“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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08 maio 2006

As "obras de mafra" aveirenses

Muitas das pessoas que conheço (alguns familiares) sempre que visitam Aveiro, mostram-me a sua admiração e prazer que lhes dá a entrada na nossa cidade pelo lado oeste (rotunda do marnoto), com vista para o Rossio.
São as palmeiras, os moliceiros, o canal...
Recentemente, a abertura do ponto que, provavelmente, resultará na principal entrada na cidade - a rotunda da "policlínica" (e curiosamente ainda por "batizar" oficialmente), para além da questão da sinistralidade gerada pela incúria e falta de civismo automobilístico (mais do que qualquer erro de concepção da rotunda), transformou-se num cartão de visita de Aveiro, sem côr, sem brilho, frio e descaracterizado.
A acessibilidade é um dos aspectos fundamentais para o desenvolvimento sustentado duma cidade ou região.
Não o é menos a capacidade de tornar essa acessibilidade atraente e verdadeiramente acessível.
O que se assiste, hoje, é a uma zona completamente descaracterizada, com acessos por continuar que impedem uma mobilidade coerente e racional.
Faltam as ligações na zona da nova estação, a ligação a Esgueira e as várias ligações à Alameda da Forca.
Falta urbanizar, esperendo-se de forma equilibrada e com qualidade urbanística.
A questão principal é que... FALTA! (e muito).

05 maio 2006

Semaforização temática

O tema teve honras de "post" no Aveiro Sempre do Pedro Neves e é hoje notícia no Diário de Aveiro.
É chamado aqui, pelo facto de, na qualidade de presidente da associação de pais do infantário de Cacia, ter sido esta questão a base de fundamentação de um abaixo assinado entregue ao governo civil, cma, estradas de portugal e junta de Cacia, há cerca de 3 anos.
Finalmente, embora no nosso entender sem ser a melhor solução, veio a resposta prática.
Com a devida vénia ao Pedro Neves, transcrevo para aqui os comentários que deixei no seu blog.

Permite-me, desta vez, discordar inteiramente contigo.
A Associação de Pais do Infantário de Cacia (da qual sou presidente) já há cerca de 3 anos, enviou um abaixo assinado para o Governo Civil, CMA e Estradas de Portugal - Aveiro, a solicitar uma solução para o cruzamento em causa (que não é de Sarrazola - esse local da freguesia de Cacia fica do outro lado da linha. Ali é mesmo para Cacia).
E isto porque muitos dos pais de crianças que frequentam aquela instituição foram vitimas de acidentes (felizmente sem consequências graves) naquele ponto.
Só que, conforme podes comprovar ao pesquisares em estudos de mobilidade e acessibilidade, o que foi sugerido era uma rotunda (até porque existe espaço para a construir) pela comprovado fluidez de trânsito, ao contrário da semaforização que é mais congestionante.
E, salvo raras excepções (como o caso da rotunda da policlínica - por incúria automobilística), os semáforos são mais propícios à sinistralidade do que as rotundas. Vê, por exemplo, o que acontecia anteriormente com os cruzamentos semaforizados do pingo doce e do eucalipto (tanta gente que lá perdeu a vida) e analise a fraca ou quase ausente sinistralidade actual com as rotundas e as desniveladas.

(...) adianto ainda:
1. É óbvio que em primeiro lugar deve vira a segurança das pessoas. Se bem que entendo que aquele cruzamento semaforizado não é a melhor solução, pelo menos "poderá" atenuar a insegurança actual.
No entanto, deixa-me referir que a mobilidade rodoviária não é apenas segurança. Não me parece que, dado o volume de tráfego na EN 109, esta solução contribua para a sua fluidez... bem pelo contrário.
2. Refiro-te ainda, que no abaixo assinado que indiquei no comentário anterior, (...), foi indicada outra sugestão: a colocação de outra rotunda no cruzamento do Solar das Estátuas e a proibição de, entre as rotundas, virar (ou cruzar) à esquerda na EN 109. Como exemplo para percebermos o que disse: se viesses de carro da fábrica da renault em direcção a Aveiro e quisesses ir às bombas de gasolina da Bongás (que ficariam do teu lado esquerdo), terias que ir até à hipotética rotunda do Solar das Estátuas e voltar em direcção a Cacia.
Porque a sinistralidade naquela via, não é só nos cruzamentos, é também derivada a permissão de cruzar com viragem à esquerda o eixo da via.

28 outubro 2005

Meio por Meio

A cidade está em obras. Ou melhor meias obras.
“A vida democrática não se faz de rupturas, nem de movimentos abruptos de negação”, a afirmação é do actual presidente da câmara - Dr. Élio Maia, no discurso da sua tomada de posse. Acrescentado eu que nem o exercício da governação local.
Desta forma, da necessidade de cada um se sentir responsável e responsabilizado, surgem algumas questões: Porquê só meio túnel? Porquê rotundas com acessos condicionados, por terminar ou por iniciar? Porquê a dificuldade de termos uma cidade com acessibilidades capazes? Porque é que quando se edifica ou constrói não se faz de forma planeada e equilibrada?
É certo que a obra do túnel da Estação, suscita ‘amores e ódios’, levanta questões sérias sobre trânsito e acessibilidades, mas… está feita! E não me recordo da Assembleia Municipal (à data) ter criado obstáculos consideráveis a este projecto.
Também não me parece mais vantajoso que os acessos entre Aveiro e Esgueira (e vice versa), se façam por uma EN 109 problemática a muitos níveis ou pela parte antiga da cidade como é a Vera Cruz (esta perfeitamente desaconselhável ao trânsito intenso – e até mesmo o menos intenso). Ou por desvios irracionais como os que somos obrigados a efectuar junto à parte nova da Estação, do lado do antigo Bairro do Vouga (junto à MoveAveiro).
Entre estes conflitos e um túnel (mais ou menos bem planeado) aberto, acho que não é de difícil opção.
Poderá a abertura do túnel (segundo algumas opiniões) suscitar um aumento de volume de trânsito entre a Avenida e a Ponte de Praça. Poderá… porque também não deixa de ser verdade que este conflito já existe, sem que tenham existido condicionantes e penalizações ao seu fluxo. E alternativas até existem! Curiosamente também a meias, como é o caso da Alameda Silva Rocha (acesso à EN109) na forca.
É a herança lógica de quem assumiu os ‘riscos’ inerentes a uma candidatura (vencedora) autárquica.
Como no casamento… na saúde e na doença! Nas alegrias e tristezas!
Continuamos no país do ‘desenrasca’… ‘qualquer coisa se há-de arranjar”…

21 outubro 2005

Obras à portuguesa... bem aqui ao lado!

Como tinha referido em 11 de Outubro - Aqui - porque é que neste país se insiste em obras mal planeadas.
Razão tem o novo presidente da câmara de aveiro - Dr. Élio Maia, para tentar preservar o antigo estádio, porque este novo, ainda agora foi construído e já tem problemas estruturais que resultam da forma como foi (mal) planeado.


11 outubro 2005

"O Túnel é uma passagem..."

Quem, da minha geração, não se recorda de uma expressão tão "badalada", como a da canção dos JáFumega - A Ponte é uma passagem (...) para a outra margem?
Assim sendo, fará sentido esta referência à recente obra "emblemática" de Aveiro: o Túnel sob a Estação da CP/Refer, que liga (?) a Avenida Dr. Lourenço Peixinho à futura urbanização da Forca/Vouga e Estrada Nacional 109 (Variante).
Mas porque é que neste país se insiste em obras mal planeadas, em projectos nem de todo coerentes (pretende-se retirar trânsito do centro da cidade e por outro lado facilita-se a entrada e acesso de veículos ligeiros e individuais até a um dos pontos problemáticos da mobilidade em aveiro:ponte praça)?
Porque é que as obras não têm um projecto globalizante até à sua conclusão? Porque nunca podemos ver uma obra ficar completa apenas numa só fase? Agora um túnel, daqui a 3 meses uma rotunda, depois um acesso ali, mais tarde (às vezes anos) outro aceso acolá.
Haja vontade, trabalho e planeamento lógico e consistente nas coisas de todos, por que somos todos que pagamos a factura.