“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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30 agosto 2009

Contra factos...

Contra factos, sempre ouvi dizer que deveriam existir argumentos. Só assim se valorizam convicções e princípios.
Para as hostes socialistas, esta é uma realidade difícil de alcançar e protagonizar.
Face à apresentação do Programa Eleitoral do PSD (que tem mais que uma folha A4 - 40 páginas, menos 80 páginas de "palha" eleitoralista), os socialistas argumentam com expressões vãs e vazias: para Mário Lino falta "ambição" e "chama" ao programa eleitoral do PSD; para João Tiago Silveira, o PSD é "um partido do passado" cujo programa "não tem ideias"; para Pedro Silva Pereira, Manuel Ferreira Leite está "Azeda e cheia de suspeições e acusações para dentro e fora do partido".
No entanto, com tanta "mão cheia de nada", a cereja no cimo do bolo, vem de um ex-ministro socialista, dos governos de António Guterres. Para Pina Moura, o "programa do PSD é mais focado que o do PS", e "aplaude uma das medidas do programa eleitoral do PSD e revela uma visão crítica da política económica do PS".

27 agosto 2009

PSD - apresentação de Programa

O PSD apresentou, hoje, o programa eleitoral para as próximas eleições legistaltivas, em Setembro.
Pode ser consultado aqui e comparado com o do PS aqui.
40 páginas chegaram (não foram precisas 120). Ou seja... retirada a "palha eleitoralista"!

24 agosto 2009

Para descontrair... boa semana!

Com o aproximar das reentrées partidárias, das campanhas e das eleições, nada melhor que "limpar os ouvidos" de tanto ruído demagógico e rir um bocadinho (mesmo que baixinho):

15 agosto 2009

Almas do outro MUNDO!

Assim há uma questão legal que imprta desde já esclarecer: Estes Fantasmas têm cartão de eleitor ou cartão único?!

27 junho 2009

"Botar" a cruz...

Eleições Legislativas a 27 de Setembro.
Eleições Autárquicas a 11 de Outubro.
Assim... Let´s the show begin.

09 abril 2009

A Europa e Nós - II

No seguimento do post anterior...
É óbvio que a aposta centrista na lista para as europeias, é uma boa opção e recheada de valores com capacidade inquestionável.
Nuno Melo, Diogo Feyo e Teresa Caeiro.
Mas...
E cá no burgo?! Com quem Paulo Portas contará para a Assembleia da República?
Com menos "valias"?!

13 março 2009

Portugal Eleitoral.

Publicado na Edição de hoje do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Portugal Eleitoral.

Há vida para além da crise.
O ano de 2009 não é apenas um ano de crise (ou de crises, para sermos mais precisos). É um ano marcado por três momentos (coincidentes ou não) eleitorais: eleições europeias, legislativas e autárquicas (sendo a ordem dos factores, mais ou menos, arbitrária).
Mas será que estes momentos altos da vida política nacional superarão, em termos de importância, a crise económica, a crise dos valores, a crise social (desemprego, endividamento familiar, insegurança, insatisfação social, etc.)?!
Vejamos…
Com a falta de outro tipo de argumentação (por ventura mais consistente e coerente), os vários sectores partidários vão-se desdobrando em posições distintas em relação à temática.
Uns aproveitam para fazer demagogia política, desvalorizando a importância de cada acto (ou pelo menos de dois deles: europeias e autárquicas), transformando-os num sinal de combate político contra o governo. Como se fosse essa a realidade em causa: para a Europa pouco importa quem governa Portugal, assim como na maioria dos Concelhos e Freguesias deste País, felizmente, se vai dando valor às pessoas e aos projectos, mais que às bandeiras partidárias.
Outros, concretamente o partido do governo, vão tentando fugir a esta confrontação, pressionando para que os actos eleitorais (autárquicas e legislativas) sejam coincidentes, diminuindo a argumentação da oposição e evitando o risco da penalização.
Enquanto isso, o cidadão vai-se afastando e desinteressando de processos que, cada vez mais, se vão tornando imagem de penosidade, irrelevância, perda de tempo e de racionalidade. Ou seja, o cidadão começa a revelar sinais de estar farto de "circos".
Começa a revelar sinais de estar farto da política, dos partidos, dos políticos e de governos. Porque a realidade que vive, no seu quotidiano, está, também ela, cada vez mais longínqua de demagogias e utopias.
O dinheiro não chega para o mês, o emprego tornou-se preocupantemente instável, a saúde doente, a justiça desigual e distante, o ensino deseducado, … .
E a política completamente deslocada das necessidades de cada um dos mortais e dos seus interesses. De tal forma, que, ciclicamente, a interrogação invade as mentes comuns: votar para quê?! E se a questão pode parecer um atentado à participação e intervenção públicas e ao dever cívico, ela não deixa de ilustrar o sentimento maioritário do real e profundo Portugal.
Se a política (entenda-se, partidos e políticos) são os primeiros a dar o (mau) exemplo, porquê exigir (uma vez mais) ao pobre comum dos cidadãos uma responsabilidade na qual ele não se revê?!
Não há nenhuma campanha de valorização da importância da participação e representatividade europeia. Ao fim de 23 anos, quem sabe o que é a Europa, o seu funcionamento e o que ela representa para o país?! A irrelevância deste acto eleitoral é tão acentuada que, há 5 anos atrás (13.06.2004) a abstenção registou o valor de 61,40%.
Mesmo em relação à escolha dos destinos das autarquias e das freguesias (o poder mais próximo dos cidadãos) o desinteresse começa a ser uma realidade (39% abstenção nacional – 43% abstenção em Aveiro), ano após ano.
Antes de qualquer combate político e ideológico, é importante e urgente reforçar o exercício do direito de cidadania dos portugueses, acentuar a relevância do seu contributo para a construção do "espaço público" e consolidação da democracia, bem como a percepção do papel das instituições governativas e o impacto que as mesmas têm na vida de cada um de nós. E não desvalorizar e esvaziar o sentido de cada acto eleitoral como demagogias políticas e confrontos ideológicos desajustados.
E primeiro… a "limpeza" da imagem da política, dos partidos e dos políticos.
Ao sabor da pena…

Políticas... e dores de cabeça!

Publicado na edição de hoje do "O Aveiro".

Políticas... e dores de cabeça!
A semana anterior fica marcada pelo episódio rocambolesco na Assembleia de República, palco que deveria ser da arte da política, das convicções, ideologias, retórica, da representatividade e do poder.
Mas é-o da expressão máxima do desinteresse, da improdutividade, do absentismo, dos jogos de poder, das pressões e da indiferença. Da crítica destrutiva, dos jogos políticos demagogos, dos jogos de interesses… E, mais recentemente, da baixaria e da falta de dignidade.
Por mais avisos que sejam feitos (por exemplo, pelo próprio Presidente da República), por mais inquéritos e sondagens que demonstrem a realidade – os portugueses afastaram-se dos órgãos de soberania, da política, dos partidos, da participação cívica – aqueles que deveriam ser o exemplo da ética e da responsabilidade, não perdem uma oportunidade para "espetar mais uma bandarilha" no regime e no sistema. Sim… porque só faltou, mesmo, a "tourada"!
A troca de "mimos" entre o deputado José Eduardo Pereira (PSD) e o deputado Afonso Candal (PS), entre energias renováveis e eólicas, de nada serviu para além de consolidar essa péssima imagem que se tem da política e das suas Instituições, bem como deitar "ao vento" a temática em causa.
E é pena que quem está, hoje, na política, não esteja de "corpo e alma", com a certeza do conhecimento dos terrenos que pisa, da sua essência (como aqui já foi expresso, é, claramente, excessivo número de deputados para a dimensão do país e para o que, politicamente, é produzido). Porque o Senhor Deputado (para lamentar) José Pereira deveria saber que, nestas "cousas" da retórica, "quem vai à guerra, dá e leva", e ter poder de encaixe e resposta, não é para todos. Ou se tem a consistência da argumentação e da fundamentação, ou se "ferverá sempre em pouca água".
Da mesma forma que não se percebe a insistência em transformar realidades distintas, numa só, para aproveitamento partidário. Tal como o PCP o pretende, querer transformar as eleições europeias, que nada têm a ver, directamente, com a governação interna de cada país, num julgamento sumário a esta governação, é o mesmo que desvalorizar o sentido e a missão da comunidade europeia, do seu significado, da sua importância e do seu impacto na vida de cada um dos cidadãos. Aliás, uma realidade, apesar destes anos todos, muito distante do quotidiano dos portugueses. E depois admiram-se da elevada abstenção e do desinteresse generalizado.
A política, enquanto não voltar aos seus tempos de transparência, clareza, verdade e coragem, valerá, apenas, pelo seu folclore eleitoralista, de quatro em quatro anos.
Mas como lá (Lisboa), também por cá (Aveiro) …
O PS aveirense já apresentou a sua proposta à presidência autárquica, o PSD local já tinha manifestado a sua opção "natural", o CDS.PP mantém uma guerra surda interna que com muita dificuldade se percebe e se justifica.
Ou se mantém integrado num projecto que "ajudou" a construir ou se mantém à margem de uma "luta eleitoral" que se afigura, naturalmente, bipartida entre PSD e PS (Élio Maia e José Costa), com os riscos que daí advêm.
Mas a questão não está tanto nas peripécias desta indefinição (o responsável pela concelhia local tem mil e uma dúvidas, o responsável distrital antes pelo contrário e o presidente nacional – em recente visita ao "burgo" – afirmou que só o projecto coligação faz sentido).
O problema é o timming ou a sua escassez. É que o CDS.PP corre o risco de "perder o barco", a relevância, o impacto e o peso político. Seja de que forma for.

01 março 2009

Aqui ao lado...

Nacionalismos em queda na vizinha Espanha.
Ainda sem resultados finais, mas com dados quase definitivos:
Na Galiza o PP espanhol volta a ser líder governativo regional e no País Basco o Partido Nacionalista vence mas apenas com maioria relativa, com o PSOE e o PP a aumentarem o seu número de deputados. Resta a dúvida quanto à coligação, sendo muito improvável ou quase que impossível imaginar-se uma coliggação nacionalistas com PP.

19 fevereiro 2007

O golpe de teatro

Palhaçada!
É só o que me vem à cabeça, com esta atitude do Mr. Madeira.
Contra a lei das finanças locais, a verba presente no orçamento de estado para a Região Autónoma da Madeira e contra o próprio Presidente da República que promolgou uma lei que é uma traição à Madeira, o Dr. Alberto João Jardim decidiu demitir-se e "arrastar" neste processo a Assembleia Legislativa Madeirense.
Ora, até aqui, um verdadero milagre. Uma verdadeira libertação da região autónoma. Aquilo porque todos, continentais e ilhéus tão ansiosamente esperávamos.
Mas eis que se vira a face da moeda.
Demite-se mas recandidata-se.
É Carnaval. Está mais que visto.
Ora se o senhor se demite como forma de protesto, vai recandidatar-se como forma de quê? De reconfirmar o protesto?
Ou pura e simplesmente porque lhe apeteceu dar de novo nas vistas e tornar a política (já de si debilitada) numa autêntica palhaçada?
Não está agarrado ao poder, mas também não abdica dele. Soberbo.
É este o respeito que o povo madeirense e o país merecem?!
Pode ser que seja desta que a Madeira se torna verdadeiramente livre.
Para bem de todos.