“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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11 setembro 2010

Nove anos depois...

11 de Setembro de 2001.
A América e o Mundo acordavam num pesadelo com os atentados no WorldTraceCenter, no Pentágono e a queda do terceiro avião na Pensilvânia.
Tudo poderia ter ficado circunscrito ao pesadelo do povo americano que nunca pensou sofrer tal ataque, no seu próprio território. Mas não... o Mundo não foi o mesmo depois de 11 de Setembro de 2010 (seja qual for a posição de cada um).
Entre promessas de queima de livros sagrados, bandeiras rasgadas e queimadas, apedrejamentos, ataques suicidas, ..., o 11/09 foi e ainda é uma "guerra religiosa e política".
Foi e é uma "guerra" entre o Islão e o Cristianismo. Foi e é uma "guerra" política entre o Oriente e o Ocidente.

Hoje em dia, o 11/09 é também motivo de divisão nos Estados Unidos: entre os que defendem ou criticam a construção de uma mesquita no "Ground Zero".
O que, por si só, confirma o que referi: uma questão político-religiosa.

E o problema pós-11/09 já não é (só) a segurança, dominados e dominadores, democratização (??) de estados... o problema que agora persiste tem maior relevância: chama-se tolerância e direito à diferença.

25 novembro 2007

Qualquer morte é estúpida.

A morte é sempre estúpida.
A guerra não o é menos.
O direito à vida é inalienável.
A vida é o direito mais importante e fundamental do Homem.
Por outro lado, é discutível se a nossa presença no Afeganistão, no Iraque, Balcãs ou em qualquer outro ponto do mundo é importante, imprescindível, relevante ou compensatória.
Além disso, é argumentável questionar-se a obrigatoriedade ou o voluntariado da presença dos militares nas campanhas externas.
Menos justificável é a razão porque se morre por uma causa que não é a nossa.
Nada justifica a perda da vida humana.
Nem o dever de cumprir a missão…

08 julho 2007

Maravilhosamente 7 novas (e antigas)

Ontem à noite (07.07.2007), em Lisboa (Estádio da Luz), foram anunciadas as novas 7 Maravilhas do Mundo, eleitas por cerca de 100 milhões de pessoas.
A primeira a ser anunciada foi a A Grande Muralha da China.
As outras seis maravilhas terretres são o Taj Mahal (Índia) - o Cristo Redentor (Brasil) - Petra (Jordânia) - a cidade inca Machu Picchu (Perú) - o Coliseu de Roma (Itália) e a pirâmide de Chichén Itzá, localizada na península de Yucatán (México).

Sem votação ou direito a gastos logísticos no valor de 12 milhões de euros, mas infelizmente com direito a mediatismo, mantêm-se as outras sete antigas: Iraque - Afeganistão - Libano - Somália - Dafur - A fome nos continentes Africano e Sul Americano (salvo as mínimas excepções) - o Terrorismo e a Ameaça Nuclear.

29 março 2007

Não há bela sem senão...

Publicado no Diário de Aveiro, na edição de hoje 29.03.07

Post-its e Retratos
A Bela e o senão!


Ainda há guerra no Iraque, no Afeganistão, em África. A violência regressou a Timor. Os Balcãs tentam construir uma sociedade pluralista e democrática. Longe está de ser resolvido o conflito Israel-Palestina. Os direitos humanos, nomeadamente o das crianças e os referentes à exclusão social das mulheres, são diariamente desrespeitados por esse mundo fora. A geopolítica “joga-se” no Médio Oriente e no Islamismo, bem como no “fervilhar” Sul-Americano. A macro-economia mundial centra-se no continente asiático, nomeadamente na Índia, na Coreia do Sul, em Taiwan e no Japão.
Politicamente, o mundo vive uni-polarizado em torno da influência (para o bem e para o mal) norte-americana e a União Europeia ao comemorar os seus 50 anos de existência ainda não encontrou uma realidade e estruturação clara e objectiva, da qual a Constituição Europeia é apenas uma pequena expressão de um projecto que caminha mais para o abismo do que para a sua concretização. Ainda na Europa, Espanha não resolve a velha questão da autonomia basca, enquanto na Irlanda católicos e protestantes (mesmo sem apertos de mão) caminham para um hipotético entendimento.
Nós por cá… tudo bem!
A nossa realidade económica continua má; o desemprego aumenta; continuamos a “apitar” douradamente; a Casa Pia continua processualmente inerte; a corrupção não abranda; o governo continua sem oposição política capaz e até com algum abrandamento na contestação social; à segunda abortámos em referendo catolicamente derrotado; a selecção regressou ás vitórias e o ensino universitário, pós Moderna, voltou a agitar as águas. A violência doméstica aumenta e a pequena Esmeralda ainda não tem família definida. E é claro, muitos outros etc e tal. Por outro lado, vamos conseguindo manter de forma viva, aplicada, sôfrega, participada e extremamente interactiva (!) uma das nossas mais peculiares características da nossa identidade nacional: a mediocridade cultural.
Num recente e interessante estudo realizado pela Universidade Fernando Pessoa (“A expressividade do sorriso: Estudo de caso em jornais diários portugueses”), o seu Laboratório de Expressão Facial da Emoção analisou cerca de 50 mil fotografias publicadas nos jornais diários, entre Janeiro e Dezembro de 2006. Este estudo demonstrou que a expressão facial de emoções negativas é mais frequente e intensa do que a de emoções positivas. Ou seja, as pessoas estão a sorrir cada vez menos, realidade associada à tristeza, ao contexto social negativo, ao terrorismo e às catástrofes que assolaram o mundo. Mas poderíamos acrescentar uma outra conclusão a este estudo, de forma mais comum e empírica, fruto da experiência do nosso dia-a-dia: a carteira ao fim do mês. Isto é: rir de quê?
Mas se esta é uma realidade social, política e cultural existente e sem perspectivas de melhorias próximas, há que combater o fenómeno, pelo menos, com a disponibilidade dos meios de comunicação de massas (nomeadamente a televisão) de, através de alguns conteúdos, criarem a oferta da opção do rir aos portugueses. Nem que de forma pontual. Mas pelo menos terem essa oferta nos seus serviços.
Mas a questão impõe-se: a qualquer e todo o custo!? Sem a noção do serviço que é prestado, ter efeitos “colaterais” graves? Há custa da mediocridade e da estupidez humana?
Num país em que o ensino se encontra num estado caótico, em que o nível cultural é baixíssimo e onde ainda há muito para ser realizado ao nível da valorização dos recursos humanos, a televisão, no caso concreto a TVI, deveria ter o especial cuidado de, como meio de comunicação e informação, ser instrumento contributivo para o desenvolvimento intelectual da nação. Mas como bom hábito luso, temos tudo ao contrário. Sobre o pretexto da diversão, do entretenimento, do “fazer” rir, pela negativa, curiosamente, cíclica/repetitiva a TVI coloca no ar mais uma verdadeira pérola da aberração comunicacional: “A Bela e o Mestre”.
Nem sequer vou discutir a questão irrelevante do chamado estereótipo da mulher bela e “burra” porque a realidade incumbe-se de demonstrar o contrário ou a ineficácia de tal “teoria”. Nem tão pouco discutir questões de QI’s ou de inteligência masculina em ambientes pré-estruturados e delineados. E muito menos se o que nos é apresentado é real ou ficção ou se o programa dá azo e fundamentação a protestos de associações feministas.
Enquanto se discute a necessidade urgente de formação de quadros e de recursos humanos para o desenvolvimento nacional; enquanto se discute o ensino no nosso país com o conflito ministério da educação-docentes em efervescência; a sustentabilidade do ensino universitário; a completa ausência de uma política nacional de investigação científica; o sistemático e despropositado encerramento de muitas escolas; enquanto o plano tecnológico é apenas um souvenir finlandês, deparamo-nos diariamente com a subjectividade da beleza feminina, com a questionável intelectualidade masculina, mas, acima de tudo, com a verdadeira estupidez cultural. Divertir os portugueses à custa de uma triste realidade como é a falta de cultura, de conhecimento, de bom-senso de formação, é tão somente tornar este país, já em si caótico, numa verdadeira comédia.
E mais grave… com os portugueses a assistirem a tal realidade, com uma desconcertante naturalidade.
Sem se ouvirem vozes do professorado, do ministério da educação, de entidades responsáveis pela regulação do nosso processo informativo.
Assim, vamos vendo e rindo… porque Camões não existe; as regiões autónomas são Lisboa e Porto; ninguém conhece Fidel Castro; tivemos uma política Maria de Lurdes Piriquito e afinal as invasões francesas não aconteceram porque afinal Napoleão era o nosso Bocage. Reescreve-se a história na TVI de forma estupidamente natural.
Ao menos se as pernas tivessem neurónios!!!

15 setembro 2006

5 Anos depois... o mundo mudou!

A data que mudou o mundo deve merecer momentos importantes de reflexão. Mesmo aqui, neste “paraíso” aveirense.
O 11 de Setembro de 2001, é um acontecimento que dificilmente se poderá esquecer, muito menos apagar da memória de milhares de pessoas e da história contemporânea.
Mas sempre pelos piores fundamentos.
Passados 5 anos, o que mudou então?!
Ficou o mundo mais seguro?!
A resposta óbvia e coerente é não! Claro que não!
Os acontecimentos de Manhattan - New York, Washington e Pennsylvania naquele fatídico dia chocaram a América e o Mundo. E a esta distância temporal, no regresso ao passado, as imagens ainda chocam e transportam uma perplexidade difícil de explicar.
A poderosa e inatacável América tornou-se vulnerável.
O Mundo tornou-se mais frágil e inseguro. Tornou-se um palco de conflitualidade, de violência, de guerra e de morte.
No pós 11 de Setembro, já tivemos 200 mortos no Bali (Outubro de 2002), 190 mortos em Madrid (Março de 2004), 70 mortos em Londres (Julho de 2005) e 200 mortos em Bombaim (Julho de 2006).
É a expressão real da máxima: violência gera violência; conflito gera conflito. Da irreflexão do ataque ao Afeganistão, até à incompreensível e infundada invasão do Iraque.
Não queiram entender nestas palavras qualquer movimentação anti-americana. Por princípio ideológico não o poderia fazer.
Mas é um facto que até ao dia 11/9 e mesmo após essa data, nas acções de segurança interna de vários países, o mundo sempre soube “capturar” terroristas sem recorrer ao confronto bélico.
Daí que necessidade de invadir um país como o Afeganistão, para capturar Usama bin Laden, pela responsabilização dos atentados de 11/9 foi um acto irreflectido. Passados 5 anos, Bin Laden continua algures entre o Paquistão e o Afeganistão. Passados 5 anos o sul do Afeganistão volta a “cair” nas mãos dos talibãs.
E nesta data, é importante e relevante a captura do líder da Al-Qaeda?! Não é.
Mesmo após algumas figuras da rede terem sido atingidas, mesmo que há cerca de dois anos não se saiba nada do seu líder, a Al-Qaeda já ultrapassou a sua essência. Hoje mais que uma associação, a Al-Qaeda transformou-se num conjunto de células espalhadas por todo o mundo, baseadas no seu princípio.
E hoje a sua importância, mormente o renascimento do “talibanismo” no Afeganistão, começa a ser repensada. Tão ou mais importante é o papel da Síria, do Irão, do Hezbollah no Líbano e os xiitas na Arábia Saudita.
A Al-Qaeda não criou o Jihadismo. Ela baseia-se na Jihad islâmica. E este fundamentalismo é “universal” no mundo islâmico e muçulmano.
E esta é que é a verdadeira questão.
O mundo, após os ataques às Torres Gémeas e ao Pentágono(!), tornou-se mais vulnerável, mais inseguro pelo aumento do terrorismo assente num aumento do ódio entre o mundo ocidental e o mundo islâmico.
A totalmente questionável e irreflectida invasão do Iraque, sem a descoberta das armas químicas, sem a prova da ligação de Saddam Hussein a Bin Laden ou de Bagdad (Iraque) aos atentados de 11/9 (aliás, recentemente reconhecido pelo senado americano), tornou o terrorismo mais forte. Criou um maior antagonismo entre os dois mundos, tão distintos. Aumentou o ódio entre islâmicos e muçulmanos e ocidentais. Aumentou o receio, a desconfiança política, reflexo das sucessivas acções e “mentiras” desta administração do presidente Bush. Aumentou os atropelos ás liberdades fundamentais e aos estados de direito, como o comprovam os voos da CIA e as prisões secretas americanas espalhadas na Europa.
Reconheço o direito de quem é atacado em se defender. Ninguém ficaria indiferente se atacassem a Torre Eifel, a nossa Torre de Belém, etc. Não reconheço que a sua defesa se faça na base do “olho por olho, dente por dente”, no uso e justificação de quaisquer meios para atingir um fim. Ao fazê-lo as circunstâncias e os papéis são iguais. Tornamo-nos, obviamente, terroristas.
O mundo passou a ser “governado” por um submundo cheio de secretismo, de interesses obscuros, sem respeito pela dignidade humana, pelos direitos fundamentais.
A realidade é que, nestes últimos 5 anos, o ocidente ficou refém do terrorismo que “ajudou” a aumentar e a espalhar, mesmo para dentro das suas fronteiras e da declaração de “guerra santa” do mundo islâmico.
A realidade é que o ocidente está refém de uma economia que se baseia essencialmente, se não exclusivamente, no petróleo, riqueza e matéria-prima do mundo árabe.
Por estes princípios, é difícil o combate desta dualidade Ocidente-Islamismo através da via do diálogo, da tentativa de democratização e socialização do mundo árabe.
As consequências e as opções tomadas após o do dia 11 de Setembro e 2001, das quais se destacam as invasões ao Afeganistão e Iraque, o conflito recente Israel-Libano, o desenvolvimento nuclear no Irão, começam a tomar proporções maiores que os ataques daquele dia.
A intolerância, o ódio, os preconceitos, o desrespeito pela condição humana, aumentaram.
O mundo tornou-se mais dividido, com maiores divergências políticas ou económicas, principalmente mais relevantes naqueles que eram, até há 5 anos atrás, os maiores aliados (Europa e Europa-Estados Unidos).
Hoje, volvidos apenas 5 anos, no mundo há mais terrorismo, há mais guerra, mais violência e mais mortes.
Hoje, a Humanidade morreu.
O mundo precisa de voltar a mudar.
(publicado na edição de 16.09.2006 no Diário de Aveiro)

12 setembro 2006

A Paz.

O José Alberto Mostardinha, tem nos Estados Gerais um post intiulado A Paz é Possível.
Obviamente, ninguém, por mais fundamentalista que seja, gosta da guerra, por todas as razões inerentes e que se queiram delinear.
Por razões culturais e sociais, logicamente que, em teoria, a Paz é possível.
Mas sejamos realistas.
O mundo não é uma tela cor de rosa.
O mundo não é um conto de fadas, um um filme holyodesco.
O mundo é feito de homens, de interesses, de convicções antagónicas, do bem e do mal.
O mundo é feito de realidades...
Nesta questão, sou extremamente, se quiserem mesmo, fundamentalmente céptico.
A paz não é possivel.
Os homens são impossíveis.
Não pensam da mesma maneira, não têm as mesmas convicções, as mesmas filosofias de vida.
O mundo não tem os mesmo interesses.
Por isso a Paz, não é, nem nunca foi possivel.
A história passada e a mais remota que a memória da humanidade tem como registo, prova-o desde o início do Mundo.
A história presente prova-o.
A ilusão desvirtualiza a factualidade existencial.

19 agosto 2006

In Memorium... 19.08.06

As guerras e os atentados são, por si só, merecedoras de qualquer crítica, de repúdio, seja qual fo o seu fundamento.
Nada justifica a morte.
No entanto elas existem, infelizmente, por esse mundo fora.
Médio Oriente, Afeganistão, Àfrica Austral, Àsia e particularmente o conflito Israel-Libano e Iraque.
As guerras trazem sempre vitimas.
Infelizmente um maior número de desprotegidos: homens, mulheres e crianças vítimas de uma situação qualquer que não criaram e da qual não têm qualquer responsabilidade.
Civis anónimos que as estatísticas ignoram como seres humanos, representando-as como meros casos colaterais.
E há também aqueles que são verdadeiros mártires.
Porque são cumpridores de tarefas humanitárias, em favor dos outros e das causas justas, em detrimento, na maioria dos casos, das vidas particulares e familiares.
Hoje é um exemplo, infelizmente, vivo apenas nas nossa memórias.
Depois do extraordinário processo desenvolvido na ajuda da constituição do mais recente e novo país do mundo: Timor, acabaria por perder a vida a tentar contrapor o efeito bélico da guerra no Iraque, com o esforço da diplomacia.
Há 3 anos atrás, o mundo e a ONU perdia um GRANDE HOMEM de GRANDES CAUSAS.
Dr. Sérgio Vieira de Mello.

29 julho 2006

Coincidências...

Enquanto ouvia o noticiário das 13:00 sobre a crise no Médio Oriente, lia, Aqui no Diário de Notícias, Aqui no Público e Aqui no Correio da Manhã, a recusa ao pedido da ONU num cessar fogo por 72:00 horas, para permitir alguma ajuda humanitária aos desalojados, às populações e às vitimas desta guerra.
Como já, por diversas vezes, afirmei, qualquer guerra é totalmente desprovida de significado e fundamentação.
Violência gera violência.
A Guerra gera a morte e não a solução.
E se há alturas que o mero acaso toma dimensões de irracionais coincidências, hoje o dia é fértil.
Veio-me logo à memória, a letra de um excelente tema musical da Mafalda Veiga, baseado no cancioneiro Espanhol "Madre anoche en las trincheras".

Balada de un Soldado

Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José

26 julho 2006

(Manifestamente) de acordo.

Embora acompanhando com especial atenção todo o desenrolar da crise no Médio Oriente, acrescente-se que com bastante apreensão, ainda não consigo clarificar as ideias quanto a responsabilidades, porque para mim, nenhuma guerra tem fundamenação. Como já o tinha, aqui, transmitido.
No entanto, acho verdadeiramente interessante este post do Jorge Ferreira, no TomarPartido.
Ler Aqui.

19 julho 2006

Ódio e Guerra

Há alturas na vida em que os pensamentos se tornam obscurecidos pelo "clarear" duma forte trovoada. Ou ainda, pela incapacidade racional de entender um problema. No caso concreto... um grave problema, de consequências ainda muito indefinidas.
A guerra é, a todos os níveis, inqualificável e condenável. Premissa. Condição óbvia.
Ou não...
É que, soam algumas trovoadas cognitivas.
Será que alguém (fora da área do conflito) consegue vestir a pele de um povo forçado ao exílio, tornado apátrida?!
Será que alguém, por mais momentos de conflito armado que tenha vivido (nomeadamente ultramar), conseguirá imaginar o que terá provocado num povo o holocausto?!
E será que alguém consegue vestir a pele de um extremista religioso, ao ponto de sacrificar a sua vida por uma promessa "celestial" que, na quase totalidade dos casos, não entende de forma racional?!
E agora... será que, por mais condenável que seja, a guerra não se poderá tornar justificável?!
Porque criticamos umas e defendemos outras?!
É óbvio que o rapto de um soldado (apenas um) israelita não vale, po si só, toda esta escalada da guerra, que, se calhar e infelizmente, ainda agora começou.
É óbvio que este conflito não é só uma troca ofensiva militar entre Israel e o Líbano, com a Palestina e a Síria por entremeio.
É óbvio, mesmo que irracionalmente, este conflito tem as fronteiras muito mais ténues.
Será que não chegará até nós?!
Como diz a publicidade: "isto vai dar nega"!

20 abril 2006

Impopularidade perigosa.

Entre um Iraque em constante pressão e a viver uma dramática guerra civil



e um nascente e preocupante Irão Nuclear


vão apenas (fronteiras meias) 60% de impopularidade estatística
(bem recente) e bem perigosa. Um claro "deja vu". Ou ainda... uma mera questão de tempo!
(por exemplo, ver noticia do expresso online)

09 abril 2006

Liberdade Caricatural

Aquando da publicação das caricaturas islâmicas nos jornais dinamarqueses (e depois pelo resto do mundo), muitos foram aqueles que apelidaram os que (como eu) se opuseram a tal feito, de "forças de bloqueio" de anti "liberdade de expressão".
Considerando a liberdade como um direito intocável e sem qualquer tipo de limitações, os que defende este espírito, obviamente só o fazem, em teoria e porque os factos não os atingem directamente ou são "vividos" bem longe do seu dia-a-dia.
Porque quando a realidade é outra as vozes hipocritamente se calam e não se ouvem.
Nada me move contra ou a favor da ETA.
Nada me move contra ou a favor do IRA.
Nada me move contra ou a favor da tensão Israel-Palestiniana.
Tudo me move quando os princípios pelos quais legitimamente todos têm o direito de defender, resulta em violência e morte. Aqui tudo perde sentido.
Agora, acho curioso que muitos dos que se colocaram a favor da dita "liberdade de expressão" totalmente ilimitada, como um bem supremo, hipocrita e silenciosamente condenem a existência de propaganda pro-ETA num centro comercial da cidade.
Estão todos com medo de publicamente falar, de criticar ou até de apoiar, porquê?!
Então onde está a tal Liberdade de Expressão?!
Caricaturalmente....

05 abril 2006

Será o fim?!

Pela primeira vez Saddam Hussein é oficalmente acusado de genocídio, correspondente a crimes contra ahumanidade, num dos episódios mais sangrante do seu regime: a morte de mais de 100 mil curdos apenas em dois anos (1987-1988).
Este é, por inúmeras razões políticas, sociais, religiosas e económicas, o julgamento destes dois últimos séculos.
No entanto, algumas perguntas impõem-se:
Será este o princípio do fim do terrorismo?!
Será este o início de um Iraque livre e democrático?!
Será esta a justificação (se é que a há) para a "invasão" e permanência Americana naquele país?!
Que contributo dará o resultado deste julgamento para o início do fim do conflito no médio oriente?!
Se a prisão (e consequente condenação) de Saddam Hussein tivesse contribuído para a paz e a democracia no Iraque, porque é que a presença estrangeira naquele país ainda se mantém?!
Mais do que um julgamento que permita repor a justiça e a liberdade democrática naquele país, parece-me um julgamento de "ajuste de contas" e mais mediático, do que racional e prático.
A ver vamos... a bem da verdade e daquele povo!

31 março 2006

dois - um = um

Há 15 anos, a 31 de Março de 1991, terminava o "pacto": O de Varsóvia!
Depois da queda do muro e do fim da guerra fria. Restou a NATO.
Teremos hoje um mundo melhor?!