01 janeiro 2011
2011 vai ser um ano que...
07 dezembro 2010
Sem muitos comentários...
26 novembro 2010
Quem avisa...
21 outubro 2010
Orçamento: A questão essencial…
Orçamento: A questão essencial…
Do ponto de vista político-partidário resta ainda a incerteza quanto à viabilização do Orçamento de Estado para 2011. O mesmo será dizer que termos de aguardar, para já pelo impacto que as condições de viabilização resultantes do Conselho Nacional do PSD terão no PS e no Governo, e, por outro, o retorno ao PSD das reacções socialistas e do executivo da nação.
Desde que o tema do Orçamento entrou mais fortemente na agenda política que muitas vozes vêm defendendo o “sentido de Estado”, sem no entanto definirem claramente o que tal significa: se tal significa uma viabilização orçamental, mesmo que isso significa aprovar um Orçamento que afunde ainda mais o País, para além de ceder à pressão dos mercados e política financeira europeia (o que leva a uma entrega “de mão beijada” da nossa autonomia e soberania, cada vez mais debilitadas); ou se, por outro lado, a exigência do “sentido de Estado” tem a ver com a responsabilidade política, com a coerência de convicções e discursos, com a capacidade de afirmação de alternativa ao actual estado caótica da nação (com a consequente promoção do maior valor democrático que reside na opção de escolha e no poder de decisão, por via do voto, do povo português).
É que o tal apelo ao sentido de estado já foi, por dois partidos com assento parlamentar, anunciado e afirmado… PCP e BE já revelaram o seu “sentido de Estado”: “CHUMBO”, clarificando as suas políticas e convicções.
Caberá agora ao PSD assumir de demonstrar aos portugueses a sua condição de alternativa governativa, não correndo o risco de “pagar” o ónus de uma factura que não é a sua e com a qual discorda: um péssimo Orçamento que deixará o País num estado caótico.
E porque este Governo já demonstrou não ter capacidade de diálogo, de cedência, de humildade política suficiente para aceitar opções alternativas na gestão do País. Já o demonstrou enquanto maioria… confirma-o enquanto minoria parlamentar.
Apetece ter o atrevimento humorístico (mesmo que os tempos não sejam de brincadeira) de transpor a realidade para as recentes eleições brasileiras: “Não vote no ‘tiririca’ (orçamento), porque pio que tá já num fica”…
Mas a questão orçamental não é só um confronto político-partidário. É, de facto, uma questão de sentido de Estado: a necessidade de salvar o País e de pensar, de uma vez por todas, nos portugueses.
Naqueles que vêm os seus salários serem reduzidos; a diminuírem as prestações sociais; a ver o Estado repelir as suas responsabilidades sociais; a diminuírem as deduções ficais; a aumentarem os impostos; aumento dos preços… a piorar a sobrevivência financeira das famílias.
Naqueles que sentem, nos seus rendimentos, nas suas poupanças, na sua gestão financeira familiar, um Estado fixado e vidrado num objectivo estratégico: a mera captação de receitas para alimentar despesismos governamentais. Veja-se, a título meramente exemplificativo, a mais recente inovação da actualização da listagem portuguesas de taxas: o aumento em 30% da taxa de televisão/radiodifusão.
Naqueles que, diariamente, sentem um Estado cada vez menos justo (os sacrifícios não são repartidos com justiça), menos harmonizado (crescimento das disparidades sociais), e menos transparente (por exemplo, em 2010, Finanças estão a cobrar mais IRS do que o devido pelo facto das tabelas de retenção na fonte estarem inflacionadas).
Isto resultará em impactos sociais diversos mas, claramente negativos, como o aumento incontrolável da contestação, do crime e da violência.
Se do ponto de vista político-partidário, entre um péssimo orçamento é preferível não ter nenhum, salvando o País de um naufrágio “titânico”, a questão essencial da aprovação ou não do Orçamento de Estado para 2011 será, no entanto, outra: e quem salvará os portugueses do seu eminente naufrágio?!
Porque mesmo com a aprovação do Orçamento, o (des)Governo de José Sócrates não tem condições para governar.
20 outubro 2010
A ler os outros...
02 outubro 2010
Pinoquices...
22 agosto 2010
150 anos do Tratado de Paz, Amizade e Comércio - Japão/Portugal
01 junho 2010
Manias independentistas...

14 abril 2010
Direitinho do Facebook
EU NÃO QUERO EMPRESTAR DINHEIRO À GRÉCIA, ELES QUE VENDAM A TAÇA DO EURO 2004.
17 março 2010
Programa Empobrecimento do Cidadão!
E 100% de acordo... sem qualquer dúvida.
O PEC não é só contenção, é também crescimento...
Claro que sim, Sr. Ministro.
Cresce: o desemprego, o endividamento familiar, a carga fiscal, o nível de vida, o desapoio social... tudo cresce com este PEC.
11 março 2010
O Desespero político...
O que o Senhor Ministro não consegue é lidar com a crítica, com propostas alternativas e construtivas, com a realidade, as necessidades e prioridades do país. À semelhança do seu líder, a prepotência e a arrogância não têm limites.
Para além do facto de Teixeira dos Santos não perceber o significado de eleições democráticas dos eleitos locais (os da oposição e, pasme-se, os do próprio partido).
Por menos, já houve Ministros a arrumar as secretárias e a apresentarem a demissão ou a serem demitidos.
Mas enfim...
27 janeiro 2010
Orçamento de Estado 2010
Dossier Orçamento de Estado para 2010 - fonte Jornal de Negócios online (edição de hoje).
25 janeiro 2010
À margem negocial (parte 2)
É sabido que este OE2010 não é apenas vital para o PS e para o Governo…
Nesta fase, uma antecipação de eleições legislativas seria politicamente grave e complicada de gerir para o PS (falta de argumentação), para o PSD (conflitualidade interna e consolidação do seu eleitorado) e para o CDS (responsabilidade do chumbo e risco de perda de eleitorado).
Daí que o Governo e o PS tenham percebido que a dramatização, perseguição e pressão políticas não seriam a melhor argumentação.
Tendo como base a advertência presidencial (que serviu para aumentar a sua popularidade e relançar uma eventual recandidatura) da necessidade de diálogo e negociação, a bem da nação, governo e oposição (a da direita, necessária à aprovação do Orçamento) encetaram negociações para análise, avaliação e sentido de voto.
Mas quem marcou mais pontos?!
No “confronto” entre os três partidos, José Sócrates (e o Governo/PS) podemos afirmar que são os vencedores: não só aprovam o orçamento com as abstenções (mais ou menos construtivas ou estratégicas) do PSD e CDS, como mantêm as bandeiras mais importantes das políticas e medidas orçamentais, tendo ainda a oportunidade de retomar a polémica das finanças regionais.
Para o CDS, o resultado é a consolidação dos resultados eleitorais de Setembro de 2009, marcando uma imagem de partido com inclinação para ser poder. Não rejeitando a oportunidade de tornar públicas as suas perspectivas em relação a temas importantes no OE (fiscalidade, impostos, investimentos, financiamentos, tecido empresarial, reformas, rendimento mínimo, entre outros), a verdade é que o esforço apenas garantiu “direito de antena e visibilidade mediática”. Porque, conforme o post anterior, as principais medidas não foram cedidas pelo Ministério das Finanças, ao ponto de ser necessária um encontro entre Portas e Sócrates.
Após tanto esforço, uma “abstenção construtiva” sabe apenas a “um lavar de consciência”. Nem sim, nem não… antes pelo contrário: Nim!
Quanto ao PSD há um mistério estratégico difícil de perceber… Deixou-se antecipar pelo CDS que foi marcando pontos na opinião pública, e não produziu (nem Manuela Ferreira Leite, nem o líder da bancada social-democrata, Aguiar Branco) qualquer esclarecimento de intenções e objectivos negociais, nem marcou qualquer posição sobre as diversas áreas e vertentes do OE2010. Limitou-se, incompreensivelmente, a aguardar passivamente o desenrolar dos acontecimentos ou a apresentação do Orçamento, para marcar posição.
Apenas a indicação de uma possível (quão esperada) abstenção. Acho pouco para o maior partido da oposição… Uma batalha perdida?
Quem sabe…
05 dezembro 2009
Aveiro preferencial!
A NISSAN escolheu a cidade de Aveiro para a instalação da sua fábrica de baterias para carros eléctricos que vai criar 200 empregos.
25 julho 2009
Um EXCELENTE proposta.
12 abril 2009
Fora do Tempo...
20 dezembro 2008
Já tão perto
Já tão perto…
Aproxima-se a passos largos o final do ano de 2008. Restam apenas duas semanas.
Como é mais do que óbvio, por força da calendarização gregoriana, com o avizinhar do final de 2008, regressa mais um ‘novo’ ano.
Para além disso, a azáfama da quadra natalícia que, por mais crises anunciadas (ou vividas) ‘obriga’ a um quotidiano completamente alterado e alucinado, vai diluindo a perspectiva cinzenta, para não dizer negra, de um ano de 2009 perfeitamente caótico, recessivo e problemático a nível financeiro e social.
Mesmo que em muitas situações a crise seja motivo para posições e opções financeiras e comercias, no mínimo, duvidosas e pouco claras (a crise serve de “capa” e “desresponsabilização”), o que é certo é que ela existe, está presente, é uma realidade e veio para ficar.
Pior… o ano de 2009 vai ser, segundo apontam todos os índices, as referências e os “entendidos na matéria”, o ano mais grave.
A esta vivência natalícia que vai ‘amolecendo’ o espírito, as emoções e, até mesmo, a razão, acresce a ilusão das medidas que vão sendo adoptadas e anunciadas e que tocam muito directamente os cidadãos e, particularmente, as suas finanças domésticas: a sucessiva baixa da taxa de juro de referência (Euribor) e, por exemplo, o desagravamento do preço dos combustíveis. São, aparentemente, processos de combate à realidade económica mundial, pelo menos a Norte-Americana e a Europeia.
Mas será assim?!
Na prática, a diminuição do valor da taxa de juro, com repercussões, por exemplo, no crédito à habitação própria (e que alguns peritos em economia e finanças ousam apontar previsões para valores a rondar os 0,00%) será significativa e relevante?!
É que as descidas das taxas de juro, por si só, não resolverão a situação (mesmo que tal afirmação pareça algo do género “pobres e mal agradecidos”). Apesar da ‘moeda corrente’, para a maioria dos cidadãos, ser as queixas relacionadas com os encargos financeiros domésticos com as casas, parece que a solução desta crise não passa apenas pelo baixar das taxas de juro.
Se é verdade que as mensalidades referentes ao empréstimo à habitação poderão baixar e com algum significado, também não o é menos que o dinheiro ‘aforrado’ (poupança) valerá menos e renderá muito pouco.
Por outro lado, se a descida dos preços dos combustíveis e do valor das taxas de juro potenciam alguma sensação de melhoria financeira, nomeadamente a doméstica, é também um facto que assistimos ao agravamento da taxa de desemprego e à diminuição do poder de compra. Ou seja… os juros e as despesas mensais reduzem, mas aumenta a impossibilidade ou a dificuldade em haver dinheiro nas famílias para fazer face a esta certeza da crise e da vida.
E nada melhor para ilustrar esta realidade, já muito próxima, do que nos lembrarmos das mais recentes notícias: em 2009 a electricidade sofrerá aumentos na ordem dos 4,9% (o dobro da inflação prevista), o pão, o arroz e as portagens são alguns exemplos da subida do custo de vida. E não se espere que se fique por aqui.
Ao sabor da pena… e um Feliz Natal, para todos!
23 novembro 2008
Não vale a pena tapar o sol com a peneira
07 novembro 2008
Compreender o incompreensível.
Publicado na edição de ontem (6.11.2008), do Diário de Aveiro.
Sais Minerais
Compreender o incompreensível.
Entre a teoria e a realidade, entre os conceitos e princípios e a factualidade da aritmética financeira doméstica da maioria dos cidadãos no final de cada mês, vai uma longa e incompreensível distância.
Os conceitos financeiros (de forma similar ao direito) são uma espécie de linguagem rodeada de simbolismo, figurismo e “secretismo” que imitam, ao mais comum dos mortais, o acesso e a compreensão ao que move hoje, o mundo: o dinheiro.
Por convicção, entendo que Estado deve ter uma função reguladora e uma intervenção social na sociedade: educação, saúde, justiça, segurança, emprego…
Mas também deve primar pela justiça social e a equidade.
É, por isso, incompreensível e de difícil aceitação a intervenção do governo no caso BPN, obrigando todos os portugueses a um “esforço” e contributo (os “nossos” impostos), através da Caixa Geral de Depósitos para “camuflar” os erros inaceitáveis (por isso, puníveis) de alguns, para quem a avidez se sobrepôs ao dever profissional.
Acresce o facto de não se poder aceitar, pelo menos de ânimo leve, a displicência e a não prontidão de qualquer acção por parte da entidade reguladora do sector: o Banco de Portugal.
Assim, é inexplicável a intervenção do Estado numa entidade privada como o BPN, quando são inconsequentes ou inexistentes as acções do Governo nos casos de inúmeras empresas que fecham as suas portas, deixando tantas famílias em desespero e tantas pessoas no desemprego.
Por outro lado, demonstrando uma necessidade clara de justificar politicamente esta acção junto do BPN, o último Conselho de Ministros (sessão extraordinária) vem determinar a vontade do governo em liquidar, a muito curto prazo, as dividas do Estado, apesar de nos últimos anos ter tido “ouvidos de mercador” a tantas solicitações recomendações nesse sentido.
E não deixa de ser preocupante (e se quisermos, revoltante) para o cidadão, esta opção pela intervenção na banca privada, quando não se assiste a qualquer intervenção do governo para minimizar a constante subida dos encargos familiares com o crédito à habitação, apesar das descidas das taxas de referência europeias.
Além disso, é no mínimo curiosa esta vontade repentina, em plena crise, que leva o governo a se predispor a ajudar as Câmaras Municipais, depois de ter colocado tantas entraves e recusas ao esforço dos Municípios em solucionar as suas obrigações financeiras, principalmente para com as empresas, associações e freguesias.
Por último, nesta crise dos mercados que determina uma incerteza em relação ao futuro e espalha o espectro de uma recessão a uma escala internacional, o Governo apresenta um Orçamento de Estado, para 2009, onde se regista o maior aumento salarial dos últimos anos, o maior aumento da despesa e do investimento, apesar da contradição com toda a aumentação e fundamentação que justificaram, em anos anteriores, uma limitação ao proteccionismo social.
Ao sabor da pena…




