“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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19 março 2008

À Borlix!

Ora aí está.Pagar quotas para quê?
Há sempre forma de se arranjar um financiamento externo.
O partido da "borlix". Se não quer pagar quota ou jóia, filie-se no PSD... à "pala"!
Menos um regulamento.

Pólvora seca...

Segundo as palavras de Manuela Ferreira Leite, "o PSD não está em estado de polvorosa" e garante que os sociais-democratas estão unidos.

Ora bem... desde a eleição de Luís Filipe Menezes que não vemos tamanha agitação nas hostes "laranjas". É a contestação à agenda política do partido, à liderança e à oposição ao Governo, são os regulamentos e estruturação interna, etc., etc. Todos os dias, lá vem mais uma reacção interna.

Se isto não é pólvora, poderá ser pelo menos o rastilho.

27 janeiro 2008

Surpresa.

É indiscutível que Santana Lopes é, em tantas situações, confudível com o mediatismo que caracteriza a necessidade de sobressair, quando faltam as ideias, os argumentos e as convicções.
No entanto, depois da surpresa do episódio SIC-Mourinho, é com especial agrado que se deve reconhecer a sua oposição à influência mediática, de empresa de "marketing político", junto da bancada parlamentar do PSD.
Por uma ética política cada vez mais ignorada e inexistente.
Surpreendetemente...

16 janeiro 2008

O Jogo da Banca

Assembleia Geral do Millenium-BCP.


Telegrama. 
PS - 1 x PSD - 0.
Stop.
Comendador Joe Berardo, KO no primeiro assalto.
Stop.
Premiscuidade pública na cousa privada.
Stop.
Telenovela massificada que só interessou a meia dúzia de eruditos financeiros e a outros tantos políticos que tudo aproveitam para criarem a sensação de preocupação pelo país.
Stop.

06 novembro 2007

Duelos frustrantes.

O debate sobre o orçamento para 2008, fulcral para o desenvolvimento e estabilidade social do país, revelou-se um “ binólogo” e um, já esperado, duelo entre Santana Lopes e José Sócrates.
Triste escolha da ocasião.
Para que o mediatismo político surtisse efeitos na opinião pública e na comunicação social, “abafadas” ficaram as propostas e as críticas mais válidas da “outra” oposição.
Começa a demonstrar contornos decepcionantes a alteração na presidência das hostes laranjas, bem como a aposta falhada na liderança parlamentar.
Do confronto resultou a clara vitória de Sócrates, a relembrar as últimas batalhas para as legislativas, com igual derrota para Santana Lopes. Aliás, Santana Lopes esteve muito melhor no confronto com José Mourinho/SIC Notícias do que no parlamento.
O orçamento de estado para 2008 ficou reduzido a um mero: Governo 1 - Santana Lopes - 0.
Em vez do país avançar, como referiu Paulo Portas, regressámos ao passado, à boa maneira do canal RTP Memória, em formato actual.

15 outubro 2007

(Re)Visão do Fim-de-Semana

Fim-de-semana rico em acontecimentos e leituras neste "meio" Outubro, com réstia de sabor a Verão.
1. Entrega do Orçamento do Estado para 2008. Relegado para segundo plano (ou mesmo terceiro ou quarto planos), o Orçamento do Estado prevê a fixação do deficit nos 3%, revendo em baixa o crescimento económico (2,2%), mantendo-se a centralização da polémica no binómio investimento - despesa pública. Por outro lado, mantém-se as taxas de tributação altas (IRS, etc).
Ou seja, como em todos os anos e ciclicamente, mais do mesmo.

2. A selecção nacional, com uma exibição descolorida, lá consegui ser eficaz e conquistar 3 pontos já há algum tempo perseguidos. Mais uma vez, beneficiando igualmente do azar de terceiros (como por exemplo, a Finlândia). Quarta-feira há mais.

3. Fátima tem novo espaço de culto e de celebração católica. Podemos entrar nos argumentos arquitectónicos e estéticos; podemos questionar a exuberância e apogeu do espaço; podemos questionar a consistência e coerência dos seus custos. Mas é certo que foi a vontade dos crentes, peregrinos e da própria Igreja que, com fundos próprios, ergueu este novo espaço. Curiosamente, com mais tempo de antena na televisão do que o Congresso Social Democrata.

4. Congresso PSD. No reino “laranja” nada de novo. Inclusive algumas decepções (não que me afectem, mas poder-se-ia esperara mais).
Luis Filipe Menezes já estava eleito. Elegeu apenas 1/3 dos lugares no Conselho Nacional. Alguns apoiantes de Marques Mendes mantiveram-se na estrutura partidária (ex. Zita Seabra), o que significa que a transformação não foi total.
No seu discurso final, Menezes, ao falar para fora do partido e assumindo-se como alternativa ao PS, foi novamente decepcionante.
Sobre o sector económico ouviu-se muito pouco e foi muito vago quanto ao crescimento, desenvolvimento e impostos. Sem alternativas à política do actual governo.
Falou de uma nova constituição, como se esta temática fosse relevante para a maioria dos portugueses. Sobre Ambiente, Agricultura, Justiça e Europa… nada.
Muito pouco acutilante no que respeita à Educação e Saúde. Poderia estar aqui o seu campo de batalha (é onde o governo socialista tem vacilado mais).
Mas onde se esperaria que Menezes fosse verdadeiramente relevante e incisivo era na questão do poder local e na regionalização. E aqui residiu a maior decepção. Mesmo com a perspectiva de o PSD calendarizar o processo da regionalização, afirmar-se que esta questão não é prioritária, foi o mesmo que dizer que o assunto morrerá numa qualquer gaveta.

5. Como não sou social-democrata (nem tão pouco mais ou menos), a minha preocupação deste fim-de-semana, foi para a segunda parte da entrevista da Dra. Catalina Pestana. Não pelo mediatismo da temática, mas pelo conteúdo e mensagem que a ex-Provedora (mesmo correndo o risco dos “telhados de vidro”) proferiu relacionado com o processo. Muito mau para um país que se diz evoluído, que se diz um estado de direito, que proclama a separação da Justiça e da Política, que não sabe, nem quer defender o seu futuro (as suas crianças). É muito, mas mesmo muito triste.

Boa semana

03 outubro 2007

Continuar ou não continuar

É certo e sabido que a aposta e o apoio de Ribau Estaves ao agora presidente do PSD - Filipe Menezes, teve já a sua recompensa final.
O autarca de Ilhavo foi o escolhido para ser o Secretário-Geral do partido, ou seja, comandar o aparelho.
Mas não era necessário criar já tanta polémica em seu torno (melhores dias virão para isso, com certeza).
Às 17:55 Hm o Expresso On-Line (por acaso pertença de um apoiante de Marques Mendes) noticiava que Ribau Esteves iria ocupar o lugar de Secretário-Geral do PSD e abandonaria a Câmara de Ilhavo.
Às 19:33 Hm era noticiado que tal tinha sido desmentido pelo autarca ilhavense na Rádio Terra Nova. Isto é, ocuparia o cargo de secretário-geral, mas não abandonava Ilhavo antes do final do mandato.
Resultado e polémica à parte, há que seguir o exemplo do líder: nada é incompatível e com um bocadinho de esforço e suor à mistura, os dois cargos cumprem-se com uma "perninha às costas".

30 setembro 2007

A azia dos derrotados

Na formação dos jovens atletas, dizemos no basquetebol, que “ganhar e perder é desporto” e que o principal é saber encarar as vitórias e as derrotas como um processo competitivo.
Assim também o deveria ser na política.
A humildade de saber perder e saber ganhar é um processo vital na democracia. Daí resultam os políticos verdadeiramente democráticos, éticos e sólidos.
Assim alguém explique à Sra. Dra. Paula Teixeira da Cruz que as azias ou as cólicas curam-se na farmácia.
A humildade, o respeito e o reconhecer a superioridade do adversário, no fundo o saber viver com as vitórias e derrotas da vida e da política é que estruturam um sólido e coerente politico.
E em política, os erros pagam-se (como as intercalares de Lisboa). Em política, as “birrinhas” têm o seu preço (como na distrital de Lisboa). Em política movemo-nos por interesses colectivos e não individuais ou o mero “agarrar” o poder (como a não renúncia à Assembleia Municipal de Lisboa). Em política há projectos, valores e princípios diferentes dos nossos. Em política devemos saber reconhecer e respeitar que há outros valores e princípios que, diferentes dos nossos, podem ter a preferência da maioria.
Quem não souber reconhecer isto está, claramente, a mais na política. E é por essas atitudes que a imagem dos políticos e dos partidos está degradada. Por isso e por declarações como as que a Sra. Dra. proferiu após o conhecimento dos resultados: “Esta foi uma derrota de princípios, de valores. Como foi uma derrota de princípios e de valores não estou nada satisfeita”.
Não é que me crie qualquer constrangimento as “guerrilhas” internas do PSD. Nem tão pouco… mas por uma questão de princípios e de defesa dos “valores” que a política deveria ter.

A matemática laranja

E primeiro lugar, não sou social-democrata, nem tenho qualquer intenção de o ser (nem hoje, nem nenhum dia). E como já o afirmei por diversas e distintas vezes, sou centrista (quando muito cada vez mais desiludido com a realidade partidária nacional - do meu e do dos outros).
Não me aquecendo, nem me arrefecendo quem ganharia as eleições internas no PSD, a verdade é que, para quem gosta de política e para quem se preocupa com uma eventual alternância governativa (embora se afigure muito remota - mas já houve milagre em Aveiro, porque não no país) estas eleições também não deixam de causar alguma curiosidade.
Se, na hipotética situação de militante, tivesse que votar, o meu voto seria em Filipe Menezes, por várias razões (também em jeito de análise):
1. O fim da era sulista e elitista.
2. A necessidade de ruptura com o poder dos barões e o dar a voz às bases (que no fundo sustentam o partido).
3. A capacidade de "lutar" contra todas as dificuldades postas a esta candidatura pelo aparelho (poder instalado e respectivos caciques).
4. Por uma oposição mais frontal, realista e dinâmica.
E esta foi a resposta dos militantes daquele partido.
Estatística e matematicamente, os números são significativos e revelam, acima de tudo, um desfazamento entre as estruturas, por exemplo distritais (maioritariamente ao lado de Marques Mendes) e as bases: veja-se o caso de Lisboa (com larga vantagem para Menezes - mais de 300 votos de diferença) e em Faro (Macário Correia era apioante de Mqrques Mendes) onde Menezes conseguiu 460 votos de diferença. Mesmo em Aveiro, apesar do apoio da Distrital a Mendes, Filipe Menezes apenas perdeu por 12 votos. Por fim registe-se as expressividades de voto no autarca de Gaia a Norte do País (Braga mais de 1100 votos; Bragança quase 180 votos; Viseu 700 votos contra 5 de Mendes; Porto quase 3200 votos e ainda Viana do Castelo, Vila Real e Portalegre).

29 setembro 2007

Côr de Laranja

Luis Filipe Menezes gahou a liderança do PSD. Surpresa? Talvez sim... Quase de certeza que não!
Pontos de referência:
1. Não é normal que a oposição interna ganhe a corrida a um candidato isntalado nas estruturas.
2. Menezes deverá ser presidente até 2009. Se Mendes tivesse ganho, poria algumas dúvidas.
3. Fazendo fé nos acontecimentos últimos e nas trocas de argumentações, venceu a candidatura da polémica, do "jogo baixo" e da "acusação fácil". Ou terá perdido a candidatura da "arrogância" e da "inconsistência"?
4. Rui Rio pode descansar que para já não haverá fusão Porto-Gaia.
5. Sou centrista e não sirvo para advogado de defesa dos sociais-democratas. Mas não será fácil para qualquer partido da oposição governativa derrotar José Sócrates nas próximas eleições. Mas que será um "combate" mais consistente não haverá dúvidas. E surpresas sempre houve (recorde-se Aveiro).
6. Se o CDS já tem um caminho dificil após as intercalares de Lisboa, agora vê claramente o seu campo limitado.
7. Para terminar: Aveiro-0 / Ilhavo-1

28 setembro 2007

Eleições “laranja”.

Para além da esfera interna dos militantes social-democratas e um universo extra partido bem reduzido da esfera política nacional, a transmissão televisiva do debate entre os dois candidatos à liderança o PSD não interessou minimamente a mais ninguém, servindo bem mais os interesses do PS e deste governo, com a demonstração de fragilidade interna, de ausência de estratégia de oposição e com a exibição argumentativa de eventuais “trunfos” de alternativa na gestão do país. Não trouxe nenhuma mais-valia a cada um dos candidatos na sondagem interna, dando ao PS e ao governo uma motivação extra para continuar a sua acção sem temer a sombra da oposição, cada vez mais inexistente e ineficaz.
Não obstante estes dois aspectos, à falta de argumentação e retórica consistente, subsiste o que de melhor se sabe fazer em Portugal: a intriga, a quezília e a polémica. Tudo se resume ao “paga ou não paga” quota. Curiosamente, uma recente sensação de “déjà vu” no CDS.PP, com os resultados práticos conhecidos nas sondagens e nas eleições intercalares em Lisboa.
Contrariamente ao que os “velhos do Restelo” e os “expert” políticos mais conservadores teimam em afirmar, a imagem deixada pelo PSD nesta “luta” pela liderança interna só justifica e fortalece a fundamentação para os que defendem uma nova realidade partidária, assente na reforçada movimentação cívica presente, por exemplo, nas últimas eleições presidenciais e nas já referidas eleições na capital.

26 setembro 2007

Laranjadas

Contra factos, faltam argumentos.
A argumentação (ou a sua falta evidente) das candidaturas à liderança do PSD só reflecte a inconsistência e inconsequente oposição governativa dos vários partidos, quer à direita, quer à esquerda do PS.
Marques Mendes (auto-proclamando-se "o virtuoso" ou "o imaculado", mesmo que tal não correponda à realidade) acusou o seu opositor Filipe Menezes de transformar o confronto para a liderança do PSD num circo de críticas, de ataques mesquinhos e pessoais.
E a verdade é que a razão está do lado de Marques Mendes.
Recordemos as palavras (sic) de Filipe Menezes: "Nos últimos dias, Marques Mendes têm-se comportado como um PEQUENO tirano" ou ainda "Marques Mendes não tem ESTATURA para ser líder do PSD".
Ora bem! Se a tirania é algo de relativo já o PEQUENO...
Se ser líder comporta sacrificios, capacidade comunicativa, perfil, ..., a falta de ESTATURA traz um novo conceito para a política: só se pode ser líder com mais de 1,70 cm de altura, comprovados com registo no Bilhete de Identidade (ver verso).
E assim vai a "guerra" laranja.
Não arranjem outro candidato que o PS agradece nas próximas legislativas.

12 março 2006

Espreitadelas!

Cavaco Silva chegou à Presidência de República, no passado mês de Janeiro, essencialmente com os votos perfilados à direita, com algumas excepções esquerdistas.
Mas, como já o referi por várias vezes, não foi a direita a vencedora.
Quem vai recolher os louros de tal vitória é o próprio governo socialista, com a estabilidade anunciada pelo PR e com a colaboração estratégica tão badalada.
Deste modo, prevê-se uma travessia do deserto para a direita, para a qual resta o milagre de um desastre governativo significativo e que, nestes 3 próximos anos, marque a vida nacional.
Assim, muitos são os que "espreitam" uma legítima oportunidade de destornar a liderança laranja de Marques Mendes, muitas vezes internamente questionada.
São os nomes já "crónicos" de Luis Felipe Menezes, Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes, Manuela Ferreira Leite e Morais Sarmento.
Curiosa é a opinião de outras vozes obscurantistas. Da leitura atenta do primeiro programa de Paulo Portas na Sic Notícias, há quem acredite na possibilidade do ex-ministro da Defesa e ex-lider do CDS.PP ser um provável candidatável.
Aguarda-se uma ficha de inscrição.