“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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14 março 2012

Sem energia para combater pressões

créditos: Daniel Rocha - Público
Cerca de 99% das demissões governativas e de cargos públicos são por razões pessoais e de índole familiar.
A prática demonstra que a argumentação não passa de retórica política porque a totalidade desses 99% dos casos representa falta de confiança política, erros graves de governação ou de gestão, opiniões contrárias à estratégia do governo. E começam a ser demasiados os exemplos (veja-se o caso da reforma da administração local e o confronto com as autarquias, veja-se as excepções aos cortes salariais na função pública e sector empresarial do Estado, etc...).

E por mais que se queira demonstrar o contrário (ou afirmar o contrário) este Governo já deu provas que não sabe (ou não quer) lidar com pressões, com tráfegos de influências, com lobys. Recorde-se as vozes do sector empresarial que vieram em defesa do ministro da Economia e em defesa da gestão dos fundos comunitários do QREN sob a tutela do Ministério da Economia.

Querer encobrir uma clara intromissão do poder da EDP no mercado da energia e nas políticas energéticas do governo é apenas tapar o sol com a peneira.
Não pode ser alheia a este processo o facto do secretário de estado demissionário, Henrique Gomes ter travado um braço-de-ferro no interior do governo e com a EDP e António Mexia no que respeita às rendas devidas à empresa. Como se não bastasse um quase que totalitário monopólio no mercado...

O governo dá mostras de falta de energia... ou, pelo menos, com quebras na alimentação energética do rumo do país.

21 outubro 2006

E o povo?! É estúpido, não!

16 de Outubro de 2006. Eram anunciados, para colapso e pânico da maioria dos lares deste país, aumentos tarifários da electricidade de 15,7%.
Obviamente o desespero apoderou-se de muito boa gente, para quem a máquina de calcular é verdadeiramente ineficaz para tanta engenharia financeira no final do mês.
No entanto, como temos um governo formado por ilustres personagens para quem o bem comum é questão de honra, passados meros 4 dias, o Ministro da Economia - o mesmo que em Aveiro anunciou o fim da crise, deixando-nos numa aurea hilariante - anunciava agora que, ponderados todos os prós e contras, a bem do povo, o aumento da electricidade seria apenas de 6%, em 2007.
Portanto, o Governo conseguiu, em 4 dias, encontrar uma verdadeira poção mágica que transformasse o aumento proposto pela Entidade Reguladora, em menos de metade daquele valor.
Ou seja, o Governo conseguiu aumentar a tarifa da electricidade sem grandes conflitos sociais, à custa de uma camuflada manobra de diversão, iludindo os mais distraídos:
"acalme-se o povo. Não vão ser 16%, só apenas 6%."
E o governo pensa que o povo ainda é estúpido e analfabeto. A electricidade vai aumentar 6% em 2007 e a liberalização do sector não vai trazer nenhum benefício ao consumidor.
A engenharia financeira doméstica vai ser mais exigente... em 6%. Para já.
À parte...
Das duas, três! Ou acabam com as Entidades Reguladoras ou o Ministro Manuel Pinho deixa o governo. As duas coisas já há muito provaram serem incompatíveis.

04 setembro 2006

Opção Obrigatória

A liberalização do mercado de fornecimento de electricidade a consumidores domésticos e a pequenas empresas já está em vigor.
Finalmente podemos fugir ao monopólio "ditaturial" da EDP/EN.
Já podemos optar entre a EDP e a... EDP e ainda a... EDP.
É que mais nenhuma empresa se posicionou no mercado.
Acender e desligar a luz ainda é, infelizmente, por conta da EDP/EN.
A ler interessadamente também no Neoliberalismo do Carlos Martins.