democráticas dos eleitos locais (os da oposição e, pasme-se, os do próprio partido).
Por menos, já houve Ministros a arrumar as secretárias e a apresentarem a demissão ou a serem demitidos.
Mas enfim...

18 fevereiro 2010

Frase do Dia...

Via Twitter (analuisa312)

Recessão é quando o teu vizinho perde o emprego.
Depressão é quando perdes o teu emprego.
E recuperação quando o Sócrates perder o emprego dele.

10 fevereiro 2010

Candidatura de Paulo Rangel - PSD

Paulo Rangel apresentou a sua candidatura à liderança do PSD.
Uma apresentação pública em que se apresenta sozinho mas, de certeza, com muitos apoiantes.
Do seu discurso realce para a análise do país - economia, educação, empreendedorismo.
Um discurso que assentou na tónica da necessidade de Rotura com as políticas do governo.
Além disso, Paulo Rangel foi dando alguns recados interessantes à candidatura de Pedro Passos Coelho e apresentou-se como um candidato de unidade.
Pelo seu discurso, percebe-se porque razão teve o notável resultado nas eleições europeias.
Muito dificilmente Paulo Rangel não chegará à liderança social-democrata.

07 fevereiro 2010

E ao centésimo dia… a decepção!

O Governo comemorou, no final desta semana, os seus 100 primeiros dias de governação.
O que deveria ser motivo de regozijo governativo e esperança para um país que necessita urgentemente de sair de um “buraco negro”, acabou por ter um sabor amargo a decepção, logro, embuste e demagogia.
Mais grave ainda… um sentimento de injustiça, decadência democrática e atentado a princípios fundamentais de um estado de direito, como a liberdade (expressão e de informação).
Primeiro, existe uma perfeita incapacidade do governo de dialogar, negociar, aceitar o contraditório. Ou seja, este governo de José Sócrates não sabe governar em minoria. Ao faltar a sustentabilidade de uma maioria parlamentar que suportaria toda a arrogância e altivez conhecidas no mandato anterior, resta ao Primeiro-ministro a dramatização e a chantagem políticas. E nem o facto de ter, no seu governo, um ministro das finanças que se surpreende com os números do défice, ou ter escondido, em período eleitoral, a verdadeira realidade económica do país, faz com que este governo socialista seja mais responsável, mais tolerante, mais dedicado.
A espelhar esta imagem está a postura governativa em relação à alteração da lei das finanças regionais, aos argumentos usados, às trapalhadas com os números implicados na orçamentação (800 milhões de manhã, 80 há hora do almoço, 400 à tarde e 200 milhões de euros à noite), as ameaças de ingovernabilidade, como se o PS fosse, em alguma situação desta natureza, lucrar politicamente em termos eleitorais.
Como se a questão financeira não bastasse, o país vê-se a braços com uma enorme crise de valores institucionais, de confiança política e na justiça, de graves situações de atropelo e atentado contra valores fundamentais e constitucionais como a liberdade de expressão e de informação.
Em claro período eleitoral de 2009, Manuela Ferreira Leite alertava para o défice democrático que o país vivia. Caiu o “Carmo e a Trindade”… mas a máscara não durou seis meses. Percebe-se agora, com a informação vinda a público, os casos TVI (pseudo-aquisição de capital pela PT – José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes), Público (o e-mail das escutas, o afastamento de José Manuel Fernandes), a posição do Diário de Notícias face ao caso das escutas, a publicidade institucional no Sol e as pressões exercidas, Marcelo Rebelo de Sousa e a sua continuidade na RTP, e, recentemente, o caso Mário Crespo (curiosamente num órgão de comunicação social – Jornal de Notícias, do mesmo grupo do Diário de Notícias, claramente pró-governo). Que José Sócrates tenha direito a opinião, é óbvio. Que José Sócrates tenha o direito a sentido crítico e a critérios próprios de qualidade, é indiscutível. Como a qualquer cidadão.
Mas José Sócrates não é um qualquer cidadão… é o Primeiro-ministro. E como tal é discutível e impróprio que se manifesta em lugares públicos sobre algo que deveria ser do seu fórum privado. Muito menos com expressões de censura e acusatórias para com terceiros (no caso, um jornalista – Mário Crespo), em tom que todos possam escutar, com locuções como “anormal”, “impreparado” e que “deve ser afastado” ou “um caso a solucionar”. Tudo isto dito a um alto quadro da SIC, em pleno restaurante.
É grave perceber que somos governados por quem não sabe lidar com a liberdade de expressão, com o direito a informar e a ser informado, com a missão e o papel socializador da Comunicação Social. É grave para o normal funcionamento de um estado de direito. E mais preocupante é reconhecermos que esta pressão e tentativa de manipulação da Comunicação Social não passam apenas pela vertente política. Esta associou-se ao peso e papel que o sector económico tem, nos dias de hoje, para controlar um jornalismo que, cada vez mais, se esperaria livre e funcional.
Portugal corre o risco de ser cada vez mais controlador das nossas liberdades fundamentais.