“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens

17 abril 2006

Amêndoas e Leituras

Foi claramente uma páscoa de puro ócio.
Depois de finda a leitura dessa maravilha literária que recomendo vivamente: "A Sombra do Vento" de Vasco Ruiz Zafón, entre amêndoas e os coelhinhos de chocolate que a filhota paternalmente ia deixando de sobra, dei por terminada a leitura do enignático Vasco Pulido Valente - Retratos e Auto-Retratos.
Embora o título da obra seja precisamente o referido, a ordem de apresentação inverte-se logo na 1ª página.
Vasco Pulido Valente, auto retrata-se primeiro, com o desenho memorial dos seus dois avós e do enquadramento social da época mais marcante das suas vidas (entre a riviravolta republicana e o fim monárquico), para, páginas mais à frente, deambular pela sua anarquia existencial, onde as constantes ausências de regras de conduta vão coexistindo com o pessimismo e a oposição a tudo o que é institucional, laboral (a sua passagem pelo Min. da Cultura), político e até mundano (com as suas próprias casas).
Esta primeira parte é o Vasco Pulido Valente no seu lado obscuro, algumas vezes perto do "dantesco".
Nos Retratos, encontramos um interessante desfolhar histórico, com uma análise politico-social ao melhor nível de Pulido Valente. Algo se aprende sobre Salazar - Àlvaro Cunhal - Sá Carneiro (seu herói político) e Cavaco Silva (seu ódio político).
Curioso é que, apesar das referências específicas à sua participação no MASP-I, nota-se uma ausência (eventualmente premeditada) do retrato (específico) de Mário Soares.
Um boa leitura político-social de um largo período histórico

13 abril 2006

Bibliotices...

Contextualizando bsicamente o confronto Ministério da Educação vs Associação de Livreiros, os primeiros legislam sobre a comissão de avaliação cientifica e pedagógica dos manuais escolares e a sua vigência de 6 anos (genericamente), os segundos criticam.
Sendo o ME quem tutela o ensino básico e secundário neste rectângulo costeiro, caberá a este responsabilizar-se pela qualidade científica e pedagógica dos manuais que "disponibiliza" para a opção de cada estabelecimento de ensino. Criteriosa e eticamente, espera-se.
Não havendo alterações (descobertas) científicas e pedagógicas que desactualizem o descrito em cada manual, porque razão a sua vigência (vulgo validade, em casos mais "dia-a-dia") não pode ser de 6 anos, permitindo à maioria das familias deste país, poupar muitos euros em cada início lectivo?!
Num país onde o analfabetismo, a inaptidão e o abandono escolar são dados estatísticos grosseiros e reais, querer tranformar a educação num simples mas lucrativo negócio é tranformar o nosso desenvolvimento sustentado numa miragem.
Como já o referi neste espaço, este ministério e concretamente esta ministra, são nota mais neste governo.

04 abril 2006

Mesinha de Cabeceira

Neste momento...
Para leitura de "cabeceira"!

(a terminar) A Sombra do Vento - do espanhol premiado Vasco Ruiz Zafón.

(iniciado) Não há lugar para Divorciadas - Moita Flores.

(iniciado) Retratos e Auto-Retratos - Vasco Pulido Valente.

(recém "desembrulhado") - Um Mundo sem Medo - do juiz espanhol Baltasar Garzón.

Ocupação q.b.

15 março 2006

História das Conquistas

Quase todos nós nos lembramos das nossas primeira referências históricas.
O primeiro Rei de Portugal...
O condado portucalense...
O berço da nação...
D. Afonso Henriques...
A conquista de Lisboa...
Hoje... voltou a reescrever-se a história!
Guimarães conquistou Lisboa.

Estou melhor da azia... Obrigado!

12 março 2006

Com o Mal

dos Outros, podemos nós bem...
Esta é uma frase por demais conhecida e divulgada no nosso léxico comum.
Ou seja, em muitas ocasiões da vida, gostamos de opinar sobre tudo e mais alguma coisa, principalmente se é algo que não nos afecta.
Muitas personalidades politico-culturais do nosso espaço luso, comentaram as caricaturas, acharam-nas correctas, a bem do princípio inabalável da Liberdade de Expressão.
É tudo muito lindo... mas quando se passa entre dinamarqueses e o Islão.
Porque quando nos toca a nós, o caso muda de figura.
Pelo facto de Vasco Pulido Valente ter expressado a sua opinião (em princípio pela Liberdade), Clara Ferreira Alves vai processá-lo por difamação.
Caricaturalmente!!!!

20 novembro 2005

The End

O jornal Público, na sua edição de hoje (20.11.05), destaca com interessante pormenor, a queda de 2 milhões de espectadores nas salas de cinema, comparativamente a 2004.
Igualmente curioso é o registo de aumento do número de salas no país. Não há centro comercial que se preze que não tenha o seu espaço cinematográfico.
No entanto, parece-me que as razões são simples e de senso comum:
- o custo de vida e o preço do bilhetes. Quando existe a generalização de uma crise nacional, é lógico que as pessoas/famílias contenham o seu orçamento em função do que é ou não prioritário.
- a ausência de ‘grandes produções’, inferior à do ano anterior (ex. paixão de cristo).
- as novas tecnologias que permitem ter um cinema em nossa casa.
- o circuíto de aluguer que, após 3 meses, tem as novidades disponíveis por um preço inferior ao da ida ao cinema.
- também podemos ter pipocas, o conforto (não ter uma cabeça alta na fila da frente) e o sossego.
- por fim temos a Internet e a pirataria.
No entanto há uma verdade absoluta e inquestionável: cada vez mais perde-se a mística de uma ida ao cinema. Era quase 'uma obrigação' ir, pelo menos, uma vez por semana ao cinema.
E que mística se vivia…

17 novembro 2005

Serviço Público

foi o que o JN na sua edição de hoje (17.11.05), prestou a Aveiro.
Curioso como nos dias de hoje, em que o país, a europa e a restante comunidade internacional vivem momentos de angústia, desepero, pessimismo, ... há ainda quem encontre ideias válidas, capazes de nos mostrar que a vida tem um lado positivo e que esse terá de ser sempre a alternativa ao nosso 'negro' dia-a-dia.
Eixo tem afecto e esperança ao serviço da comunidade, fruto de uma 'missão visionária' da médica e escritora Graça Gonçalves. Um lugar a visitar sempre!
Felizmente que a cultura aveirense não se confina ao Teatro Aveirense e seus 'affaires' e que as contenções financeiras da Câmara permitem olhar investimentos e apoiar acções socio-culturais com valor indiscutível.
Ler JN - Aveiro "Inovador Lugar dos Afectos inaugurado em Fevereiro"

16 novembro 2005

Inevitavelmente! (actualizado)

A opção necessária e prometida na campanha eleitoral pela renovação da imagem camarária, através da contenção das despesas e da procura de investimentos prioritários, realistas e essenciais, começou já a dar os seus frutos.
Referência para a notícia no Notícias OnLine (Aveiro) que destaca a rescisão dos contratos de Paulo Ribeiro e Albino Moura, na Direcção Artística do Teatro Aveirense. Não por questões de política cultural ou pelo sempre presente 'job for the boy'.
Simplesmente porque, infelizmente, as verbas possíveis para o orçamento 2006 da empresa municipal do TA são inferiores às de 2005.
Ou seja... Orçamento (realista) a quanto obrigas.
Actualização
Segundo o JN de hoje (16.11.05) a Administração do TA poderá propor o nome da Dra. Maria da Luz Nolasco para substituir Paulo Ribeiro. Excelente aposta. E excelente pelo simples facto de ter sido uma das melhores vereadoras da Cultura que a CMA já teve, pelo seu excelente carácter profissional e igualmente pelo trabalho que desenvolveu no Museu de Aveiro. Uma óptima alternativa.

08 novembro 2005

A Importância de Portugal

Numa fase em que se fala de patriotismo, humanismo, cultura e economia, na pré-campanha eleitoral para as presidenciais, recebi este e-mail que transcrevo, por entender que é de extrema importância para a posição de Portugal na Comunidade Internacional, nomeadamente na ONU.
Como é possível que a Língua Portuguesa não seja ainda uma das línguas oficiais das Nações Unidas... Em todo o mundo são mais de 250 milhões os cidadãos que se entendem em língua portuguesa.
Parte-se do facto de mais de 250 milhões de pessoas se expressam no idioma português, com importante presença sócio-cultural e geopolítica em várias nações de todos os continentes, sendo a quinta mais falada no mundo (em números absolutos), a terceira entre as consideradas línguas universais de cultura e uma das
quatro faladas nos seis continentes.
Considerando que uma língua, além de meio de comunicação, expressa conteúdo existencial, modos de sentir, de pensar e de viver de agrupamentos humanos, constituindo, através dos séculos, uma identidade cultural, com peculiar criatividade, valores ético-sociais e sentimentos colectivos, reflectidos no idioma que são intraduzíveis e que necessitam continuar vivendo e revelando culturas;
Considerando que a lusofonia vem se situando de forma crescente em várias partes do mundo, pelos seus escritores, poetas, inventores, cientistas, artistas, somando-se desde os navegadores e descobridores que fizeram sua história, com significativa presença nos meios de comunicação de massa através de telenovelas, noticiários, reportagens, etc, projectando-se na literatura, música, desportos e artes em geral;
Considerando que nosso idioma, ao se tornar oficial no universo da ONU, colocando-se em condições de igualdade com outros idiomas, é ato de respeito e apoio às comunidades das nações de língua portuguesa, valorizando sua unidade e participação sócio-económico-cultural no contexto internacional;
Considerando o trabalho da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa / CPLP, que tem alcançado novos contornos nas relações internacionais, minimizando conflitos ideológicos do passado e ressaltando suas potencialidades nacionais e parcerias internacionais, com documentos de Chefes de Estado e de Governo das oito nações, em projectos de cooperação que estão dando corpo e alma aos fundamentos dessa nova Comunidade;
Considerando que a comunidade – CPLP – tem-se empenhado (embora pouco e mal) em valorizar os seus três pilares – da política, da economia e da cultura, que colocam em conexão, de maneira respeitável, a África, a América Latina e a Europa, enfatizando o carácter universalista da lusofonia, que cada vez mais se afirma em nível supra-nacional;
Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e actuante em todos os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil, com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões; Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com 175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e cooperação;
Considerando que o português também é falada noutros países: África do Sul -300.000; Alemanha - 170.000; Argentina - 32.000; Austrália - 12.000; Bélgica - 70.000; Canadá - 415.000; Espanha - 70.000; EUA - 2.280.000; França - 808.000; Grécia - 2.500; Holanda - 11.000; Israel - 13.000; Itália - 16.800; Japão - 170.000; Luxemburgo - 150.000; Paraguai - 325.000; Reino Unido - 100.000; Suécia - 7.000; Suiça - 157.000; Uruguai - 15.000; Venezuela - 400.000; Zimbabwe - 2.000; Importa que os cidadãos também se manifestem.
Link para a petição - Aqui