“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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29 setembro 2009

Pergunta e Resposta

Não é só a nível nacional que os "desacatos" acontecem...

Dr. Raúl Martins questiona: Raul Martins desafia Élio Maia a esclarecer se é ou não arguido no processo da venda do terreno das piscinas do Beira-Mar. (fonte Terra Nova).

Dr. Élio Maia, desfaz as dúvidas: Aveiro: Élio Maia garante que não foi constituído arguido no caso das piscinas. (fonte Terra Nova).

Acho altura para fechar um assunto que já começa a ser uma "seca" (apesar de se falar de algo com água).

28 agosto 2009

Comunicado Oficial...

No blogue oficial da candidatura às eleições autárquicas da Coligação "Juntos por Aveiro", em votoaveiro.blogspot.com, pode ser lido o comunicado que expressa a posição oficial da Coligação em relação ao "caso" das piscinas do Beira Mar.

25 agosto 2009

Negócio "aguado".

Foram muitas as críticas. Foram algumas as explicações dadas. Foram muitas as histórias reveladas. São alguns os factos conhecidos.
Escrevi no Diário de Aveiro (aqui reproduzido) sobre o caso das piscinas, do ponto de vista desportivo e das relações entre os clubes e o sector público (Estado, Autarquias, etc).
Depois de tanto "ruído" (e foram mais os ruídos do que a consistência dos factos), de forma totalmente descomprometida e com o devido afastamento, tenho para mim que, mais do que uma questão de gestão ou de negócio, este processo é uma questão de "armadilha" e de "caso de polícia".

13 agosto 2009

As piscinas...

Publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro...

Sais Minerais
As piscinas...

O regresso, depois de um descanso merecido…
Este é, de facto, um verdadeiro ano político. Eleitoral e, à boa maneira lusa, eleitoralista.
A confrontação política vai marcando a agenda neste Verão irregular, “carregando” as baterias para o arranque das campanhas eleitorais: primeiro legislativas e, logo a seguir, as autárquicas.
Em relação a estas últimas, para quem se candidata é o momento de estar atento e aproveitar todas as oportunidades (com maior ou menor astúcia, às vezes mais política que realista) para criticar ou denunciar. Para quem se recandidata é a altura para preparar as defesas, contrapor e argumentar com a experiência adquirida.
Recentemente, tem sido “campo de batalha” o terreno das Piscinas do Beira Mar.
Em relação a tudo o que tem sido argumentado não me caberá a mim defender, por várias razões (ou porque não fui incumbido de servir de advogado de ninguém ou porque, simplesmente, há outras considerações).
Do ponto de vista da legitimidade, o protocolo entre a Câmara Municipal e o Beira Mar foi assinado e foi cumprido. Face à legalidade de tal acto, o Clube entendeu gerir o seu património e a sua actividade dentro das suas necessidades. Para mim, estes são os factos.
Mas estes factos, como muitos outros exemplos por esse país fora, no que diz respeito ao desporto, demonstram uma outra realidade preocupante.
A estrutura social e económica do país desenvolveu uma cultura desportiva desarticulada, irrealista e inconsequente: no final são mais as “montanhas a parir ratos” que os casos de sucesso. O desporto perdeu a sua essência cultural e social, tornando-se, insuportavelmente, economicista e comercial. O “não profissional” não resistiu à pressão da exigência profissional. E esta, não resistiu à falta de estrutura, organização, gestão e capacidade financeira.
Durante alguns anos, o desporto (a encoberta da vertente social da formação) “viveu” à custa da subsidiodependência. Foi, durante vários anos, alimentando-se de protocolos sem visão a médio e longo prazo, sem previsão de auto-suficiência, sem realismo (que, na maioria dos casos, serviram para fazer face aos exigentes encargos financeiros com o sector profissional). O desporto foi, irreparavelmente, ficando seriamente dependente. Nomeadamente dos dinheiros públicos e, concretamente, do erário autárquico.
Os clubes não souberam, não foram capazes ou, por comodidade, não quiseram criar condições e estruturas capazes de proveram as suas modalidades de recursos suficientes para o desenvolvimento do seu papel e actividade.
E são inúmeros os casos, quer em Aveiro, na região e no país. Enumerá-los seria fastidioso e longo. Mas são, publicamente conhecidos, nas mais diversas modalidades: basquetebol, andebol, ginástica, etc. A muito custo e, por força da projecção mediática, lá se vai mantendo (com cada vez mais excepções) o futebol.
E é este que tem absorvido, cada vez em maior número, a deficiente realidade das outras modalidades. Para sua sobrevivência (questionável ou não) vão-se definhando e vão desaparecendo os outros “espaços” que ocupavam, na vida de muitos jovens, um papel primordial no seu desenvolvimento social, físico e humano.
E esta é que é a verdadeira realidade do caso “piscinas do Beira Mar”, como é o caso de muitas piscinas, pavilhões, ginásios, por esse país fora.
Desportiva e socialmente cada vez mais pobre.
Ao sabor da pena…