“Debaixo dos Arcos” foi, e ainda é, o primeiro blogue não virtual de Aveiro. Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada": o centro do mundo...
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13 março 2009

Políticas... e dores de cabeça!

Publicado na edição de hoje do "O Aveiro".

Políticas... e dores de cabeça!
A semana anterior fica marcada pelo episódio rocambolesco na Assembleia de República, palco que deveria ser da arte da política, das convicções, ideologias, retórica, da representatividade e do poder.
Mas é-o da expressão máxima do desinteresse, da improdutividade, do absentismo, dos jogos de poder, das pressões e da indiferença. Da crítica destrutiva, dos jogos políticos demagogos, dos jogos de interesses… E, mais recentemente, da baixaria e da falta de dignidade.
Por mais avisos que sejam feitos (por exemplo, pelo próprio Presidente da República), por mais inquéritos e sondagens que demonstrem a realidade – os portugueses afastaram-se dos órgãos de soberania, da política, dos partidos, da participação cívica – aqueles que deveriam ser o exemplo da ética e da responsabilidade, não perdem uma oportunidade para "espetar mais uma bandarilha" no regime e no sistema. Sim… porque só faltou, mesmo, a "tourada"!
A troca de "mimos" entre o deputado José Eduardo Pereira (PSD) e o deputado Afonso Candal (PS), entre energias renováveis e eólicas, de nada serviu para além de consolidar essa péssima imagem que se tem da política e das suas Instituições, bem como deitar "ao vento" a temática em causa.
E é pena que quem está, hoje, na política, não esteja de "corpo e alma", com a certeza do conhecimento dos terrenos que pisa, da sua essência (como aqui já foi expresso, é, claramente, excessivo número de deputados para a dimensão do país e para o que, politicamente, é produzido). Porque o Senhor Deputado (para lamentar) José Pereira deveria saber que, nestas "cousas" da retórica, "quem vai à guerra, dá e leva", e ter poder de encaixe e resposta, não é para todos. Ou se tem a consistência da argumentação e da fundamentação, ou se "ferverá sempre em pouca água".
Da mesma forma que não se percebe a insistência em transformar realidades distintas, numa só, para aproveitamento partidário. Tal como o PCP o pretende, querer transformar as eleições europeias, que nada têm a ver, directamente, com a governação interna de cada país, num julgamento sumário a esta governação, é o mesmo que desvalorizar o sentido e a missão da comunidade europeia, do seu significado, da sua importância e do seu impacto na vida de cada um dos cidadãos. Aliás, uma realidade, apesar destes anos todos, muito distante do quotidiano dos portugueses. E depois admiram-se da elevada abstenção e do desinteresse generalizado.
A política, enquanto não voltar aos seus tempos de transparência, clareza, verdade e coragem, valerá, apenas, pelo seu folclore eleitoralista, de quatro em quatro anos.
Mas como lá (Lisboa), também por cá (Aveiro) …
O PS aveirense já apresentou a sua proposta à presidência autárquica, o PSD local já tinha manifestado a sua opção "natural", o CDS.PP mantém uma guerra surda interna que com muita dificuldade se percebe e se justifica.
Ou se mantém integrado num projecto que "ajudou" a construir ou se mantém à margem de uma "luta eleitoral" que se afigura, naturalmente, bipartida entre PSD e PS (Élio Maia e José Costa), com os riscos que daí advêm.
Mas a questão não está tanto nas peripécias desta indefinição (o responsável pela concelhia local tem mil e uma dúvidas, o responsável distrital antes pelo contrário e o presidente nacional – em recente visita ao "burgo" – afirmou que só o projecto coligação faz sentido).
O problema é o timming ou a sua escassez. É que o CDS.PP corre o risco de "perder o barco", a relevância, o impacto e o peso político. Seja de que forma for.

07 março 2009

A Corrida... (aquecimento)

Embora se reconheça o desconhecimento dos motivos, é legítimo questionar: Começou já o "aquecimento" para o processo eleitoral local?!
A fazer féna informação do Noticias de Aveiro: "O vogal José Costa está ausente da primeira reunião da Assembleia Municipal de Aveiro após ter sido indicado pelo PS para encabeçar a lista à Câmara. A sessão ordinária de Fevereiro arrancou esta noite também sem a presença do deputado Raul Martins, líder da concelhia 'rosa'."

05 março 2009

E que tal uma Aspirina?

Devem sobrar dores de cabeça na Concelhia do PP, em Aveiro.
Enquanto dura um tabu e um "braço de ferro", sobra mais uma dor de cabeça: a distrital já indiciou, por diversas vezes, um sim à coligação. Agora vem Paulo Portas, em Aveiro, dizer isto: "a polémica na Concelhia do partido é para resolver internamente e, quanto às autárquicas, avisa que o PP é muito importante para repetir a maioria que governa a Câmara de Aveiro" (fonte: Diário de Aveiro).
Isto não está nada fácil...

Bairrismo?! Porque não?!

Publicado na edição de hoje (5.03.09) do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Bairrismo?! Porque não?!

A propósito da minha crónica da passada semana (Parque da Sustentabilidade) e da referência que fiz à importância do envolvimento da Junta de Freguesia da Glória, como o espelho das vontades e necessidades dos cidadãos, recebi um e-mail de uma ilustre pessoa que muito prezo e considero.
Na referida mensagem (que, por respeito, permanece pessoal) era descrito que os projectos, sejam eles quais forem, valem pela sua importância e relevo, muito para além de qualquer bairrismo.
Não querendo, de forma alguma, entrar em conflitualidade factual de conceitos, também a mim me parece lógico que os projectos valem por si só, desde que integrados e interligados com as sociedades, comunidades ou os indivíduos.
E neste campo, é que o meu conceito se altera.
Por essa mesma integração social e humana ter especial relevância para o sucesso e eficácia de um projecto (ao ponto de lhe poder conferir um determinado carácter de prioridade), é que entendo que é importante o bairrismo, sem complexos.
Até porque o próprio “bairrismo” deixou, infelizmente, de fazer parte das comunidades, das emoções pessoais, das vivências colectivas. Muito por força dos processos globalizantes (económicos, culturais, tecnológicos, políticos e sociais) que exercem uma força aniquiladora das identidades sociais (sejam elas dos vários vectores: culturais, históricas, etc.) das comunidades de hoje.
É certo que a dimensão geográfica do conceito de comunidade se tem vindo a alargar, a interligar e a intermunicipalizar.
Mas esta necessidade vital para o desenvolvimento das regiões, e consequentemente das localidades, não pode esvaziar princípios fundamentais como a identidade própria das vivências sociais, culturais e históricas dos cidadãos enquanto comunidades simples e circunscritas.
E esta realidade, infelizmente, tem sido vivida de forma muito rápida e firme nos dias de hoje.
As cidades perderam o seu sentido de Bairro, porque não foram capazes de manter viva uma continuidade histórica, cultural e social. Sendo verdade que ninguém (individual ou colectivo) consegue sobreviver isoladamente, também não deixa de ser um facto que a abertura a meios distintos pode causar asfixias.
A título de exemplo, entre muitos outros que se poderiam enumerar, sem necessidade de nos afastarmos cronologicamente, ainda há pouco tempo (25 - 30 anos) se promoviam, na cidade de Aveiro (pelo antigo INDESP) jogos de futebol de rua entre Bairros.
Ainda há pouco tempo, os bairros desta cidade eram palco de manifestações sociais, culturais, de lazer, de relacionamento humano.
Hoje, por força da perda do sentido de Bairrismo e da defesa de um “espaço público” cultural e socialmente muito próprio e próximo das pessoas, da ausência de vivência comunitária e de sensações colectivas, a cidade perdeu identidade(s) e significados culturais e históricos.
As pessoas isolaram-se, desinteressaram-se, tornaram-se excessivamente pacíficas e indiferentes ao que as rodeia, a quem as rodeia… veja-se o que se passa em muitos dos prédios da cidade: entre poucos andares, ninguém conhece ninguém!
Da mesma forma, se transporta estes tristes factos para uma dimensão mais alargada.
Aveiro, há alguns anos atrás, perdeu o seu peso político, a sua centralidade, o aproveitamento das suas potencialidades. Viu esvaziar (por exemplo, para Coimbra) a sua capacidade de convergir e interligar as capacidades de uma Região rica.
Porque deixámos de ser, num sentido positivo e positivista (funcionalista, do ponto de vista sociológico) Bairristas.
Ao sabor da pena…

03 março 2009

Autárquicas 2009

Sai fumo branco da Concelhia do PS de Aveiro.
Já há candidato para o "combate" com Éio Maia. O nome de José Costa foi, hoje, aprovado por unanimidade.

01 março 2009

Congresso PS 2009

No "Reino de Alavarium" nada de novo no "feudo" socialista: Carlos Candal, Afonso Candal, Raúl Martins e Rocha Andrade integram a comissão política nacional do PS.

Revitalizações...

Não "Vitalizações"... essas pertencem ao PS para a Europa.
São mesmo revitalizações, de voltar a vigorar e dinamizar.
Aveiro pretende voltar a ser a capital da bicicleta como factor de mobilidade saudável e sustentada.
LifeCyle - Aveiro, projecto europeu de mobilidade saudável com recurso à bicicleta, no quotidiano dos cidadãos.

27 fevereiro 2009

A caminho da sustentabilidade

Publicado na edição de ontem (27.02.09) do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
A caminho da sustentabilidade.
Nos dias de hoje, o termo "sustentabilidade" tem um universo de aplicabilidade consideravelmente alargado (quando não, exageradamente alargado), para além da sua referência constante em projectos de considerável importância e relevo, como é o caso de Aveiro e o projecto do Parque da Sustentabilidade.
A terminologia, muito corrente na actualidade, é associada a conceitos ou ideias ambientais, a aspectos financeiros, à gestão, à política, à sociedade, à cultura, e, também, às cidades, nomeadamente à sua vertente urbanística ou à mobilidade.
No entanto, esta quase que universalidade, tem o risco associado de esvaziar o impacto do conceito e a sua importância, banalizando-o ou vulgarizando-o. Aliás, como acontece demasiadas vezes com outros conceitos e valores. Lembremos, por exemplo, conceitos como solidariedade, fraternidade, paz, direitos humanos e da criança, respeito, liberdade, guerra, exclusão e indiferença. A lista poderia ser, obviamente, mais longa.
E é este risco que convém prevenir e salvaguardar.
A sustentabilidade é um conceito determinante para qualquer desenvolvimento, estruturando-o, tornando sólido, coerente, integrado.
Daí que, como aqui foi referido há três semanas atrás, a importância do Parque da Sustentabilidade, pela dimensão do projecto e pelo que pode e deve trazer para o espaço urbano, não deverá permitir esvaziar e banalizar esse indispensável conceito: o "sustentável". Sustentabilidade assente em três vectores de referência: o ambiental, o económico e o social.
Face a este aspecto, poder-se-á considerar algum deles mais indispensável?
A eficácia do equilíbrio sustentável, resulta precisamente na harmonia proporcional dos três vectores.
Mas tal como no último Sais Minerais "digerimos" a relevância do património e dos recursos humanos para se vencer a crise económica existente, é de acrescida importância que todo e qualquer projecto de requalificação urbana tenha em consideração, igualmente, os cidadãos, porque são eles, em primeira e última instância, que valorizam e dão vida às cidades e aos "espaços públicos".
No caso concreto deste projecto inédito no urbanismo aveirense (e determinante para a cidade), parece ser factual o impacto ambiental (trata-se de dois espaços verdes evidentes com potencialidades evidentes para o lazer: desporto, descanso, mobilidade saudável, etc.), bem como a sua importância económica (capacidade de regeneração urbana, o valor da zona envolvente: universidade, hospital, justiça, cultura e comércio). Estão, assim, garantidos dois dos três vectores que alicerçam a sustentabilidade. Falta, portanto, o vector social.
Se é intuitivo que os primeiros dois não têm qualquer valor, ou impacto, se dissociados do ser humano e, assim sendo, tendo o indivíduo como fim único, não deixa de ser incontestável que a presença e o papel do cidadão deve ser dignificado e enaltecido. O projecto deverá fundamentar os seus planos e programas na relação e na valorização das necessidades, vontades, emoções, fluxos de sociabilidade dos aveirenses ou de todos os que Aveiro acolhe (mesmo que esporadicamente).
Não será um Parque verdadeiramente Sustentável se não "olhar" ou não "acolher" para as Pessoas, por muitos e valiosos projectos que se edifiquem (e serão, com toda a certeza, alguns importantes).
Além disso, para além da relevância de parcerias e protocolos com um conjunto de entidades que, pelo seu know-how e pela sua capacidade de investimento (financeiro, material ou de conhecimento), trazem uma considerável mais-valia ao projecto, como é o caso da "Plataforma para a Construção Sustentável", dentro deste princípio da promoção do valor humano que se defende como fundamental, a entidade gestora do Parque da Sustentabilidade não poderá desprezar o papel que a Junta de Freguesia pode e deve desempenhar para a eficácia e o sucesso do projecto. Ou seja… para a sustentabilidade integradora dos três vectores fundamentais: ambiente, economia, social.
Para além da admissível pretensão como organismo presente na área envolvente, pela sua missão, que mais não seja pela sua responsabilidade pública, missão e por ser a primeira entidade representativo das referidas necessidades, vontades, emoções e fluxos dos cidadãos.

Ao sabor da pena…

07 fevereiro 2009

Viva a Liberdade de Expressão

A temática da liberdade de expressão é, pessoalmente, algo que prezo e defendo, mesmo enquadrada em limites circunstanciais (como o dever de lealdade por "contratualidade" laboral, por exemplo). Assim, entendo que qualquer cidadão tem o direito e a liberdade de exprimir as suas ideias, convicções e sonhos. É legítimo...
No entanto, tal pode implicar que as reacções a essa expressividade e opiniões, sejam de indiferença, incredibilidade, distanciamento ou oposição, ou ainda de alguma jocosidade.
É que se podemos aceitar que, pelo direito às liberdades individuais, se possa, legitimamente, dizer ISTO, também não deixa de ser verdade que por ISTO e por outras, mesmo mantendo as convicções, princípios e opções politico-partidárias, tenha entregue o "cartão" (nº 010500232) e pedido a desfiliação.

05 fevereiro 2009

Aveiro Sutentável...

Publicado na edição de hoje (5.02.09) do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Aveiro Sustentável.


Apesar de ser, por natura própria do ser humano (principalmente o português), mais fácil criticar do que elogiar, é importante poder fazê-lo no ano em que Aveiro comemora duas datas históricas marcantes.
A verdade é que Aveiro tem tido, neste início dos seus 250 anos de elevação a cidade, uma capacidade relevante de gerar estímulos críticos, de provocar sentimentos, de criar preocupações cívicas, de potenciar diferentes olhares e perspectivas sobre o mesmo espaço: a Cidade.
Desde o aveirense mais comum até às Entidades públicas (como a Câmara Municipal e a Associação Comercial de Aveiro ou a Universidade), passando pelos movimentos de cidadãos mais ou menos espontâneos.
Aveiro tem concebido uma oportunidade única e importante de crescer (ou renascer) como base em dois projectos relevantes: o Parque da Sustentabilidade e a Revitalização da Avenida.
Oportunidades para um trabalho de reabilitação urbana (económica, social, cultural, paisagística), de preocupação ambiental e consolidação e desenvolvimento social.
Oportunidade para revitalizar pontos estratégicos do tecido urbano, desenvolvendo e potenciando a sustentabilidade da Cidade e por consequência do Concelho, renovando o papel de centralidade que Aveiro merece ter na Região.
No caso concreto do Parque da Sustentabilidade, a par da importância estratégica da zona envolvente e englobada (tal como no caso da Avenida), acresce a possibilidade do projecto intervir de forma integrada, permitindo o aperfeiçoamento um novo espaço e criar uma nova imagem para aquela área urbana (entre o Rossio – Alboi e Parque da Cidade). Tal realidade permitirá que sejam encontradas soluções inovadoras que tornem aquela zona (e envolventes) mais atractiva do ponto de vista habitacional, de lazer, do comércio/serviços, trabalho e estudo.
Do ponto de vista da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, a aprovação da delimitação da área crítica de recuperação e reconversão, no final do mês passado, permitirá que as sinergias criadas em torno de um projecto eficaz de reabilitação urbana para a “Avenida” sejam valorizadas e congregadas, através da valorização da capacidade empreendedora e inovadora dos aveirenses e das suas organizações.
No entanto, é importante que as movimentações criadas em torno deste objectivo de revitalizar a zona mais emblemática da cidade, não surjam de forma isolada e partida.
Se é importante para a Associação Comercial de Aveiro revitalizar o seu comércio naquela área, também não deixa de ser importante e compatível que questões de âmbito urbanístico, ambiental, de mobilidade, cultural e social, tenham o seu espaço, sejam contempladas, porque importantes para um projecto que se pretende global.
Posto isto, é inquestionável que se olhe para a Cidade como um todo, evitando assimetrias e desequilíbrios.
É determinante para o sucesso do resultado destas oportunidades que os aveirenses não subestimem o seu papel como cidadãos, participem de forma activa e construtiva; no fundo, não abdiquem do exercício do seu direito (e dever) de cidadania.
São importantes todos os contributos que possam servir que as melhores soluções possam ser aplicadas por quem de direito e com responsabilidade governativa.
Mas é igualmente importante que as “massas críticas” que se têm gerado e criado em torno de Aveiro, possam ser alargadas de forma a abrangerem todo o “espaço público” urbano, transformando a cidade num espaço único integrador de todos os aveirenses.
Entende-se, por diversas e múltiplas razões (estruturais, afectivas, económicas, políticas e sociais), poderem ser dados “passos” próprios e diferenciados, mas não devem os mesmos “caminhar” em sentidos distintos ou até mesmo opostos.
De outra forma, a Cidade voltará a ser assimétrica, perderá referências comuns e descuidará a sua integração social e cultural.
É importante que os projectos sejam equilibrados e integradores, devolvendo a Aveiro todas as potencialidades de uma cidade moderna, inovadora, cultural e democrática.
Ao sabor da pena…

24 janeiro 2009

O "Senhor" cá da Rua...

Hoje, 24 de Janeiro de 2009, e simultaneamente com as inúmeras comemorações dos 250 Anos da elevação de Aveiro a Cidade, é apresentado publicamente um Livro e inaugurada a Exposição sobre o aveirense Arquitecto Francisco Silva Rocha.
O livro "Francisco da Silva Rocha (1864-1957) Arquitectura Arte Nova Uma Primavera Eterna" é da autoria de Maria João Fernandes e a Exposição documental “Francisco da Silva Rocha: arquitecto e artista 1864-1957" integra o programa das Comemorações Aveiro 2009.
Francisco Silva Rocha, para além do seu contributo como arquitecto foi o criador do ensino industrial de Aveiro, Professor e Director durante várias décadas da Escola Industrial e Comercial.
Como Arquitecto, "Francisco Augusto da Silva Rocha é o autor do mais coerente e original conjunto de arquitectura Arte Nova em Portugal que levou um especialista como José-Augusto França a considerar Aveiro capital deste estilo no nosso país" (fonte: site da CMA).
Autor de edifícios como o Hospital da Misericórdia de Aveiro; a Casa Major Pessoa - actual Museu Arte Nova; e vários edifícios existentes nas Ruas Cândido dos Reis, João Mendonça e do Carmo.
Para Siza Vieira,“Silva Rocha é o protagonista maior da construção e do carácter da cidade de Aveiro da sua época.
Este Aveirense mais que ilustre foi isto tudo que resumidamente se refere.
Mas também é o ilustre "topónimo" cá da Rua. Com muito orgulho...
Mas era bom que aproveitando estas comemorações, alguém olhasse para a "Alameda Silva Rocha":
1. A ausência de passeios na rua.
2. A ausência de referência à Toponímia nas duas entradas da Alameda (por exemplo, em alguns mapas e roteiros a referência ao arruamento aparece com Rua ou Avenida da Granja.
3. Alteração da toponímia para “Alameda Arquitecto Francisco Silva Rocha.

16 janeiro 2009

Os amigos!

Publicadona edição de ontem (16.01.09) do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Os amigos!


Não se trata dos “Amigos de Peniche”, mas tão somente dos Amigos de…
Hoje, vão proliferando um inúmero conjunto de círculos criados na maioria dos casos de forma espontânea, em torno de objectivos comuns mas de horizontes limitados.
Surgem as plataformas, associações de âmbito restrito e, por exemplo no caso de Aveiro, os “Amigos do Parque” ou mais recentemente os “Amigos da Avenida”.
Não está em causa a legitimidade dos objectivos e princípios que regem os movimentos e as sinergias criadas. Aliás, elas são, por norma, um exemplo claro do direito que assiste a cada cidadão de exercer a sua cidadania.
Mas o que pode preocupar é a forma individualizada, repartida e desarticulada com que se “jogam” esforços que poderiam e deveriam ser mais abrangentes e mais articulados.
Para além disso, poderá ser legítimo questionar até que ponto é que este tipo de “associação” permitirá uma democraticidade desejável.
Por outro lado, Aveiro comemora, neste ano, os seus 250 anos.
São muitos anos de história, de “estórias”, de processos de desenvolvimento e crescimento urbano e concelhio que merecem uma especial atenção e que merecem, também, um reforçar e renovar de esforços colectivos no sentido de melhorar, reabilitar e reavivar Aveiro.
Já no princípio deste ano, a Câmara Municipal de Aveiro viu aprovada a candidatura do projecto de regeneração urbana "Parque da Sustentabilidade".
Este é um projecto de requalificação de uma considerável e importante área urbana da Freguesia da Glória, pela sua envolvente, pelos sectores culturais, ambientais urbanos, sociais e económicos (área de serviços) que a sustentam (e por consequência, a própria cidade), que vai desde a zona do Alboi até Santiago, através da Baixa de Santo António, do Parque D. Pedro e zonas envolventes (Teatro Aveirense, Hospital e Universidade, Governo Civil, Tribunal e futuro Campus da Justiça, Museu, Sé, antigo estádio, etc.), sem esquecer a envolvência da zona da ria e de marinhas.
Para além disso, este tecido urbano (vasta área residencial) tem um valor inegável do ponto de vista da sua centralidade ou, se quisermos, de mais uma centralidade citadina, como pólo atractivo (zona residencial e zona de diversas actividades: culturais, sociais e económicas).
É pois possível repensar o seu urbanismo com a requalificação ambiental dos dois espaços verdes e da zona lagunar, da recuperação do património arquitectónico (caso do Convento de Santo António, já tantas vezes alertado pela ADERAV, por exemplo) e a tão pretendida, pelo Presidente da Junta de Freguesia, construção da nova sede.
Se a esta realidade adicionarmos a reflexão sobre a recuperação e reabilitação urbana da Avenida (ponto nevrálgico do urbanismo aveirense) e as potencialidades do espaço urbano da Forca-Vouga (zona nascente da Estação) teremos uma intervenção na Cidade como um todo.
Com uma cidade desenvolvida de forma sustentada, com qualidade de vida que fixe pessoas, potencie a cultura e a economia, todo o Concelho lucrará e Aveiro define a sua centralidade regional.
Para isso, não basta a responsabilidade política. Há que promover a participação de todos.
Desta forma, seria muito mais eficaz e positivo que as sinergias aveirenses se transpusessem para os “Amigos de Aveiro”. Pela cidade como um todo.
Ao sabor da pena…

09 janeiro 2009

Agitar Aveiro!

Publicado na edição de ontem - 8.01.09 - do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Agitar Aveiro!


O ano de 2009 traz para a Cidade e para o Concelho uma “agitação” social, política e cultural fora do habitual contexto quotidiano dos aveirenses: 250 Anos do Município, os 1050 da primeira referência a Aveiro, os 200 anos do nascimento de José Mendes Leite e de José Estêvão, as eleições políticas nacionais, europeias e locais.
Um ano em cheio…
Deixando de lado as considerações eleitorais para outras “núpcias”, importa a referência à Cidade.
E importa a referência porque se entende ser importante e relevante reviver e “agitar” Aveiro, no sentido de se aproveitar este marco histórico para repensar a cidade.
Repensar Aveiro do ponto de vista da recuperação e reabilitação do espaço urbano, do ponto de vista da participação dos aveirenses na construção do “espaço público” (exercício do direito de cidadania) e na vivência e promoção culturais dos diversos marcos que fazem e constroem a história da cidade e do município.
No entanto, parece-me importante que tais perspectivas se façam com a participação de todos. Não apenas com a transferência de responsabilidades públicas para a Autarquia.
Aveiro precisa de crescer e de se afirmar com todos: entidades públicas, administração local, associações e instituições privadas e particulares, empresas, bem como, e principalmente, com os aveirenses.
Porque uma comunidade cresce e desenvolve-se com a construção social, cultural, política e económica participada por todos.
Para além disso, é importante também que estas intervenções e participações se façam de forma concertada e sustentada, permitido e potenciando um desenvolvimento equilibrado da cidade e do município.
É altura para, revivendo-se a história, se repensar a reabilitação do espaço urbano e a revitalização de zonas marcantes no tecido da cidade: nas suas acessibilidades, dimensão social e cultural, no espaço que ocupam no quotidiano dos aveirenses.
O primeiro passo foi dado com a perspectiva da recuperação da importância da Avenida.
Mas a Cidade não “passa” apenas pelo seu núcleo central.
Há a zona nascente da Avenida e da Estação por desenvolver e potenciar.
Há também o eixo urbanístico importante constituído pelo Parque da Cidade, a Baixa de Sto. António, a zona ribeirinha da Rua da Pega, o Alboi e o Rossio. Aveiro precisa ainda de repensar e rever os seus processos e medidas de mobilidade e qualidade de vida das suas gentes.
E há igualmente exemplos patrimoniais que fizeram parte da história da cidade que importa não esquecer: o Quartel na Rua Castro Matoso ou as Carmelitas, como exemplos.
Mas há também um outro aspecto que importa referenciar como relevante para este marcante ano de 2009: a participação cívica dos aveirenses na discussão do futuro e do desenvolvimento desta região.
Se há investimentos que merecem a nossa especial atenção (Tribunal Administrativo, Região de Turismo, as Acessibilidades, a nova Área Metropolitana) e que colocam Aveiro novamente no centro regional, é importante que os aveirenses não se alheiem da sua capacidade crítica, interventiva e participativa, voltando a (re)criar, nesta Cidade e Concelho, o espírito construtivo e democrático, pela defesa das liberdades, valores e desenvolvimento que, há alguns anos atrás, definiram Aveiro e transpuseram nomes e figuras aveirenses para o panorama nacional.
Ao sabor da pena…

08 dezembro 2008

Repensar Aveiro...

Publicado na edição de sexta-feira, 5.12.08, n' O Aveiro.

Recentemente, por força da iniciativa da Câmara Municipal de Aveiro, várias personalidades e entidades (por exemplo, a Associação Comercial de Aveiro) encetaram esforços no sentido de repensarem a Avenida, criando sinergias para a sua requalificação e recuperação.
Nos dias de hoje, onde o individualismo, a ausência de valores, a descrença no papel da política (e por consequência, nos políticos) e dos partidos, tem marcado a sociedade actual, é evidentemente de louvar o empenho do sector associativo e dos cidadãos a título individual na cooperação e participação das importantes decisões da cidade.
A responsabilidade da gestão da “coisa” (res) pública (publica) cabe às autarquias, mas o direito à participação e à discussão, no fundo, o exercício da cidadania, cabe a todo e qualquer cidadão, numa co-responsabilidade social.
Por uma vez que seja, haja a oportunidade de não se estar sempre à espera do poder instituído (seja local, regional ou nacional).
Mas a questão de fundo não é, apenas, esta meritória participação pública no espaço público.
É sabido que a Avenida é um espaço de referência na cidade, não só pela forma como foi pensada e estruturada por Lourenço Peixinho, mas pelo que representa na história, no desenvolvimento e no presente de Aveiro. Se assim não fosse, não valeria a pena o esforço de se pensar nela. Mas Aveiro não é só a Avenida (mesmo que seja a “nossa” Avenida).
A Cidade tem outros espaços públicos que necessitam de serem repensados e que têm, também, o seu peso na vida aveirense.
Estes merecem igualmente a atenção, a preocupação e o esforço de todos, pelo desenvolvimento estruturado e sustentado da cidade.
Refiro-me ao Parque D. Pedro e à sua revitalização, bem como ao seu enquadramento com a Baixa de Sto. António.
Refiro-me à zona nascente da Estação (pós túnel, com o qual concordo) pela sua importância na acessibilidade e no conceito de mobilidade de um espaço urbano.
Refiro-me à zona da antiga Lota que deveria ter sido prioritária no programa Pólis.
Refiro-me à dinamização do Rossio e da zona Sul de Aveiro (rotunda do Marnoto) como processo de prolongamento (e não estrangulamento) da Avenida.
Refiro-me à marginal da Rua da Pega e à sua inactividade e desaproveitamento.
Refiro-me, por último, à zona envolvente à AveiroExpo e à zona envolvente da Urbanização da Forca (Alameda Silva Rocha), pela sua estagnação.
Aveiro pode e deve ser vista e pensada como um todo… por todos! Pelo seu desenvolvimento sustentado e articulado.

16 novembro 2008

Cidadanias

Aveiro tem mais um espaço de intervenção pública.
No verdadeiro significado do exercício do direito (dever) de cidadania.
Aveiro e a Avenida... Aqui.

28 outubro 2008

Milagres?!

Há já algum tempo que o PS local deixou de falar de candidaturas às próximas eleições autárquicas, depois de, apesar da distância temporal, ter deixado "alguma água no bico" (mesmo que em forma de tabu), sugerindo uma surpresa.
Mas é curioso que, após alguma conflitualidade interna (o processo eleitoral para a Federação Distrital e alguns reparos ao "peso político" do Governador Civil), tenha ressurgido na praça pública o Dr. Alberto Souto. Desta vez não para o confronto político com o actual executivo, mas para referenciar sugestões pessoais sobre o futuro da Ria e da Avenida.
Combatendo as congeminações locais de um eventual regresso e potencial candidatura, logo se levantaram vozes socialistas negando e inviabilizando tais "sonhos". O próprio negou tal pretensão.
Mas que o timing e a "aparição" suscitam dúvidas, é um facto.
É que em política o que parece, nunca é. E o que hoje é verdade, amanhã é mentira.
E milagres, há quem não acredite, mas que os há...

26 setembro 2008

Aveiro e o “peso político”

Publicado na edição de ontem (25.09.2008) do Diário de Aveiro

Sais Minerais
Aveiro e o “peso político”.


É um facto que Aveiro tem recebido uma atenção especial no que respeita ao (re)posicionamento de importantes organismos públicos e investimentos estruturantes que potenciam e relançam esta cidade no plano regional e nacional.
Sem esquecer, no entanto, que foram, durante anos, muitos os organismos, instituições e entidades que Aveiro viu, na maioria dos casos injustamente e com alguma sustentação pouco clarificadora, serem transferidos para Coimbra. Não bastava a sobrevalorização do poder centralizador daquela cidade (mesmo que a realidade demonstre que a única mais valia, em relação a Aveiro, é o peso político), foi, deste modo, criado um esgotamento das estruturas políticas e administrativas de Aveiro.
Mas novos ventos trouxeram a Divisão da Região Hidrográfica do Centro; o compromisso da Delegação Regional de Economia do Centro governamental (ou melhor, ministerial); a futura instalação do Tribunal Administrativo e Fiscal e o projecto piloto da reforma judicial com a instalação do Sistema de Mediação Penal, Familiar e Laboral. Em curso estão as obras da ligação ferroviária ao Porto de Aveiro. São de destacar os importantes anúncios referentes ao traçado e estação do TGV e à ligação rodoviária Aveiro-Águeda.
Mas recentemente, Aveiro vai poder também contemplar na sua estrutura político-administrativa a Entidade Regional de Turismo do Centro - “Turismo do Centro de Portugal” que vem substituir as anteriores regiões de turismo, tal como eram conhecidas.
Mais do que colher louros ou dividendos políticos da autoria de tais feitos, o que é verdadeiramente importante e relevante é o reconhecimento do valor que tem para Aveiro e para a sua região a instalação dos organismos e entidades e o investimento que potencia o desenvolvimento e o posicionamento na estratégia regional e nacional. Para além do mérito de conquistar a Coimbra “aberrações” (usando a recente expressão pública do Presidente daquela edilidade) que confrontam o “espólio” político-administrativo há muito arrancado a Aveiro.
E isto é tão importante se atendermos que, muitos, para não dizer todos, destes “brindes” podem ser, na verdade, “presentes envenenados”.
É que o garante destas importantes estruturas administrativas e investimentos podem não significar peso político ou, até mesmo, num futuro próximo, voltarem a desaparecer (mais uma vez para Coimbra) por força de um processo de regionalização há muito planeado e que acabará por ser mais imposto do que democraticamente aceite (entenda-se, referendado).
Processo de regionalização que determinará Aveiro com uma dependência política de Coimbra que não se deseja e que nada de valioso trará.
É, por isso, desejável potenciar estes investimentos e estruturas, por forma a tornar Aveiro numa referência estratégica regional e nacional, contrariando a tendência centralizadora regional de Coimbra, que em nada nos beneficiará.
Aveiro tem de conseguir encontrar capacidades de liderança regional, já que as potencialidades são evidentes.

Ao sabor da pena…

05 setembro 2008

Fim de Verão...

Publicado na edição de ontem (4.09.2008) do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Fim de Verão...


Aproxima-se o final de mais um verão. Um mais ou menos insípido, entre o bom e o sofrível, com uma alternância meteorológica que deixa saudades de outros tempos. Um final que nos remete para o regresso ao trabalho, à escola e à cidade. Uma cidade que merece um olhar…
Esta cidade que é nossa!
Como em quase tudo na vida, existe em nós portugueses uma facilidade única em transpor para os outros a responsabilidade que, em muitos casos, deveria ser, no mínimo, repartida.
Se é certo que, por “força” dos preceitos democráticos, elegemos (para o bem e para o mal) aqueles que entendemos como melhor preparados para a gestão da coisa e do bem públicos (local ou nacional), também não é menos verdade que é sempre mais cómoda a posição crítica (quase sempre destrutiva) do que o empenho comum.
É igualmente verdade que existem erros de gestão que são lamentáveis e penalizadores para o desenvolvimento das comunidades. Mas até quando a participação individual de cada cidadão, a sua quota parte de responsabilidade social pela causa comum e merecedora de distinção?!
Somos confrontados com a perda significativa da qualidade de vida nas cidades por força de diversos factores (mesmo que perfeitamente relacionados): o aumento de tráfego, a falta de estacionamento ou a escassez de espaços lúdicos, zonas onde, por exemplo, as crianças possam brincar ou aprender, em segurança, a andar de bicicleta.
Tendo consciência disso mesmo, a utilização dos transportes públicos é reduzida, os percursos pedonais ou de bicicleta, cumprindo distâncias mínimas, são considerados penosos. Em contrapartida, mesmo com o elevado custo dos combustíveis, preferimos o esforço financeiro familiar (já por si penoso) a prescindir do conforto do nosso automóvel. Mesmo sabendo dos impactos no ambiente, saúde pública, qualidade de vida urbana e saúde individual.
É incomparável a vida urbana de hoje da que se viva há uns 20-30 anos atrás. Brincava-se na rua, nos passeios, jogava-se à bola entre a passagem, mais que esporádica, de um carro, faziam-se, em segurança, as mais diversas actividades de bicicleta.
Hoje o Parque da Cidade não tem vida porque raramente as pessoas o utilizam (ficou sem barcos, sem macaca, sem corridas de jogging, sem futebol, sem…); a baixa de Sto. António não atrai e o Rossio, tirando a azáfama da noite, só por iniciativas esporádicas das entidades locais (Câmara e Junta de Freguesia, fundamentalmente) e do vai-vém dos moliceiros com os turistas, vai tendo brilho.
Aveiro está a transformar-se numa cidade cinzenta, sem movimento, sem pessoas que lhe dê cor e vida.
E a cidade é de e para as pessoas… de todos nós!
As Flores do Vouga.
Ele há coisas… e, para muitos, quase que “milagres”.
Ao fim de dez (longos) anos, as Florinhas do Vouga têm o espaço que dignamente merecem.
E merecem-no, por todo o trabalho que social e humanamente (acrescido da sua essência religiosa) desenvolveram e desenvolvem na cidade.
É esta missão social e politica que, em muitos momentos, vai falhando no papel da Igreja, nos dias de hoje.
É este saber estar na comunidade, intervir no seu desenvolvimento, ajudar aqueles que mais precisam e que, na maioria dos casos, o Estado não soube, não pôde ou não quis auxiliar.
É o saber estar nos momentos certos, nos locais e espaços que para muitos causam aversão e com aqueles que trazem a indiferença social e comunitária como companhia diária.
Finalmente…

Ao sabor da pena…

03 agosto 2008

Filme Kodak

para mais tarde recordar...

A propósito da aprovação, pelo TC, do pedido de empréstimo da CMA no valor de 58 milhões de euros.
E agora?! Após o que foi lido aqui, a 31 de Julho de 2008 (edição número 856 de "O Aveiro")que "cabeça vai rolar"?! A quem pedir responsabilidades?!